sexta-feira, 7 de outubro de 2016

NAU POESIA: AMORES*

Obra de Juarez Machado
Amor por inteiro
Amor por dinheiro
Amor interesseiro

Amor profundo
Amor vagabundo
Amor pelo mundo

Amor sem graça
Amor desgraça
Amor mordaça

Amor desinteressado
Amor desapegado
Amor safado

Amor espiritual
Amor racional
Amor visceral

Amor ocidental,
Amor oriental
Amor acidental

É tudo isso o mesmo amor?
É tudo isso mesmo o amor?
É tudo isso mesmo, amor?

Amor fraterno
Amor materno
Amor subalterno

Amor à primeira vista
Amor a perder de vista
Amor pago à vista

Amor com vaidade
Amor com piedade
Amor sem idade

Amor possessivo
Amor lascivo
Amor excessivo

Amor secreto
Amor discreto
Amor sem teto

Amor sofrido
Amor sem libido
Amor fodido

É tudo isso o mesmo amor?
É tudo isso mesmo o amor?
É tudo isso mesmo, amor?

Amor exclusivista
Amor egoísta
Amor exibicionista

Amor casual
Amor usual
Amor sem igual

Amor de pele
Amor que escalpele
Amor que impele

Obra de Juarez Machado
Amor que se supôs
Amor que se impôs
Amor que ficou pra depois

Amor de olhar
Amor de calar
Amor de urrar

Amor religião
Amor comunhão
Amor pagão

É tudo isso o mesmo amor?
É tudo isso mesmo o amor?
É tudo isso mesmo, amor?

Amor demais
Amor que ficou pra trás
Amor de meter por trás

Amor que trai
Amor que distrai
Amor que contrai

Amor dependente
Amor conveniente
Amor subserviente

Amor grudento
Amor marrento
Amor bem lento

Amor que une
Amor que desune
Amor que pune

Amor sem sexo
Amor sem nexo
Amor só sexo

É tudo isso o mesmo amor?
É tudo isso mesmo o amor?
É tudo isso mesmo, amor?

Obra de Juarez Machado
Amor perigoso
Amor dadivoso
Amor pegajoso

Amor displicente
Amor indigente
Amor ardente

Amor querido
Amor bandido
Amor proibido

Amor solidário
Amor solitário
Amor sanguinário

Amor disneylândia
Amor cascadura
Amor sem piedade

Amor de gay
Amor, não sei
Amor, cansei

É tudo isso o mesmo amor?
É tudo isso mesmo o amor?
É tudo isso mesmo, amor?

* Originalmente, "Amores" havia sido publicado neste blog em 8 de outubro de 2013 (portanto, quase exatos 3 anos atrás) e teve os seguintes comentários:

Anônimo terça-feira, outubro 08, 2013 
Amei!!!
Fernando Cid

Ana Claudia Medina terça-feira, outubro 08, 2013
É tudo isso mesmo o Edu? Adorei!!!!

Dra. Denise terça-feira, outubro 08, 2013
É tudo isso o mesmo amor?
É tudo isso mesmo o amor?
É tudo isso mesmo, amor?
Tudo isso e muito mais, Edu...você me escreveu uma pequena parte do que já desenhava essa poesia, mas isso aqui, depois de pronto...bem, isso aqui é AMOR e muitas das suas formas.
Mais uma vez você compartilha sua alma com seus leitores. Lindo.

Lida Marina Hurovich Neiva quarta-feira, outubro 09, 2013
Muito inspirado!!! e inspirador (me deu vontade de pintar), abraço

** Esta poesia abre o ebook "Sutilezas", lançado em 2019. Para adquirir o seu clique aqui.

Você ainda pode ouvir "Amores", num episódio do LamasCast, é só clicar aqui ou aqui.

