segunda-feira, 27 de setembro de 2021

NAU POESIA: MORTE LENTA (VÍCIOS) *


Um sorriso esconde
uma torrente
de lágrimas represadas
O pranto sufocado
traz grandes temporais
que afogarão todas
as flores do jardim,
arrancarão todas
as belas e frondosas
árvores de suas raízes

Que palavras mágicas
devem ser ditas agora,
Que sons de mantra
devem ser entoados,
Que fervorosas preces
devem ser rezadas,
Que potentes versos
precisam ser vociferados,
Que grandes ídolos
devem ser seguidos
para escaparmos destas
pesadas e negras nuvens,
para furarmos estas
gigantescas e insistentes ondas
que vão, mas voltam
vão, mas voltam
mais e mais 
voltam
e voltam
voltam...

O brilho da ilusão
inebria traiçoeiramente
e traz o prazer conhecido
noite após noite
A sombra da desilusão
entorpece silenciosamente
e traz a dor repetida
dia após dia

A mente doentia
trama a distorção
das cores e das linhas da vida
A alma febril
seduz para se servir
da essência do ser
O corpo submisso
se entrega para desconhecer
o que há de mais sagrado

Por qual vexame novo
você quer passar?
Que desculpas
você vai criar hoje
para justificar
esta morte lenta?

Obs.: Esta poesia está no ebook "Sutilezas". Para adquirir o seu,
com amor, paixão e surpresas, clique aqui.



* Publicação original aqui em 22 de fevereiro de 2019.

domingo, 26 de setembro de 2021

OLHARES ALHURES - FOTOS #35: O SOL COLORINDO, É TÃO LINDO, É TÃO LINDO


Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 25 de setembro de 2021, em Itaguaçu, Florianópolis.

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Tardes de outono
Reconciliação com o sol e os céus
Esperar pelo sol

sábado, 25 de setembro de 2021

OLHARES ALHURES - FOTOS #34: PRAIA DO BOM ABRIGO












Fotos de Eduardo Lamas, feitas em 22 de setembro de 2021, na Praia do Bom Abrigo, Florianópolis (SC).

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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

NAU POESIA: AZUL E BRANCO *

Por baixo desta pele fresca e arrepiada
por trás deste olhar atento e generoso
do furor com que vocifera
suas dúvidas e suas verdades
das palavras ternas e perturbadoras,
amenas e motivadoras,
por dentro desses braços e abraços
calorosos e acolhedores
deste ombro amigo
deste coração quente
destes ouvidos em forma de oráculo
por trás de tantos orgulhos feridos
existe uma geleira inacessível e indestrutível
onde não há amor ou ódio
desejo ou repulsa
apenas essa frieza inquebrantável,
serena, imperturbável
de um azul e branco vastos,
infinitos como o horizonte
de quem olha pra frente
e se esquece de onde pisa
que voa sem impulso
apenas flutua, levita
sem meditar
impõe sem forçar
desama sem odiar
se afasta sem se mover
que não se afeta
com tragédias pessoais ou coletivas
nem com ironias ou sarcasmos
apenas observa imóvel e compreende
o quão distante está
de certas pessoas tão próximas.


Cena do episódio "A Nevasca" do filme "Sonhos", de Akira Kurosawa


Esta poesia faz parte do ebook Sutilezas, de minha autoria, à venda na Amazon do Brasil e de mais 12 países. E foi publicada originalmente neste blog no dia 12 de setembro de 2016.

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