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terça-feira, 5 de agosto de 2025

NAU POESIA: POESIA SEM VERSOS*

Nau Poseisa: Espiral do Tempo
a existência é um imenso vazio recheado de tudos recheado de nadas as árvores das ruas as copas das árvores as folhas das copas as copas flanantes bailantes sensíveis à mais leve brisa vento vento vento voa gaivota voa a vida voraz, efêmera e eterna a esperança alimento luz e energia viva desesperança também por que não a chance uma pequena viva cor viva incendeia o esmaecido solo que pisamos que deitamos em que nos ralamos a ferida aberta a dentadas a unhadas sangue brotando e escorrendo denso e fluido onde a vida começa e termina no círculo não há início, meio ou fim não há rumos não há objetivos não há alvos somente caminhar o eterno retornar o passar para deixar algo de si desmantelado esfacelado poeira suspensa que parece cair que parece levitar

Ilustração produzida com auxílio de IA



Vídeo:
"So What", Miles Davis e John Coltrane


"Poesia sem Versos" faz parte do livro Profano Coração, que está à venda, em todas as versões digitais, na Amzon do Brasil e de mais 13 países. Para adquirir no Brasil o seu ebook, clique na capa acima. Lançado originalmente em 2009 por uma editora que posteriormente não teve escrúpulos e continuou a vendê-lo após o término do contrato, em 2011, sem repassar qualquer percentagem das vendas ao autor, o livro foi muito elogiado. Para ler algumas opiniões sobre ele, clique aqui.

Poesia publicada originalmente no dia 26 de agosto de 2010.

Ilustração produzida com auxílio da IA

6 comentários:

  1. depois que lí, me veio um 'ufa'... rs rs, pois lí num fôlego só...

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    1. A intenção foi esta, por isso "sem versos" ou em um único longo verso. É a versão.rsrs Obrigado, pena que não assinou. Mas volte sempre.

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  2. O que nos resta é contemplar a existência.

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    1. Amiga, interpreto de forma diferente, mas pode ser que você se refira a existência como algo que entendo de outra maneira. Existir apenas, pra mim, é respirar e seguir no automático. Portanto, creio que tenhamos de ir além da existência, inclusive praticando a contemplação. Obrigado pelo interesse, o comentário e o apoio de sempre. Volte mais e mais e mais vezes.

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    2. O que eu quis dizer, poeticamente rsrs...que "existimos" esquizofrenicamente e esquecemos de "contemplar" a nossa existência. Eu, por exemplo, fiz da minha maior parte da vida a ausência da contemplação. Hoje vejo o quanto perdi de minha "existência".

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    3. Interpretamos a palavra de formas distintas (e estou interpretando hoje possivelmente de forma bem diferente de quando escrevi, há uns 25 anos, creio). Por isso a poesia é tão rica. Eu escrevo, depois publico, você lê e a refaz, ou a faz de sua maneira, com sua vivência, sua cultura. E ela ainda pode me levar a outra interpretação mais adiante. Uma coisa é você ler algo com 20 anos, outra com 40, depois com 60. Obrigado por enriquecer o debate, minha amiga. Volte sempre. Bjs.

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