quarta-feira, 3 de setembro de 2025

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #39

Uma coisa jogada com música - Capítulo #39
O time do Santos campeão mundial em 1962: Lima, Zito, Dalmo, Calvet, Gilmar e Mauro; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Foto: Agência JB

A homenagem a Pelé é muito aplaudida pelo público presente ao bar Além da Imaginação. Após uma breve dispersada, Idiota da Objetividade começa a contar como o Santos conquistou o bicampeonato mundial de clubes.

Idiota da Objetividade: - No dia 11 de outubro de 1962, o Santos, que havia sido campeão da Taça Libertadores da América ao vencer o Peñarol do Uruguai, por 3 a 0, enfrentou o Benfica, no Estádio da Luz, em Lisboa, depois de ter vencido por 3 a 2, no Maracanã, na primeira partida da final do Mundial Interclubes. Diante de 80 mil presentes, o Santos sagrou-se campeão com a vitória de 5 a 2, com três gols de Pelé, um de Coutinho e outro de Pepe. Só nos cinco minutos finais, o time português descontou com Eusébio e Santana.

João Sem Medo: - Isso foi apenas quatro meses depois que o Brasil conquistou o bicampeonato mundial no Chile!

Ceguinho Torcedor: - E Pelé, que na Copa do Chile praticamente não jogou, pôde demonstrar mais uma vez o gênio que era.

Garçom: - Vamos, então, aproveitar pra ouvir outra música em homenagem ao Rei?

O “sim” forte e alto ecoa novamente no Além da Imaginação.

Garçom: - Jair Rodrigues, por favor, venha ao nosso palco!

Jair Rodrigues atende o pedido com o sorriso largo que todos se habituaram a ver. E é muito aplaudido.

Jair Rodrigues: - Muito obrigado, minha gente! Vamos aqui fazer uma dupla homenagem, ao Rei do Futebol e ao Rei do Baião. A música, de Durval Vieira e Reginaldo Santos, se chama “Rei Pelé, Rei Luís”. Vamos lá, rapaziada!


Sob aplausos, Jair Rodrigues agradece e, quando ia voltar à sua mesa, Zé Ary e os músicos pedem que ele aguarde um pouco. Ceguinho Torcedor retoma a pelota.

Ceguinho Torcedor: - Mil novecentos e sessenta e dois foi um ano glorioso para o futebol brasileiro. Na Europa só chamavam os jogadores do Santos de gênios, gênios. Técnicos ingleses, italianos, a imprensa portuguesa, todos se esbaldaram de elogios ao time brasileiro.

João Sem Medo: - Foi glorioso para o Botafogo também, que conquistou o bicampeonato carioca em cima do Flamengo.

Ceguinho Torcedor: - É verdade, com um show de Garrincha, deu de 3 a 0 no Flamengo, que jogava pelo empate.

Garçom: - Depois daquele jogo, o Gerson resolveu sair do Flamengo, né?

João Sem Medo: - Foi escalado de ponta-esquerda e ficou tentando ajudar o Jordan a marcar o “imarcável” Garrincha, que fez dois gols. O outro Vanderlei jogou contra a própria rede após chute do Mané.

Garçom: - Na década de 60, Botafogo e Santos eram os melhores times do Brasil e formaram a base da seleção.

João Sem Medo: - Isso mesmo. Mané, venha aqui, por favor. Quero lhe dar mais um abraço. Enquanto isso, o Zé Ary vai convocar outra música.

Garçom: - É verdade, seu João. Vamos agora homenagear os nossos dois maiores gênios da bola e todos os que sonharam e ainda sonham ser um craque da bola, novamente com o grande Jair Rodrigues.

Jair Rodrigues: - Bom, rapaziada, Mané, muito prazer revê-lo aqui. Vamos rolar a bola, então, com “Pelés e Manés”, de Chico Xavier, que não é o  médium mineiro, mas o compositor cearense.

Ao fim da apresentação de Jair Rodrigues, a emoção tomou conta de todos no bar. Garrincha subiu ao palco para abraçar o cantor e todos aplaudiram de pé. Os aplausos foram bem demorados e muitos dos presentes se dirigiram a Jair e Garrincha para cumprimentá-los.

Fim do Capítulo #39

Episódio originalmente publicado em 26 de outubro de 2022 e republicado totalmente modificado em 3 de setembro de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2025

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #38

Uma coisa jogada com música - Capítulo #38 <
Gaúcho, no Palmeiras, defende um dos pênaltis cobrados pelo Flamengo em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 1988, no Maracanã. Foto aprimorada por IA 

A música de Marco Ferrari atraiu a atenção de grande parte do público e de nossos amigos. Após o burburinho dos comentários, Zé Ary manteve o tema e lançou a bola na área.

