segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

MAIS UM TEXTO SELECIONADO ÀS VÉSPERAS DO FIM DESTE DURO ANO

Após anos e anos de muitos nãos e indiferença, pouco a pouco os raros - e por mim agradecidos - sins e o reconhecimento, começam a chegar com mais freqüência. Depois da seleção do conto "A foto" para a coletânea "Lascívia" e a bem-sucedida campanha de financiamento coletivo para o relançamento de "Contos da Bola", ambos da Cartola Editora, agora uma crônica de minha autoria foi escolhido para fazer parte de um livro. Recebi ontem por email a notícia de que "O jogo das intenções" estará entre os 30 textos da obra "Crônicas da Quarentena", da Mirenax Produções.

Este era um esboço guardado há muitos anos que retomei, diante da necessidade de inscrever algo inédito, para trazê-lo aos sombrios dias e noites deste 2020. É uma crônica com um certo jeito de conto, as imagens se confundem um pouco, afinal as intenções não estão lotando só infernos pessoais e coletivos, mas os mais discretos atos e pensamentos do nosso dia-a-dia. É preciso um olhar mais atento para as belezas do mundo, muitas delas nos mais simples e mínimos detalhes.

Além dessas boas novas, há outros movimentos sendo feitos nos bastidores graças a um sim que encerrará um jejum de 18 anos e um convite que me deixaram muito feliz. Em breve, poderei divulgá-los. E aos que carinhosamente perguntaram sobre o projeto Jogada de Música, ele está no vestiário e voltará para a segunda etapa, renovado, com muito mais força do que na etapa inicial, que teve a duração de cinco anos e a ajuda de vários parceiros, aos quais devo muita gratidão.

E assim vai chegando ao fim mais um ano, que para muitos não existiu, mas que para mim foi intenso, de muito trabalho (profissional e interno). Resiliência pode ser a palavra para resumir estes 12 meses que vão findando. Amigos e conhecidos se foram pela Covid, mas por outro lado muitos se recuperaram, inclusive minha mãe, e outros tantos estão se recuperando. Na fé e na vontade, tenho certeza de que faremos merecer um 2021 muito melhor, apesar... Não, não vou sujar este texto. 

Feliz Natal e um Ano Novo repleto de Saúde, Paz e Prosperidade.

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sábado, 19 de dezembro de 2020

MÚSICA PRA VIAGEM: LASCIA CH'IO PIANGA

Os estupendos e dolorosos primeiros minutos do filme "Anticristo", do dinamarquês Lars Von Trier, é ilustrado por este trecho da ópera "Rinaldo", de Händel, música que você não consegue separar das imagens (em PB e câmera lenta). É uma obra-prima para ficar registrada eternamente na memória do cinema. Revi este filme, nada fácil de se assistir, há poucos dias e logo me impus a necessidade de colocá-la aqui nesta série que promete ser longa, bem longa e agradável, pelo menos para mim.

Apesar de algumas infelizes declarações e posições, Lars Von Trier é um dos grandes cineastas de todos os tempos. Pelo menos para mim é. E ele conquistou minha admiração logo no primeiro filme que vi dele: "Dogville". Depois vi outros tantos, mas o papo aqui não é cinema, é música, esta maravilha chamada "Lascia ch'io pianga". 

Não tive o cuidado de ver nos créditos, nem a curiosidade de pesquisar quem canta e que orquestra toca esta obra na gravação que está no filme, que tem o grande Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg em sublimes e contundentes atuações. Preferi acreditar que é esta aí abaixo, com Patricia Petibon e a Orquestra Barroca de Veneza. Vá, veja, ouça, e deixe-me chorar.


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