No próximo dia 21, torcedores de Fluminense e Vasco, e no dia 28, de Flamengo e Botafogo, terão uma grande oportunidade de dar uma imensa demonstração do quanto anda insatisfeita (muito mais do que isso, indignada) a população do estado do Rio de Janeiro com o despótico governo de Sergio Cabral Filho. Dentro da "arena MacanaX" os novos donos poderão proibir cartazes, faixas, bandeirões, instrumentos de percussão, peitos nus, que se torça em pé, xingamentos e palavrões, poderão vigiar tudo por um trilhão de câmeras, mas não conseguirão impedir o grito em uníssono contra a privatização do estádio a preço de banana , os passeios de helicóptero do (des)governador e de seus secretários, a truculência de seus policiais, as mansões construídas com misteriosa fortuna, o sucateamento da Educação e da Saúde públicas e tantas outros abusos que ocupariam um espaço gigantesco se fossem enumerados.
As próprias declarações infelizes do presidente do Consórcio que adquiriu de mão beijada a arena, João Borba, com relação às novas condutas que os torcedores deverão ter a partir de agora podem - e devem - ser condenadas e desobedecidas pelos torcedores dos quatro grandes times do Rio de Janeiro. A imprensa estará lá para mostrar tudo para o Brasil inteiro. E ai daquela que tentar camuflar algo, pois também será alvo dos protestos posteriormente, como já ocorreu nas recentes manifestações nas ruas.
Quando a bola rolar, cada um grite o nome de seu time, vibre com as jogadas de seus atletas, mas antes dos jogos flamenguistas, tricolores, vascaínos e botafoguenses terão uma grande chance que não pode ser desperdiçada. É hora de torcer por um time só: o Rio de Janeiro. Sem Cabral!
Veja também:
Adeus, Maracanã
Das peladas de rua às arenas
Futebol, uma metáfora da vida
O dom de jogar bola e o Bolero de Ravel
Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
sábado, 13 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
PENSO, LOGO SINTO 18
O futebol está retornando às suas origens no Brasil: esporte de elite.
Veja também:
Penso, logo sinto 14
Penso, logo sinto 5
A Questão Em Questão 3
Estilhaços 4
Veja também:
Penso, logo sinto 14
Penso, logo sinto 5
A Questão Em Questão 3
Estilhaços 4
segunda-feira, 1 de julho de 2013
NÓS DA DANÇA DESATADOS EM "AUTORRETRATO"
A dança, mais do que qualquer outra arte, padece de um problema quanto ao seu o público, por ser quase que majoritariamente formado por pessoas que trabalham (ou que pretendem trabalhar) na própria área. Também por isso, convido a todos, principalmente os que nunca foram a um espetáculo de dança, a assistir o espetáculo "Autorretrato" (que eu escreveria com a grafia antiga, "auto-retrato", mas não posso modificar o título de uma obra), da Cia Nós da Dança. Depois de muito sucesso no CCBB-RJ, o grupo faz uma mini-temporada no Teatro Angel Vianna que se encerra no próximo fim de semana. Para quem ainda não sabe o teatro fica no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, na Rua José Higino, Tijuca.
Não ia a um espetáculo de dança há mais de dez anos e posso dizer que voltei por cima, agora não só como espectador, mas com o prazer de ser assessor de imprensa do evento. É nítido que o trabalho da coreógrafa Regina Sauer e de todos os bailarinos envolveu muita emoção e criatividade. Estão lá no palco todas as alegrias e dores, inspirações, transpirações e aspirações dos artistas da dança tratadas com muita delicadeza. Cenário, figurinos, luz e a excelente trilha sonora só valorizam ainda mais o espetáculo. As imagens criadas no palco, com o corpo dos próprios bailarinos e elementos como fitas, espelho (virtual e real), tapetes, molduras e a iluminação, creio que vão além do que foi imaginado por Regina Sauer. Esse é o grande poder que a Arte tem: de fazer o público recriar a obra que nasce com o artista.
A galera de Niterói também terá a chance de ver o "Autorretrato" do Nós da Dança (www.cianosdadanca.com.br), entre 30 de agosto e 1º de setembro, em seu belíssimo Teatro Municipal. Imperdível!