Garçom: - Não foi naquele mesmo Campeonato Brasileiro, em 88, que o Gaúcho defendeu dois pênaltis contra o Flamengo?

Idiota da Objetividade: - Sim, o Flamengo perdia para o Palmeiras, por 1 a 0, quando o goleiro Zetti se machucou gravemente após choque com o atacante Bebeto. O time paulista não podia mais fazer substituições, então Gaúcho, falecido em 2015, vestiu a camisa de goleiro e levou o gol de empate, marcado pelo próprio Bebeto. Na disputa de pênaltis, no entanto, ele virou herói ao defender os chutes de Aldair e Zinho.

Sobrenatural de Almeida: - Dei uma grande ajuda pro Gaúcho naquela noite. Não foi Gaúcho?

O artilheiro se levanta rindo e não deixa barato.

Gaúcho: - Que nada, eu sempre fui bom goleiro.

Ceguinho Torcedor: - Assombroso!

Todos riem muito.

Gaúcho: - Na primeira bola eu levei o gol, mas consegui depois pegar os dois pênaltis que ajudaram o Palmeiras naquela noite no Maracanã.

Todos o aplaudem. Ele agradece e se senta novamente.

João Sem Medo: - Zetti, Bebeto, Aldair e Zinho foram campeões mundiais em 94.

Garçom: - E o Gaúcho, um dos heróis do Flamengo no Brasileiro de 92.

Idiota da Objetividade: - Foi sim, mas o grande nome daquele time de 92 foi o Júnior, que além de Maestro, foi o artilheiro do Flamengo, com 9 gols. Um a mais que o Gaúcho.

Gaúcho se levanta de novo.

Gaúcho: - Eu deixei essa pra homenagear o Maestro.

Risos na plateia.

João Sem Medo: - É, mas o Flamengo teve muito mais time no início dos anos 80.

Idiota da Objetividade: - Aquele time comandado por Zico foi campeão brasileiro em 1980, 82 e 83. Ainda venceu a Libertadores, o Carioca e o Mundial de Clubes em 81.

João Sem Medo: - Em Tóquio, Zico, Adílio, Júnior, Leandro, Andrade e Lico ficaram bem à vontade e puseram o Liverpool na roda. A vitória de 3 a 0 foi muito justa.

Garçom: - E a festa da torcida varou aquela madrugada, o bar em que eu trabalhava na época não fechou de sábado pra domingo. Se já era ídolo, Zico virou Rei.

Músico: - Merece música, né? Zico tem muitas pra contar e cantar.

Garçom: - Verdade! Vamos ouvir, então, uma do CarlinhosVergueiro, aqui no som, que se chama “Zico”.

Todos aplaudem a música, e Geraldo, muito amigo do Galinho de Quintino, aplaude de pé e é seguido por seu Antunes, dona Matilde, Antunes e Tunico e por outros ex-companheiros de Flamengo e seleção brasileira, como Figueiredo, Zé Carlos, Rodrigues Neto, Sócrates.

Idiota da Objetividade: - O Flamengo foi o primeiro time brasileiro a conquistar o Mundial Interclubes depois do Santos, que foi bicampeão, em 1962 e 63.

Ceguinho Torcedor: - O Santos de Pelé deu grandes exibições de futebol. Foi assim no título mundial de 62, quando goleou o Benfica, no Estádio da Luz, por 5 a 2. Só Pelé fez três gols. O Santos destroçou o Benfica de Eusébio. O Santos não, Pelé. Só o Negro Divino existiu naquela noite diante de uma multidão uivante de 80 mil pessoas, sem contar os caronas espectrais, os infantes, os Camões, o túmulo de Inês de Castro. Houve em Lisboa um silêncio de catástrofe, de estourar os tímpanos, como em 50, aqui. Ao terminar o jogo, a garotada invadiu o campo e Pelé foi caçado. Estraçalharam sua camisa, e os portugueses levaram os seus farrapos como se fossem trapos radiantes de um santo.

João Sem Medo: - Pelé foi o maior que vi jogar.

Garçom: - Falando no Rei...

Músico: - É, sem dúvida, o jogador que mais homenagens musicais recebeu até hoje.

Ceguinho Torcedor: - O Rei merece, por tudo o que fez pelo Brasil.

Garçom: - Então, vamos ver no telão, uma apresentação especial da Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste tocando “A ginga do Pelé”, de João do Pife?

