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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

NAU POESIA: UM MUNDO INTEIRO SEM CABER EM MIM

Nau Poesia: Um mundo inteiro sem caber em mim

A Lô Borgesin memoriam

Passeio no passado
Flutuo no futuro
Piso no presente 

E lá vou eu novamente
Em busca do meu lugar no mundo
Como, se há tanto, um mundo inteiro
Aqui dentro sem caber em mim?

Tantas terras, tanta gente,
Tantos cantos, tantas palavras,
Tantos momentos, tantos instantes,
Ecos, reflexos, reflexões, criações
Pensamentos, sentimentos, sensações,
Alegrias, emoções, consternações,
Conquistas, erros, erros, erros...
E a eterna vontade de acertar,
A vibrante inquietude
de ver florescer
Tudo, tudo, tudo o que foi
Pacientemente, diariamente,
Semeado.
E tudo, tudo, tudo o que ainda
Falta semear.

Passeio no passado
Flutuo no futuro
Piso no presente 

Ilustração produzida com o auxílio do GPT Image (IA)

Um pouco mais sobre isso tudo acima

Toda vez que ocorre uma mudança importante em minha vida palavras, versos, frases, versões brotam dos meus pensentimentos. Não só nestes momentos, claro, mas invariavelmente neles. E agora que deixamos, eu e minha mulher, Florianópolis - como moradia - no passado e estamos em Jundiaí (SP) com esperança de novos tempos, novas oportunidades, "novos olhares que nos façam sorrir" (muito grato, mestre Paulinho da Viola), compus em duas etapas "Um mundo inteiro sem caber em mim", que você que aqui chegou provavelmente leu.

E, como a tecnologia em que venho mergulhando já há um ano me permite, aproveitei para pedir ao Suno que me trouxesse música aos versos acima. Pensei depois em trocar "piso" por "finco pé" no presente, mas deixei como originalmente surgiu-me. 

Veja também:
Nau Poesia: Às obviedades da objetividade
Nau Poesia: Novos rumos, novos tempos

Creio que a interpretação de leitoras e leitores não será a de pisotear, mas ao lançar ao mundo o que escreve o poeta sabe que cada leitura traz uma nova cor, uma nova mensagem, novas interpretações de acordo com a vivência de quem lê e de alguma forma se apropria da obra. Desapego e lanço assim ao mundo. Mesmo que este mundo seja formado por apenas meia dúzia de pessoas.

Saudações a você e a tudo de maravilhoso que o Universo nos traz diariamente. E que os maus espíritos e maus pressen e pensentimentos não ganhem vida. Obrigado a Floripa e a todos os amigos e amigas que lá deixei e que reverei, alguns muitas vezes mais, pois se assim desejarmos. 

A homenagem

A partida de Lô Borges me deixou muito triste. Suas músicas, especialmente as do Clube da Esquina fazem parte da trilha sonora da minha vida e continuarão até o fim. Tenho sangue mineiro, isso explica muita coisa. 

Inclusive o pedido à plataforma de IA para que fizesse uma música para esta poesia que criei em duas partes há poucas semanas com estilo da música das Minas Gerais, com pitadas de rock e música clássica, o que neste caso específico entendo que foi completamente ignorada. Sem problemas, o resultado me agradou e me emocionou muito.

E a você? Ouça e veja o vídeo abaixo ou no meu canal do YouTube como ficou a música e comente, siga o blog. Agradeço.   


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terça-feira, 5 de agosto de 2025

NAU POESIA: POESIA SEM VERSOS*

Nau Poseisa: Espiral do Tempo
a existência é um imenso vazio recheado de tudos recheado de nadas as árvores das ruas as copas das árvores as folhas das copas as copas flanantes bailantes sensíveis à mais leve brisa vento vento vento voa gaivota voa a vida voraz, efêmera e eterna a esperança alimento luz e energia viva desesperança também por que não a chance uma pequena viva cor viva incendeia o esmaecido solo que pisamos que deitamos em que nos ralamos a ferida aberta a dentadas a unhadas sangue brotando e escorrendo denso e fluido onde a vida começa e termina no círculo não há início, meio ou fim não há rumos não há objetivos não há alvos somente caminhar o eterno retornar o passar para deixar algo de si desmantelado esfacelado poeira suspensa que parece cair que parece levitar

Ilustração produzida com auxílio de IA



Vídeo:
"So What", Miles Davis e John Coltrane


"Poesia sem Versos" faz parte do livro Profano Coração, que está à venda, em todas as versões digitais, na Amzon do Brasil e de mais 13 países. Para adquirir no Brasil o seu ebook, clique na capa acima. Lançado originalmente em 2009 por uma editora que posteriormente não teve escrúpulos e continuou a vendê-lo após o término do contrato, em 2011, sem repassar qualquer percentagem das vendas ao autor, o livro foi muito elogiado. Para ler algumas opiniões sobre ele, clique aqui.

