sexta-feira, 17 de junho de 2016

"O NEGRO CREPÚSCULO" NA RÁDIO JORNAL, DO RECIFE

Fui convidado na semana passada pela produtora Marcela Maranhão para falar na noite de sexta, dia 10/6, sobre o livro "O negro crepúsculo" para o programa Movimento, da Rádio Jornal, do Recife. Porém, acabei tendo o imenso prazer de conversar também sobre música brasileira e, em especial, da minha profunda admiração e respeito pela cultura e a arte pernambucanas, já manifestada neste blog tantas vezes (veja os links no fim da postagem).
Fui entrevistado pelo apresentador Marcelo Araújo, mas pude conversar também com o escritor Amaro Filho, que estava no estúdio para divulgar o livro "Pífanos do Sertão", lançado dois dias depois na capital pernambucana.
Convido você a ouvir o programa no vídeo abaixo. A minha participação vai de 15m20 a 27min23.



Nunca é demais lembrar, o livro está à venda neste link http://goo.gl/SdKSqU e também em qualquer lugar do mundo onde se pode comprar pela Amazon.

Veja também:
Ariano Suassuna é eterno
A nova dinâmica da viola de Hugo Linns
Os sopros mágicos de Carlos Malta
Antúlio Madureira, mestre de obras-primas
O teatro e o futebol

sexta-feira, 3 de junho de 2016

"O NEGRO CREPÚSCULO" EM DESTAQUE NA MÍDIA

Pouco a pouco o livro "O negro crepúsculo", o segundo que publico, vai conquistando leitores e mais espaço na mídia. Já concedi algumas entrevistas, duas para rádio (Nacional e Livre, ambas do Rio de Janeiro), uma para o jornal O Fluminense, de Niterói (RJ), e outra para o conceituado Blog da Simone Magno, especializado no mundo dos livros e da literatura.

Não é fácil ser escritor em qualquer lugar do mundo, ainda mais num país como o Brasil, muito pouco interessado em Educação, por conseqüência, em leitura. Mais difícil ainda é ser também editor e divulgador do trabalho (até a foto da capa fiz desta vez). Porém, a tecnologia hoje facilita a vida de quem procura fazer bom uso dela e, graças a isso, estou podendo fazer meu trabalho de formiguinha, independentemente, e expandindo o alcance de "O negro crepúsculo" - e também de "Profano coração", o primeiro que lancei -, inclusive para o exterior.

Só tenho a agradecer a todos que estão abrindo espaço para o meu trabalho e os leitores de várias partes do país e do mundo que estão adquirindo o livro. Se quiser adquirir o seu aqui no Brasil, o link é este: http://goo.gl/SdKSqU. Em outras partes do mundo, "O negro crepúsculo" pode ser comprado no site local da Amazon.

Confira abaixo, os veículos e profissionais de comunicação que falaram - ou me deixaram falar - sobre o livro (clique no nome e veja o que foi publicado):

Ativa e Prática (Rio de Janeiro);
Blog dos Mercantes (Macaé-RJ);
Branca Salgueiro (Rio de Janeiro);
Canto do Livro (Maricá-RJ);
Coluna do LAM (Rio de Janeiro);
Cultura, Gastronomia e Lazer (Rio de Janeiro);
Jornal Portal (Rio de Janeiro);
O blog da Simone Magno (Rio de Janeiro);
O Debate (Belo Horizonte);
O Fluminense (Niterói-RJ);
O Hoje (Goiânia);
Revista D’Ávila Digital (Campinas, Indaiatuba e Salto-SP);
Revista Ponto Jovem (São Paulo), e
Sopa Cultural (Rio de Janeiro).

Confira abaixo a entrevista que concedi ao programa Repórter Rio, da Rádio Nacional:

Veja também:
"O negro crepúsculo", não perca!
Profano coração" está de volta
"Profano" conquista corações
Oferenda (ou canção de um ser dilacerado)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

ESQUIZOFRENIA *

O ser cindido vive em dois mundos: o real e o imaginado. Além deles, ainda se pode considerar um terceiro (a terceira margem?), o da tênue linha fronteiriça que separa um do outro. Todo artista de verdade possui algum grau de esquizofrenia. Postado racionalmente no mundo mesquinho da realidade, dos afazeres práticos e ou reconfortantes, o homem age maquinalmente, absorve ordens, cumpre seus deveres, exige direitos (até os que não tem), diverte-se, joga conversa fora e flana sobre a superficialidade apenas tangenciando-a. Na era do entretenimento paranóico, esta é a lei.