Fotos de Ricardo Adami
Veja também:
Panacéia cura os males musicais
A nova dinâmica da viola de Hugo Linns
Lições de João (A música é interdisciplinar 2)
Dois garotos
Não ia a um espetáculo de dança há mais de dez anos e posso dizer que voltei por cima, agora não só como espectador, mas com o prazer de ser assessor de imprensa do evento. É nítido que o trabalho da coreógrafa Regina Sauer e de todos os bailarinos envolveu muita emoção e criatividade. Estão lá no palco todas as alegrias e dores, inspirações, transpirações e aspirações dos artistas da dança tratadas com muita delicadeza. Cenário, figurinos, luz e a excelente trilha sonora só valorizam ainda mais o espetáculo. As imagens criadas no palco, com o corpo dos próprios bailarinos e elementos como fitas, espelho (virtual e real), tapetes, molduras e a iluminação, creio que vão além do que foi imaginado por Regina Sauer. Esse é o grande poder que a Arte tem: de fazer o público recriar a obra que nasce com o artista.
A galera de Niterói também terá a chance de ver o "Autorretrato" do Nós da Dança (www.cianosdadanca.com.br), entre 30 de agosto e 1º de setembro, em seu belíssimo Teatro Municipal. Imperdível!
Fotos de Ricardo Adami
Veja também:
Panacéia cura os males musicais
A nova dinâmica da viola de Hugo Linns
Lições de João (A música é interdisciplinar 2)
Dois garotos
terça-feira, 25 de junho de 2013
O BRASIL EM CHAMAS
A reboque das últimas - ao mesmo tempo importantes e tumultuadas - manifestações populares nas ruas do Brasil, veio um medo do retrocesso, de um novo golpe militar em virtude da infiltração de extremistas (de direita ou esquerda?) confundidos e ou misturados com bandidos. Isso tanto no asfalto, como nas redes sociais. Porém, já há muitos anos vejo como o maior risco que o país vem correndo não é a volta dos militares ao poder na base da força bruta. O enorme perigo que corremos é a eleição "democrática" de um pastor evangélico para a Presidência da República com maioria no Congresso.
Com a condescendência do PT em sua da sêde de poder, a representatividade dos políticos-pastores cresceu num ritmo ainda maior do que vinha acontecendo anteriormente, com seu projeto de uma portinha, uma igreja que vem corroendo culturalmente o país nos seus mais remotos recantos desde o início da década de 90 - embora a semente tenha sido plantada muito antes, é só recordar os programas de Jimmy Swaggart nos anos 70.
Adquirindo jornais, emissoras de TV e rádio e comprando horários nas que (ainda) não os pertenciam, os pastores foram se aproveitando da continuidade da política de investimento maciço em ignorância popular que vem norteando os governos civis e militares desde 1964 para conduzir e aumentar em progressão geométrica seu rebanho de fiéis financiadores e eleitores. Estamos muito próximos de nos depararmos com essa realidade. E se isso se confirmar, aí sim o Brasil arderá nas chamas do inferno.
Vídeo: "Tomara" (Alceu Valença/Rubem Valença Filho), com Alceu Valença.
Veja também: O outro ovo da serpente
Profecia
Mais uma sobre Educação
segunda-feira, 24 de junho de 2013
PENSO, LOGO SINTO 17
Saúde pública não se resume a mais e melhores hospitais, clínicas e postos de saúde, é preciso antes de tudo Saneamento Básico e Educação.
Veja mais: Penso, logo sinto 9
Questão em questão 2
Estilhaços 4
Gasolina no incêndio 11
Veja mais: Penso, logo sinto 9
Questão em questão 2
Estilhaços 4
Gasolina no incêndio 11
quinta-feira, 20 de junho de 2013
PENSO, LOGO SINTO 16
De nada adiantará revolucionar o sistema, os regimes político e econômico, a forma de governar e as leis se o ser humano não mudar.
Veja também: Penso, logo sinto
Penso, logo sinto 2
Penso, logo sinto 3
Penso, logo sinto 4
Veja também: Penso, logo sinto
Penso, logo sinto 2
Penso, logo sinto 3
Penso, logo sinto 4
terça-feira, 4 de junho de 2013
PELAS RUAS DO MEU BAIRRO
Há certas coisas que são tão intensamente boas que parecem não existir - e as ruins também, mas não é delas que desejaria falar. Quando passeio pelas ruas do meu bairro há momentos em que nem sinto caminhar, perco-me nos pensamentos, nos sonhos de episódios acontecidos e imaginados, fico vendo e revendo a arquitetura única de sua natureza e de suas casas e prédios antigos.
