quarta-feira, 8 de julho de 2020

MÚSICA PRA VIAGEM: MIRRORBALL

Demorei alguns anos para retornar com força a esta série, motivado por estas listas que um amigo ou outro vem me desafiando a fazer nas redes sociais neste período de quarentena, que já passou da centena. Pelo menos para mim, que nunca morei no Leblon, nem jamais simpatizei com o esnobe bairro da zona sul carioca, embora reconheça a sua beleza exterior. Comecei no Facebook chamando de "Música que me toca", mas manterei o nome original ao migrá-la para cá até para dar sequência a algo que já havia iniciado.

A primeira música desta retomada é uma versão belíssima do grupo inglês Elbow para "Mirrorball", inspirada composição do grande Peter Gabriel, que certamente vai trazer outra em sua voz para esta série a qualquer momento, pois sou muito fã do cantor original do Genesis. O Elbow conheci há uns oito anos, na radiovitrola.net, e gostei de cara. Eles têm várias músicas autorais excelentes, mas este arranjo especial que eles gravaram com a Orquestra da BBC de Londres foi a que mais me tocou. Aliás, esta apresentação de 2009, que um dia esteve inteira no YouTube, mas agora só se acha em partes, é soberba. 

Curtaê! E siga o blog, pois vem muito, muito mais.


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Músicas que nos fazem viajar
Músicas que nos fazem viajar 2

segunda-feira, 6 de julho de 2020

E 38 ANOS SE PASSARAM...

Cinco de julho de 1982, a tarde pouco avançara no Rio de Janeiro, e o árbitro israelense Abraham Klein apita o fim do jogo e de uma era no estádio Sarriá, no início da noite ainda com sol em Barcelona: o placar de 3 a 2 a favor da Itália decreta a precoce e surpreendente eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo da Espanha. Numa ampla casa na zona norte do Rio, incrédulos diante da TV, cinco garotos com idades entre 12 e 17 anos se entreolham meio encabulados, sem saber o que fazer ou dizer. Uma sensação de vazio se instaura. Dos três adultos presentes na sala, a senhora idosa se encaminha cabisbaixa para a cozinha; a filha dela, mãe do mais velho dos jovens, solta um palavrão, e o seu irmão resmunga algo que ninguém ouve, talvez nem ele mesmo.

Era inacreditável, mas era a verdade: o time comandado por Telê Santana, que escreveu poesia com a bola nos pés de Leandro, Júnior, Falcão, Cerezo, Sócrates, Zico e Éder não tinha mais chances de conquistar a Copa com o mesmo brilhantismo e a magia de Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Gérson, Rivelino, Jairzinho, Tostão e Pelé, 12 anos antes, no México. Após o longo silêncio, um dos meninos, de 16 anos, pega a bola e decide: “Vamos jogar”. Foram para a rua verde-amarela, que fora toda enfeitada e pintada por eles mesmos com a ajuda de colegas e alguns pais, para jogar a pelada mais triste de suas vidas. Para aqueles torcedores de Flamengo, dois irmãos, Vasco, outros dois, e Fluminense, o que morava na casa onde todos se reuniam desde 1978, o jogo na rua era a única chance de os redimir com imaginários gols de “Zico”, “Sócrates”, “Falcão”. Mas não havia mais como ganhar aquela partida.

Como ocorreu após o apito final de Klein com os jogadores brasileiros no pequeno Sarriá - que já não existe mais desde os anos 90 -, não houve choro, desespero, só uma melancolia incrédula. Para aqueles jovens torcedores, nem o empate servia, embora classificasse o Brasil para as semifinais contra a Polônia. O sonho deles era uma conquista igual à de 70, só com vitórias espetaculares, para ratificar seus ídolos como os heróis do tetra. Principalmente dos rubro-negros, que haviam festejado uma sequência avassaladora de taças em apenas seis meses, de novembro de 1981 a abril de 82: Libertadores, Carioca, Mundial Interclubes e Brasileiro. Mas a Copa, para eles e tantos outros meninos, era a hora de estar do mesmo lado do amigo que torcia para um rival. A foto do garoto com a camisa da seleção chorando no Sarriá, flagrada pelo fotógrafo Reginaldo Manente, do Jornal da Tarde, vista no dia seguinte nas bancas de São Paulo - e depois no país inteiro - era a síntese do sentimento nacional. Especialmente da garotada.

