sexta-feira, 16 de outubro de 2020

MÚSICA PRA VIAGEM: ERUPTION

Com a morte de Eddie Van Halen na semana passada, as merecidíssimas homenagens ao gigante da guitarra não pararam nas redes sociais e nos veículos de comunicação. Eu, de minha parte, relembrei logo o episódio do LamasCast em que conto uma história real, ocorrida em janeiro de 1983, quando fui ao Maracanã assistir de geral a Fluminense x CSA, enquanto ao lado, no Maracanãzinho, o Van Halen enlouquecia os fãs com um showzaço. Se quiser ouvir é só clicar aqui.

Dentre grandes sucessos tocados lá naquela noite de quase 38 anos atrás estava "Eruption", que é um estrondo virtuoso. É certamente a obra-prima de Eddie, por isso a escolhi para fazer parte desta série. Curta abaixo. Observação: no início do vídeo, pouco antes de começar o solo, você vê claramente, nos círculos de fumaça, o grande causador do câncer que matou o guitarrista, aos 65 anos. 


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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

"CONTOS DA BOLA" ESTÁ VOLTANDO!

Como normalmente fazem jogadores, técnicos e dirigentes às vésperas de grandes clássicos, convoco toda a galera para invadir o Catarse e adquirir o seu ingresso para se emocionar, se envolver, vibrar e também rir com as histórias do livro "Contos da Bola", que será relançado pela Cartola Editora em formato tradicional (físico) e digital (ebook). Com prefácio assinado pelo jornalista e radialista Alexandre Araújo, do grupo Pop Bola, 19 contos vão das peladas de rua e campinhos aos grandes campeonatos profissionais, passando por campeonatos de várzea surreais, com personagens que vão dos peladeiros e torcedores apaixonados aos pretensos craques, grandes pernas-de-pau, árbitros e craques consagrados.

Tem torcedores de vídeo-teipe, angustiado e volúvel e azarado; o autor de um golaço que quase ninguém viu; artilheiro e árbitro honestos; a galerinha que sofreu com a Tragédia do Sarriá, se divertiu em ruas, campos e grandes vitórias de seus times do coração e da seleção, e com o time do bairro teve uma reação heróica contra o maior rival graças a um "doping" inesperado. Isso tudo e muito mais, com partidas históricas muitas vezes servindo de pano de fundo para destacar como personagem principal o anônimo, que é aquele que mantém crepitando a fogueira da paixão pelo futebol.

Para garantir o recebimento em casa do ingresso e viver todas essas emoções, reserve já o seu livro. Pode ir de arquibancada, tribuna, cadeira, geral, como achar melhor, tem opções para todos os gostos e bolsos. E ATENÇÃO: quem investir R$ 45 ou mais nas primeiras 48 horas não paga frete. Aproveite! Agora, é só ir à bilheteria, sem fila, e adquirir o(s) seu(s) aqui.

Sua contribuição é um investimento neste projeto, vale como patrocínio. Aliás, sua empresa pode ser uma das patrocinadoras ou patrocinadora master. É só clicar aqui para saber como vestir esta camisa e ir a campo com a gente.  

Conto com sua torcida, participação, divulgação e, posteriormente, leitura, claro! Muito obrigado.


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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

MÚSICA PRA VIAGEM: DE FRENTE PRO CRIME

João Bosco e Aldir Blanc, infelizmente falecido em maio, no início da pandemia aqui no Brasil, formam uma dupla de craques da nossa música, daquelas que em campo a gente via tabelando do meio do campo até o gol adversário. Não por acaso, muitas das composições deles o futebol aparece e por isso será papo para a coluna Jogada de Música em breve. Bosco sendo flamenguista poderia ser o Zico, e o Blanc, que era vascaíno, Roberto Dinamite, dupla de ídolos que aliás juntos nunca saíram de campo derrotados com a camisa da seleção brasileira (foram 26 jogos, 20 vitórias e seis empates, com 19 gols do rubro-negro e 18 do vascaíno, entre 1976 e 82). 

Mas o papo aqui é música e escolher uma da gigantesca (em número e qualidade) parceria de João com Aldir para esta série era uma tarefa das mais difíceis. Até que, lavando a louça dia desses, comecei a cantarolar os primeiros versos desta crônica poética genial de Aldir que acabou se tornando bordão do grande locutor Januário de Oliveira, justamente aquele que abre a obra: "Tá lá um corpo estendido no chão". E ao mesmo tempo me veio à cabeça o quanto de rodrigueana há nesta letra. Não tive mais dúvida.

Foi a imagem de "Em vez de rosto, a foto de um gol" que me levou de cara para o universo de Nelson Rodrigues, em especial "O beijo no asfalto". E Aldir e Nelson sabiam ambos contar como poucos as histórias dos subúrbios cariocas, cada um ao seu estilo. E voltando aos versos desta música, também me recordei do que disse a professora Marília Barboza numa comparação entre o Rio de Janeiro e a Bahia num curso que fiz em 1999, no teatro da UFF, e jamais me esqueci: "Enquanto no Rio, o sagrado é tornado profano; na Bahia, o profano é transformado em sagrado". 

Portanto, nada mais carioca do que estar "De frente pro crime".


Que tal esta versão com o mestre João Bosco, a ótima Roberta Sá e o fantástico Trio Madeira Brasil? Quero saber sua opinião: participe, comente, sugira, critique, compartilhe, siga. Eu? Agradeço, sempre.
 
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