Poesia publicada originalmente no dia 26 de agosto de 2010.

Ilustração produzida com auxílio da IA

sexta-feira, 25 de julho de 2025

NAU POESIA: ESPIRAL DO TEMPO *

Nau Poseisa: Espiral do Tempo

... e ainda gira sobre seu próprio eixo
a gigantesca espiral do tempo...

e a vida, que anda pela hora da morte,
repete movimentos, locais e sensações
em momentos distintos, mas bem reconhecíveis
é o deja-vu aflorando a alma
em rascunhos de decisões nunca tomadas
em sonhos repetidos e palavras fugidias
em dores repentinas e medos paralisantes
localizados num ponto específico
deste imenso ciclo aberto no espaço
que se move vertiginosamente lento
como se estivesse estático

... mas ainda gira sobre seu próprio eixo
a gigantesca e enigmática espiral do tempo...

a vida caminha pela zona morta
numa lentidão vertiginosa
a lua e o sol se revezam no céu
e quando se encontram dançam na penumbra
a água em torno de si desce pelo ralo da pia
a folha, como um cone, se despede da árvore
a marimba roda para alcançar a pipa voada
que se enrosca na própria rabiola
a bailarina gira no ar e prepara o leve pouso no palco
o acrobata exibe sua pirueta no circo
a menina encantada em seu cavalo de mentira
brinca no carrossel do parque de diversões
o ginasta finaliza sua apresentação no salto mortal
a bola chutada com efeito, sai da linha reta do gol
para fugir do goleiro e ganhar a rede
o parafuso penetra a parede
a mola se solta e salta

... e ainda gira sobre seu próprio eixo
a gigantesca, enigmática e
indestrutível espiral do tempo...

e a vida desce a ladeira em ponto morto
Cronos convoca Hermes, que evoca Ares e Atena
o louco dança com sua solidão no quarto escuro
o corpo do enforcado gira de um lado para o outro
o torno na mão do carrasco tortura um anjo
o bêbado rega a calçada com sua tontura
a areia movediça engole um bicho
o redemoinho afoga um homem
a tormenta naufraga um barco
o assassino gira o tambor do revólver
antevendo o sangue da vítima
a roleta russa ganha esquinas
o automóvel capota na estrada
o avião abatido rodopia no ar
no horizonte se vê um cogumelo atômico
o tufão arrasta casas, prédios, carros, pontes
e devasta cidades

... e ainda gira sobre seu próprio eixo
 a gigantesca, enigmática,
indestrutível e infinita
 espiral do tempo...



Espiral do Tempo, poesia musicada com IA


Escrita no início da década passada, os anos 10 do século XXI, esta poesia que considero uma das mais importantes de minha obra ganhou arranjo, harmonia, melodia e um "cantor" e um ótimo "grupo musical" graças à inteligência artificial. Para esta longa poesia tentei fazer um rock progressivo, mas mesmo não sendo exatamente o que imaginei fiquei bastante satisfeito com o resultado. 

Acredito que as palavras, os versos, a poesia como um todo ganhou ainda mais força com a execução da "banda" AleluIA, como acabo de nomear. Mais uma vez utilizei a plataforma Suno, mas desta vez tive de fazer várias tentativas até chegar a um resultado que me agradasse. Nas oportunidades anteriores não precisei rejeitar tantas versões produzidas pela ferramenta.


E você, o que achou? Aguardo o seu comentário, agradecendo desde já a sua visita e o comentário. Não deixe de seguir o blog para receber avisos de novas postagens e novidades por aqui. Grato, muito grato.

Agora ouça a música e veja o vídeo que editei com imagens também produzidas com o auxílio da IA.



