Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
Peço licença para citar novamente Zico (e) para falar de outro "esporte" aqui. Disse o Galinho no SporTV segunda-feira passada: "Parei de acompanhar a Fórmula 1 desde aquele episódio do Rubinho". Pois é, os verdadeiros esportistas não compactuam com armações, falcatruas, manipulações de resultados.
Lamentavelmente, três escandalosos episódios ocorreram na F-1 nos últimos anos e em todos eles pilotos brasileiros serviram de capachos para Michael Schumacher, primeiro, e Fernando Alonso, depois. Só espero que aqueles que continuarem a acompanhar a F-1 não se esqueçam dessas histórias vergonhosas e não passem a achá-las normais, mesmo que algum brasileiro, num dia qualquer, seja o favorecido.
Muito mais que uma grande cantora. Quando Nina Simone, que o público brasileiro teve a oportunidade de assistir algumas vezes, deixou este mundo, em 21 de abril de 2003, a música ficou mais pobre. Dona de uma voz privilegiada que passeava por vários estilos musicais, embora fosse mais conhecida como cantora de jazz, Simone foi uma artista que não se vendeu ao “american way of life”.
Chamada de a Sacerdotisa do Jazz e comparada a Billie Holiday, Nina Simone fugiu de rótulos com seu talento e, além de cantar e compor como poucos jazz e blues, recriou clássicos, baladas e rocks dos Beatles e de várias outras bandas americanas e inglesas. Simone apareceu para o público nos anos 50 e logo mostrou seu imenso talento como pianista, cantora, arranjadora e compositora. I Love You Porgy, da ópera Porgy and Bess (1959), de George Gershwin, foi seu primeiro grande sucesso.
Outros grandes momentos da carreira de Simone foram as músicas My Baby Just Cares for Me, gravada em 1966, e One Night Stand, um ano depois, além de clássicos de Bob Dylan, como Just Like a Woman; de George Harisson (Here Comes the Sun e My Sweet Lord); e de John Lennon e Paul McCartney (Revolution). Além disso, compôs trilhas para vários filmes.
Nina (pequena) e Simone, em homenagem à atriz francesa Simone Signoret, estudou piano na famosa escola de música Julliard, em Nova York, algo raríssimo para uma mulher negra na década de 50 nos Estados Unidos e começou a trabalhar como pianista. Em 1954, ao fazer um teste para tocar num bar irlandês de Nova Jersey foi obrigada a cantar pelo proprietário do estabelecimento. Sábia decisão deste anônimo.
De temperamento explosivo, Eunice Kathleen Waymon, como foi registrada, deixou o palco várias vezes, insatisfeita com a (ou a falta de) educação da platéia. Nina Simone nasceu no dia 21 de fevereiro de 1933 em Tryon, Carolina do Norte, sendo a sexta de oito irmãos (quatro meninas). As atitudes firmes desta artista, porém, não se restringiram aos palcos, pois lutou a vida inteira contra o racismo, uma das marcas de seu país natal, e pelos direitos humanos.
Aliás, foi exatamente por isso que saiu dos Estados Unidos e perambulou pelo Caribe e a África até mudar-se em 1995 para o sul da França, onde faleceu aos 70 anos. Ativista política, compôs Mississipi Goddam quando em 1963 quatro crianças negras foram mortas em um ataque a uma igreja em Birmingham. Obviamente, suas posições desagradaram conservadores e acabou recebendo críticas ácidas quando gravou Four Women, sendo acusada de incitar os negros à revolta.
“Paguei um preço muito alto por combater o sistema. O preconceito racial nos Estados Unidos hoje é maior do que nunca”, disse em entrevista concedida em 1998.
Nina buscava a liberdade e o sucesso passou em certo sentido a ser um peso para ela, pois se sentia manipulada pelos “marqueteiros” das gravadoras e do chamado show business. Em 1974 começou seu exílio voluntário, sobre o qual também escreveu várias músicas, por Barbados, no Caribe. Depois viveu na Libéria, na Suíça, em Paris, na Inglaterra, na Holanda e no sul da França.