Paolo Rossi (20) sai para comemorar o terceiro gol dele e da Itália. Graziani (19), Valdir Perez,
encoberto por Falcão (15) e Júnior e a bola na rede brasileira. Foto da Folha de S.Paulo/UOL
A caminhada do time de Telê começara em 1980, mas só daria provas definitivas de que encantaria o mundo quando já havia obtido a vaga para a Copa, com um time ainda melhor do que o que foi para a Espanha, por uma simples razão: Reinaldo, ídolo do Atlético-MG que foi um dos principais responsáveis pela classificação. Ele brilhou na partida mais dura, contra a Bolívia, na altitude de La Paz, e com um belo gol deu a vitória ao Brasil por 2 a 1 (o outro foi de Sócrates). Na volta, a vaga foi sacramentada com show de Zico, que fez os 3 no triunfo por 3 a 1 sobre osbolivianos, com a presença na lotadíssima arquibancada do Maracanã daqueles cinco meninos da zona norte do Rio.

Porém, como era descrito, a seleção de Telê começou a despertar a atenção do mundo da bola na turnê à Europa em maio de 81. Venceu a Inglaterra, em Wembley, por 1 a 0, gol de Zico, na primeira vez que o Brasil conseguiu tal feito em solo britânico. Depois deu espetáculo para o público francês superando o time da casa por 3 a 1, gols de Reinaldo,Zico e Sócrates. E encerrou a turnê, com 2 a 1 de virada sobre a Alemanha, em jogo que garantiu Valdir Peres como titular do gol brasileiro. Em Stuttgart, o goleiro do São Paulo defendeu duas cobranças de pênalti de Breitner (a primeira, invalidada pelo árbitro). Cerezo e Júnior marcaram os gols da vitória.

Poucos meses antes da Copa, Reinaldo ficou sem condições de seguir, e o desfalque custou caro. Telê testou o habilidoso Careca, seu preferido, e Serginho, de estilo trombador. Careca se mostrou tímido nos amistosos, Chulapa fez seus gols e acabou ficando com a 9 que seria de um mineiro de pernas curtas e joelhos maltratados desde os 16 anos por zagueiros violentos. Careca se machucou poucos dias antes da estreia e Telê chamou Roberto Dinamite, que sequer ficou no banco, algo nunca explicado.

O jogo de estreia, contra a UniãoSoviética, começou com um frango de Valdir Peres que o estigmatizou como um dos responsáveis pela eliminação brasileira, mas ele não comprometeu mais após o gol de Bal. No jogo tenso, dois petardos espetaculares de fora da área, um de Sócrates e outro de Éder, venceram o ótimo Dasaev e fizeram o samba começar nas arquibancadas do estádio Sanchez Pizjuan, em Sevilha, e nas ruas do Brasil. “Voa, canarinho, voa”, cantavam os brasileiros a música gravada por Júnior. No segundo jogo, mais uma vez os brasileiros saíram atrás no marcador, mas tiveram poder de reação e muito talento para virar e golear a Escócia, por 4 a 1, combelos gols de Zico, Oscar, Éder e Falcão. Para encerrar a primeira fase, um baile na fraca Nova Zelândia: 4 a 0, gols de Zico (dois), Falcão e Serginho.

Rua Antônio Basílio, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro,
em 1982. Foto: Agência O Globo
“Voa, canarinho, voa”... Pipas e balões brasileiros iam aos céus da Espanha levando junto a confiança dos torcedores. As peladas comiam soltas nas ruas e campinhos de terra do Brasil, com garotos imitando seus ídolos no jeito de jogar e tornando o jogo de bola ainda mais lúdico, bonito e animado. Os cinco meninos faziam isso todos os dias na rua enfeitada.

