quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

MÚSICA PRA VIAGEM: NOS BARRACOS DA CIDADE

Logicamente, Gilberto Gil, que já apareceu nesta série como compositor em Cálice, tem outras músicas muito mais belas e que estarão por aqui em breve. No entanto, Nos Barracos da Cidade (Gilberto Gil/Liminha) serve aqui de desabafo, grito, berro, urro de indignação, revolta. O refrão desta música me vem à mente toda vez que leio ou vejo algo relacionado ao mais estúpido, incompetente, ignorante, irresponsável e cruel desgoverno que já passou por este país. Aquele que chafurda nos escritórios dos crimes, nas rachadinhas (sinônimo de peculato, roubo de dinheiro público, corrupção!) e na exaltação de tortura-torturadores e ditaduras-ditadores sanguinários desde muito antes de chegar ao poder.

Realmente, 2018 foi o ano em que o Brasil assinou o seu atestado de boçal, em que passamos a viver em estado de boçalidade. A nação chega a exibir diariamente aquela tal baba elástica e bovina, tão mencionada por Nelson Rodrigues, por toda sua omissão, espanto, estupefação, paralisia de nossas instituições, de nossas frouxas autoridades que ainda permitem a presença de ser tão nefasto na Presidência da República. Nós nos tornamos oficialmente bananas moles, a República das Bananas, os párias do mundo. Que nojo!

É tanta bizarrice em apenas dois anos deste infeliz mandato que fica até difícil enumerá-las. Apenas não, estes dois longínquos e sofridos anos que valem por dois séculos de destruição. E levaremos outros tantos, sei lá, quantos anos, quantas décadas para sairmos dos escombros, das cinzas, das excrecências e todo lixo gosmento deixado por esta quadrilha de insanos formada por pseudomilitares e pseudorreligiosos. Gente que rasga a bandeira brasileira e louva a americana e a israelense para se dizer patriota (o último refúgio dos canalhas, como bem disse Samuel Johnson, lá no século XVI) e chama o diabo de deus. E ainda vê Genésio, achando que é Jesus, numa goiabeira. 

Onde nós chegamos? Certamente no mais profundo círculo do inferno. 

Com um batuque vindo de todos os terreiros e toda a força nas gargantas: "Gente estúpida, gente hipócrita!"


Veja também:

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

MÚSICA PRA VIAGEM: CONCERTO PARA PIANO Nº 1

Embora não seja um exímio conhecedor, muito, muito longe disso, o gosto pela música clássica herdei de meu pai, que costumava ouvir a MEC FM no Rio de Janeiro. Provavelmente ele já havia recebido de seu pai esta herança, pois meu avô que não pude conhecer, Geraldo Ávila Neiva, era clarinetista no interior de Minas Gerais. E uma das obras clássicas que mais ouvi até hoje é este Concerto para Piano nº 1, de Tchaikovski, especialmente nos tempos em que morei em Rio do Ouro (ou Várzea das Moças, o bairro oficial no carnê do IPTU), em São Gonçalo (RJ).

Foi lá que escrevi a poesia "Bailarina Fumaça" (do livro ainda não publicado "Cor Própria") em que cito esta obra-prima do compositor russo, logo na primeira estrofe: "Raios de sol/ retos, paralelos,/ dedos transparentes/ a invadir a sombra da sala/ para iluminar e tocar/ o concerto para piano/ número um de Tchaikovski". Foi ouvindo esta música que as imagens que descrevo surgiram numa tarde (provavelmente) de outono na pequena sala da minha casa em que morei por 13 anos. 

Uma verdadeira viagem sem sair do lugar, provando que não existe melhor droga para nos embriagar do que a Arte. Espero que você embarque nessa também.

Veja também:
Músicas que nos fazem viajar 8: Awaken
Músicas que nos fazem viajar 4: Réquiem
Um tanto de grandeza e muito de coragem

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

MÚSICA PRA VIAGEM: MOTE DAS AMPLIDÕES

Esta certamente não é das músicas mais famosas do grande poeta, músico e cantador Zé Ramalho, mas é das que mais gosto. Viajo sempre nela, como em tantas outras deste grande compositor e artista, que já tive o imenso prazer de ver duas vezes em ação nos palcos: no Rock in Rio de 2001, ao lado de Elba Ramalho, um show que levantou poeira literalmente, e no primeiro após a internação por um problema cardíaco que ele teve, em 2013, no Vivo Rio.

Motes das Amplidões vou apresentar abaixo em duas versões, porque, embora eu prefira de longe a original, muito mais rica musicalmente, não deixa de ser curioso o encontro inusitado e rico também este do Zé com o Sepultura, também conhecido como Zépultura, que já tinha produzido ao menos outra pérola, A Dança das Borboletas, dele e de Alceu Valença. 

Veja também:

Não curto Sepultura, que ajudou e muito para aumentar a minha dor de ouvido no Rock in Rio de 2001 e me tirar da Cidade do Rock antes do showzaço, aço, aço do Iron Maiden que queria muito assistir. Mas com o Zé é "oto patamá". 

Curtam e dancem, especialmente na versão original gravada no LP A Peleja do Diabo Com o Dono do Céu, que ainda tenho e recomendo de montão. 

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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

PAPO RETO SOBRE O MEU TRABALHO

O que vem a seguir já era para ter sido publicado há alguns anos, mas é chegada a hora. Espero fique bem claro e não seja grosseiro. Primeiramente, agradeço mesmo, de coração, a todos que curtem e, principalmente, compartilham, divulgam de alguma forma as postagens que publico aqui e nas redes sociais. Porém, se ninguém adquire os livros, ninguém os lê e eu perco duas vezes: leitor e dinheiro.

Pense bem nisso, porque só elogios e tapinhas nas costas não pagam as contas de ninguém. Por isso, dou o maior valor a quem me dá o maior valor, ou seja, quem realmente prestigia o que escrevo. Para adquirir um livro, basta clicar na imagem (ou nas imagens) daquele(s) que interessar depois do texto.

São todos fruto do meu trabalho, feito com inspiração e muita transpiração, e não da minha vaidade ou do meu hobby. 

Ótima leitura. E, desde já, muito obrigado.

   
livro físico

Obs.: Os links dos 4 primeiros livros são da Amazon.com.br. Porém, eles também podem ser adquiridos na Amazon.com (EUA) e de muitos outros países. "Lascívia" é uma coletânea de contos organizada e lançada pela Cartola Editora com vários outros autores.


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