* Esta poesia havia sido originalmente postada neste blog em 9 de outubro de 2011, posteriormente republicada em 9 de agosto de 2016 e novamente em 13 de janeiro de 2022. Foi publicada também na edição 4 do Jornal Portal, de novembro de 2014. Agora volta a ser renovada trazendo o vídeo com a poesia musicada com auxílio da IA. 

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quinta-feira, 10 de julho de 2025

"CÁ ESTOU EU", POESIA MUSICADA COM IA

Título da Postagem
Imagem gerada com auxílio da IA para a abertura do vídeo

Cá estou eu a apresentar desta vez uma experiência um pouco diferente para ouvidos viciados. Desde que comecei a escrever poesias e a registrá-las, nos tempos em que passava do manuscrito para a máquina de escrever, como já mencionara na postagem anterior, sempre tive a noção da musicalidade na composição de meus versos. Quis o destino que fosse uma tecnologia a me dar a chance de ouvi-los cantados com arranjo e tudo. Pois é, torça o nariz quem quiser, mas é desta forma que tenho visto muitos dos meus trabalhos ganharem a cor própria que sempre idealizei. 

E esta poesia, "Cá estou eu", tem uma história muito particular que faço questão de contar. A começar por um erro que deu certo. Quando fui copiar a letra de um dos meus arquivos para pôr no "prompt" (comando) do Suno não percebi que deixara os dois últimos versos de fora. O resultado me agradou tanto que decidi não mexer mais. 

Como a poesia nasceu

Estava eu, provavelmente no fim dos anos 90, sentado à varanda da minha casa em Rio do Ouro/Várzea das Moças, São Gonçalo (RJ), relendo "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", de José Saramago, quando em determinado momento pausei a leitura, pousei o livro em meu colo e fiquei a observar, como costumeiramente fazia, o morro que ficava adiante e pus-me a admirar, como quase sempre fazia, uma árvore belíssima que ficava em seu topo. Árvore esta que também me fez criar versos para sempre lembrá-la (clique aqui para ler "Tecelã Natureza").

Veja também:

A necessidade de escrever surgiu como da forma tão bem descrita na música "Amor, meu grande amor", de Angela Rô Rô e Ana Terra: "não chegue na hora marcada, assim como as canções, como as paixões e as palavras". Corri em busca de papel e caneta, dentro de casa, e voltei à varanda para escrever a poesia de 6 estrofes, originalmente. 

Abaixo, apresento como os versos foram apresentados para o surgimento da música, com auxílio da IA, e posteriormente a edição de imagens e vídeo.

CÁ ESTOU EU
(Eduardo Lamas Neiva)

Cá estou eu na varanda
a tocar com os dedos
o morro adiante,
a acariciar as folhas das árvores,
sem poder sentir sua tez.

Cá estou eu a ouvir
os murmúrios dos pássaros,
os ruídos dos carros,
os louvores dos céus...

Cá estou eu a sentir
o vento ao meu redor,
me lambendo o corpo
e fazendo a mata dançar.

Cá estou eu a mirar o infinito
como se ele existisse,
como se fosse compreensível,
como se fosse plausível.

Não podia deixar de dedicá-la ao grande mestre Saramago, que só vi de pertinho uma vez, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, quando ele e o ator Paulo José leram trechos de "A caverna", que estava sendo lançado na época (início dos anos 2000) - e que eu, indesculpavelmente, ainda não li. 

Veja também:

E por que a poesia ressurgiu?

Estava há poucos dias rodando a Amazon Prime em busca de algum filme ou série interessante com minha mulher, quando me deparei com a possibilidade de assinar, mesmo que temporariamente e de forma gratuita, o canal Arte 1. E já vislumbrando a possibilidade de ver um especial sobre José Saramago. 

Já havia me esquecido deste fato quando fui assistir a um jogo de futebol na Amazon Prime. No dia seguinte sentei-me em frente à TV para assistir ao belíssimo especial em homenagem ao Centenário de José Saramago, dirigido por Gisele Kato, com quem falei algumas vezes na época em que trabalhei como sócio-diretor de uma empresa de produções artísticas do Rio de Janeiro.

Foi assistindo ao programa que me recordei desta poesia, que andava perdida em minha memória, apesar de publicada no meu ebook "Cor Própria (1984-1999)", que publiquei de forma independente no início de 2022, ainda durante a pandemia da Covid-19.