A Copa da Espanha foi a primeira com 24 seleções (antes eram 16) e a segunda fase foi o equivalente às quartas de final, com quatro grupos de três equipes. O Brasil caiu na chave da então campeã mundial, a Argentina abalada pela desastrosa aventura de seus generais na Guerra das Malvinas, e a sempre perigosa Itália, então bicampeã mundial (nos longínquos 1934 e 38) que havia passado da primeira fase sem vencer (empates com Polônia, Peru e Camarões). Os dois times de campanhas irregulares se enfrentaram logo, com vitória de 2 a 1 para a Itália. Nossos cinco personagens comemoraram, não só pela rivalidade com os argentinos, mas porque o time de Maradona, Passarella, Ardiles e Kempes era considerado mais forte. Na melhor atuação brasileira naquele Mundial, Zico, Serginho e Júnior fizeram os gols dos 3 a 1 sobre a Argentina. O jovem Maradona ficou tão desnorteado que foi expulso após agredir Batista.

Aqui uma pausa para um retorno a março, três meses e meio antes. Brasil e Alemanha Ocidental se enfrentaram no Maracanã com a presença de 150 mil pagantes, e Telê montou uma base com cinco jogadores do Flamengo: Leandro, Júnior, Vitor (reserva de Andrade), Adílio e Zico. Adílio deu o passe magistral para o golaço de Júnior no fim do jogo, o Brasil venceu por 1 a 0, e o meia rubro-negro achou que havia garantido sua vaga na Copa. O técnico da seleção, porém, após assistir às finais do Brasileiro, vencido pelo Flamengo contra o Grêmio, preferiu levar o cabeça de área gremista, que já havia ido à Argentina em 78, e tinha estilo defensivo. Telê só pensava em atacar?



Após a vitória sobre a Argentina, a confiança brasileira era imensa, mas Paolo Rossi, que ficou dois anos suspenso até pouco antes da Copa por envolvimento em manipulação de resultados, esteve em tarde iluminada e abateu o canarinho em pleno vôo, marcando os gols italianos. O time que ganhasse do Brasil naquela Copa estava mesmo fadado a ser o campeão, pois somente se admitia que os brasileiros saíssem da Espanha com a taça. Então, Rossi, que se tornaria o artilheiro do Mundial, Bruno Conti, Antognoni, que faria o quarto gol se não tivesse sido invalidado pelo árbitro, Scirea e Zoff, que fez defesas milagrosas, inclusive a que impediu o gol de Oscar na última chance brasileira, cumpririam o destino vencendo a Alemanha Ocidental na final, por 3a 1, após superarem a Polônia, por 2 a 0, com dois gols do carrasco.

Rua Miguel Lemos, Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro,
em 1982. Foto: Agência O Globo
Os cinco garotos ainda torceram na semifinal para a França de Platini, Trésor, Tigana e Giresse, mas o talento dotime francês, que chegou a estar vencendo por 3 a 1 na prorrogação, sucumbiu àforça física alemã nos pênaltis, em outro jogo inesquecível. E como o Brasil só teve um representante na final, aquele por quem quase ninguém torce, o árbitro (Arnaldo Cezar Coelho), cada um viu a decisão em sua casa.

Hoje, passados quase 32 anos daquele doloroso dia, a sensação para o menino que pegou a bola para tentar “vencer” o jogo em seus sonhos é que 5 de julho de 1982 marca o fim do futebol-arte, de uma era em que o talento e a improvisação valiam mais que a força física e a obediência tática. Embora a arte de jogar futebol tenha sido traduzida por alguns indivíduos, como Maradona por exemplo, nunca mais um time encantou tanto numa Copa quanto a Seleção de 82. Nem sequer chegou perto.

Valdir Perez, Leandro, Oscar, Falcão, Luizinho e Júnior, de pé;
Nocaute Jack (massagista), Sócrates, Cerezo, Serginho, Zico e Éder, agachados 
Este texto acima é a íntegra do que enviei ao meu amigo Dirley Fernandes, então editor da revista "História Viva", para ser publicado na edição de maio de 2014. E foi a inspiração para "5 de julho de 1982", um dos 19 "Contos da Bola", à venda nas melhores lojas online do Brasil e do mundo, nas versões em papel e digital (ebook).
Revi o jogo inteiro entre Brasil e Itália para escrever este texto acima e fiz muitas pesquisas, mas passados mais 6 anos, algumas coisas eu poderia corrigir (não tenho certeza de que Reinaldo estava sem condições físicas, por exemplo), e outras tantas acrescentar. Esta é uma história que continuará no imaginário da minha geração e de nossos filhos, netos, bisnetos por muitos e muitos e muitos anos ainda.
Aquele envolvimento com a seleção brasileira não existe mais, há muitos anos de minha parte, porém, quando revivemos aqueles dias de 1982, é como se aquela relação nunca tivesse mudado um milímetro sequer. Passou, mas permanece na memória e no coração.