Veja também:
A memória viva de Mandela
Nada mais

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

"O NEGRO CREPÚSCULO", UM TRABALHO DE 11 ANOS

Comecei a escrever "O negro crepúsculo" em 2004 e só me dei por satisfeito no fim do ano passado. Foram 11 anos criando brechas de tempo na correria interminável do dia a dia para escrever e chegar onde desejava. Classifiquei de romance apenas por uma questão editorial mercadológica, pois a narrativa é cercada de poesias abrindo cada um dos capítulos (com exceção do primeiro e do último - último?), além de crônicas e reflexões do personagem c.j. marques. O que é o pano de fundo?

Alguns jornalistas e escritores, como Luiz Antonio Mello, Marcus Veras e Bruno Lobo, e outras pessoas das mais diversas áreas, aos quais agradeço muito, muito mesmo, elogiaram bastante o livro. Revisei incansavelmente - e sempre acho algo para mudar cada vez que o releio -, editei, incluindo a foto de capa, na qual não pus absolutamente nada escrito, inspirado em alguns LPs de bandas que admiro - e o lancei no formato digital e independente, só com a ajuda da tecnologia e da possibilidade aberta pela Amazon.

Há quem não tenha entendido perfeitamente ainda, por isso faço questão de esclarecer: não faço isso por hobby, para aparecer, não é um passatempo, é meu ofício, minha vocação. "Escrevo para não sucumbir".

Assim como "Profano coração", livro de poesias que lancei de forma tradicional em 2009 e que publiquei com 4 poemas extras na versão digital em julho do ano passado, "O negro crepúsculo" está em promoção por tempo limitado, custando apenas R$ 4,50 (veja aqui: http://goo.gl/SdKSqU). Meu livro de estreia custa menos ainda neste período, somente R$ 1,99 (aqui: http://bit.ly/1L3rcqW).

Aguardo por seu interesse, leitura e opinião (qualquer que seja ela). Ótimo dia!

Veja também:

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

GERALDO, UM ASSOVIO QUE AINDA SE OUVE

Geraldo assoviava para a bola. Foto: Placar
A morte de Geraldo, há exatos 40 anos, marcou profundamente a minha infância. Era ele, ao lado de Zico e Doval, o craque do meu time que mais gostava de ver jogar. Os dois eram amigos e se entendiam em campo maravilhosamente bem. Tanto, que ambos foram logo convocados para a seleção brasileira, pelo então técnico Osvaldo Brandão, que substituiu Zagallo após a campanha apenas regular na Copa de 1974.

Tinha eu apenas 10 anos, completados pouco mais de um mês antes, quando recebi a triste notícia, acho que pela minha mãe, que teria ouvido no rádio. Geraldo, o Assoviador, tinha apenas 22 anos de idade e morreu na mesa de cirurgia para extração das amígdalas.

Na minha memória sempre ficou a corrida cadenciada pelo gingado natural e a cabeça em pé, por pouco precisar olhar para a obediente bola, grudada aos seus pés, especialmente o direito, que invariavelmente só o largava quando ele a mandava com perfeição a um companheiro ou ao gol adversário. O amigo Pintinho, que jogava no Fluminense, tinha um estilo bastante semelhante. Geraldo tinha a elegância de um mestre-sala com a bola a lhe acariciar as chuteiras toda vez que assoviava para ela.

Em pé: Valdir Perez (São Paulo), Chicão (São Paulo), Nelinho (Cruzeiro), Miguel (Fluminense), Amaral (Guarani) e Marinho (Botafogo). Agachados: Flecha (América-RJ), Geraldo (Flamengo), Palhinha (Cruzeiro), Rivelino (Fluminense) e Lula (Internacional). Foto do arquivo da CBF. 
Vejo em pesquisa que ele atuou em sete jogos na seleção, entre 75 e 76, com seis vitórias e apenas uma derrota. Participou das conquistas da Taça Atlântico, Copa Rocca e Taça Oswaldo Cruz, todas em 76. No Flamengo, foram 169 partidas, com 96 vitórias, 40 empates e 33 derrotas. Marcou 13 gols no time rubro-negro, fora os inúmeros passes perfeitos para os companheiros marcarem. No Rubro-Negro, conquistou entre muitos troféus, a Taça Guanabara de 73 e o Campeonato Carioca de 74. Ele estreou em 25 de junho de 1973, na vitória de 1 a 0 sobre o Goiás, em amistoso na Gávea, e se despediu involuntariamente em 4 de agosto de 1976, na derrota de 3 a 0 para o Americano, no Estádio Godofredo Cruz, em Campos, pelo Campeonato Carioca.