Quantas vezes percorri as ruas desse vale perdido na escuridão de noites que quase me apagaram, esbarrando com fantasmas que me perseguiam sem tréguas. Quantas vezes vi a luz de seu céu aberto colorir as folhas das amendoeiras. Folhas verdes, folhas vermelhas, folhas amarelas, folhas marrons. Quantas pisei como se andasse num tapete mágico por essas hoje maltratadas calçadas, cheias de sulcos cada vez maiores, saliências inconvenientes, interferências malfeitas nos irregulares asfaltos.
Tendo à vista a onipresença fundamental da pedra imensa como uma guardiã divina, oro uma poesia que invento na minha caminhada para implorar que esta gigantesca santa preserve estas belezas da ganância imobiliária, dos sujismundos que insistem imaginar que é poesia ou pintura escrever garranchos ininteligíveis em seus muros, que é instalação artística grandes sacos pretos e azuis de lixo ou o cocô de seus cães nas calçadas. Preserve quem te preserva, não intacto, mas renovado, com o ar e o aroma frescos de tuas matas e o cantar de teus pássaros a cada fim de madrugada.
Que esta oração imperfeita ajude a manter a poesia das ruas do meu bairro e meu olhar atento e carinhoso para elas. Por mais tempo que seja possível.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
FUTEBOL, UMA METÁFORA DA VIDA
Um dos motivos que fazem o futebol ser fascinante é que, mais do que qualquer outro esporte, ele é uma metáfora da vida. As frases mais usadas por comentaristas, narradores, repórteres, dirigentes, jogadores, técnicos e torcedores para definirem uma situação de jogo, uma partida ou o próprio esporte servem para o cotidiano de todos nós. Se o futebol é uma caixinha de surpresa, a vida é algo diferente?
Qual torcedor nunca lamentou que seu time - ou algum amigo, por exemplo - tenha perdido tantas oportunidades que acabou sendo derrotado? É, quem não faz, leva. Quem não bobeou por ficar esperando a bola no pé (ou uma chance com uma menina ou um cara), em vez de ir em sua direção, e ver um rival mais rápido e esperto ficar com ela? Quantas vezes um jogador ou time - pessoa ou família - foi desprezado e deu a volta por cima?
Que partidas épicas - ou momentos grandiosos na vida de alguém - ocorreram quando um time (ou a própria vida) parecia acabado(a), mas conseguiu arrancar forças para uma virada espetacular? Quem nunca se enfureceu com sua equipe - amigo ou colega de trabalho - por ficar morcegando, sem se esforçar para ao menos cumprir seu papel? Ou mesmo por jogar - ou agir - burocraticamente?
Veja também:
Quantas injustiças não vimos nos gramados e na vida? Quantas carreiras - e vidas - desperdiçadas por quem teve todas as chances do mundo? E quantos venceram mais pela persistência do que pelo talento? Quantas derrotas dolorosas nos trouxeram grandes aprendizados e quantas vitórias fáceis não nos estragaram? E que lição nos traz a frase "Quem tem medo de perder perde a vontade de vencer"!
No entanto, o grande problema é que a imensa maioria dos torcedores - especialmente os ditos "profissionais" - não usam em suas vidas o que exigem de jogadores, técnicos e dirigentes de seus times.
Vídeo: os gols de Brasil 2 x 3 Itália, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Imagens da TV Globo, narração de Luciano do Valle.sexta-feira, 19 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
JUSTÍSSIMA HOMENAGEM A CRISTINE CID
Daqui a uma semana, a Associação dos Amigos da Mama (Adama) prestará uma bela e mais que justa homenagem a uma mulher que dedicou seus precoces últimos anos de vida a esta ONG de Niterói, sua cidade natal. No ano em que se completam dez de sua despedida deste mundo, Cristine da Costa Cid (foto ao lado, de Sóter França Júnior) é lembrada para que aqueles que não tiveram a mesma sorte que nós, parentes e amigos, possam conhecer quem ela foi e o que representou. No dia 24, às 10h, a Adama vai inaugurar seu reformado auditório, no Centro de Niterói, dando-lhe o nome de Espaço Cristine Cid.
Tive não só o privilégio de conviver com Cristine por 16 anos - iniciados há exatos 25, na tarde de 17 de abril de 1988 - como ter com ela meus três amados filhos, Lucas, Luísa e Daniel. Atriz, arterapeuta, professora, ela me ensinou tanto, tanto, que passaria minha vida inteira lembrando de passagens nossas e dela com outras pessoas que amava.
