terça-feira, 14 de setembro de 2010

OS MAIORES JOGOS DE TODOS OS TEMPOS 8

Soube deste jogo há cerca de um ano, não o assisti na época, pois só me recordo de ter começado a acompanhar o futebol com mais atenção a partir de 1973. Mas não há dúvidas, pelos relatos da época, e da seqüência de gols e reviravoltas que esta partida teve, foi sem dúvida um dos mais emocionantes de que se tem notícia.
O Palmeiras com a sua Academia em fase de transição, e o Corinthians com o Garoto do Parque, Rivellino, em grande fase, protagonizaram uma memorável partida pelo Campeonato Paulista de 1971 (no fim do vídeo diz que é Brasileiro, mas está errado). No fim, o Timão saiu vencedor, por 4 a 3, mas pode-se dizer que quem venceu mesmo foi o futebol. É só ver as feras nas escalações dos dois times e as imagens dos gols, alguns fantásticos. Divirta-se!

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 4 x 3 PALMEIRAS
Local: Estádio do Morumbi - São Paulo (SP)
Data: 25/04/1971
Árbitro: Armando Marques
Público: 60.445
Renda: Cr$ 405.279,00
CORINTHIANS: Ado, Zé Maria, Luís Carlos, Sadi e Pedrinho; Tião e Rivelino; Lindóia (Natal), Samarone (Adãozinho), Mirandinha e Perí. Téc.: Franscisco Sarno
PALMEIRAS: Leão, Eurico, Baldochi, Luís Pereira e Dé. Dudu e Ademir da Guia; Fedato, Héctor Silva (Leivinha), César e Pio. Téc.: Rubens Minelli
Gols: César (35 segundos - 1º), César (9 - 1º), Mirandinha (5 - 2º), Adãozinho (24 - 2º), Leivinha (25 - 2º), Tião (26 - 2º) e Mirandinha (42 - 2º).
Veja também:
O Primeiro Hexa Brasileiro foi o Palmeiras
Os Maiores Jogos de Todos os Tempos 4

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PARABÉNS, DEJAN PETKOVIC!

Depois que Zico parou de jogar pelo Flamengo (sua despedida foi no dia 6 de fevereiro de 1990, data que marco bem porque foi a primeira vez em que trabalhei como repórter no Maracanã), o clube passou a buscar a todo custo um novo Galinho nas suas divisões de base. Alguns até foram bem, como Sávio, mas ninguém chegou a brilhar tanto como o sérvio Petkovic, que chegou à Gávea em 2000, depois de ter despontado para o torcedor brasileiro no Vitória.
Com o fantástico gol de falta que garantiu o tricampeonato carioca para o Flamengo em 2001, ele já havia escrito o seu nome na galeria dos maiores jogadores que vestiram a camisa rubro-negra. Porém, depois de passar por Fluminense e Vasco, com algum brilho, e discretamente por Goiás, Atlético-MG e Santos (e pelo mundo árabe e até a China), ele voltou ao Flamengo no ano passado nitidamente para encerrar sua carreira. Alguns dirigentes ingratos não o queriam lá e, para a sorte da torcida do Flamengo, ele não só ficou, como foi para mim o maior responsável pela conquista do título brasileiro de 2009. Sem ele, o Flamengo não teria voltado a ser campeão brasileiro após 17 anos de espera. Hoje, 10 de setembro de 2010, Pet faz 38 anos de idade, não tem mais a força física para comandar o fraco Flamengo deste ano, mas merece todas as homenagens da torcida rubro-negra e de todo aquele que admira o futebol bem jogado. Parabéns, grande artista da bola!

sábado, 4 de setembro de 2010

JOGO DE RECORDAÇÃO 1 E 2: FLAMENGO X AMÉRICA-RJ


Este Flamengo 2 x 1 América-RJ, com gols de Alex, Júnior e Zico, no dia 8 de dezembro de 1974, foi o primeiro jogo a que assisti no Maracanã (veja o vídeo acima). Com a vitória, o time rubro-negro conquistou o terceiro turno do Campeonato Carioca (o último antes da fusão dos estados da Guanabara com o do antigo Rio de Janeiro) e ganhou o direito de disputar o triangular final contra o próprio América, ganhador da Taça Guanabara (primeiro turno), e o Vasco, vencedor do segundo turno.

