Já ouvi pelo menos três versões com arranjos diferentes desta música com o próprio Filipe Catto e, embora minha vontade fosse publicar um vídeo com ele no palco, esta abaixo é para mim a melhor, a original, gravada em seu excelente EP de estreia, Saga, como um samba mais genuíno. Nada de pureza, que isso só existe na cabeça dos hipócritas.
A primeira vez que a ouvi, e lá se vão já uns oito anos, pensei que fosse uma composição de um daqueles mestres da Velha Guarda carioca. Mas logo me dei conta, prestando atenção na letra, que a narrativa era de uma mulher, então só se fosse do Chico, que é mangueirense, mas não da Velha Guarda de compositores da escola, e do Chico não era.
A composição é dele mesmo, Filipe Catto, que além de cantar muito bem com uma voz que já fez gente compará-lo a Elis e Ney (tudo e todos têm de ter um espelho ou rótulo?), cria ótimas músicas, como já comentei aqui, há uns anos, sobre o excelente DVD "Entre cabelos, olhos e furacões".
Sem mais delongas, vamos ao que interessa, a música. "Deixei meus trapinhos em cima da cama, fiz tudo ligeiro...".
