sábado, 13 de julho de 2013

TORCEDORES DO RIO, UNI-VOS!

No próximo dia 21, torcedores de Fluminense e Vasco, e no dia 28, de Flamengo e Botafogo, terão uma grande oportunidade de dar uma imensa demonstração do quanto anda insatisfeita (muito mais do que isso, indignada) a população do estado do Rio de Janeiro com o despótico governo de Sergio Cabral Filho. Dentro da "arena MacanaX" os novos donos poderão proibir cartazes, faixas, bandeirões, instrumentos de percussão, peitos nus, que se torça em pé, xingamentos e palavrões, poderão vigiar tudo por um trilhão de câmeras, mas não conseguirão impedir o grito em uníssono contra a privatização do estádio a preço de banana , os passeios de helicóptero do (des)governador e de seus secretários, a truculência de seus policiais, as mansões construídas com misteriosa fortuna, o sucateamento da Educação e da Saúde públicas e tantas outros abusos que ocupariam um espaço gigantesco se fossem enumerados.
As próprias declarações infelizes do presidente do Consórcio que adquiriu de mão beijada a arena, João Borba, com relação às novas condutas que os torcedores deverão ter a partir de agora podem - e devem - ser condenadas e desobedecidas pelos torcedores dos quatro grandes times do Rio de Janeiro. A imprensa estará lá para mostrar tudo para o Brasil inteiro. E ai daquela que tentar camuflar algo, pois também será alvo dos protestos posteriormente, como já ocorreu nas recentes manifestações nas ruas.
Quando a bola rolar, cada um grite o nome de seu time, vibre com as jogadas de seus atletas, mas antes dos jogos flamenguistas, tricolores, vascaínos e botafoguenses terão uma grande chance que não pode ser desperdiçada. É hora de torcer por um time só: o Rio de Janeiro. Sem Cabral!
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

NÓS DA DANÇA DESATADOS EM "AUTORRETRATO"

A dança, mais do que qualquer outra arte, padece de um problema quanto ao seu o público, por ser quase que majoritariamente formado por pessoas que trabalham (ou que pretendem trabalhar) na própria área. Também por isso, convido a todos, principalmente os que nunca foram a um espetáculo de dança, a assistir o espetáculo "Autorretrato" (que eu escreveria com a grafia antiga, "auto-retrato", mas não posso modificar o título de uma obra), da Cia Nós da Dança. Depois de muito sucesso no CCBB-RJ, o grupo faz uma mini-temporada no Teatro Angel Vianna que se encerra no próximo fim de semana. Para quem ainda não sabe o teatro fica no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, na Rua José Higino, Tijuca.
Não ia a um espetáculo de dança há mais de dez anos e posso dizer que voltei por cima, agora não só como espectador, mas com o prazer de ser assessor de imprensa do evento. É nítido que o trabalho da coreógrafa Regina Sauer e de todos os bailarinos envolveu muita emoção e criatividade. Estão lá no palco todas as alegrias e dores, inspirações, transpirações e aspirações dos artistas da dança tratadas com muita delicadeza. Cenário, figurinos, luz e a excelente trilha sonora só valorizam ainda mais o espetáculo. As imagens criadas no palco, com o corpo dos próprios bailarinos e elementos como fitas, espelho (virtual e real), tapetes, molduras e a iluminação, creio que vão além do que foi imaginado por Regina Sauer. Esse é o grande poder que a Arte tem: de fazer o público recriar a obra que nasce com o artista.
A galera de Niterói também terá a chance de ver o "Autorretrato" do Nós da Dança (www.cianosdadanca.com.br), entre 30 de agosto e 1º de setembro, em seu belíssimo Teatro Municipal. Imperdível!
Fotos de Ricardo Adami
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terça-feira, 25 de junho de 2013

O BRASIL EM CHAMAS

A reboque das últimas - ao mesmo tempo importantes e tumultuadas - manifestações populares nas ruas do Brasil, veio um medo do retrocesso, de um novo golpe militar em virtude da infiltração de extremistas (de direita ou esquerda?) confundidos e ou misturados com bandidos. Isso tanto no asfalto, como nas redes sociais. Porém, já há muitos anos vejo como o maior risco que o país vem correndo não é a volta dos militares ao poder na base da força bruta. O enorme perigo que corremos é a eleição "democrática" de um pastor evangélico para a Presidência da República com maioria no Congresso.
Com a condescendência do PT em sua da sêde de poder, a representatividade dos políticos-pastores cresceu num ritmo ainda maior do que vinha acontecendo anteriormente, com seu projeto de uma portinha, uma igreja que vem corroendo culturalmente o país nos seus mais remotos recantos desde o início da década de 90 - embora a semente tenha sido plantada muito antes, é só recordar os programas de Jimmy Swaggart nos anos 70.
Adquirindo jornais, emissoras de TV e rádio e comprando horários nas que (ainda) não os pertenciam, os pastores foram se aproveitando da continuidade da política de investimento maciço em ignorância popular que vem norteando os governos civis e militares desde 1964 para conduzir e aumentar em progressão geométrica seu rebanho de fiéis financiadores e eleitores. Estamos muito próximos de nos depararmos com essa realidade. E se isso se confirmar, aí sim o Brasil arderá nas chamas do inferno.



Vídeo: "Tomara" (Alceu Valença/Rubem Valença Filho), com Alceu Valença.
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Profecia
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