sexta-feira, 22 de maio de 2009

GASOLINA NO INCÊNDIO 7

Com "Gasolina no Incêndio" (agora também no orkut, clique aqui) pretendo provocar quem aqui venha, mexer com os brios mesmo. Incomode-se, reclame e até xingue se achar necessário, mas aqui não cabe a indiferença. Não vou censurar nenhum comentário, mas assuma-se, não se esconda no anonimato (in)conveniente, nem com apelidos irreconhecíveis. A sétima questão-provocação é a seguinte:
Para o ciumento, o ser possessivo, o que os olhos não vêem, a cabeça inventa e o coração não agüenta.


Vídeo: O Ciúme, com e de Caetano Veloso (a imagem não está boa, mas o som está, e é o que interessa)
Veja também: Gasolina no Incêndio 5
O Espírito dos Insensatos
"Profano" conquista corações
Monólogos 6 (Muito Próximo da Lucidez e da Loucura)
Futebol-Arte: Os Maiores Jogos de Todos os Tempos

Gasolina no Incêndio 8
Gasolina no Incêndio 9

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Resultados das enquetes

"O que você acha do voto nulo num país em que é obrigatório votar?" só recebeu três votos. Dois (66%) foram para a resposta "Uma justa e eficiente forma de protesto" e um (33%) para "Uma forma de entregar o poder aos mesmos de sempre". "É apenas uma maneira de se abster de opinar" e "Essa possibilidade não deveria existir no voto eletrônico" não receberam voto.

Sobre a pergunta "Você é dono de um jornal de bairro e descobre que seu principal anunciante comete várias irregularidades, o que você faz?", a maioria (quatro pessoas, 66%) votou em "Publico matéria denunciando as irregularidades, sem deixar de ouvir a explicação do anunciante" e duas (ou 33%) votaram na opção "Simplesmente cancelo o contrato com o anunciante, mas não publico nada a respeito". As outras três alternativas ("Deixo pra lá, afinal não dá pra continuar com o jornal sem a grana do anúncio", "Só publico matéria depois de conseguir um anunciante que o substitua" e "Publico matéria só com a versão do anunciante para não dizerem que o assunto não foi tratado no jornal") não receberam voto.

Houve unanimidade na enquete "Se você fosse (ou é) um fotógrafo ou cinegrafista e visse uma pessoa se afogando ou em grande perigo, com poucas chances de se salvar, o que você faria?": 11 pessoas votaram na opção "Largaria tudo e tentaria salvá-la ou buscar o auxílio de alguém para salvá-la.". A inspiração veio de uma seqüência de fotos publicadas nos meios de comunicação tempos atrás, em que uma mãe tentava salvar o filho de um afogamento. Aquele fotógrafo optou na hora pela opção "Agiria profissionalmente e faria o seu trabalho de registrar a imagem de um drama humano", mas pode ser que aqui ele marcasse a opção humanamente correta.

Sobre a pergunta "O que você acha das cotas raciais nas universidades e escolas do Brasil?", a maioria (cinco pessoas, 55%) votou em "Uma aberração, pois são no fundo racistas e só vão acirrar as discriminações" e duas (ou 22%) votaram na opção "Muito justas, pois ajudam a corrigir desigualdades históricas provocadas pelo racismo" e na "Somos um país mulato, melhor seria instituir cotas por renda familiar". A outra alternativa ("Não sei, tanto faz") não recebeu voto.

Sobre a pergunta "Se o seu time ganha um título com um gol claramente irregular, você...", 40% (quatro) votaram nas opções "Comemora constrangido" e "Não comemora", 20% (um) votaram em "Comemora normalmente". Ninguém votou na opção "Comemora ainda mais".

Com relação à pergunta "Se o seu time ganha um título com um gol claramente irregular, você...", 40% (quatro) votaram nas opções "Comemora constrangido" e "Não comemora", 20% (um) votaram em "Comemora normalmente". Ninguém votou na opção "Comemora ainda mais".

Na questão "Lula culpou banqueiros de pele branca e olhos azuis pela crise econômica global. O que você acha da afirmação?", 53% (sete) votaram na opção "Ele foi infeliz" e 15% (duas) em cada uma das seguintes opções: "Ele está certo", "Ele foi racista" e "Ele disse o que seus assessores mandaram dizer".

Para a pergunta "O que você acha da pena de morte?", todos que votaram (quatro, ou 100%) se disseram completamente contra. As outras opções eram "Sou a favor somente para crimes contra crianças" e "Sou completamente a favor".