No entanto, quando o homem avança, mergulha e investiga com todos os seus sentidos aguçados e concentrados o mar infinito que é seu próprio ser ou atravessa a pesada porta que o impele a não sair do lugar e vai onde quanto mais fundo, mais escuro e denso, torna-se possível trazer algo novo à tona e se tornar um ser criador.

Clicaê quem curte CDs e vinis!


Mas aqui não cabem ilusões, paga-se um alto preço por isso, muito alto. Não ser compreendido, é apenas um. O pior de todos é não conseguir sair da fronteira: desprezar a superficialidade e não se aprofundar. Ficar preso ao imaginário e ao caos interior ou confundi-lo com o real é outro grande risco que se corre. É a doença, quando o homem é controlado por sua mente, quando ele se faz refém de si mesmo. Alguns artistas se afundaram nessa, muitos empurrados pelas drogas alucinógenas encontraram a sua morte, física ou mental.

Porém, a mediocridade de não escolher, de não decidir, a falta de coragem para romper barreiras e se acautelar faz do homem um rato medroso, um medíocre. Faz a alma humana aprisionada no corpo do cão o olhar com desprezo. E a fraqueza ou falta de fôlego para retornar e trazer a boa nova o joga no limbo, é também apenas um existente.


* Este texto já havia sido publicado e retirado por mim algumas vezes aqui. Agora daqui não sairá mais 

Ilustração:"Only opens, when open for fantasy", de Ben Goossens.

Veja também:

sexta-feira, 6 de maio de 2016

NISE DA SILVEIRA: O AFETO E A ARTE COMO PODER

Nise da Silveira
Glória Pires não me parece nos seus melhores dias (como Lota Macedo Soares em "Flores raras" ela está bem melhor, no meu modo de ver), o filme não ficará na História do cinema, mas "Nise - O coração da loucura", dirigido por Roberto Berliner, merece ser visto por todos os brasileiros. Todos, sem exceção. E nem tanto pelas maravilhosas interpretações dos atores que encarnaram os loucos do Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, mas pelo maravilhoso exemplo que representa a doutora Nise da Silveira. Uma brasileira que nos faz lembrar que não é só de pilantras, bandidos, corruptos, ególatras e mal-amados vive este país.

Infelizmente, temos visto cada vez mais a nossa imprensa (mídia) e nossos (des)governos dando mais valor aos que nada valem, do que àqueles que mereciam uma estátua em cada esquina desta imensa terra. Nise da Silveira enfrentou um mundo altamente machista, ególatra, frio e indiferente ao outro, os pseudo-deuses da medicina, para fazer valer o afeto. E com essa ferramenta poderosa fazer seus esquizofrênicos se transformarem em grandes artistas e - muito mais do que isso - conseguirem levar uma vida digna e serem respeitados.

Curiosamente, antes da sessão de cinema (mais uma vez tive de me deslocar para a sempre privilegiada Zona Sul), passou o trailer de um filme sobre um "ídolo" daquela pancadaria vale-tudo que não preciso citar. E logo no início de "Nise" há uma cena de uma briga selvagem entre dois loucos, incentivados por outros mais dementes enfermeiros, funcionários e outros pacientes, ou melhor clientes, como a doutora gostava que os chamassem. Qual a diferença entre uma selvageria e outra? Só no cenário mais rico e arrumadinho das rinhas humanas bancadas por empresas milionárias e televisões poderosíssimas. Todos dementes.

Um dos brigões do Engenho de Dentro, o mais violento, é Lúcio Noemann, que através do trabalho paciente e amoroso de Nise da Silveira, pôde se revelar um artista de mão cheia. Não para esmurrar adversários ou inimigos, mas para esculpir, moldar, criar obras de arte. E emocionar. Do mesmo modo, Emygdio de Barros, Adelina Gomes, Raphael Domingues, Carlos Pertuis e Octavio Ignacio (clique aqui para saber mais no site do Museu de Imagens do Inconsciente)

Emygdio de Barros

Houvesse uma enquete nas ruas deste país para saber quem conhece ao menos um pouco do legado de Nise da Silveira para o mundo, duvido que os resultados fossem animadores. Isso é que é triste, isso é que é loucura. Uma das muitas faces da loucura compartilhada diariamente por aqueles que vivem no lado de cá dos muros manicomiais.
  

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Apesar do trabalho revolucionário e humanista capitaneado pela doutora Nise da Silveira, ainda na década de 40, a poucos quilômetros do Rio de Janeiro, em Barbacena (MG), um verdadeiro campo de concentração matava lentamente e lucrava muito com a venda de corpos, como descrito no livro "Holocausto brasileiro", de Daniela Arbex.

Veja também:
Fábrica de ídolos
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UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #42

Uma coisa jogada com música - Capítulo #41 Mario Vianna , entre o capitão suíço ...

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