segunda-feira, 6 de março de 2017

AGRO CÂNCER


Agro agora
Agro ogro
Agro negócio
Agro ganância
Agro tóxico
Agro câncer
Agro estupidez
Agro demência
Agro homicida
Agro suicida.

Ilustração: imagem sem crédito copiada desta página: http://www.organicsnet.com.br/2014/09/brasil-e-o-maior-consumidor-de-agrotoxicos-do-mundo/

Veja também: 
A Terra de Salgado
O ilimitado abuso do homem

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

POESIAS CANTADAS 11: PLENITUDE

Aqui vai mais uma poesia cantada. Ela retrata nos versos da segunda estrofe uma bela imagem que guardarei sempre comigo da cidade maltratada onde nasci, naquele lado onde sempre me senti estrangeiro. Talvez por isso um olhar tão encantado - e apartado -, no caso o do turista em sua própria cidade. Na verdade, minha cidade mesmo fica mais para dentro, o suburbano, este lado que tem sido sempre o mais escorraçado e vilipendiado ao longo dos muitos últimos anos.

Pode soar algo brega, ou romântico demais, para os mais exigentes, porém creio que haja algo de blues aí. E o blues tem uma história de choro (qualquer que seja ele), como o samba também tem. Então, que a guitarra e a gaita chorem e o bumbo da bateria marque o ritmo do coração. Nem que seja só na minha imaginação.



PLENITUDE
(Eduardo Lamas)

Plenitude
é o que alcanço
quando você se debruça
sobre mim

Como as ondas
abraçam as pedras no Joá
e escorrem por elas
se desfazendo
e se recompondo

Você se derrama em meu corpo
com sua pele alva
salpicada de gotas de chuva,
de orvalho, de mar
a me fazer transbordar
e matar sua sede
enquanto sorvo seu ser.

Veja também:
Os infernos de São Sebastião
Brasil, um edifício que cresce sobre frágeis alicerces
Lhasa de Sela já se foi e eu não sabia
Adiós, La Negra
Filipe Catto entre cabelos, olhos e furacões

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

GASOLINA NO INCÊNDIO 15

Com "Gasolina no Incêndio" pretendo provocar quem aqui venha, mexer com os brios mesmo. Incomode-se, reclame e até xingue se achar necessário, mas aqui não cabe a indiferença. Não vou censurar nenhum comentário, mas assuma-se, não se esconda no anonimato (in)conveniente, nem com apelidos irreconhecíveis.

A direita se preocupa tanto com a Justiça que quase sempre se esquece das injustiças. A esquerda é tão obcecada com as injustiças que muitas vezes ignora a justiça. 
E o centro, sempre oportunista, se aproveita flexibilizando seus discursos e suas ações (e omissões) de acordo com as circunstâncias e suas próprias conveniências.

Veja também:

sábado, 4 de fevereiro de 2017

POESIAS CANTADAS 10: A FRONTEIRA

Nestes novos retrógrados tempos em que vivemos, as fronteiras voltam a demarcar claramente o espaço a ser ocupado por cada um e distancia ainda mais povos, culturas e pessoas de si mesmas. Os muros externos, alimentados por radicalismos e discriminações insanos, e internos, impostos por uma variedade interminável de auto-limitações, preconceitos e violências, estão cada vez mais altos e espessos, quase intransponíveis. "A fronteira", poesia que escrevi já não sei mais há quantos anos e que publiquei no Jornal Portal deste mês, se apresenta na série Poesias Cantadas para tocar nesta ferida reaberta. Espero que você goste. "Is there anybody out there? Is there anybody in there?".



A FRONTEIRA
(Eduardo Lamas)

Fronteira,
linha imaginária,
invisível, tênue,
marco divisório
entre ponto de fuga
e desvio de conduta,

Loucura e lucidez
sensualidade e obscenidade
sobriedade e embriaguez,
Olhar e divagação,
segurança e liberdade
morte e ressurreição

Vida revivida,
prolongada,
traço infinito,
risco neste solo,
fantasia deste palco,
máscara que revela
face na penumbra,
claros olhos negros
dentro desta sombra.

Veja também:
Os muros
Roger Waters setentão
Poesias Cantadas 5: Dissipações

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

PARA QUEM QUISER OUVIR

Estreou ontem no Panorama Esportivo do Pop Bola, programa da Rádio Globo do Rio de Janeiro, o quadro Jogada de Música, que reúne duas paixões nacionais, o futebol e a música. Quem quiser ouvir o programa, do qual tive o prazer de participar, é só clicar no link abaixo, pôr "Rio de Janeiro" como praça, "29/1/2017" como data e "20h" no horário para ouvir a primeira hora. Para ouvir a segunda e última hora, é só mudar para "21h". 

Divirta-se aqui: http://radioglobo.globo.com/arquivo-radio-globo/ARQUIVO-RADIO-GLOBO.htm.


Veja também:
"Jogada de música" está na área
"O negro crepúsculo" pelo mundo