Uma semana depois eu estaria lá no Maraca de novo, levado pelo meu saudoso pai, para assistir à abertura do triangular, com outro Flamengo e América e novo 2 a 1 para o Rubro-Negro, gols de Júnior (num chute espetacular sobre o goleiro Rogério) e Jaime - o do América foi de Manoel (veja o vídeo abaixo). Vasco e América empataram a segunda partida em 2 a 2, e o Fla foi campeão carioca com o empate sem gols com o Vasco na última partida.

Veja também:
O primeiro hexa foi o Palmeiras
América-RJ, 106 anos

 


Mas eu só voltaria ao Maraca para ver outro time vermelho, o Internacional, no início de 1975 (2 de fevereiro, descobri pesquisando), num amistoso em que Zico deu show, fez dois golaços, e o Fla venceu por 4 a 2. Lembro bem que o goleiro colorado era Manga e o time gaúcho já tinha a base que se tornaria campeã brasileira daquele ano pela primeira vez em sua história. 

A força daquela equipe foi provada três dias depois no jogo em Porto Alegre, onde goleou o mesmo Fla por 4 a 0. Outra coisa que me recordo é que Doval não jogou, estava machucado e foi substituído por Ivanir, que fez os outros dois gols rubro-negros naquela partida. Alguém se lembra de Ivanir?

Veja também:
Na volta do Bonsucesso à Primeira Divisão do Rio, as conseqüentes boas lembranças de meu avô Thomé
"Contos da Bola", quem lê recomenda

domingo, 15 de agosto de 2010

SEMPRE UM BOM JOGO PARA SE RECORDAR


Esta partida amistosa, realizada em meio às eliminatórias sul-americanas e europeias da Copa do Mundo de 1978, foi uma das primeiras a que assisti da seleção e, por mais contraditório que possa parecer em relação ao título do texto, foi meio decepcionante, apesar dos grandes jogadores em campo. A seleção brasileira abriu 2 a 0 e parou para assistir ao time de Platini, Didier Six e Tresor passear em campo e empatar o jogo.


Naquela noite, em 1977, a torcida brasileira no Maracanã, revoltada com a equipe que tinha Rivelino, Cerezo, Roberto Dinamite, Leão, Luís Pereira, Edinho entre outros (Zico não jogou, devia estar machucado), gritou "França, França, França..." Repare no gol de Tresor uns torcedores pulando de alegria na antiga geral. 

Os castigos viriam nas Copas de 1986, 1998 e 2006.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 2 FRANÇA
Amistoso
Data: 30/6/1977
Local: Maracanã
Renda: Cr$ 3.352.630,00
Público: 83.517 pagantes.
Gols: Edinho, aos 28 minutos do primeiro tempo; Roberto Dinamite, aos 4;  Didier Six, aos 6, e Tresor, aos 40 do segundo tempo.
Árbitro: Romualdo Arpi Filho.
BRASIL: Leão; Zé Maria (Orlando Lelé), Edinho, Luís Pereira e Rodrigues Neto; Toninho Cerezo, Paulo Isidoro e Rivellino; Gil, Roberto Dinamite e Paulo César Caju. Técnico: Claudio Coutinho.
FRANÇA: Rey; Janvion, Tresor, Bossis e Rio; Bathenay, Sahnoun e Platini; Zimako (Rouyer), Lacombe e Six. Técnico: Michel Hidalgo.


Veja também:

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #43

Uma coisa jogada com música - Capítulo #43 Didi na Copa do Mundo de 58. Foto sem ...

As mais visitadas