Difícil selecionar, mas faço questão de recordar algumas imagens que minha memória me devolve neste momento. Eu, "Stanley Kowalski", passando em casa com ela, "Blanche Dubois", o texto de "Dois perdidos numa noite suja" (Tennessee Williams) para a faculdade; grávida de Lucas no palco do Teatro da UFF, interpretando a Juíza na peça "Coquetel Molotv" (Alvaro Ramos); carregando nas ruas de terra de Rio do Ouro Lucas e Luísa no canguru de bebê para a UNI-RIO; dando o peito que perderia anos depois para amamentar a sobrinha Manuela; nervosa na primeira noite de agosto de 1994 por sentir pela primeira vez as contrações de um parto, no terceiro filho, Daniel; sorrindo muito, mesmo com tanta porrada que a vida lhe dava; dançando comigo, os irmãos, filhos, sobrinhos e cunhados numa animada festa de Ano Novo; orientando as senhoras da Adama nas peças que montava com elas ou na quadrilha das festas juninas; dirigindo Denize Nichols na peça que escrevi para ela, "Sentença de vida", até oito meses antes de partir...
Veja também:
Homenagem ao teatro
O quanto devo ao Centro de Artes UFF
Uma grande mulher igual a Cristine jamais deveria morrer, muito menos aos 33 anos de idade. Porém, ela teve de ir para cumprir sua missão no Mundo Espiritual e, assim, abriu-se a permissão aqui neste plano físico para que eu conhecesse quatro anos depois, namorasse e me casasse com Denise de Oliveira, também arteterapeuta e muito amada por mim.
Creio que foi pensando na breve passagem de Cristine por este mundo que a Adama decidiu retribuir novamente todo o amor e a garra que ela lhe dedicou em tão pouco tempo: que seu nome fique como um imenso exemplo por muito mais tempo que todos nós que a conhecemos poderemos permanecer por aqui.
Veja também:
Música pra viagem: Réquiem
Trecho do ebook "Velhos conhecidos"
PS.: a poucos dias de se completar 20 anos da partida de Cristine, volto aqui (em 14/11/2023) para, além de reforçar minha eterna gratidão a ela, prestar também uma homenagem aos seus irmãos Fernando, que chegou a publicar na época seu comentário aqui abaixo, e Marcos, ambos também já no Mundo Espiritual. Foram meus cunhados e amigos que também jamais esquecerei.
terça-feira, 2 de abril de 2013
GASOLINA NO INCÊNDIO 13
Com "Gasolina no Incêndio" pretendo provocar quem aqui venha, mexer com os brios mesmo. Incomode-se, reclame e até xingue se achar necessário, mas aqui não cabe a indiferença. Não vou censurar nenhum comentário, mas assuma-se, não se esconda no anonimato (in)conveniente, nem com apelidos irreconhecíveis. A décima-terceira questão-provocação é a seguinte:
Deus tem religião? Afinal, qual é a religião de Deus?
Veja também:
Estilhaços 4
Gasolina no incêndio 7
Penso, logo sinto 3
Deus tem religião? Afinal, qual é a religião de Deus?
Veja também:
Estilhaços 4
Gasolina no incêndio 7
Penso, logo sinto 3
sábado, 30 de março de 2013
QUESTÃO EM QUESTÃO 3
Será que algum dia o ser humano conseguirá recuperar imagens e sons que nunca foram gravados?
Foto: João (http://olhares.uol.com.br/loboalfa)
Veja também:
Penso, logo sinto
Gasolina no incêndio 11
quinta-feira, 28 de março de 2013
QUESTÃO EM QUESTÃO 2
Onde está o princípio da vida? Onde termina a morte?
Veja também:
Questão em questão
O jornalismo em questão
Penso, logo sinto 4
Monólogos 13
Veja também:
Questão em questão
O jornalismo em questão
Penso, logo sinto 4
Monólogos 13
domingo, 17 de março de 2013
ANNA KARENINA: CINEMA, TEATRO, MÚSICA, DANÇA, LITERATURA...
"Anna Karenina", filme baseado no clássico do escritor russo Leon Tolstói, me deixou surpreso e muito satisfeito. Uma produção hollywoodiana que foge aos padrões, com as cenas se deslocando de dentro de um teatro (não só palco, mas todas as áreas internas) para locações numa agilidade precisa. A decisão do diretor Joe Wright de usar a linguagem expressionista em muitas cenas pode causar estranheza, mas considero bastante acertada esta opção, pois além de destacar as sensações dos personagens, permite ao espectador uma visão distanciada da obra, sem a catarse emocional que a imensa maioria das produções americanas traz.
