segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

MÚSICA PRA VIAGEM: FIRTH OF FIFTH

De tempos em tempos redescubro as músicas do Genesis da época em que Peter Gabriel e ou Steve Hackett faziam parte do grupo inglês de rock progressivo. Ultimamente - e este ultimamente abarca uns oito, dez anos - tenho ouvido e visto muito a interminável turnê "Genesis Revisited", de Steve Hackett, que inclusive passou pelo Brasil no ano passado, algo que infelizmente não pude presenciar. 

Há tempos a série "Música pra Viagem" estava devendo uma do Genesis por aqui e cá estou eu pra pagar a dívida com quem acompanha este blog ou mesmo vem aqui só quando algo interessa. E dou spoiler, pois vou pagar a dívida com juros, já que a próxima música da série será da mesma banda e do mesmo período mencionado.

O Genesis em 1973: Mike Rutherford (atrás), Tony Banks, Phill Collins, Peter Gabriel e Steve Hackett

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"Firth of Fifth" é uma das músicas mais icônicas do Genesis. Originalmente lançada no álbum "Selling England by the Pound", em 1973, esta faixa se destaca pela complexidade e beleza musical e o lirismo poético.

Elementos musicais e lirismo

"Firth of Fifth" é conhecida por seu solo de piano "clássico", executado por Tony Banks, que abre a música. A transição para o solo de guitarra de Steve Hackett é, sem dúvida, um dos momentos mais memoráveis do rock progressivo. A poética letra escrita pelo tecladista e violonista Tony Banks em parceria com o baixista e também violonista Mike Rutherford explora temas de natureza e introspecção, mas muita gente ainda se pergunta do que se trata exatamente. Como se versos poéticos necessitassem ser exatos. Quem não pensente, jamais entenderá.

Performances clássicas

Bem, aqui resolvi apresentar duas versões distintas desta obra-prima. A primeira é a gravação original da Era Peter Gabriel. Infelizmente não achei um vídeo de boa qualidade de uma apresentação da banda com ele ao vivo para trazer toda a teatralidade e intensidade pela qual o cantor sempre foi conhecido.

A segunda vem da já mencionada turnê "Genesis Revisited", onde o guitarrista Steve Hackett revisita esta peça com um novo vigor, capturado magnificamente no Royal Albert Hall, de Londres.

Membros do Genesis e carreiras solo

Peter Gabriel foi o vocalista principal do Genesis até 1975, quando decidiu seguir carreira solo. Famoso por seu estilo vocal expressivo e performances teatrais, Gabriel lançou vários álbuns solo de sucesso, incluindo "So", no qual foram gravadas "Sledgehammer", muito tocada nas rádios brasileiras e com seu videoclipe surpreendente para a época exaustivamente exibido nos programas musicais de TV, e "In Your Eyes".

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Steve Hackett, guitarrista do Genesis de 1971 a 1977, marcou a História da banda com o seu estilo único e inovador. Com forte ligação com o Brasil, afinal foi casado com a artista plástica brasileira Kim Poor, Hackett gravou em sua carreira solo diversos álbuns que exploram uma variedade de estilos musicais. Chegou a montar sem sucesso nos anos 80 o grupo GTR (abreviação de guitar), com Steve Howe, outro guitarrista extraordinário (do Yes). Como já dito acima, Hackett continua apresentando o repertório do grupo que o lançou pro sucesso em suas turnês "Genesis Revisited".

Phil Collins começou como baterista do Genesis, mas assumiu os vocais após a saída de Peter Gabriel. Ele também é conhecido por sua carreira solo extremamente bem-sucedida, com hits como "In the Air Tonight" e "Against All Odds". Collins é talentoso baterista e compositor, fez trilhas para filmes e contribuiu significativamente, desde o início, para o som do Genesis e sua própria carreira solo.

Por fim, este clássico do Genesis, "Firth of Fifth", desde a sua primeira execução até as recentes revisitações, continua a encantar fãs de todas as gerações, mostrando a atemporalidade e o talento extraordinário da banda inglesa. Espero que tenha curtido. Diz aí o que achou?

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Obs.: Pesquisa e texto foram feitos com auxílio de IA.

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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

E NEM ERA CARNAVAL...

Ilustração criada com auxílio de IA
Quando ele chegou do asfalto, falando uma língua diferente, repleta de palavras em inglês, trouxe consigo enormes caixas de som. Quando ligou aquela barulheira, era impossível não ficar incomodado, mas não dei muita importância. Juntou gente, mas eu era o rei do pedaço, ali era o meu lugar, ninguém me tiraria o cetro e a coroa.

