
Nessas tardes
sob e sobre a
Baía de Guanabara,
o céu é uma
ferida aberta,
que sangra, sangra...
sob e sobre a
Baía de Guanabara,
o céu é uma
ferida aberta,
que sangra, sangra...
Ontem, um hematoma esverdeado
revelava o ferimento celeste,
e a beleza exposta
em nuvens fraturadas
escorria em reflexos
nas águas da Guanabara.
Hoje, o céu sangra novamente
no crepúsculo outonal,
sangue fluorescente
retido por negras nuvens
neste estranho céu,
ferido por intenso vento,
expondo o sangue pisado
deixado pelo sol
em seu último vestígio
deste dia, desta estação.
revelava o ferimento celeste,
e a beleza exposta
em nuvens fraturadas
escorria em reflexos
nas águas da Guanabara.
Hoje, o céu sangra novamente
no crepúsculo outonal,
sangue fluorescente
retido por negras nuvens
neste estranho céu,
ferido por intenso vento,
expondo o sangue pisado
deixado pelo sol
em seu último vestígio
deste dia, desta estação.
* Imagem de quadro que dizem ser de Salvador Dalí (preciso confirmar isso)
** Esta postagem havia sido originalmente publicada neste blog no dia 24 de março de 2008.
Esta poesia faz parte do livro "Profano Coração", que está à venda na Amazon do Brasil e de diversos outros países.
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Oferenda (ou Canção de um Ser Dilacerado)
Há 40 Anos, o Fim da Voz Rascante de Janis