Se não chega a haver brilhantismo nas atuações, figurinos, cenários, músicas e danças são de uma beleza literalmente estonteante. Recomendo o filme especialmente ao público viciado na xaropada sentimental de Hollywood, que terá a chance de conhecer algo diferente e abrir a cabeça e a visão para outras possibilidades. Estimulado pelo filme, vou agora - quase 15 anos depois de comprado o livro - mergulhar novamente na literatura de Tolstói, autor também de "Guerra e Paz" e "A morte de Ivan Ilitch", que já tive muito prazer de ler.
Veja também: Clarice Niskier, de corpo e alma
A brutal delicadeza de Kieslowski
Homenagem ao teatro
Se não chega a haver brilhantismo nas atuações, figurinos, cenários, músicas e danças são de uma beleza literalmente estonteante. Recomendo o filme especialmente ao público viciado na xaropada sentimental de Hollywood, que terá a chance de conhecer algo diferente e abrir a cabeça e a visão para outras possibilidades. Estimulado pelo filme, vou agora - quase 15 anos depois de comprado o livro - mergulhar novamente na literatura de Tolstói, autor também de "Guerra e Paz" e "A morte de Ivan Ilitch", que já tive muito prazer de ler.
Veja também: Clarice Niskier, de corpo e alma
A brutal delicadeza de Kieslowski
Homenagem ao teatro
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
A NOVA DINÂMICA DA VIOLA DE HUGO LINNS
Tive a felicidade de assistir nesta terça-feira ao show do meio-dia do multi-instrumentista Hugo Linns dentro do projeto Pernambuco Contemporâneo, no Centro Cultural Banco do Brasil, do Rio de Janeiro. Mais, tive a oportunidade de conversar com ele, alguns membros de sua banda e equipe, e ainda acompanhar a entrevista que concedeu ao programa Estúdio Móvel, da TV Brasil. Apesar de tocar outros instrumentos (piano, baixo, violão, guitarra), Linns é apaixonado mesmo por sua viola dinâmica.
Ele conta que, como sempre acontece com os violeiros, foi procurado por ela, entregue a suas mãos - para sua surpresa - por um professor de violão quando tinha uns 17 anos de idade. Tem tantos ciúmes dela que diz não emprestar a ninguém. Quando lembrei de brincadeira que durante o espetáculo ele troca de viola com Eduardo Buarque, que toca a tradicional, de 10 cordas, Hugo Linns respondeu rindo que é porque o companheiro está por perto.
Com a viola dinâmica, Linns foi o primeiro a registrar em disco (o CD "Fita branca", de 2009, gravado em seu próprio estúdio) esse instrumento característico dos cantadores em solo, só com músicas instrumentais. Explica que, apesar de alguns outros artistas de Pernambuco estejam seguindo o mesmo caminho, normalmente a viola dinâmica apenas faz acompanhamento para os cantadores.
Ele tem experiência de acompanhar muitos artistas pelo exterior tocando outros instrumentos e tenta desbravar o mercado de música no Brasil com sua música original. Está prestes a lançar o segundo CD, "Vermelhas nuvens", previsto para sair no segundo semestre deste ano. Neste próximo Linns inclui elementos muito comuns num gênero que adora e que poderia soar como ruído para os puristas: o roquenrol.
- Escuto muito rock. Ouço Doors, Led Zeppelin, Yes, dos mais antigos. Dos atuais, Beck e Radiohead são os meus preferidos – revela o violeiro.
Com pedais diversos e até slide, que passou a usar também nas músicas do primeiro CD em suas apresentações, Linns cria uma sonoridade nova para a característica música pernambucana, passeando por cocos, maracatus, xaxados, emboladas, baiões, cavalos marinhos e cirandas com uma pegada roqueira muito interessante. Segundo ele, o importante é expandir as possibilidades sonoras de sua viola dinâmica. E realmente consegue dar ainda mais dinamismo ao instrumento que ajudou a recriar.
Foto (Carol de Hollanda): Hugo Linns usando o slide em sua viola dinâmica, ao lado de Rogério Victor (baixo acústico), no CCBB-RJ.
Vídeo: "Vermelhas nuvens" (Hugo Linns), com Hugo Linns e banda (Eduardo Buarque, no violão tenor; Rogério Victor, no baixo acústico, e Carlos Amarelo, na percussão, em 2011.