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quinta-feira, 2 de julho de 2020

"O CASARÃO" NO LAMASCAST

Era uma casa enorme, muito bonita e mal cuidada. É o LamasCast no reino da fantasia e na nuvem, com os pés a um passo do chão. Clique na imagem abaixo e ouça o podcast.


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quinta-feira, 25 de junho de 2020

SETENTA VEZES MARACANÃ

A idéia de selecionar 70 dos cerca de 300 jogos a que assisti no Maracanã (entre 1974 e 2019) nasceu de um texto que meu filho mais velho, Lucas, fez e me mandou e da conversa que tivemos em seguida, no último dia 16, quando o estádio completou 70 anos de inauguração. Lucas fala da sua relação com o Maracanã, desde 1997, quando o levei pela primeira vez ao estádio, e me fez pensar um pouco mais nas muitas tardes e noites que vivi lá. Isso sem considerar a chegada de Papai Noel, no início da década de 70, os shows de Sting, em 1987, de Paul McCartney, em 1990, este num dia repleto de histórias para contar, algumas relacionadas inclusive ao futebol, e do Rush, em 2002. O texto do Lucas reproduzo mais abaixo.

Nas centenas de vezes em que fui ao Maracanã, a grande maioria estava como torcedor. E, como flamenguista, obviamente assisti a muito mais jogos do meu time do que de qualquer outro. No entanto, engana-se quem acha que não vi partidas memoráveis, terríveis e pitorescas de Vasco,  Fluminense, Botafogo, América e Bangu, várias entre eles e outras tantas contra times de outros estados e países, fora a seleção brasileira, esta nos anos 70 e 80.

Maracanã no fim dos anos 70. Foto encontrada no Google, quem souber o autor informe, por favor

Minha intenção inicial era selecionar 70 jogos e contar a minha história em cada um deles, com os artistas do espetáculo como coadjuvantes, mas percebi que muitas delas já foram contadas (com base apenas na realidade e com contornos ficcionais), e as que ainda não foram acabarão surgindo aqui e ali neste blog ou em contos, como já fiz no livro “Contos da Bola”, que pretendo relançar ainda este ano. A escolha dos 70 jogos, ou melhor de 70 das vezes em que fui ver futebol no Maracanã, pois há um Torneio Início, com muitos jogos de 15 minutos, e outro em que só houve uma disputa de pênaltis, não foi feita pelo critério de importância, embora este tenha sido levado em conta. Porém, muito mais pelo que me lembro deles e do que vivi antes, durante e ou depois daquelas partidas, seja na arquibancada, nas cadeiras (azuis, especiais ou de imprensa) e na geral.

Em outubro do ano passado, quando fiz minha primeira entrevista para o Museu da Pelada, disse ao uruguaio Sérgio Ramírez, que se eles como jogadores tinham a glória de estarem no gramado, muitas vezes com centenas de milhares de olhares atentos a suas ações e tantas delas serem ovacionadas, não só por gols, grandes dribles, mas também por salvar o time num lance de extremo perigo adversário, eu e tantos e tantos e tantos torcedores tínhamos um privilégio que eles não podiam ter, além do de vê-los jogar de fora do campo: subir a rampa do Maracanã em direção às arquibancadas e atravessar aos poucos um portal de emoções e se deparar com aquele gramadão, ao mesmo tempo em que sentia o ronco da torcida, todo aquele rumor que parecia nos tirar o coração do peito, como se saíssemos dos vestiários para jogar. Como citei anteriormente, frequentei também geral e cadeiras, mas foi na arquibancada que senti mais emoção, como muito bem compôs Neguinho da Beija-Flor.

