segunda-feira, 14 de março de 2016

"O NEGRO CREPÚSCULO", NÃO PERCA!

Comecei a escrever "O negro crepúsculo" em 2004. Depois de muitas versões, aversões e reversões, dei por terminada a tarefa em 2015. Nem tentei a busca por uma editora, pois creio que nenhuma me daria a atenção que eu sempre esperaria. Já me frustrei uma vez com "Profano coração", livro de poesias que lancei em julho de 2009, por uma editora do Rio de Janeiro. Por isso o relancei em versão digital na AmazonKindle no ano passado e repito agora a dose com esse romance de estréia.

É a história de um taxista, c.j. marques (assim mesmo escrito, como o poeta ee cummings), que busca uma relação incendiária, mas só encontra fogo de palha. Não sei se posso classificar "O negro crepúsculo" como romance. O que posso dizer que foi escrito e reescrito com a pele à flor da alma. O leitor que se aventurar por este livro encontrará poesias, filosofias de bar, dor, amor, paixão, ilusão, desilusão, pensamentos, sentimentos, sensações, encontros, desencontros e reencontro.

"O negro crepúsculo" só existe em versão digital. Quem se interessar e puder divulgar, o livro está à venda aqui: http://goo.gl/SdKSqU. Agradeço desde já a todos aqueles que se dispuserem a lê-lo.

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"Profano coração" está de volta

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

PENSO, LOGO SINTO 24

Escrevo monólogos, porque sempre conversei muito comigo, continuei conversas e situações da forma que - não exatamente desejava, mas - era induzido e seduzido a criar na minha imaginação. Fluía. Em determinado momento percebi que tudo aquilo merecia ganhar vida. Quantos excelentes monólogos não deixei de escrever? Porém, certamente não foram perdidos de todo. Minha memória certamente me devolveu muito do que imaginei ter perdido. E mais um ganhou vida esta semana. Agora é saber quando e com quem estará nos palcos.

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Estilhaços 15
Penso, logo sinto 14
Clarice Niskier, de corpo e alma
O teatro e o futebol

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

HIPOCRISIA E CINISMO

Um dos argumentos mais repetidos pelos amantes do capitalismo é que a livre concorrência é muito saudável para dar oportunidade às pessoas (ou pior, aos consumidores) escolherem seus produtos e serviços, com preços competitivos e maior qualidade. Em tese, posso até concordar. O problema é que muitos dos grandes defensores da livre concorrência não admitem sequer tocar no assunto quando o papo passa a ser os seus monopólios (ou de seus ícones) e suas exclusividades compradas com (muito) dinheiro e influências políticas e jurídicas, todas no mínimo obscuras. E ainda se dizem democratas e fervorosos advogados da liberdade de expressão. A prática está tão enraizada na nossa pátria pútrida nada gentil que os que não tem má-fé não percebem e apóiam, por comodismo ou ignorância, a manutenção desses monopólios. 

Não quis, nem quero, levantar bandeira de qualquer "ismo" com este texto, porque para mim a questão é o ser humano. Ele é capaz de fazer um sistema aparentemente ruim funcionar bem ou um sistema aparentemente maravilhoso funcionar pessimamente. Tudo depende do caráter (e competência também, claro, mas me atenho aqui à distância abissal entre discurso e prática). É este o cerne da minha questão. Se você tem no discurso a livre concorrência como ideário, não pode defender o monopólio e as exclusividades quando é de seu interesse. São dois pesos e duas medidas, como normalmente acontece aqui no país dos desperdícios. O cinismo não é uma exclusividade brasileira, claro, mas certamente estamos nos primeiros lugares neste ranking que ninguém fez ainda.

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Fábrica de ídolos
A necessidade do desejo
Beco sem saída

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

UM TANTO DE GRANDEZA E MUITO DE CORAGEM

Neste último dia deste ano complicado, cheio de altos e baixos, gostaria de manifestar meu desejo de compartilhar com todos que façam por merecer as maiores alegrias do mundo em 2016, aquelas muitas que temos deixado de lado por puro egoísmo. Mesmo aos que não têm feito muito bem aos outros (e a si, por inevitável conseqüência), desejo de coração e alma que melhorem (muito!). Para isso precisarão, como todos, de muita saúde, muita paz e plena felicidade. 