Pouco a pouco, porém, senti que o espaço que ocupava ia cada vez se estreitando mais. Havia já um rival, que ia conquistando jovens, e os pais já não conseguiam convencer os filhos que a tradição era mais importante que a inovação. Inovação representada por aquele forasteiro de óculos escuros, boné, bermudas e camisas coloridas, parecendo um turista a princípio, mas já àquela altura um vizinho insistente e barulhento, seduzia a garotada com discurso apelativo.

Eu já não encantava tanto meus vizinhos, muitos foram embora e me deixaram aos cuidados de poucos que resistiram, mas não por muito tempo. E se despediram em meio à barulheira, à fúria daquele som, um ruído difícil de afastar dos ouvidos e da cabeça. Vi da minha janela que a tênue linha que separava a sensualidade da vulgaridade havia se transformado num grosso e altíssimo muro que só me isolava cada vez mais. Já não via o horizonte, só muro, infelizmente sem isolamento acústico.

A cadência se foi e a poesia foi pisoteada para dar lugar a ferocidade, vulgaridade e palavrões. A devoção e os rituais foram esquecidos, profanaram os santuários, sem qualquer resquício de respeito. E com o volume cada vez mais alto, gritos ensandecidos de uma cega e surda adoração por mais e mais gente, uma batida de fazer o chão e as paredes racharem, fui expulso de casa. Quase rolei morro abaixo.

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No asfalto já me conheciam, claro, e me acolheram. Não eram tantos quanto existiam  antigamente na minha vizinhança, mas eram reverentes. Sabendo de minha nova morada, alguns ex-vizinhos retornaram, vieram me visitar. Mas já não eram tantos. Meus anfitriões foram respeitosos, afetuosos, houve devoção e ritual. Aqui sou muito bem tratado, apesar de uns e outros tentarem me desvirtuar e me difamar. Mas não é minha casa.

Posso ter vivido muito de ilusão, mas foi lá no morro que nasci, me desenvolvi, cresci e me fiz conhecido no mundo. Era lá que me sentia em casa e vivi os melhores dias da minha vida. Saudades da “alvorada, lá no morro, que beleza”. Hoje, quando olho pra lá daqui debaixo, choro, "me dá tristeza, sinto um grande dissabor". Porém, como bem se sabe, embora nunca mais no morro, agonizo, mas não morro. Prazer, meu nome é Samba.

Clique aqui para ouvir o episódio #44 do Lamascast "E nem era carnaval...", publicado pelo jornal Portal, em 21 de setembro de 2020.

Veja também:
A questão do fânqui e o velho Angenor
Música pra viagem: É Hoje!

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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

"CONTOS DA BOLA", UM PRESENTÃO DE NATAL

Já pensou no presente que você vai dar ou se dar neste Natal? 

O livro "Contos da Bola" começa a rolar com "O torcedor de videoteipe". Às vésperas da Copa de 1994, Didi, um fanático torcedor da seleção brasileira, volta no tempo por intermédio da sua antena parabólica e vibra muito com a conquista do tricampeonato mundial, no México, em 1970, que ele não pôde assistir na época. 

Pacato e trabalhador, porém amante das rodas de samba, o personagem acaba surpreendendo seus amigos quando a Copa dos Estados Unidos finalmente começa.

Ilustração criada por Inteligência Artificial

Dê este gol de presente no Natal, depois é só partir pro abraço.

Um time tão bom no papel como no ebook, à venda nas melhores lojas online do Brasil e do mundo.

Veja também:
 A Copa é um mundo à parte
Futebol brasileiro x seleção brasileira

Sobre o livro

"Contos da Bola", de Eduardo Lamas Neiva, traz 19 histórias abordando as mais reles peladas e encarniçados campeonatos de várzea aos grandes clássicos do futebol brasileiro e históricas partidas de Copa do Mundo. Pra quem não gosta de perder nenhum jogo, um livro de tirar o chapéu, ou melhor, pra se tirar da Cartola.

Veja também:
Futebol-arte: os maiores jogos de todos os tempos 11
Música e futebol, o Brasil no Primeiro Mundo


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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

OLHARES ALHURES - FOTOS #126: PONTA DE BAIXO




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Olhares Alhures - Fotos #83: Chuva noir






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Olhares Alhures - Fotos #73: Arco-íris
Olhares Alhures: Fotos #54: Canto do Noel




Fotos feitas por Eduardo Lamas Neiva, com seu velho celular, no dia 27 de setembro de 2024, no bairro da Ponta de Baixo, em São José (SC). 
Olhares Alhures é uma série com registros de imagens do belo, do cotidiano, do curioso, do inusitado, do coincidente, do poético, enfim, de tudo aquilo que, de alguma forma, chama a atenção do autor deste blog em suas andanças e viagens.

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UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #43

Uma coisa jogada com música - Capítulo #43 Didi na Copa do Mundo de 58. Foto sem ...

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