Como foi feita a música?

Mais uma vez utilizei a plataforma Suno e minha orientação foi de produção de uma música tradicional portuguesa, ao estilo do Madredeus, com voz feminina. Afinal, para mim, não existe fado ou música portuguesa sem uma cantora - e Teresa Salgueiro é uma das maiores para mim. E o resultado me agradou muito, embora não tenha sido de primeira, como fora a escrita da poesia, décadas atrás e a mais de mil quilômetros de distância, pois ainda estou em Florianópolis.

Veja também:

Para quem não sabe, o Suno normalmente faz duas versões para cada pedido de música que se faz e eliminei logo a primeira, mas guardei a segunda, pois me agradara. Porém, não me dei por satisfeito e busquei mais duas. E foi uma delas, desta segunda tentativa, que me agradou mais e que resolvi trazer a público, a você.

Espero que goste, mesmo que a IA incomode. Tente se concentrar na força que as palavras ganharam na voz de A.I.da MA.I.A., como nomeei minha "cantora portuguesa", e no arranjo arranjado por esta tecnologia ao mesmo tempo tão assustadora, quanto fascinante.

Créditos do vídeo        

Poesia, prompts de estilo musical e de ilustrações e edição de vídeo: Eduardo Lamas Neiva.

"Cantora": A.I.da MA.I.A.

A referência ao livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" se deve ao fato de que a poesia foi escrita quando eu lia pela segunda vez esta magnífica obra de José Saramago. E ao ebook "Cor Própria", porque, com leves mudanças e duas estrofes a mais, esta poesia está publicada neste livro de autoria de Eduardo Lamas Neiva à venda na Amazon do Brasil e de mais 13 países. Caso queira adquiri-lo na amazon.com.br, é só clicar aqui

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Nau Poesia: A lua
"Cor própria", o primeiro que veio a ser o quinto

sexta-feira, 6 de junho de 2025

"FRAGMENTOS POÉTICO-FILOSÓFICOS DE BOTECO", POESIA MUSICADA COM IA

Título da Postagem
Imagem gerada com auxílio da IA para a abertura do vídeo

As experiências que tenho feito utilizando minhas poesias para musicá-las, com o auxílio da IA, mostrou-me, mais uma vez, como já imaginava lá nos primórdios, em meados dos anos 80, que este meu trabalho com versos foram feitos para a música. Nas primeiras poesias que produzi e registrei em papel, lá pelos meus 17, 18 anos, eu escrevia abaixo do título "Letra: Edu" (ainda tenho aqui, à máquina, arquivados em antigas pastas muitos destes papéis), o que comprovava já naquele tempo a minha intenção.

É que quando comecei a escrever poesias, a minha experiência com os versos era quase que exclusivamente alimentada pelas músicas brasileiras que tanto admirava e ainda admiro, principalmente Chico, Milton, Gil. Com o passar do tempo, o interesse em ler Cecilia Meireles, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Cruz e Sousa, Arthur Rimbaud, William Blake e outros poetas, tanto dos versos quanto da prosa (quem disse que Clarice Lispector, por exemplo, não é poeta?), fui moldando minha escrita mais para o ler, sem, no entanto, abandonar o ouvir, pois que um ritmo, uma harmonia, até melodia sempre me acompanharam. 

Tanto que, tantas e tantas vezes escrevi - aqui mesmo, como você já deve ter observado - que componho versos, como a dizer compus letra pra música.

Veja também:

A poesia musicada com IA da vez

Todo este preâmbulo acima pra dizer que "Fragmentos Poético-Filosóficos de Boteco", que compus para o ainda inédito livro "Canções", como os próprios nomes sugerem (da poesia e do livro), são versos musicais que a inteligência artificial permitiu nascer, com arranjo de voz e violão, de um modo bem baiano, como sugeri à plataforma Suno

Normalmente, acho que já expliquei anteriormente, a aplicação fornece duas versões para cada geração de música, então, eliminei uma delas e fiquei com a que muito me agradou e que você vai poder ouvir abaixo, assistindo ao vídeo que editei com imagens também produzidas com a ajuda da IA.

