Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
sábado, 12 de agosto de 2023
OLHARES ALHURES - FOTOS #120: PRAIA DA PONTA DO LEAL
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quinta-feira, 10 de agosto de 2023
AS VELHAS SENHORAS DO CAMPO DE SANT'ANNA
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| Foto: Marcus Cinelli |
É muito difícil, mas também - repito - instigador refletir, não como um espelho cristalino e sim como a superfície de um lago turvo, o fascínio que as velhas árvores do Campo de Sant'Anna me exercem. Curioso é que, mesmo tendo passado várias vezes por dentro desse verdadeiro oásis incrustado no centro de um inferno de buzinas, motores e canos de descarga, jamais as havia percebido.
Somente ontem, na hora em que o céu começava lentamente a cerrar seu imenso olho azul, é que reparei. Os portões do Campo de Sant'Anna já estavam fechados e, passando por fora, circundando o grande parque, estava eu a admirar a elegância de seus gatos e a simpática deselegância das cutias nos hiatos entre um balaústre de ferro e outro do gradeado que o cerca.
Tal qual "una película" - efeito produzido pelo ligeiro passar dos balaústres - vi aquelas velhas senhoras conversando. Recordei-me logo de uma gravura de Dali em que o corpo de uma jovem e bela mulher se funde ao de uma árvore igualmente jovem e bela.
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As velhas árvores do Campo de Sant'Anna são como camponesas perdidas no meio da metrópole: estranhas, magras, descalças, de tez flácida e enrugada e com longas madeixas desgrenhadas. Nada assustador, embora possa parecer se assim descrevo. Elas possuem um porte altivo, trejeitos de damas. Parece que ao longo do tempo foram ficando mais belas, com seus troncos pelancudos, seus cipós a adorná-las, suas folhagens esteticamente desarrumadas.
As solitárias árvores do Campo de Sant'Anna estão lá como "las madres de la Plaza de Mayo": circundando a praça, solitárias, solidárias e belas. Só que ninguém percebe - ou finge não perceber - pois do lado de fora se respira fumaça para se chegar mais rapidamente a lugar algum. No entanto, as velhas árvores não se importam: há belos gramados, lago e bancos para sombrear, e elegantes gatos e desengonçadas cutias para proteger.
Este texto foi o vencedor na categoria Destaque especial (crônica) do Prêmio Palavra do Séc. XXI de 2001, de Cruz do Sul (RS), e havia sido publicado neste blog originalmente no dia 24 de março de 2008.
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terça-feira, 8 de agosto de 2023
OLHARES ALHURES - FOTOS #119: INUSITADO
Em poucos dias, entre o fim de julho e o início de agosto, me deparei com cenas inusitadas ao meu redor aqui em Florianópolis que não pude deixar de registrar com meu celular velho de guerra. E, por tão curiosas, estranhas cenas e até engraçadas, resolvi trazer aqui para a série Olhares Alhures e, pela primeira vez, fazer um texto introdutório. Mas não vou descrevê-las, porque acho que seria como explicar a piada, certo? Outra decisão foi voltar a dar um título para elas, algo que havia parado de fazer, limitando-me ao número da postagem da série. Considerei, afinal, que este inusitado do cotidiano merecia. Concorda?
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Olhares Alhures - Fotos #83: Chuva Noir
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A "arte transgressora"
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
JOGO DE RECORDAÇÃO 5: FLAMENGO X OLIMPIA
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| A foto não está lá grande coisa, parece Zico arrematando contra o gol do Olimpia, na partida de 1981, disputada no Maracanã. Foto retirada do site Trivela, provavelmente uma reprodução de algum jornal |
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O Olimpia sempre foi um adversário muito difícil de ser batido e, naquele ano de 1981, histórico para todos os torcedores do Flamengo, não foi diferente. Houve empate nos dois jogos, no Rio de Janeiro (1 a 1) e em Assunção (0 a 0), e é sobre o jogo no Maracanã, realizado 4 dias após meu aniversário de 15 anos, que escrevo aqui até para me lembrar mais do que aconteceu naquela noite, pois quase já não trago na memória lances, curiosidades e como foi aquela partida. Portanto, recorro à pesquisa da ficha técnica que possuo anotada em meu caderninho (foto ao fim deste parágrafo) e o vídeo com os gols do jogo (com imagem nada boa, aliás, você verá lá embaixo).
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| Foto do ingresso do jogo de 81 de minha coleção |
E a pesquisa me traz a informação de que aquela partida, disputada curiosamente numa sexta-feira à noite, foi a estreia de Paulo César Carpegiani no comando técnico do Flamengo , em substituição a Dino Sani. Isso apenas dois meses depois da última partida oficial de Carpegiani como jogador rubro-negro: no dia 31 de maio, no empate em 1 a 1 com o Bangu, em jogo válido pela Taça Guanabara de 81. Também estive presente naquela partida, na geral do velho Maraca (provavelmente subi para a arquibancada durante o intervalo).
Porém, apesar deste histórico recente muito bom e os dois empates com aquele que acabaria sendo o campeão daquele ano, o Olimpia ficou em último lugar na chave, sem vencer uma partida sequer, empatando quatro e perdendo dois jogos. Mas dificultou muito a vida do Flamengo, que se tivesse vencido um dos dois jogos contra o rival paraguaio não precisaria do tal jogo-extra no Serra Dourada que nunca chegaria nem perto do fim dos 90 minutos regulamentares.
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