Em 1990, fez uma participação no disco 25 Anos de Maria Bethânia, na faixa Pronta pra Cantar, de Caetano Veloso. No ano seguinte foi lançada, em vários idiomas, sua autobiografia. Sua última excursão ao Brasil ocorreu em abril de 2000, inclusive com apresentações no Rio de Janeiro. Público não faltou a Nina Simone nos seus últimos anos de vida, mas a sua saúde já não era a mesma. Ela, que trabalhava no álbum Simone Superstar, deixou uma filha, Lisa Celeste, com quem se apresentou algumas vezes, como no Festival de Blues de Dublin, na Irlanda.
Caricatura do publicitário e ilustrador Fábio (http://desenhafabio.wordpress.com/) Vídeo: "Four Women", de e com Nina Simone
No futebol, elegância tem um sinônimo: Franz Beckenbauer. Tanto no porte de um imperador enquanto desfilava seu imenso talento e liderança dentro dos campos, quanto depois como técnico e, atualmente, como dirigente. Beckenbauer foi um dos raros jogadores de futebol que mostraram na prática que o belo é o simples.
Diz-se dos grandes jogadores quando atingem a maturidade que correm menos não porque perderam a vitalidade, mas porque já conhecem os atalhos do campo. Mas para o “Kaiser” parece que os atalhos foram traçados por ele mesmo desde que começou.
Um dos caminhos que criou foi o do líbero que avança ao meio-de-campo para a armação das jogadas ofensivas e até mesmo ao ataque quando o time tem a posse de bola. Pouquíssimos líberos souberam jogar como ele – talvez só o italiano Franco Baresi tenha chegado perto do mestre. Antes de Beckenbauer, os líberos jogavam apenas na sobra, como o último homem antes do goleiro.
O mundo começou a admirar o talento deste alemão na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, quando ainda jovem, com apenas 20 anos de idade, comandou a equipe que terminaria com o vice-campeonato numa polêmica final com os donos da casa. Um zagueiro diferente, que poucas faltas cometia e que ainda sabia sair com a bola com uma habilidade incomum para os jogadores da posição. Difícil imaginar que ele tenha dado algum dia um chutão.
E numa das imagens mais marcantes da história das Copas do Mundo deu uma aula de amadorismo ao jogar todo enfaixado por causa de uma luxação no ombro esquerdo na extraordinária semifinal da Copa de 70 contra a Itália. Os italianos venceram por 4 a 3 na prorrogação, mas de Beckenbauer jamais se podia dizer que saíra derrotado de campo. A Alemanha terminaria aquela Copa no honroso terceiro lugar.
Na última Copa que disputou, o “Kaiser” finalmente conseguiu o título tão merecido. A Alemanha, jogando em casa, conseguiu deixar o carrossel holandês desengonçado. Com Vogts acompanhando a sombra de Cruyff por todo o campo, Beckenbauer pôde ajudar seu time a vencer a final de 1974 com os 2 a 1 e finalmente levantar a taça na sua Munique natal. Doze anos depois, ele voltaria ao México para ser vice-campeão mundial, como técnico, cargo que assumira dois anos antes.
Ele e sua seleção foram derrotados na final pelo gênio argentino de Maradona (3 a 2), mas em 1990, na Itália, também em final contra a Argentina, Beckenbauer igualou-se a Zagallo num feito: foi campeão mundial também como técnico. Apenas o brasileiro tetracampeão (duas vezes como jogador, uma como técnico e outra como coordenador-técnico) e o alemão conseguiram ser campeões mundiais nessas duas funções *.
Beckenbauer, eleito o melhor de sua posição nas três copas que jogou, estreou no time principal do Bayern de Munique com 17 anos e na seleção alemã com 19. No clube que posteriormente presidiu jogou por 13 anos, conquistando entre vários títulos o tricampeonato da Copa dos Campeões da Europa, em 1974/75/76, conquistando título intercontinental de 76 na final contra o Cruzeiro. E foi eleito o melhor jogador europeu nas temporadas de 1972 e 1976.
