quarta-feira, 9 de julho de 2008

LÁGRIMAS DE SANGUE


"É a praga destes tempos que os cegos sejam guiados pelos loucos" (Conde de Glócester, em "Rei Lear", de William Shakespeare)

Uma chuva vermelha
inunda a Terra,
são gotas de sangue
a cair desse céu
pardo, melancólico.
O enorme olho inchado
do céu
despeja suas
lágrimas de sangue
sobre os homens,
os seres abjetos
que devastaram
florestas, rios e
crianças e mulheres
e homens.
Corpos estirados
banhados de sangue
rastejam, se esfolam
e imploram aos céus
por mais vida,
por mais mortes!

Ilustração: Soter França Junior

Esta poesia faz parte do livro "Profano Coração", de minha autoria. Caso queira adquirir o seu, entre em contato comigo pelo e-mail edulamasneiva@gmail.com.



Veja também: Juízo Final
Marginal
Ave de Rapina
Lago Raso de Águas Turvas
A Tepidez do Inferno
O Açougue
Despedidas
O Fim de Tudo
Monólogos 7