Lidar com seus instintos primitivos é uma das tarefas mais árduas do ser humano.
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Gasolina no incêndio 13
Penso, logo sinto 15
Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
A MEMÓRIA VIVA DE MANDELA
Na África do Sul sob o cruel apartheid, Mandela ficou preso 27 anos lutando pela liberdade dos oprimidos, o povo negro de seu país, e também pela libertação dos opressores. Entendo o pensamento e as ações do grande líder que se foi ontem como uma verdadeira ode à paz, ao entendimento, à mudança de postura ofensiva e defensiva contra alguém, ao amor. Creio que Mandela defendia a libertação do ódio para ambos os lados: o injustificável do opressor, e o da vingança, do oprimido.
Nós, brasileiros miscigenados, que temos correndo em nossas veias tanto o sangue do senhor, quanto do escravo, como bem escreveu Darcy Ribeiro, precisamos muito aprender mais essa lição. Manter viva a memória deste e de outros tantos grandes homens que lutaram pela união (e não a padronização) de todas as etnias, culturas, religiões e nações é o dever nosso de cada dia. Mandela está e continuará vivo!
Vejam como são as invisíveis conexões neste mundo. Ontem à tarde, horas antes de saber da morte de Mandela, entrei num desses sites de streaming para ouvir o grupo chileno Illapu, que gosto muito e há anos não ouvia. Pois a primeira música a tocar foi exatamente esta acima, "Mande Mandela".
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Adiós, La Negra
Esmola oficial
Nós, brasileiros miscigenados, que temos correndo em nossas veias tanto o sangue do senhor, quanto do escravo, como bem escreveu Darcy Ribeiro, precisamos muito aprender mais essa lição. Manter viva a memória deste e de outros tantos grandes homens que lutaram pela união (e não a padronização) de todas as etnias, culturas, religiões e nações é o dever nosso de cada dia. Mandela está e continuará vivo!
Vejam como são as invisíveis conexões neste mundo. Ontem à tarde, horas antes de saber da morte de Mandela, entrei num desses sites de streaming para ouvir o grupo chileno Illapu, que gosto muito e há anos não ouvia. Pois a primeira música a tocar foi exatamente esta acima, "Mande Mandela".
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quarta-feira, 16 de outubro de 2013
UMA TARDE INESQUECÍVEL NA CIDADE DE DEUS
Retratada de forma ao mesmo tempo histórica e ficcional em livro de Paulo Lins que depois foi para as telas de cinema, a Cidade de Deus sempre teve a fama justificada de um dos lugares mais violentos do lado mais cruel do Rio de Janeiro. A coisa se acalmou um pouco nos últimos anos com a "pacificação" implementada pelo Governo do Estado, que por outro lado jamais se preocupou em dar sustentação ao projeto das UPPs com os mais fortes alicerces que crianças e jovens devem ter: a Saúde e a Educação. Como o Governo se ausenta destes e de outros vários setores prioritários, a sociedade se movimenta para fazer a sua parte e a de quem deveria estar à frente de tudo. Assim, já há três anos, a Agência do Bem atua na Cidade de Deus com um pólo da Escola de Música e Cidadania, atendendo a 200 meninas e meninos.
Levado por um grande amigo (mais que amigo, irmão), tive a honra de conhecer o trabalho dessa organização da sociedade civil em 7 de agosto deste ano em seminário realizado num hotel da Barra da Tijuca. Lá pude assistir comovido a uma apresentação de um sexteto selecionado da Orquestra Nova Sinfonia, que abrange jovens e crianças de outras duas comunidades atendidas pela Agência do Bem: Beira Rio, em Vargem Grande, e Novo Palmares, em Vargem Pequena. E no debate realizado naquele dia, após a apresentação de Alan Maia, diretor da Agência do Bem, dos seus parceiros e da sensacional palestra do economista Sérgio Besserman, vi claramente que muito mais do que formar músicos profissionais, o objetivo é sensibilizar e formar público para músicas de qualidade. E isso também vale para os adultos.
Esse trabalho fantástico me motivou a levar a ajudá-lo de alguma forma. E depois de cedermos alguns DVDs e CDs para o acervo da Escola de Música e Cidadania, tivemos a chance de levar ontem, 15 de outubro, dia do Professor, o ator-palestrante internacional Raul de Orofino para uma apresentação especial e gratuita na Cidade de Deus. E como pus no título, foi uma tarde inesquecível, por tudo. Pela apresentação inspirada e inspiradora deste grande ator, a interação com o público jovem presente, a participação de todos na conversa que houve após a peça "O Homem do Fecicebuque e outras histórias", o brilho no olhar de cada um, o carinho e o amor dado e recebido, todo o aprendizado que se colheu em mais ou menos três horas naquela sala de aula.