A pergunta foi "Qual a sua opinião sobre o voto obrigatório?". A maioria (cinco ou 62%) votou na opção "Uma aberração, isso não é democracia"; duas pessoas (25%) escolheram a opção "Extremamente útil, pois só assim o povo exercitará sua cidadania"; uma (12%) optou por "Agora sou contra, mas já teve a sua utilidade", e ninguém marcou a opção "Tanto faz: anulo, voto em branco ou não vou lá e pago a multa".

Sobre a pergunta "O que você acha da realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil, em 2014?", a enorme maioria (88%, ou oito votos) respondeu que "Será um prato cheio para políticos e empresários encherem o bolso com dinheiro público", e 11% (ou um voto) escolheu a opção "Será uma grande oportunidade para mostrarmos que o país pode realizar megaeventos como este". Não houve voto para as respostas "Será mais uma grande festa do futebol, como sempre" e "Será um fracasso, o Brasil não tem condições de organizar um megaevento como este".

"O mais importante é a democracia. Prefiro um senador corrupto a um Congresso fechado. Quando começa uma desmoralização política que chega a esse ponto, começam rumores: Então pra que serve isso? O importante é o Congreso funcionar melhor" (Marieta Severo). Para esta afirmação, 75% (ou três pessoas) marcaram a opção "A atriz está certa, é preciso defender a democracia a todo custo e melhorar o nível dos parlamentares com voto consciente", e 25% (ou uma pessoa) votou na alternativa "A atriz está equivocada, é preciso acabar com o Senado e manter apenas a Câmara dos Deputados". As opções "A atriz está completamente equivocada, é preciso fechar o Congresso e limpar essa sujeirada nacional" e "A atriz está certíssima, só quem sofreu na ditadura militar sabe o que é um Congresso fechado, a censura e o horror das torturas" não receberam votos.

Houve unanimidade na enquete com a questão "Um profissional deve fazer tudo o que seu chefe mandar. O que você acha disso?". Todas as dez pessoas que votaram optaram pela alternativa "Eu me recusaria a fazer algo que ferisse uma lei ou mesmo a ética". As outras foram: "É preciso ser profissional acima de tudo"; "Só se deve fazer aquilo que julgar importante e necessário", e "Não faria algo que ferisse uma lei, embora eticamente pudesse não ser correto".

"O que de pior existe na música brasileira atual?" A maioria considerou "A promiscuidade violenta do fânqui carioca", com quatro votos, ou 80%. Apenas uma pessoa votou (20%) em "A aeróbica coreografada do axé baiano". Ficaram sem votos as seguintes opções: "A pseudo-malandragem do hip hop", "A louvação açucarada do gospel", "O duplo esganiçamento vocal do sertanejo", "A pasteurização do forró eletrônico", "A deturpação do samba pelo pagode paulista" e "A pseudo-intelectualidade de protesto do rap". Houve mais opções que votos.rsrs

À pergunta "O que você achou do grupo do Brasil na Copa do Mundo de 2010 (Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal)?" apenas três pessoas responderam. Sendo que duas (66%) acredita que é "Difícil, mas a seleção se classifica em primeiro" e uma crê que será "Mole, a seleção vence os três jogos". Ninguém optou pelas alternativas "Muito difícil, a seleção se classifica em segundo" e "Ih, ferrou, a seleção vai dançar".

"Você levaria Ronaldinho Gaúcho para a Copa da África do Sul?": duas pessoas (66%) responderam que "Sim, mas para ficar no banco como opção.", e uma (33%) optou por "Não, ele já teve as suas oportunidades e não as aproveitou." Ninguém respondeu "Claro, craque sempre tem vaga na seleção", nem "De jeito algum, ele nunca jogou na seleção o que joga nos clubes."

"O que você mais gosta de ler?": Poesia, três votos (60%); Romance/Ficção e Conto, dois cada um (40%); Crônica, História em Quadrinhos, Biografia/Autobiografia/Perfil, Filosofia, História e Outro, um cada (20%), e Ficção cientíca e Noticiário, zero.

terça-feira, 21 de abril de 2009

DIA 1º DE MAIO ESTAREI DE PRETO. E VOCÊ?


"Tartarassa ni voutor
no sent tan leu carn puden
quom clerc e prezicador
senton ont es lo manen."
(Urubus e abutres não farejam carniça fedorenta tão rápido quanto clérigos e políticos farejam a riqueza)
Este é o início de um poema do trovador provençal Peire Cardenal (?1180 - ?1278), cuja música, chamada "Tartarassa ni Voutor", foi gravada pelo grupo Anima no CD "Espiral do Tempo".

