quinta-feira, 4 de novembro de 2010

OS MAIORES JOGOS DE TODOS OS TEMPOS 9

BRASIL 2 X 2 ALEMANHA OCIDENTAL - AMISTOSO NO MARACANÃ

Nas minhas andanças pelo youtube em busca de algum jogo específico acabo sempre esbarrando em preciosidades. Este aí em cima é um amistoso entre Brasil e Alemanha Ocidental disputado no dia 14 de dezembro de 1968. A partida marcou um duelo especial entre dois gênios da bola que nunca se enfrentaram em Copas do Mundo: Pelé e Beckenbauer, o Rei x o Kaiser.

Veja também:

A partida teve lances sensacionais, um que merece destaque, embora não tenha - por pouco - terminado num gol de placa do Rei do Futebol. Após bela jogada de Carlos Alberto Torres na defesa, o passe para Rivelino, que de trivela lança Pelé no ataque. O Rei ganha no corpo de um zagueiro alemão e quando o Kaiser vem na cobertura leva a bola por entre as pernas e cai sentado no gramado. Diante do goleiro adversário e a chegada de outro zagueiro, Pelé, pressionado, tenta colocar no canto, mas o arqueiro espalma para escanteio. Dá pra ver o delírio da galera na geral.

A seleção brasileira abriu 2 a 0, com dois gols do ponta Edu, companheiro de Pelé no Santos, ambos na primeira etapa: um de falta e outro com muito oportunismo, como se fosse centroavante. Depois, a Alemanha, que já havia desperdiçado boas chances, acabou empatando no segundo tempo.

BRASIL 2x2 ALEMANHA OCIDENTAL
Data: 14/12/1968
Competição: amistoso
Local: Maracanã - Rio de Janeiro
Árbitro: Istvan Szolt (Hungria)
Gols: Edu (2), Held e Gerwien.
BRASIL: Picasso (São Paulo), Carlos Alberto Torres (Santos), Jurandir (São Paulo),
Roberto Dias (São Paulo) e Everaldo (Grêmio); Gérson (Botafogo), depois Zé Carlos (Cruzeiro), Rivelino (Corinthians) e Tostão (Cruzeiro), depois Dirceu Lopes (Cruzeiro); Edu (Santos), Pelé (Santos) e Paulo César Lima (Botafogo), depois Nado (Vasco). Técnico: Aymoré Moreira.
ALEMANHA OCIDENTAL: Maier, Vogts, Weber (Lorenz), Schulz e Patzke; Beckenbauer e Netzer; Dörfel, Held, Overath (Wimmer) e Volkert (Gerwien).
Técnico: Helmut Schön.

domingo, 31 de outubro de 2010

A SUPREMA FELICIDADE É VER MARCO NANINI

"A Suprema Felicidade", de Arnaldo Jabor, é um filme maravilhoso? Não, não é, e seria exigir demais de um diretor que não filmava há 24 anos (o último havia sido o ótimo "Eu Sei que Vou Te Amar", de 1986, com Fernanda Torres e o falecido Thales Pan Chacon). Mas vale o ingresso, principalmente pela atuação exuberante de Marco Nanini, que vive o músico Noel, um personagem inesquecível, e algumas cenas esplêndidas.

O roteiro avança e recua no tempo, o que é um recurso bastante válido para se contar uma história simples, passada no Rio das décadas de 40 e 50, uma cidade que já foi assassinada há muitos anos, não existe, nem existirá mais. No entanto, o filme me pareceu mais uma colagem, com pelo menos cinco cenas belíssimas, outras que poderiam ter ficado melhores e mais algumas poucas menores ou dispensáveis.

Uma cena que considerei ter sido bem idealizada, mas que poderia ter ficado melhor, tem clara referência (e reverência?) a Federico Fellini: a das putas da Vila Mimosa. E reduziria um pouco às das lamentações da reprimida mãe de Paulinho, vivida pela boa atriz Mariana Lima. Por outro lado, Dan Stulbach, que faz o pai do garoto, já fez trabalhos bem melhores.

Três cenas me comoveram especialmente: a do carnaval de rua logo no início do filme, a transa de Paulinho (vivido pelo ator Jaime Matarazzo) com a dançarina Marilyn (Tammy di Calafiori) e toda a cena final, com Marco Nanini, em seu Noel, dançando cambaleante pelas ruas daquele Rio de Janeiro.