De 1977 a 1980 jogou com Pelé, que o considerava o melhor jogador europeu de todos os tempos, na equipe de astros do New York Cosmos. Aos 35 anos ainda seria campeão alemão pelo Hamburgo, em 1982, e só não foi à Copa da Espanha porque estava machucado. Além de presidente de honra do Bayern, Beckenbauer presidiu brilhantemente o comitê organizador da Copa de 2006. O próximo passo do Kaiser pode ser a presidência da Fifa. O futebol agradeceria, muito.
FICHA DO JOGADOR Nome: Franz Beckenbauer Nascimento: 11/09/1945, em Munique (Alemanha) Clubes: Bayern de Munique (de 1964 a 1977), New York Cosmos (de 1977 a 1980) e Hamburgo (de 1980 a 1982) Títulos em clubes: campeão alemão pelo Bayern de Munique em 1969, 1972, 1973 e 1974 e pelo Hamburgo em 1982; campeão da Copa da Alemanha em 1966, 1967, 1969 e 1971, todos pelo Bayern; campeão dos Estados Unidos em 1977, 1978 e 1980, todos pelo New York Cosmos; e campeão da Copa dos Campeões da Europa em 1974, 1975 e 1976; campeão da Recopa Européia em 1967; e campeão do Mundial Interclubes de 1976, todos pelo Bayern. Títulos pela seleção alemã: campeão da Eurocopa em 1972; e da Copa do Mundo de 1974; vice-campeão da Copa do Mundo de 1966. Jogos pela seleção: 103 (50 como capitão), de 1965 a 1977
Ilustração retirada do site http://www.glasergrafik.de/Archiv.html. Gostaria de dar o crédito, mas não descobri o nome do autor da charge.
Obs.: Franz Beckenbauer faleceu no dia 7 de janeiro de 2024, apenas dois dias após a morte de Mário Jorge Lobo Zagallo. Fica aqui reforçada nesta data da despedida dele deste mundo terreno a minha pequena homenagem também a este outro gigante do futebol mundial.
* Em 2018, portanto 8 anos após a publicação desta postagem, o francês Didier Deschamps, já campeão mundial como jogador em 1998, tornou-se na Rússia o terceiro a entrar no seleto grupo dos ganhadores de Copa do Mundo tanto como atleta, quanto como treinador.
Um movimento de clubes interessados no reconhecimento dos títulos da Taça Brasil e da Taça de Prata (Torneio Roberto Gomes Pedrosa) como legítimos campeões brasileiros foi organizado no início de 2010 e eu apoiava, em parte. Friso que o time para o qual torço não seria - como acabou não sendo - beneficiado em nada com isso, o que me fez ficar muito à vontade para opinar. E manter minha posição contrária à decisão da CBF.
Para mim, foi exagero da entidade máxima do futebol brasileiro considerar os vencedores da Taça Brasil, que começou em 1959 e foi disputada até 1968, como campeões brasileiros, porque o sistema de disputa era eliminatório, como é desde 1989 o da Copa do Brasil. Portanto, esses clubes (Bahia, Palmeiras duas vezes, Santos cinco vezes, Cruzeiro e Botafogo) deveriam ser reconhecidos como os primeiros campeões da Copa do Brasil. Além disso, a Taça Brasil foi disputada no mesmo ano que a Taça de Prata em 1967 e 68, o que comprova que eram competições distintas.
A Taça de Prata, também conhecida como Torneio Roberto Gomes Pedrosa, foi disputada nos quatro anos imediatamente anteriores ao início oficial do Campeonato Brasileiro, em 1971, com um sistema de disputa parecido. Depois de ser disputado em 1967 com 15 clubes, as três edições posteriores tiveram 17 (estranho só número ímpar, mas foi assim). Na primeira fase os times eram divididos em dois grupos e jogavam entre si e os dois primeiros colocados passavam para o quadrangular final. O Brasileiro de 71 teve 20 clubes e, em vez de um quadrangular, teve um triangular final, ganho pelo Atlético-MG.
