Para trazer algo novo ao mundo é preciso visitar os clássicos.
Vídeo: "Une Larme" (G. Rossini), "Pezzo Capriccioso" (P. I. Tchaikovsky), "Prelude from Suite No. 3" (J.S. Bach) e "Lamentatio" (G. Sollima), com Tilly Cernitori.
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Monólogos 15
Penso, logo sinto 3
Esquizofrenia
Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
PENSO, LOGO SINTO 7
Com seu talento você consegue romper os limites do seu conhecimento. Portanto, quanto mais souber, mais longe irá.
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domingo, 3 de junho de 2012
DOIS GAROTOS
Tive o privilégio de mais uma vez assistir a um belo espetáculo musical na Sala Paulo Moura, que fica no Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, sábado, dia 2. Mais que música, tocada com virtuosismo e sensibilidade pelo violonista Marcello Gonçalves e o cavaquinista Henrique Cazes, foi uma aula sobre dois dos maiores compositores da história da música: Pixinguinha e Garoto.
O primeiro é por demais conhecido e aplaudido pelo público, embora nunca seja demais relembrá-lo, mas Anibal Augusto Sardinha, o Garoto, que viveu pouco menos de 40 anos, é infelizmente ainda muito pouco divulgado. Por isso, Cazes se concentrou em contar as histórias desse multi-instrumentista paulistano, que começou sua carreira aos 11 anos e tocava banjo, cavaquinho, bandolim, violão tenor, guitarra elétrica e havaiana, mas que perto do fim da vida se concentrou no violão.
Segundo o cavaquinista, tivesse mais dez anos, pelo caminho que tomava em seu trabalho, Garoto se tornaria o maior compositor para violão do século XX. Mas um ataque cardíaco fulminante o levou em 3 de maio de 1955. Cazes, que é autor de um livro que pretendo comprar em breve chamado "Do quintal ao Municipal", não só contou, como ilustrou musicalmente com Marcello, que Garoto foi um precursor da bossa nova e de tudo o que outro gênio das cordas, Baden Powell, iria fazer alguns anos depois. É só ver e ouvir o vídeo abaixo para se ter uma idéia do que o compositor paulistano era capaz, e como esses dois garotos brincam com as cordas do violão e do cavaquinho.
Vídeo: "Lamentos do morro", de Garoto, com Marcello Gonçalves e Henrique Cazes.
Ilustração: "Garoto", de Miécio Caffé.
Veja também: tudo o que foi publicado em junho de 2011.
O primeiro é por demais conhecido e aplaudido pelo público, embora nunca seja demais relembrá-lo, mas Anibal Augusto Sardinha, o Garoto, que viveu pouco menos de 40 anos, é infelizmente ainda muito pouco divulgado. Por isso, Cazes se concentrou em contar as histórias desse multi-instrumentista paulistano, que começou sua carreira aos 11 anos e tocava banjo, cavaquinho, bandolim, violão tenor, guitarra elétrica e havaiana, mas que perto do fim da vida se concentrou no violão.
Segundo o cavaquinista, tivesse mais dez anos, pelo caminho que tomava em seu trabalho, Garoto se tornaria o maior compositor para violão do século XX. Mas um ataque cardíaco fulminante o levou em 3 de maio de 1955. Cazes, que é autor de um livro que pretendo comprar em breve chamado "Do quintal ao Municipal", não só contou, como ilustrou musicalmente com Marcello, que Garoto foi um precursor da bossa nova e de tudo o que outro gênio das cordas, Baden Powell, iria fazer alguns anos depois. É só ver e ouvir o vídeo abaixo para se ter uma idéia do que o compositor paulistano era capaz, e como esses dois garotos brincam com as cordas do violão e do cavaquinho.
Vídeo: "Lamentos do morro", de Garoto, com Marcello Gonçalves e Henrique Cazes.
Ilustração: "Garoto", de Miécio Caffé.
Veja também: tudo o que foi publicado em junho de 2011.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
MÚSICA PRA VIAGEM: CHILDREN'S CRUZADE
![]() |
| Cruzada das Crianças, de Gustave Doré |
Sempre gostei muito de Children's Cruzade, música de Sting, e hoje, após ouvi-la na Rádio Vitrola, fui procurar a letra e entender que Cruzada das Crianças era aquela. Sting fala de 1914 (ano da Primeira Grande Guerra) e 1984 (ano em que provavelmente a música foi composta e que George Orwell escolheu para escrever em 1948 a sua obra-prima futurista, prevendo um mundo vigiado por câmeras), mas o evento, ou melhor, os eventos originais se referem ao ano de 1212.
Em meio a muitos relatos fantasiosos - e romanceados ou poetizados, como vários livros sagrados? - conta-me o Wikipedia que dois meninos pastores, um da Alemanha de apenas 10 anos, chamado Nicholas, e outro de 12 da França, conhecido como Stephen de Cloyes, lideraram grupos de milhares de crianças e adolescentes por uma Europa devastada pela fome, a miséria, e atravessada por grandes movimentos populacionais causados pela migração dos campos para as cidades dos fazendeiros que perderam suas terras e pelas Cruzadas, que pretendiam impor na marra o cristianismo à Terra Santa, onde fica a Palestina, então dominada pelos turcos otomanos.
Veja também:
Nicholas quis que o Mediterrâneo se abrisse para que ele e seus 7 mil seguidores passassem rumo a Jerusalém. Stephen disse ser portador de uma carta de Jesus de Nazaré para o rei da França e foi para Saint-Dennis com 30 mil pessoas a lhes dizer amém. Teria até feito milagres. Nos dois casos, muitos dos jovens - possivelmente alguns nem eram tão jovens assim - morreram de fome, sede, afogados (no trajeto de barco, já que o Mediterrâneo cerrou-lhes a porta por entre suas águas) e vendidos como escravos.
Oitocentos anos depois vemos a Europa novamente em grave crise econômica, acirrando seus cantões históricos de fascismos e etnicismos e um país periférico na América com manias de grandeza construir para suas crianças uma estrada infectada de ignorância, inversão de valores, submissão a crenças distorcidas, fanatismo religioso, truculências, homofobia, xenofobia, racismo, ganância. Muitas se perderão no caminho desta nova Cruzada, mas em breve a maioria será adulta e representará uma nação.
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