A partir dos anos 90 passei a frequentá-lo também como jornalista, mas isso não durou mais do que dez anos, pois mesmo tendo atuado na área esportiva até 2013, só fui ao Maraca no século XXI como torcedor. E depois do Jogo das Estrelas no fim de 2009, organizado por Zico, o maior artilheiro do Maracanã (com 333 gols), só retornei já com o estádio transformado em um ginásio gigante que chamam de arena, em janeiro de 2019, graças ao mesmo filho que me inspirou esta postagem. E aquela foi a última vez que lá estive, não sei se volto, ainda mais agora que não moro mais no Rio de Janeiro.

Vamos então ao texto do Lucas:

"Desde criança eu escuto as histórias do meu pai com o Maracanã e sempre fui fascinado por elas, por todos os ingressos e anotações dos jogos que meu pai tinha ido. A primeira vez em que eu fui ao Maracanã foi em 1997, aos 6 anos de idade, pouco lembro daquele jogo, lembro que era estréia do Clemer e do short horroroso do Santos, Flamengo 2 x 3 Santos. Meu pai não gostava de me levar em jogo cheio, mas lembro do Flamengo 4 x 1 Corinthians em 1998, visto das cadeiras de ferro do antigo Maracanã como se fosse ontem. Flamengo x Ponte Preta em 1999 na minha cabeça era como se fosse Flamengo x Vasco de uma semana antes, outra vez gol de Rodrigo Mendes. Meu pai me levou algumas boas vezes entre 1997 e 2000, depois disso quase não fomos juntos. Assim, de 2002 até 2006, eu fiquei sem ir ao Maracanã ver o Flamengo (em 2004 fui ver Flu x Americano). Em 2006 voltei a ir ao Maracanã, só que dessa vez sozinho, foi uma merda de Flamengo x Volta Redonda, mas em 2006 também teve meu primeiro clássico, eu morava em São Gonçalo na época e meu pai não deixaria eu ir ao jogo, obviamente menti e fui: 4 a 1 pra nós sobre o Fluminense. Em 2007 vim morar no Rio e morando no Grajaú foi fácil ir sempre ao Maracanã, fui praticamente a todos os jogos do Flamengo, inclusive o último jogo do Maracanã antes da sua morte. De 2007 até 2019 eu fui apenas 3 vezes com meu pai ao Maracanã. Meu pai não conhecia o New Maracanã, fiz questão de levá-lo antes que ele se mudasse pra Santa Catarina e fazer o programa que foi meu favorito na minha infância. O Maracanã me fez feliz na infância, formou meu caráter, me deu amigos pra vida toda. Obrigado Maracanã”.

Minha primeira e única vez na Arena Maracanã: Flamengo 2 x 1 Bangu, no dia 20/01/2019

Na relação abaixo você terá links, fotos e vídeos para mais informações sobre as partidas. Alguns deles são de minha própria autoria. Espero despertar sua curiosidade em muitos deles, caso queira fazer alguma pergunta sobre a escolha de determinado jogo ou saber sobre alguma lembrança especial minha sobre um deles, é só pôr nos comentários que responderei com prazer.
Júnior comemora o seu gol na vitória  2 a 1 do Flamengo sobre o América, no dia 8 de dezembro
de 1974. O resultado deu o título do 3º turno do Campeonato Carioca ao time rubro-negro e o
direito de disputar o triangular final. Foi o primeiro gol do então lateral-direito nos profissionais
e o meu primeiro jogo no Maracanã. Foto: O Globo

4- Brasil 2 x 0 URSS – 01/12/1976 
5- Brasil 1 x 1 Combinado Fla-Flu – 30/01/1977 
6- Torneio Início do Campeonato Carioca – 13/03/1977
7- Brasil 2 x 2 França – 30/06/1977 
9-  Flamengo 1 x 0 Vasco – 3/12/1978 
10- Flamengo 3 x 0 Botafogo - 18/03/1979
11-  Brasil 6 x 0 Paraguai – 17/05/1979
12-  Flamengo 0 x 1 Botafogo – 03/06/1979 
13-  Vasco 0 x 0 América – 02/09/1979 
14-  Flamengo 1 x 4 Palmeiras – 09/12/1979
15-  Vasco 0 x 2 Internacional –20/12/1979 
16-  América 2 x 4 Grêmio – 01/03/1980
17-  Flamengo 6 x 2 Palmeiras – 13/04/1980
18-  Flamengo 4 x 3 Coritiba – 25/05/1980
19-  Flamengo 3 x 2 Atlético-MG –01/06/1980
20-  Brasil 1 x 2 URSS – 15/06/1980

