segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

APESAR DA ESTUPIDEZ REINANTE, UM ANO MUITO BOM PARTICULARMENTE

Embora como brasileiro eu não possa estar feliz com a ascensão e posse deste funesto e nefasto desgoverno, particularmente não posso fazer de 2019 um muro de lamentações. Muito pelo contrário, os motivos de agradecimento são inúmeros. Mudei e gostei. Muito. Minha vinda para Florianópolis, além de estar me proporcionando um tipo de vida que considero muito mais adequado às minhas aspirações pessoais, permitiu-me após mais de três anos plantando trabalhos e projetos profissionais, começar a colher um pouco do que venho semeando.

Em meio às diárias preocupações com os seguidos atentados desgovernamentais contra a Natureza, a Alimentação, a Cultura, a Arte, a Educação, a Ciência, a Dignidade Humana, a Inteligência, a Sensibilidade, a Liberdade de Expressão (apesar de reconhecer que da expressão muito se abusa neste país), tive a imensa felicidade de ser convocado por Sergio Pugliese para trabalhar para o Museu da Pelada aqui em Santa Catarina.

Do início de outubro até a primeira semana de dezembro fiz oito entrevistas que me deixaram muito feliz, pelo encontro e papo com oito ex-jogadores de destaque nacional e grandes figuras humanas. Também tive, por causa disso, a oportunidade de conhecer dois grandes companheiros de jornadas: o cinegrafista Fernando Gustav e o motorista Vander Schons.

A primeira entrevista já havia destacado aqui, com o uruguaio Sergio Ramirez, e duas ainda não foram ao ar: com Sávio, ex-ponta-esquerda de Flamengo e Real Madrid, e Oberdan, ex-zagueiro de Santos, Coritiba e Grêmio. As outras cinco vocês podem curtir abaixo. Mas antes queria desejar a todos que no próximo ano o bom senso retorne e prevaleçam a Saúde (sem os quase 400 agrotóxicos liberados pelo desgoverno), Paz (sem os ataques histéricos do presidente e de alguns de seus ministros, especialmente o da deseducação, a quem quer que seja, e com bem menos armamentos) e Prosperidade (com menos desigualdade social, com taxação às maiores fortunas e não aos desempregados e mais pobres). Ótimo 2020!

Renato Sá (ex-atacante de Grêmio, Botafogo, Atlético-PR, Avaí e Atlético-MG)


Toninho Quintino (ex-atacante de Avaí, Figueirense, Palmeiras, Cruzeiro e Corinthians)


Pintado (ex-volante de Bragantino, São Paulo, Santos, Atlético-MG e América-MG)


Mickey (ex-atacante de Fluminense, Bahia, São Paulo e Ceará)


Paulinho Criciúma (ex-meia de Criciúma, Bangu, Botafogo e Inter)


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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

DE 24 DE DEZEMBRO DE 2014 PARA SEMPRE


A noite de hoje, independentemente do que - ou em quem - cada um crê - inclusive em vários deuses ou em nenhum deles - é uma grande oportunidade para celebração e reflexão. Amar pais, filhos, avós, tios, primos, amigos é uma dádiva, é grandioso, mas convenhamos não é tarefa assim tão difícil de se cumprir. Difícil mesmo, árduo, suado, encardido, aquilo que exige algo além de nós mesmos é o tal do "amai-vos uns aos outros", porque inclui um monte de gente egoísta, canalha, arrogante, blasé etc etc etc.

Não digo nem amar, mas pelo menos não odiar o próximo creio que seja um belo exercício diário, que tenho certeza, se todos procurarmos cumprir, muita gente egoísta, canalha, arrogante, blasé pode se tornar melhor. É a única chance que temos de construir algo bom neste povoado, A única!

Com toda tecnologia, todo avanço da ciência, toda evolução da medicina, com todas as conquistas inimagináveis que o ser humano vem conseguindo, apesar de todo egoísmo, canalhice, arrogância etc etc etc, só há uma chance de termos uma boa convivência e, conseqüentemente, paz: agirmos sempre, o mais que pudermos, com paz, solidariedade, paciência, generosidade, respeito e, se possível, com amor. Que um novo e rico ciclo se inicie nesta noite. Para todos nós, sem exceção.

Amém, Assim seja, Maktub!

Obs: este texto foi publicado originalmente no Facebook em 24 de dezembro de 2014

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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

TRINTA E OITO ANOS NÃO SÃO 38 DIAS, NEM MESMO 38 RODADAS

Foto de Ernesto Benavides (AFP)
Os flamenguistas tiveram de suportar uma seqüência de vexames em muitas das mais recentes edições da Libertadores e 38 longos anos de espera impaciente para poder voltar a comemorar o título continental. Milhões, na verdade, só conheceram a história da primeira conquista por vídeos, textos e fotos, pois sequer eram nascidos, ou eram pequenos demais para entender o que se passou naquela noite de 23 de novembro de 1981. No mesmo dia e mês deste 2019, uma festa indescritível e emocionada se repetiu. E se duplicou no dia seguinte, com a chegada do time ao Rio de Janeiro no fim da manhã, e a confirmação do título brasileiro, no fim da tarde.

Na final de sábado, o Flamengo não jogou o seu melhor futebol e perigou perder a taça para um time inferior tecnicamente. Porém, na hora de decidir, o talento de Bruno Henrique, a garra de Arrascaeta e, principalmente, do oportunista Gabriel Barbosa, apareceram. Bruno só começou a jogar o que sabe nos últimos 15 minutos, Arrascaeta não foi nem de longe o talentoso meia que é, e o Gabigol só jogou de verdade os três, quatro minutos finais, quando fez os gols do título.

Muito se falou no River de Gallardo antes da partida, e muitos exageraram depois dizendo que massacrou o Flamengo no sábado, o que está léguas de distância de ser verdade. No primeiro tempo, o time argentino foi melhor sim após o gol, numa falha grotesca de Arão e Gerson, num deixa que eu deixo típico dos jogos colegiais de vôlei. Mas o River não criou chances claras de gol e se mostrou um time muito chato, irritante, que abusou das faltas (27 contra 12!!!) para impedir que a equipe rubro-negra andasse em campo, com alguma complacência do árbitro, que deixou de marcar algumas mais. E como adotou o tempo todo uma marcação adiantada, para dificultar a saída de bola adversária, morreu e sofreu no fim do jogo com o melhor preparo físico e técnico rubro-negro. Além disso, o treinador terá de explicar à sua torcida por que pôs o lento e grandalhão Pratto nos minutos finais.

Essa quantidade absurda de faltas cometidas pelo time argentino explica um pedaço da má atuação do Flamengo, mas não de todo, claro. Porém, o que gostaria de ressaltar é que o revezamento de jogadores cometendo faltas é o recurso dos medíocres do futebol. Foi este expediente que contribuiu muito para levar o nível do futebol brasileiro por tantos anos para baixo. Por mim, a regra deveria limitar o número de faltas, não necessariamente punindo o infrator com tiro livre direto perto da área sem barreira, como ocorreu no Torneio Rio-São Paulo de 1997. Talvez o jogador que cometesse a infração que excedesse o limite pudesse ficar 5 ou 10 minutos fora de campo, não sei, é só uma sugestão. No entanto, este é um papo para outro texto. 

Parabéns, galera rubro-negra! Agora é lutar pelo Mundial, sem se esquecer que antes de se pensar no Liverpool, há uma semifinal a disputar.

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