Todos respondem em coro um “sim” em alto e bom som.

Garçom: - Então, vamos lá!

Todos aplaudem muito.

Garçom: - Ainda falaremos muito de Pelé e ouviremos muitas músicas sobre ele, que virá aqui, com certeza.

Fim do Capítulo #38

Episódio originalmente publicado em 19 de outubro de 2022 e republicado totalmente modificado em 13 de agosto de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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terça-feira, 5 de agosto de 2025

NAU POESIA: POESIA SEM VERSOS*

Nau Poseisa: Espiral do Tempo
a existência é um imenso vazio recheado de tudos recheado de nadas as árvores das ruas as copas das árvores as folhas das copas as copas flanantes bailantes sensíveis à mais leve brisa vento vento vento voa gaivota voa a vida voraz, efêmera e eterna a esperança alimento luz e energia viva desesperança também por que não a chance uma pequena viva cor viva incendeia o esmaecido solo que pisamos que deitamos em que nos ralamos a ferida aberta a dentadas a unhadas sangue brotando e escorrendo denso e fluido onde a vida começa e termina no círculo não há início, meio ou fim não há rumos não há objetivos não há alvos somente caminhar o eterno retornar o passar para deixar algo de si desmantelado esfacelado poeira suspensa que parece cair que parece levitar

Ilustração produzida com auxílio de IA



Vídeo:
"So What", Miles Davis e John Coltrane


"Poesia sem Versos" faz parte do livro Profano Coração, que está à venda, em todas as versões digitais, na Amzon do Brasil e de mais 13 países. Para adquirir no Brasil o seu ebook, clique na capa acima. Lançado originalmente em 2009 por uma editora que posteriormente não teve escrúpulos e continuou a vendê-lo após o término do contrato, em 2011, sem repassar qualquer percentagem das vendas ao autor, o livro foi muito elogiado. Para ler algumas opiniões sobre ele, clique aqui.

Poesia publicada originalmente no dia 26 de agosto de 2010.

Ilustração produzida com auxílio da IA

terça-feira, 29 de julho de 2025

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #37

Uma coisa jogada com música - Capítulo #37
Waldir Perez foi o destaque do São Paulo na disputa de pênaltis que decidiu o Brasileiro de 77, contra o Atlético-MG, do zagueiro Márcio. Foto do arquivo do SPFC, aprimorada com IA

A discussão sobre a final do Brasileiro de 77 tomou conta do bar “Além da Imaginação”.

Idiota da Objetividade: - Aquela final foi a primeira do Brasileiro a ser decidida na disputa de pênaltis.

João Sem Medo: - E foi um festival de pênaltis perdidos. No fim, o São Paulo, que tinha um time mais pesado e se aproveitou do campo encharcado para se defender, acabou levando a taça. 

Houve mais um burburinho, com os atleticanos reclamando muito da arbitragem. Então, Zé Ary interveio.

Garçom: - Minha gente, já que aquela decisão terminou nos pênaltis, vamos aproveitar para ouvir uma música aqui no som sobre o tema, até pra acalmar os ânimos que estão ficando muito exaltados. É “O medo do artilheiro na hora do pênalti”, de DJ Dolores, Lúcio Maia e Pio Lobato, com DJ Dolores e a Orchestra Santa Massa. Vamos lá!

O pessoal se diverte com a música e tudo fica mais sereno, quando João Sem Medo retoma a pelota.

João Sem Medo: - Meus amigos, eu falava antes dos nossos dirigentes, dos nossos maus dirigentes. A tabela, o número de clubes e o regulamento do Campeonato Brasileiro foram mudados diversas vezes.

Garçom: - Até hoje se discute quem foi o campeão de 87: Flamengo ou Sport.

Idiota da Objetividade: - E, por isso, quem deveria ficar com a Taça das Bolinhas, Flamengo ou São Paulo. A CBF instituiu esta taça para ficar com o primeiro clube que conquistasse primeiro três títulos seguidos ou cinco alternados. Mas isso, antes de reconhecer os títulos da Taça Brasil e do Robertão, pois se fosse depois, teria de ficar com o Palmeiras.

Garçom: - Que confusão!

Sobrenatural de Almeida: - Assombroso!

