quarta-feira, 20 de junho de 2012

A MÚSICA É INTERDISCIPLINAR

A Música é uma Arte tão completa e poderosa que poderia perfeitamente ser a base do currículo escolar inteiro. Com os vários elementos que a compõem e toda a história que percorre nos mais variados recantos da Terra desde os mais distantes tempos - talvez antes mesmo de existir um ser vivo por aqui - ela abrange com seus sons, ritmos, compassos, acordes, melodias, harmonias, partituras, letras, cantos, vocalizações, afinações, instrumentos, regências, orquestrações, pausas, conexões, improvisações, arranjos, técnicas, produções, composições etc etc etc todas as matérias que aprendemos separadamente na escola.
Música é a interdisciplinaridade por excelência. Por intermédio dela se aprende Matemática, Línguas, Literatura, Artes, Filosofia, História, Geografia, Física, Religiões (ou Crenças, inclusive as Pagãs) e quem sabe até Química e Biologia. A Música unifica todas as matérias. Mais do que aulas de Música, que haja ensino com a Música.

Vídeos: "O mestre-sala dos mares" (João Bosco/Aldir Blanc), com Elis Regina; "Ponta de Areia" (Milton Nascimento), com Milton e Naná Vasconcelos, e "Canto das três raças" (Paulo César Pinheiro/Mauro Duarte).
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Os sopros mágicos de Carlos Malta
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domingo, 17 de junho de 2012

ELOGIO AO FUTEBOL

Não pude ver os jogos da Eurocopa deste sábado, mas à noite procurei na internet saber como havia acabado o Grupo A da "Copa do Mundo sem Brasil e Argentina" e tomei um susto. Menos pela classificação tcheca, já que sua seleção tinha vantagem de um ponto sobre os poloneses, um dos donos da casa, mas pela eliminação do bom time russo, que deixou a vaga nas mãos (ou melhor, pés) dos limitadíssimos gregos. O futebol é mesmo uma síntese da vida, com suas improbabilidades, incertezas, surpresas, justiças, injustiças, mil lições a cada lance.
Vi os melhores momentos dos dois jogos e em ambos os vencedores foram os que menos criaram lances de gol, sendo que no último de Polônia 0 x 1 República Tcheca, o time da casa não marcou porque havia um adversário atento e esperto em cima da risca da baliza. O empate não serviria para os poloneses, mas eliminaria os tchecos e daria a vaga para os russos. Muitos caprichos e emoções, bicho.
Na primeira rodada, a Rússia goleou com enorme facilidade a República Tcheca, por 4 a 1, e só não fez mais três, porque o seu camisa 11, Kerzhakov, não sabe chutar. Ontem, ele perdeu mais uma ótima oportunidade e ajudou sua seleção a cair mais cedo do que se esperava. Ficaram os persistentes gregos, que já venceram uma Eurocopa surpreendentemente, em 2004, numa final contra Portugal, que era a anfitriã da festa e ficou com o sabor amargo da derrota.
Avançam, portanto, para as quartas-de-final, os tchecos do cabeludo e barbudo Jiracek, com seu jeito de roqueiro dos anos 70, e os gregos do herói nacional Karagounis, já alçado ao Olimpo do esporte em seu país por todos os gols decisivos que marcou, vencendo todas as probabilidades imagináveis. Isso tudo prova mais uma vez que só o talento não basta, é preciso suar muito a camisa para se alcançar a vitória. E auto-confiança. Eis o segredo: auto-confiança.

Fotos: Jiracek (Aris Messinis/AFP) e Karagounis (AP).
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

PENSO, LOGO SINTO 8

Para trazer algo novo ao mundo é preciso visitar os clássicos.


Vídeo: "Une Larme" (G. Rossini), "Pezzo Capriccioso" (P. I. Tchaikovsky), "Prelude from Suite No. 3" (J.S. Bach) e "Lamentatio" (G. Sollima), com Tilly Cernitori.
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UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #42

Uma coisa jogada com música - Capítulo #41 Mario Vianna , entre o capitão suíço ...

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