Saí da Cidade de Deus, pouco depois das 16h, uma pessoa muito melhor do que a que chegou lá, por volta de 13h. E vi reforçado em mim que não serão grandes reformas políticas, legislativas ou judiciárias, revoluções, protestos - ainda mais os violentos -, projetos mirabolantes e milionários, que farão mudar para melhor nosso dia a dia, nossa casa, nosso prédio, nossa rua, nosso bairro, nossa cidade, nosso estado (e o Estado), nossa região, nosso país, nosso continente, o mundo. É somente exercendo por inteiro o amor, uma palavra que anda sendo desgastada por tão mal usada, que poderemos "sacudir o mundo" (viva também o outro Raul!). Tenho agora isso definitivamente dentro de mim.
Foto: Vanderson Rodrigues
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Levado por um grande amigo (mais que amigo, irmão), tive a honra de conhecer o trabalho dessa organização da sociedade civil em 7 de agosto deste ano em seminário realizado num hotel da Barra da Tijuca. Lá pude assistir comovido a uma apresentação de um sexteto selecionado da Orquestra Nova Sinfonia, que abrange jovens e crianças de outras duas comunidades atendidas pela Agência do Bem: Beira Rio, em Vargem Grande, e Novo Palmares, em Vargem Pequena. E no debate realizado naquele dia, após a apresentação de Alan Maia, diretor da Agência do Bem, dos seus parceiros e da sensacional palestra do economista Sérgio Besserman, vi claramente que muito mais do que formar músicos profissionais, o objetivo é sensibilizar e formar público para músicas de qualidade. E isso também vale para os adultos.
Esse trabalho fantástico me motivou a levar a ajudá-lo de alguma forma. E depois de cedermos alguns DVDs e CDs para o acervo da Escola de Música e Cidadania, tivemos a chance de levar ontem, 15 de outubro, dia do Professor, o ator-palestrante internacional Raul de Orofino para uma apresentação especial e gratuita na Cidade de Deus. E como pus no título, foi uma tarde inesquecível, por tudo. Pela apresentação inspirada e inspiradora deste grande ator, a interação com o público jovem presente, a participação de todos na conversa que houve após a peça "O Homem do Fecicebuque e outras histórias", o brilho no olhar de cada um, o carinho e o amor dado e recebido, todo o aprendizado que se colheu em mais ou menos três horas naquela sala de aula.
Saí da Cidade de Deus, pouco depois das 16h, uma pessoa muito melhor do que a que chegou lá, por volta de 13h. E vi reforçado em mim que não serão grandes reformas políticas, legislativas ou judiciárias, revoluções, protestos - ainda mais os violentos -, projetos mirabolantes e milionários, que farão mudar para melhor nosso dia a dia, nossa casa, nosso prédio, nossa rua, nosso bairro, nossa cidade, nosso estado (e o Estado), nossa região, nosso país, nosso continente, o mundo. É somente exercendo por inteiro o amor, uma palavra que anda sendo desgastada por tão mal usada, que poderemos "sacudir o mundo" (viva também o outro Raul!). Tenho agora isso definitivamente dentro de mim.
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
LUIZ MELODIA, O NEGRO GATO E SUAS PÉROLAS
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| Luiz Melodia no Sesc Tijuca, com Renato Piau ao violão. Foto: Cristina Velloso. |
Melodia brincou com a platéia, deu espaço para os seus músicos brilharem, dançou, e cantou como sempre, passeando pelos seus grandes sucessos, como "Pérola negra", "Juventude transviada", "Magrelinha", "Fadas", "Estácio, holly Estácio" e "Negro gato", que encerra o show em altíssimo astral.
Ele deixou "Codinome beija-flor" de fora, para decepção de algumas fãs. Até gosto muito da música do Cazuza (com Ezequiel Neves e Reinaldo Arias), mas sinceramente não fez falta para mim. Luiz Melodia preferiu apresentar uma música nova, "A cura", e mostrar uma de seu pai, Oswaldo Melodia, que agora não me recordo o nome. Ambas muito boas.
Neste domingo, dia 13 de outubro, houve quem escolhesse o Maracanã para ver o meu Flamengo perder para o Botafogo, outros foram à Apoteose encarar o peso pesado do Black Sabbath, mas preferi o Luiz Melodia. E posso dizer sem medo de errar: foi a melhor escolha para mim. Em todos os sentidos!
Vídeo: show gravado pelo programa "Talentos", da TV Câmara
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