João Sem Medo: - Eles ataram o nó e o futebol conseguiu ficar mais desorganizado que o país naquela época. Depois da Copa doMéxico, em 86, levaram todos os nossos jogadores para a Europa, com exceção do goleiro, e ficou por aqui o segundo escalão e as revelações. Não era mais possível aguentar competições deficitárias, nem estádios vazios. Aí veio o Clube dos 13, selecionaram 16 times, o que me pareceu certo, mas não era lá muito justo. Sport e Guarani resolveram melar a final do Grupo Amarelo e deixaram o juiz sozinho em campo. Enquanto isso, o Flamengo dava a volta olímpica no Maracanã carregando uma taça e o mérito de campeão brasileiro.

Alguns torcedores e ex-jogadores do Sport presentes protestam, mas João Sem Medo prossegue.

João Sem Medo: - Uma coisa é certa, foi justo virar a mesa e se insubordinar contra os campeonatos do Otávio Pinto Guimarães, Caixa D’Água, Rubens Hoffmeister e outros dirigentes que usufruíam do esporte na época todas as mordomias possíveis e imagináveis. O Clube dos Treze virou uma das mais sujas mesas da história de nosso futebol. O público prestigiou as duas partidas finais e deu o recado: queria assistir a grandes jogos.

Houve mais alguns protestos.

Idiota da Objetividade: - Em 1986 a CBF declarou que não tinha dinheiro para organizar o Campeonato Brasileiro com 40 times. Os principais clubes do Brasil, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Grêmio, Inter e Bahia, então se reuniram, fundaram o Clube dos 13, obtiveram verba com patrocinadores e transmissão pela TV. Com o aval da CBF realizaram a Copa União, com mais três clubes: Goiás, Santa Cruz e Coritiba. Guarani, vice-campeão em 86, e o América do Rio, o quarto colocado, ficaram fora.

Ouvem-se protestos no público quando América e Guarani são citados.

Garçom: - Foi mesmo injusto com os dois clubes. Mas senhor...

Ceguinho Torcedor: - Idiota da Objetividade, prossiga, por favor...

Idiota da Objetividade: - A CBF montou um torneio paralelo, chamado de Módulo Amarelo, com os outros principais clubes, mas o América do Rio se recusou a participar. O Sport entrou no lugar do Inter de Limeira, campeão paulista doano anterior. Para valorizar o seu torneio, a CBF sugeriu em reunião que o campeão e o vice do Módulo Amarelo disputassem o título brasileiro com o campeão e vice do Verde, que era a Copa União. O representante do Clube dos 13, Eurico Miranda, do Vasco, aceitou, mas a diretoria do Clube dos 13, presidido por Marcio Braga, do Flamengo, decidiu recusar a proposta. O impasse não foi resolvido até hoje.

João Sem Medo: - Acabou que o Sport e o Guarani disputaram a final da CBF, já em 88, e o time pernambucano foi o vencedor.

Garçom: - E os dois disputaram a Libertadores daquele ano, né?

Idiota da Objetividade: - Sim, e oficialmente não foi aceito nem pelo Supremo Tribunal Federal a divisão do título entre Flamengo e Sport, proposto pela CBF em 2011.

Sobrenatural de Almeida: - Isso sim é assombroso.

Idiota da Objetividade: - O campeonato de 88 também foi chamado de Copa União, teve a participação do América do Rio e serviu para apaziguar os ânimos. Ao todo, foram 24 equipes que disputaram a primeira divisão daquele ano.

João Sem Medo: - A competição também só terminou no ano seguinte e teve uma série de confusões.

Idiota da Objetividade: - Sim, uma delas ocorreu logo na primeira rodada. A CBF decidiu o regulamento em cima da hora, com três pontos para o vencedor e dois pontos para o time que vencesse a disputa de pênaltis, no caso de empate no tempo normal. Fluminense e Botafogo, que jogaram no Maracanã, tentaram se insurgir e não fizeram a disputa depois do jogo terminar empatado em 1 a 1. Houve depois um acordo e os dois times voltaram no meio desemana ao Maracanã apenas para a disputa de pênaltis.

Garçom: - Que confusão!

Sobrenatural de Almeida: - Assombroso!

João Sem Medo: - Uma barbaridade!

Ceguinho Torcedor: - Eu fui lá, os portões foram abertos e vi o meu tricolor vencer nos pênaltis. Se bem que eu já não precisasse dos portões abertos pra entrar no Maracanã.

Todos riem.

Garçom: - Bom, se o assunto voltou a ser pênalti, músicas não faltam. Vou colocar mais uma aqui pra tocar: se antes foi o artilheiro, agora é “O medo do goleiro diante do pênalti”, de e com MarcoFerrari.


Fim do Capítulo #37

Episódio originalmente publicado em 12 de outubro de 2022 e republicado totalmente modificado em 29 de julho de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país. Saiba mais clicando aqui. 

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