E vamos agora, então, ao primeiro dos muitos anos de colheita, porque já semeamos muito e a lição já sabemos de cor. Não, já não nos resta mais aprender, falta só praticar mais e mais. E sempre mais. Ter bondade, é sim, ter muita coragem. Portanto, a partir deste momento, tenhamos um tanto de grandeza e muito de coragem. É o que desejo a todos nós!

PS.: grato a Beto, Renato e Cazuza, que sem saber me ajudaram a concluir este texto. E a Michel, por ter trazido ao mundo a música abaixo, além da Kristina e o pianista que não sei o nome, por executá-la tão bem, e também a Flávio, Milton e Murilo (autor de belíssima letra), que me fizeram conhecê-la ainda em meados dos anos 80. Até 2016!


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

QUESTÃO EM QUESTÃO 6

Percebendo que o radicalismo político se acirra dia a dia no país e que há um lado crescente defendendo intervenção militar (filme, aliás, já visto em 1964), veio-me à cabeça uma questão atroz e deveras perturbadora: se a maioria quiser a ditadura, a democracia terá de aceitá-la?

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domingo, 15 de novembro de 2015

TEMPLOS E ESPETÁCULOS

Na infância e na adolescência, o lugar que eu mais gostava de ir era ao Maracanã, onde assisti a grandes espetáculos. Com a progressiva queda da qualidade nos campos de futebol e o meu crescente interesse pelas artes, fui aos poucos mudando de templo, e é no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) que passei a ver a maior parte dos grandes espetáculos que me fazem sair melhor do que quando entro. Espetáculos que justificam o nome. E por um preço muito menor do que se paga no ingresso para se ir ao estádio (hoje arena), onde não piso desde 2009. Um lugar em que se pode até apenas ficar, circular, sem nada pagar, que já vale muito a pena.
Ontem, mais uma vez saí de lá extasiado, após assistir à grandiosa apresentação do Barbatuques dentro do Festival Brasil Vocal CCBB 2015. Um misto de dança e música, com percussão, melodias, harmonias e solos feitos com corpos e vozes de 10 grandes artistas, quase um time de futebol. Se visse hoje um time brasileiro com tamanho talento, determinação, inventividade e entrosamento, passaria a ser o meu de coração, mesmo que vestisse um uniforme que normalmente não me agrada.
No futebol, se o jogo fosse maravilhoso, mas meu time não ganhasse, saía frustrado. A grande vantagem dos eventos artísticos e culturais é que não há chances de isso acontecer, porque mesmo quando a qualidade não é tão alta, algo raro no CCBB, sempre se aprende algo. Outra diferença é que na época de torcedor tinha praticamente só o Maracanã para ir, freqüentei muito pouco outros estádios do Rio, a grande maioria muito ruim (a única exceção era São Januário, onde fui muito mais como repórter do que como torcedor). E no caminho que escolhi percorrer, há além do CCBB outros templos da arte e da cultura nesta maltratada cidade. Se não tão grandiosos, são tão generosamente abertos à arte quanto. E hoje, é a arte que me move.
PS.: na sexta, eu e minha mulher já havíamos assistido a um grande show, no Cariocando, capitaneado pelo meu amigo Carlinho Motta e Agenor Neto, com participações especialíssimas das cantoras Dilma Oliveira, que fez a platéia ficar de pé, e Geovana Martins. 


Vídeo: "Kererê", com o Barbatuques (aqui com quatro integrantes a mais do que no show que vi no CCBB).
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Músicas que nos fazem viajar 2
Os sopros mágicos de Carlos Malta
Músicas que nos fazem viajar

terça-feira, 22 de setembro de 2015

PENSO, LOGO SINTO 22

O fato de um criminoso ter curso superior, pós-graduação, ter exercido cargos públicos e privados importantes e outros títulos deveria ser agravante (quanto mais títulos, mais grave a pena) e não atenuante. Mas como se sabe, por estas terras...

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