Por isso, com os dois títulos que ganhou, em 1967 e 69, mais os quatro brasileiros oficiais, o primeiro hexacampeão seria o Palmeiras, em 1994, e não o São Paulo, que obteve seu sexto título em 2008. Isso não acabaria de vez com a idiota discussão sobre se Flamengo ou São Paulo teria de ficar com a taça das bolinhas, que seria concedida ao primeiro time cinco vezes campeão brasileiro alternadamente ou três vezes consecutivas, talvez até aumentasse a confusão.
Sobre o controverso campeonato de 1987 sou a favor de dividir o título entre Flamengo e Sport, porque todos erraram: a CBF em primeiro lugar por ter aberto mão de organizar a competição e depois ter mudado de ideia e o regulamento com a Copa União já em andamento; o Clube dos 13 em segundo por não ter convidado Guarani (vice em 86) e América-RJ (quarto em 86), e Sport e Guarani por último ao abandonarem o campo na decisão do Módulo Amarelo quando a disputa de pênaltis estava em 11 a 11 (e aí a CBF voltou a errar por não punir os dois clubes).
Abaixo os campeões e vices da Taça Brasil e da Copa do Brasil:
1959 - Bahia e Santos 1960 - Palmeiras e Fortaleza 1961 - Santos e Bahia 1962 - Santos e Botafogo 1963 - Santos e Bahia 1964 - Santos e Flamengo 1965 - Santos e Vasco 1966 - Cruzeiro e Santos 1967 - Palmeiras e Náutico 1968 - Botafogo e Fortaleza 1989 - Grêmio e Sport 1990 - Flamengo e Goiás 1991 - Criciúma e Grêmio 1992 - Internacional e Fluminense 1993 - Cruzeiro e Grêmio 1994 - Grêmio e Ceará 1995 - Corinthians e Grêmio 1996 - Cruzeiro e Palmeiras 1997 - Grêmio e Flamengo 1998 - Palmeiras e Cruzeiro 1999 - Juventude e Botafogo 2000 - Cruzeiro e São Paulo 2001 - Grêmio e Corinthians 2002 - Corinthians e Brasiliense 2003 - Cruzeiro e Flamengo 2004 - Santo André e Flamengo 2005 - Paulista e Fluminense 2006 - Flamengo e Vasco 2007 - Fluminense e Figueirense 2008 - Sport e Corinthians 2009 - Corinthians e Internacional 2010 - Santos e Vitória 2011 - Vasco e Coritiba 2012 - Palmeiras e Coritiba 2013 - Flamengo e Athletico 2014 - Atlético-MG e Cruzeiro 2015 - Palmeiras e Santos 2016 - Grêmio e Atlético-MG 2017 - Cruzeiro e Flamengo 2018 - Cruzeiro e Corinthians 2019 - Athletico e Internacional 2020 - Palmeiras e Grêmio 2021 - Atlético-MG e Athletico 2022 - Flamengo e Corinthians
Agora, os quatro primeiros colocados (em ordem) da Taça de Prata e do Brasileiro, que já foi chamado de Campeonato Nacional, Taça de Ouro, Copa União e Copa João Havelange:
1967 - Palmeiras, Internacional, Corinthians e Grêmio 1968 - Santos, Internacional, Vasco e Palmeiras 1969 - Palmeiras, Cruzeiro, Corinthians e Botafogo 1970 - Fluminense, Palmeiras, Atlético-MG e Cruzeiro 1971 - Atlético-MG, São Paulo, Botafogo e Corinthians 1972 - Palmeiras, Botafogo, Internacional e Corinthians 1973 - Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro e Internacional 1974 - Vasco, Cruzeiro, Santos e Internacional 1975 - Internacional, Cruzeiro, Fluminense e Santa Cruz 1976 - Internacional, Corinthians, Atlético-MG e Fluminense 1977 - São Paulo, Atlético-MG, Operário-MT e