Nessas tardes
sob e sobre a
Baía de Guanabara,
o céu é uma
ferida aberta,
que sangra, sangra...
sob e sobre a
Baía de Guanabara,
o céu é uma
ferida aberta,
que sangra, sangra...
Ontem, um hematoma esverdeado
revelava o ferimento celeste,
e a beleza exposta
em nuvens fraturadas
escorria em reflexos
nas águas da Guanabara.
Hoje, o céu sangra novamente
no crepúsculo outonal,
sangue fluorescente
retido por negras nuvens
neste estranho céu,
ferido por intenso vento,
expondo o sangue pisado
deixado pelo sol
em seu último vestígio
deste dia, desta estação.
revelava o ferimento celeste,
e a beleza exposta
em nuvens fraturadas
escorria em reflexos
nas águas da Guanabara.
Hoje, o céu sangra novamente
no crepúsculo outonal,
sangue fluorescente
retido por negras nuvens
neste estranho céu,
ferido por intenso vento,
expondo o sangue pisado
deixado pelo sol
em seu último vestígio
deste dia, desta estação.
* Imagem de quadro que dizem ser de Salvador Dalí (preciso confirmar isso)
Esta poesia faz parte do livro "Profano Coração", de minha autoria. Caso queira adquirir o seu, entre em contato comigo pelo e-mail edulamasneiva@gmail.com.Veja também: Matinal
Tecelã Natureza
Cá Estou Eu
Nada Mais
Oferenda (ou Canção de um Ser Dilacerado)
Marginal
Bailarina Fumaça
Chorinho
Euforia com Data Marcada
Veneno e Elixir
Despedidas
O Fim de Tudo
Monólogos 7
Sorte ou Azar
Há 40 Anos, o Fim da Voz Rascante de Janis
3 comentários:
Edu, infelizmente não posso tecer um comentário politico, mas com certeza os que os nossos governantes, municipal e estadual, fazem ao nosso povo sobre a saude pública, sua poesia é um triste retrato do sentimento de um povo abandonado a própria sorte.
Um forte abraço. Fernando Cardelli.
Muito bom, Edu
Eduardo,
Acima de qualquer comentário ou análise sobre o conteúdo, o que me passa é um sentimento de paixão no que idz respeito a sua crônica poetica (com a sua licença, é claro!).
Aliás você e o Claudio Munhóz deveriam publicar seus materiais poeticos.
Um grande abraço e parabéns pelo seu blog.
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