21-  Vasco 1 (1) x 1 (4) Fluminense –05/10/1980
22-  Flamengo 8 x 0 Fortaleza – 04/02/1981
23-  Brasil 3 x 1 Bolívia – 22/03/1981
24-  Botafogo 3 x 1 Flamengo – 19/04/1981
25-  Flamengo 2 x 2 Atlético-MG – 07/08/1981
26-  Flamengo 2 x 0 Boca Juniors – 15/09/1981 
27-  Flamengo 6 x 0 Botafogo – 08/11/1981
28-  Flamengo 2 x 1 Vasco – 06/12/1981
29-  Flamengo 3 x 2 São Paulo – 20/01/1982
30-  Flamengo 2 x 1 Guarani – 11/04/1982
31-  Flamengo 1 x 1 Grêmio – 18/04/1982
32-  Botafogo 3 x 3 Vasco – 15/05/1982
33-  Flamengo 5 x 2 Campo Grande –18/07/1982
34-  Flamengo 1 x 0 Vasco – 23/09/1982 
35-  Flamengo 0 x 1 Peñarol – 16/11/1982
36-  Flamengo 0 x 1 Vasco – 05/12/1982
37-  Fluminense 1 x 2 CSA – 26/01/1983
38-  Flamengo 5 x 1 Corinthians –17/04/1983
39-  Flamengo 3 x 0 Santos – 29/05/1983

40-  Brasil 0 x 2 Inglaterra – 10/06/1984
41-  Flamengo 0 x 1 Fluminense 16/12/1984
42-  Brasil 1 x 1 Paraguai – 23/06/1985 
43-  Bangu 3 x 1 Brasil-RS – 28/07/1985
44-  Fluminense 1 x 1 Flamengo –11/12/1985 
45-  Fluminense 1 x 4 Flamengo –16/02/1986
46- Bangu 1 x 2 Barcelona-EQU - 15/07/1986
47-  Flamengo 0 x 2 Vasco - 1986
48-  Flamengo 2 x 0 Vasco - 1986
49-  América 1 x 1 São Paulo –18/02/1987 
50-  Fluminense 2 x 0 Vasco – 23/07/1987
51-  Vasco 1 x 0 Flamengo – 09/08/1987
52-  Flamengo 3 x 1 Santa Cruz –22/11/1987
53-  Flamengo 1 x 0 Atlético-MG –29/11/1987
54-  Flamengo 1 x 0 Internacional –13/12/1987
55-  Botafogo 4 x 5 Fluminense (disputa de pênaltis) - 05/10/1988 
56-  Flamengo 1 (4) x 1 (5) Palmeiras –17/11/1988
57-  Brasil 1 x 0 Uruguai – 16/07/1989
58- Flamengo 2 x 2 World Cup Masters - 06/02/1990
59-  Flamengo 4 x 2 Fluminense – 19/12/1991
60-  Vasco 3 x 3 Botafogo 03/11/1991
61- Flamengo 3 x 2 São Paulo - 19/02/1992
62- Flamengo 3 x 0 Internacional - 29/09/1993
63-  Flamengo 1 x 0 Independiente – 06/12/1995
64- Flamengo 2 x 2 Santos - 06/02/1997
65- Flamengo 2 x 3 Santos – 06/07/1997
66- Flamengo 4 x 1 Corinthians - 10/10/1998
67- Flamengo 1 x 0 Ponte Preta - 25/07/1999
68-  Flamengo 5 x 0 América - 11/03/2000
69-  Flamengo 1 x 2 Palmeiras – 15/07/2009
70-  Flamengo 2 x 1 Bangu - 20/01/2019

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