Londrina-PR 1978 - Guarani, Palmeiras, Internacional e Vasco 1979 - Internacional, Vasco, Coritiba e Palmeiras 1980 - Flamengo, Alético-MG, Internacional e Coritiba 1981 - Grêmio, São Paulo, Ponte Preta e Botafogo 1982 - Flamengo, Grêmio, Guarani e Corinthians 1983 - Flamengo, Santos, Atlético-MG e Atlético-PR 1984 - Fluminense, Vasco, Grêmio e Corinthians 1985 - Coritiba, Bangu, Brasil de Pelotas e Atlético-MG 1986 - São Paulo, Guarani, Atlético-MG e América-RJ 1987 - Flamengo e Sport, Internacional e Guarani, Atlético-MG e Cruzeiro 1988 - Bahia, Internacional, Fluminense e Grêmio 1989 - Vasco, São Paulo, Cruzeiro e Botafogo 1990 - Corinthians, São Paulo, Grêmio e Bahia 1991 - São Paulo, Bragantino, Atlético-MG e Fluminense 1992 - Flamengo, Botafogo, Vasco e Bragantino 1993 - Palmeiras, Vitória, Corinthians e São Paulo 1994 - Palmeiras, Corinthians, Guarani e Atlético-MG 1995 - Botafogo, Santos, Cruzeiro e Fluminense 1996 - Grêmio, Portuguesa, Atlético-MG e Goiás 1997 - Vasco, Palmeiras, Internacional e Atlético-MG 1998 - Corinthians, Cruzeiro, Santos e Portuguesa 1999 - Corinthians, Atlético-MG, Vitória e São Paulo 2000 - Vasco, São Caetano, Cruzeiro e Grêmio 2001 - Atlético-PR, São Caetano, Fluminense e Atlético-MG 2002 - Santos, Corinthians, Grêmio e Fluminense 2003 - Cruzeiro, Santos, São Paulo e São Caetano 2004 - Santos, Atlético-PR, São Paulo e Palmeiras 2005 - Corinthians, Internacional, Goiás e Palmeiras 2006 - São Paulo, Internacional, Grêmio e Santos 2007 - São Paulo, Santos, Flamengo e Fluminense 2008 - São Paulo, Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras 2009 - Flamengo, Internacional, São Paulo e Cruzeiro 2010 - Fluminense, Cruzeiro, Corinthians e Grêmio 2011 - Corinthians, Vasco, Fluminense e Flamengo 2012 - Fluminense, Atlético-MG, Grêmio e São Paulo 2013 - Cruzeiro, Grêmio, Athletico e Botafogo 2014 - Cruzeiro, São Paulo, Internacional e Corinthians 2015 - Corinthians, Atlético-MG, Grêmio e São Paulo 2016 - Palmeiras, Santos, Flamengo e Atlético-MG 2017 - Corinthians, Palmeiras, Santos e Grêmio 2018 - Palmeiras, Flamengo, Internacional e Grêmio 2019 - Flamengo, Santos, Palmeiras e Grêmio 2020 - Flamengo, Internacional, Atlético-MG e São Paulo 2021 - Atlético-MG, Flamengo, Palmeiras e Fortaleza 2022 - Palmeiras, Internacional, Fluminense e Corinthians
São Paulo - 6 Vasco e Fluminense - 4 Santos, Cruzeiro e Internacional - 3 Atlético-MG e Grêmio - 2 Guarani, Coritiba, Sport, Bahia, Botafogo, Athletico - 1
* Texto e informações atualizadas no dia 19 de abril de 2023.
Fotos (pela ordem):; Bahia campeão da Taça Brasil de 1959; Cruzeiro campeão da Taça Brasil de 1966; montagem do pentacampeonato da Taça Brasil conquistada pelo Santos; Fluminense campeão da Taça de Prata de 1970, e Atlético-MG campeão brasileiro de 1971.
Vídeo: Palmeiras 2 x 1 Grêmio, último jogo do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967. O resultado deu ao time paulista o seu primeiro título brasileiro (pelo menos é o que considero).
Fontes de pesquisa: RSSSF, Wikipedia, Google e Youtube.