Pesquisando um pouco mais, fiquei sabendo que naquele último ano de vida, apesar das grandes atuações, dos muitos elogios feitos pelo técnico da seleção e das seguidas convocações, Geraldo vinha tendo constantes problemas com dirigentes rubro-negros, que já começavam a cogitar, mesmo que sem alarde, a negociá-lo. O que seria uma verdadeira estupidez. Ele já tinha até sido punido por um problema na Bahia, para onde teria sido obrigado a viajar, mesmo machucado. O seu procurador já falava em Olympique de Marselha e Real Madrid, e o Botafogo também teria demonstrado interesse.

Geraldo, Doval (7) e Zico em um jogo no Maracanã. Foto: Sport/MB Media
Essas divergências já faziam parte da torcida contestá-lo, ainda mais depois da perda da Taça Guanabara para o Vasco, nos pênaltis (Geraldo fez o belo gol de empate no tempo normal, mas assim como Zico, que daria a vitória ao Flamengo se marcasse, desperdiçou a sua cobrança). Isso só comprova que desde aquela época a diretoria conseguia manipular alguns integrantes da massa. Na verdade, Geraldo teve algumas dificuldades desde que chegou ao Flamengo, vindo de sua terra natal, a mineira Barão de Cocais, com 16 anos.

Ele teve uma grave doença logo no início, e o clube o ajudou a curá-la. Isso, segundo Geraldo, foi usado várias vezes para tentar enquadrá-lo. Ao mesmo tempo em que se destacava em campo, acumulava problemas com treinadores e dirigentes, fora dele. Por outro lado, era muito querido por companheiros, funcionários do clube e até adversários, como seus amigos Pintinho e Paulo Cézar Caju. Geraldo era irmão de Washington, zagueiro que também jogou no time da Gávea e que é pai do zagueiro português Bruno Alves, um dos integrantes do time campeão da última Eurocopa.

Foi em memória de Geraldo e para arrecadar fundos para ajudar a sua família que o Flamengo enfrentou a seleção brasileira, formada basicamente por jogadores que haviam sido campeões no México, em 70. O jogo foi realizado no dia 6 de outubro de 76, e o time rubro-negro venceu por 2 a 0, gols de Paulinho e Luiz Paulo. Foi a primeira vez que vi meu time jogar de luto. Uma vitória triste. Como bem disse Zico, era uma partida que - apesar do imenso prazer que ele e seus jovens companheiros tiveram de enfrentar Pelé, Jairzinho, Rivelino, Carlos Alberto Torres e companhia - jamais gostaríamos que fosse realizada.



Vídeo: TheBigzaum
Veja também:
Futebol-arte: os maiores jogos de todos os tempos 11
Alguns jogos que faço questão de recordar

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

"O NEGRO CREPÚSCULO" PELO MUNDO

Muitos já sabem, alguns até já compraram nos Estados Unidos e na Inglaterra, mas é sempre bom que mais gente saiba: não é só no Brasil que se pode adquirir "O negro crepúsculo", que está à venda aqui, é só clicar. Nos EUA e diversos outros países, por exemplo, há a opção da Loja Kindle da Amazon.com. Se é o seu caso, clique aqui para comprar o seu.
"O negro crepúsculo" à venda no Japão

Abaixo, passo uma lista de outros países em que você pode comprar o livro, publicado em versão digital para ser lido em qualquer dispositivo (smartphones, tablets e computadores pessoais). É só clicar no país em que você está neste momento que você estará a dois passos de "O negro crepúsculo": 


Avise aos seus amigos que moram no exterior.

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