Porém, antes do vídeo leia a poesia composta provavelmente num destes quase seis anos em que vivo em Florianópolis, aniversário que provavelmente não se completará, mas isto é outro papo. Creio que assim você terá uma ideia melhor de como foi a poesia antes de ter uma melodia pra chamar de sua.

Veja também:

FRAGMENTOS POÉTICO-FILOSÓFICOS DE BOTECO

(Eduardo Lamas Neiva)

Como se jogar
de corpo inteiro
se só ouviu o coração?
Jogue as vaidades
na fogueira.
Perdoar-se
pode ser sim
a melhor maneira,
mas pode levar sim
a um perigoso cinismo.

Onde há quem veja
acaso, coincidência,
fruto da fé
enxergo poesia
e finco pé
nas nuvens

Poesia é reconhecer o quanto
de sagrado e de profano
há num santuário e num bordel
Poesia é fazer o percurso
do Inferno ao Céu

Poesia está em ti,
está em mim
É prece ou revelação,
pois a arte mais sugere
que mostra
sem princípio,
nem fim.

Espero que tenha gostado e tenha vontade de comentar abaixo e seguir o blog. Agradeço, mais uma vez, desde já.

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Nau Poesia: Vertiginosa vida
Música pra Viagem: Mirrorball


segunda-feira, 19 de maio de 2025

"NÉVOAS, NUVENS, NEBLINAS", POESIA MUSICADA COM IA

Título da Postagem
Ilustração criada com auxílio da I.A.

A união da poesia, música e inteligência artificial ganha mais um capítulo em minhas experiências com "Névoas, nuvens, neblinas". Aproveito para reforçar o que venho dizendo repetidamente nos últimos meses: a tecnologia é uma ferramenta que pode ampliar nossas expressões artísticas. 

Pode limitar também? Também, mas não é o meu objetivo, nem valor, portanto, está fora de questão pra mim. A I.A. tem sido, até agora, uma ótima parceira pra mim que trabalho solitariamente há muitos anos já.

Outra poesia que se torna canção

Depois de "Jogo de bola" e "Palavras mareiam", agora chegou a vez de "Névoas, nuvens, neblinas", mais uma poesia que está no inédito livro "Canções". Utilizei novamente a plataforma Suno e consegui tornar os versos escritos em uma composição que desejava, semelhante aos sons das montanhas de Minas Gerais. 

Acho que consegui ao pedir que o estilo musical fosse "Folk-rock brasileiro de Minas Gerais", mas passo a bola pra você dar a sua opinião. O resultado escolhido por mim, pois o Suno sempre gera duas versões, caiu no meu agrado, pois foi na direção que pretendia. E, melhor, desta vez sem erros na letra.

Veja também:

O processo criativo

Os versos originais remetem às músicas da terra de meu pai, tios, avós e outros tantos antepassados. Em Minas está a metade paterna de meu sangue, com tantas memórias da infância e também mais recentemente, de 2017, quando passei a semana do carnaval no Parque Estadual de Ibitipoca, com minha mulher e amigos. 

Sempre componho poesias com algum ritmo, melodia, harmonia na mente e no coração. É o que chamo de pensentir ao transbordar, pois como escrevi na abertura do meu livro de estreia, "Profano coração", "poesia é transbordamento".

Estão ali também um pouco de melancolia e angústia de se ver obrigado a aceitar certas coisas inaceitáveis para o ego, mas que são impossíveis de se modificar. A poesia nasceu no período tenebroso mais recente que vivemos neste país e também no mundo, aqui especificamente com a combinação de desastre político com tragédia sanitária. 

Mas isso está muito implícito, apenas revelo aqui para que saiba qual foi a minha motivação, especialmente para a última estrofe: "Nada vejo e prossigo/ Sentindo na carne a lanhar/ As lâminas afiadas/ Do que não posso mudar". 

Veja também:
Nau Poesia: Esperar Pelo Sol
Nau Poesia: Versos Do Avesso

A poesia e seus versos

NÉVOAS, NUVENS, NEBLINAS
(Eduardo Lamas Neiva)

Do céu vem o vento
Trazendo a poeira do tempo
A cegar-me os olhos tão vivos
Até então.

Névoas,
Nuvens,
Neblinas,

Como se subisse a serra
E descesse o serrote
Lanhando sentimentos
E sensações
De algum dia precioso

Névoas,
Nuvens,
Neblinas,

Nada vejo e prossigo
Sentindo na carne a lanhar
As lâminas afiadas
Do que não posso mudar.