Veja também: A força nordestina
Antulio Madureira, mestre de obras-primas
Samba líquido
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
OS MISERÁVEIS, VERSÃO 2012: NEM TANTO AO MAR, NEM TANTO À TERRA
O filme-musical "Os miseráveis", dirigido por Tom Hooper, foi claramente feito para emocionar o público, o que se tratando da obra monumental de Victor Hugo não é
lá algo tão difícil de se conseguir. É só não fazer muita besteira. Hooper
arriscou ao levar o sucesso da Broadway para a telona, deixou furos, mas a direção musical deu conta do recado, teve muito mais acertos que erros.
O diretor se equivocou ao optar por um início corrido, meio
videoclipado. A virada na trágica história de Jean Valjean começa ali e a
dramaticidade desta mudança radical foi um pouco perdida, embora a cena do
conflito pessoal tenha sido muito bem
feita. Ponto para Hugh Jackman, que cumpre bem o papel principal.
Foto: Hugh Jackamn (Jean Valjean) e Anne Hathaway (Fantine), no filme "Os miseráveis".
Vídeo: "Do You Hear The People Sing" e "Look Down (The Beggars)", músicas do mesmo filme.
Veja também: A grandiosidade de Victor Hugo
A Cruzada das Crianças
A conversa continua
A montagem do filme também tem uns vacilos, com cortes
estranhos. Um dos momentos mais importantes da história apresenta um grave problema a meu ver: o espectador só sabe que Marius desconhecia que Valjean o havia salvado no levante de 1832 no momento em que o personagem vivido por Eddie Redmayne descobre quem tinha o levado desacordado nas costas pelos esgotos de Paris. Mas o que mais chama a atenção negativamente é a
atuação de Russel Crowe, logo no importantíssimo papel de Javert. Claro,
interpretar cantando não deve ser moleza, mas acho que ele se saiu bem melhor
usando sua voz, o que não significa muito.
Por outro lado, as músicas são belíssimas, assim como figurinos, maquiagem e cenários, e a atuação de Anne Hathaway merece tanto
destaque quanto a estatueta que arrebatou na noite de domingo passado (melhor atriz coadjuvante).
Excelente a Fantine composta por ela. Como excelentes também são as crianças,
em especial o que interpreta um personagem que já havia me cativado no livro: Gavroche,
que o lourinho Daniel
Huttlestone fez com maestria.
Não tive a oportunidade ainda de ver o musical no teatro,
lacuna que pretendo preencher nem que seja pelo vídeo, mas para o filme, se tivesse a oportunidade de opinar, diria que o melhor seria intercalar falas com cantos. Creio
que funcionaria melhor.
Foto: Hugh Jackamn (Jean Valjean) e Anne Hathaway (Fantine), no filme "Os miseráveis".
Vídeo: "Do You Hear The People Sing" e "Look Down (The Beggars)", músicas do mesmo filme.
Veja também: A grandiosidade de Victor Hugo
A Cruzada das Crianças
A conversa continua
domingo, 24 de fevereiro de 2013
PENSO, LOGO SINTO 14
Os opostos se atraem é uma lei da Física, mas também pode ser uma lei do físico, do orgânico, emocional, sexual. Mas como amar alguém que não ama o que você ama?
Vídeo: "Eu queria ter uma bomba" (Cazuza/Roberto Frejat), com Barão Vermelho.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
ESTILHAÇOS 8
A poesia nasceu muito antes da primeira palavra.
Veja também:
tudo o que foi publicado em fevereiro de 2012
Veja também:
tudo o que foi publicado em fevereiro de 2012
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
PENSO, LOGO SINTO 13
No Brasil, o transgressor é honesto e responsável.
Veja também:
Penso, logo sinto 2
Penso, logo sinto 3
Penso, logo sinto 4
Veja também:
Penso, logo sinto 2
Penso, logo sinto 3
Penso, logo sinto 4
domingo, 20 de janeiro de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)
UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #47
Uma coisa jogada com música - Capítulo #46 Garrincha e Pelé, durante a Copa do Mu...
As mais visitadas
-
Ângelo, uma vítima da crueldade em campo Ângelo, meia do Atlético nos anos 70 Engana-se muito quem imagina ser o futebol atual mai...
-
Um movimento de clubes interessados no reconhecimento dos títulos da Taça Brasil e da Taça de Prata (Torneio Roberto Gomes Pedrosa) como leg...
-
Foto de Luiz Paulo Machado para a revista Placar No próximo sábado Pelé completará 70 anos de idade e as homenagens, que já começaram, serão...



.jpg)