Caros(as),
o 1º de maio, dia do Trabalho, foi escolhido pelas autoridades municipais, estaduais e federais para ser a data da visita dos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) à maltratada cidade do Rio de Janeiro. Com o mesmo discurso dos anos anteriores ao Pan de 2007, as autoridades vêm dizendo que as Olimpíadas de 2016 serão importantíssimas para o Rio pelo legado que deixará para a cidade e para o país. Bom, o mais alienado dos brasileiros, mesmo aquele que se esconde nos confins do mato mais denso que existe nesta terra, sabe que o legado deixado pelo Pan foi uma série de obras hiper-faturadas, construções sub ou inutilizadas, de muitas e deslavadas mentiras (como a do metrô na Barra) e muita grana no bolso de autoridades. Já começou uma campanha para que o povo do Rio vista verde e amarelo no dia 1º. Eu, mesmo idiotamente sozinho, estarei de preto, de luto por toda a já histórica e cultural roubalheira descarada das autoridades deste país com a nossa ingênua e passiva contribuição. É apenas um gesto, mas que se ganhar vulto (sombrio para os poderosos) mostrará que não somos macacos de auditório, nem claque para ficar batendo palmas pros malucos dançarem com a nossa grana e nossa cara de idiotas. Se você aceita participar deste protesto silencioso e contundente que também é contra toda a roubalheira cínica dos congressistas deste país, faça-a circular por todos os meios que puder.
Atenciosamente,
Eduardo Lamas.
Obs.: no dia 1º de maio o blog mudou sua cor de fundo para preto para ficar vestido à caráter contra os que não possuem caráter.
Ilustração: criação de Elizabeth M. Dias.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A JUVENTUDE CONSERVADORA

"...mas é essa a juventude que quer tomar o poder?... Se vocês forem em política como são em estética, estamos feitos...” (Caetano Veloso, em 1968)

É uma pena que Caetano não seja mais o mesmo, se é que foi mesmo quem pensamos algum dia. Mas os jovens de um modo geral continuam tão conservadores como sempre, repetindo os erros de seus pais (“...minha dor é perceber, que apesar de tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...”, Como nossos pais, Belchior). Mesmo os movimentos de liberdade, paz e amor dos anos 60 revelaram mais tarde a verdadeira cara de muitos daqueles jovens hippies: a de yupie. E eles acabaram tomando todas as formas de poder, demonstrando que aquele Caetano estava certo.
Hoje, quem tem mais de 35 anos dificilmente encontra um emprego, porque as vagas estão nas mãos de jovens que pensam que não envelhecerão jamais. Era bom que envelhecessem logo, como Nelson Rodrigues clamava já em plenos 60. Gente sem história para contar está decidindo os rumos de uma geração vazia de idéias e ideais, fingindo mudar só para nada mudar; alguns se travestindo de diferentes, mas como um todo exercendo o poder, ou se submetendo a ele, da forma mais torpe, vil possível.
Outro dia falei dos senhores da guerra que mandam matar sem ódio. Pois é, os que exercem os pequenos poderes é que estão legitimando a existência desses inescrupulosos jovens senhores. Mas a questão não é só de idade, como pode parecer. É o poder! Porém prefiro me ater ao pequeno poder, pobremente (ou “podremente”) exercido por quem tem um bloquinho de multas na mão, um volante a sua frente, um apito na boca, uma caneta para punir, um martelo para julgar, um jornal para escrever. Ande pelas ruas desta e de outras cidades e observe como o fazem de forma impiedosa, revelando claramente o que fariam com um país, o mundo inteiro se os tivessem que governar.
Como podem clamar por justiça no fim das contas? Mas não sou pessimista, vejo chances naqueles que têm a sabedoria de abrir mão do podre poder, por menor que ele possa parecer. E que não usam a vingança para se impor. E que ainda questionam e se questionam. E que não ficam esperando por líderes, heróis, ídolos para caminhar.
Os que insistem em manter uma posição outorgada sabe-se lá por quem, continuarão se sentindo enormes, gigantescos, mas somente por algum momento, porque logo, logo perceberão que são tão pequenos quanto os poderosos nos quais se espelham.



Vídeo: "Como Nossos Pais", de Belchior, com Elis Regina

Veja também tudo o que foi publicado em março de 2008

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #42

Uma coisa jogada com música - Capítulo #41 Mario Vianna , entre o capitão suíço ...

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