A edição do vídeo

Para o vídeo que disponibilizo abaixo e que também está no meu canal do YouTube e nos meus perfis do Instagram, Facebook, LinkedIn e Tik Tok pedi as imagens ao ChatGPT, dando a direção que desejava. Tive de descartar algumas, pois às vezes a inteligência artificial não acompanha o nosso lento raciocínio.

Porém, no todo, creio que ilustram bem, acrescentando, sem se tornar redundante, os versos muito bem cantados pelo "cantor" e "compositor" da música: "A.I.lton GarcI.A.". Desculpe-me, mas não resisto a criar nomes para as minhas parcerI.A.s.    

Veja e ouça o vídeo abaixo. Espero que curta e deixe o seu comentário, agradeço muito. Ah, não deixe de seguir o blog! Mais uma vez, obrigado.

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Veja também:
Nau Poesia: Textura
Música pra Viagem: Cálice

segunda-feira, 12 de maio de 2025

"PALAVRAS MAREIAM", POESIA MUSICADA COM IA

Título da Postagem
Imagem produzida por IA

Mais uma vez venho aqui para compartilhar com vocês outra experiência que une poesia, inteligência artificial e música. Apesar de, como já dissera anteriormente, ainda haja quem torça o nariz para a IA, esse tipo de colaboração só demonstra como a tecnologia pode ampliar nossas expressões artísticas. 

E, para quem acha que tecnologia e arte são (ou deveriam ser) incompatíveis, recomendo o documentário "O segredo de Vermeer (Tim's Vermeer)". Está disponível na Netflix.

Uma poesia que virou canção

Depois de "Jogo de Bola", decidi experimentar como outra poesia inédita de minha autoria, "Palavras Mareiam", soaria ao se transformar em música com auxílio da IA. Utilizei novamente a plataforma Suno e consegui tornar os versos escritos em uma composição num estilo que nem sei se existe, o folk brasileiro. 

A ideia foi ter um gênero que valorizasse as raízes e tradições musicais brasileiras. E o resultado foi muito bom, no meu conceito, apesar de alguns erros na letra, por isso pus minha voz na edição de áudio para que fossem corrigidos os equívocos.

Processo criativo: como as palavras mareiam

Com meu poema original, ainda inédito em livros, busco explorar a fluidez das palavras e dos sentimentos, comparando-os ao movimento das marés. Ao submeter o texto à IA e especificar o estilo musical desejado, presenciei o nascimento de uma interpretação sonora que complementa perfeitamente a essência dos versos.

Para finalizar a experiência, editei um vídeo utilizando imagens também geradas por inteligência artificial, criando assim uma obra multimídia que representa a convergência entre arte humana e tecnologia.

Veja também:

PALAVRAS MAREIAM
(Eduardo Lamas Neiva)

Palavras mareiam,
sentimentos vêm,
sedimentos ficam,
sentimentos vão,
sedimentos escorrem.

Palavras erodidas,
sensações escritas
no silêncio
das pedras
na beira do cais,
na beira do meu caos!

Bate, mareia,
Cais!
Volta mais forte,
Caos!

A experiência de criar com IA

Não só em minha visão, mas nas experiências que venho tendo desde o ano passado, a inteligência artificial na arte não substitui a criatividade humana, mas oferece novas possibilidades de expressão. Neste projeto, a IA serviu como instrumento para explorar dimensões sonoras e visuais que complementam minha criação poética original.

Veja também:

A escolha do folk brasileiro como estilo musical não foi por acaso. Inventado ou não, este gênero, com suas raízes profundas na cultura popular brasileira, carrega a mesma autenticidade e fluidez que busquei expressar em meus versos sobre o movimento das palavras e dos sentimentos.

Vídeo, uma experiência a mais

O vídeo criado para acompanhar a música amplifica a experiência, trazendo elementos visuais que dialogam com o texto e a melodia. As imagens, também geradas com auxílio da IA, complementam o conceito de fluidez e transformação presentes na poesia original.

Veja e ouça o resultado no vídeo abaixo. Espero que curta, deixe seu comentário, agradeço muito.


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Nau Poesia: Esperar pelo sol
As velhas senhoras do Campo de San't Anna
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