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Fotos de Eduardo Lamas, feitas em 27 de outubro de 2019, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC), antes e durante o jogo Avaí 1 x 2 Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro.
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Voltava com minha mulher de uma longa jornada a pé para compras que tinham se encerrado pouco antes no supermercado, quando em direção à casa levei um susto. Havia um vazio surpreendente do outro lado da rua Patrício Caldeira de Andrade. A imensa foto de Cristiano Ronaldo, o grande escudo e os campos da escolinha do Sporting Lisboa tinham desaparecido. Sobrara apenas um cenário desolador no terreno e uma desgastada e suja placa à frente anunciando o que não mais existe. Passei por ali, como tantas vezes, a pé ou de carro, há umas duas semanas e tudo estava em seu devido lugar, mas parece que tinham se passado muitos e muitos anos!
Onde foram parar aqueles meninos de camisas listradas em verde e branco correndo atrás da bola e do sonho de se tornarem um craque como aquele jovem da gigantesca foto, ainda com seu sorriso de dentes tortos da época em que despontara naquele clube português que é considerado a terceira força de seu país? Cristiano Ronaldo e os meninos sonhadores, tantos que muitas vezes vi em minha própria rua, uniformizados à caráter, a caminho da Academia, como pomposamente era chamada a escolinha, foram embora.
Deixam, assim, um imenso vazio no bairro do Abraão, na parte continental de Florianópolis, no meu olhar.
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| Foto de Eduardo Lamas |
PS.: após a divulgação desta postagem no Instagram, a Escola Academia Sporting respondeu à pergunta do título e também a publicou aqui abaixo, nos comentários. Muito obrigado pela atenção e o carinho.
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Há certas canções populares que se parecem com verdadeiras preces. Talvez eu faça uma série delas aqui neste retorno, após alguns meses, desta "Músicas que nos fazem viajar". Porém, o muito de sangue mineiro que corre em minhas veias, por intermédio de minha linhagem paterna (e é dela mesmo que vem grande parte do amor que tenho pela Música), é que me fez escolher desta vez "Amor de Índio", de Beto Guedes e Ronaldo Bastos.
Esta música abre o excelente disco que leva o mesmo nome, de 1978. É o segundo álbum da brilhante carreira de Beto Guedes, que certamente estará aqui de volta, inclusive com outra oração em forma de música: "O Sal da Terra". Por enquanto curta este clipe da época em que "Amor de Índio" começou a se tornar popular. Pode se ajoelhar, juntar as mãos e se compenetrar para ouvi-la.
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