Nanini dá um espetáculo à parte e só ele já valeria o ingresso. O ator encarna bem o seu personagem: "A vida gosta de quem gosta dela".

Veja também:
tudo o que foi publicado em novembro de 2009

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MARADONA CINQÜENTÃO

Seis belgas na caça - em vão - ao
10 na semifinal da Copa de 86
De El Pibe, com sua vasta barba grisalha para esconder a cicatriz deixada pela mordida de um cachorro que cria em sua mansão, Diego Armando Maradona já não tem mais nada. Mas foi com um futebol de espírito alegre como o de um menino e a genialidade dos grandes craques que o atarracado Maradona deixou seu nome marcado entre os maiores jogadores de futebol de todos os tempos.
Os aspectos tristes de sua biografia merecem ser deixados de lado nesta data, pois agora, neste sábado, dia 30, o senhor Maradona se tornará um cinqüentão. Parece que deseja seguir a carreira de técnico, mesmo depois da frustrada campanha com a seleção argentina na última Copa do Mundo. Por mais que faça como treinador, porém, é com a arte que desenhou nos gramados do mundo com sua perna esquerda que ele será sempre lembrado.
Não tenho o menor apreço pelo seu gol trapaceiro que tanta fama faz, mais pelo fato de ele ser ótimo frasista (como Romário) do que propriamente pelo feito em si. Gol com a mão não vale, e aquele contra a Inglaterra que ele disse ter sido feito com a mão de Deus, no meu modo de entender foi feito com a ponta de uma das pontas do tridente do Diabo.
Prefiro crer que o segundo que ele marcou naquele mesmo jogo pelas quartas de final da Copa do Mundo no México, em 1986, valeu por dois. Aliás, valeu por 50. Valeria por toda a sua carreira, se só tivesse feito aquele que já foi eleito o mais bonito de todos os tempos. Mas ele fez bem mais. Bem mais.


Veja também:
Parabéns, Dejan Petkovic
Ganso, o Mestre-Sala da Vila
Beckenbauer, A Elegância do "Kaiser"
O Teatro e o Futebol
Reinaldo, o Rei do Galo Mineiro

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

GARRINCHA, 77

Cinco dias após Pelé, com quem fez a maior e mais vitoriosa parceria de ataque de todos os tempos, Manoel Francisco dos Santos, muito mais conhecido como Garrincha, também fazia aniversário. E ele completaria neste 28 de outubro 77 anos, uma idade bastante simbólica, pois une duas vezes o número que o consagrou, tanto com a camisa do Botafogo, como com a da seleção brasileira. Ele ainda jogou por Flamengo, Corinthians e Olaria, mas já sem o mesmo brilho.
O Anjo das Pernas Tortas, a Alegria do Povo, seja lá como fosse chamado, Garrincha brilhou por poucos anos - atesta Ruy Castro, biógrafo do livro "Estrela Solitária: um Brasileiro Chamado Garrincha" - mas com uma intensidade tão grande que foi o suficiente para ajudar muito o Brasil a conquistar o bicampeonato mundial, em 1958, quando começou como reserva de Joel, do Flamengo, e enfileirou "joões" na Suécia, e em 62, quando tomou a responsabilidade por comandar a seleção que perdera Pelé no segundo jogo, contra a Tchecoslováquia, mesmo adversário da final no Chile.
Em importância para o futebol brasileiro no mundo, Garrincha só perde para Pelé. E isso não é demérito, pois juntos jamais saíram de campo derrotados pela seleção brasileira. Os dribles desconcertantes de Mané Garrincha inspiraram muitos pontas, mas hoje eles estão praticamente extintos. Fazem muita falta ao futebol, os pontas e as suas criativas fintas.
Abaixo, uma entrevista e dribles e gols de Mané, ao som de "Preciso Me Encontrar", de Candeia, com a voz inconfundível de outro gênio: Cartola.

Veja também: Reinaldo, o Rei do Galo Mineiro
Parabéns, Dejan Petkovic
Ganso, o Mestre-Sala da Vila Belmiro
Os Maiores Jogos de Todos os Tempos 3 (Alemanha Ocidental 1 x 2 Brasil)

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #43

Uma coisa jogada com música - Capítulo #43 Didi na Copa do Mundo de 58. Foto sem ...

As mais visitadas