domingo, 29 de maio de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #96: PARQUE DO CARACOL














Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 22 de abril de 2022, no Parque Estadual do Caracol, em Canela (RS).

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quarta-feira, 25 de maio de 2022

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #17

Iniesta arremata para fazer o gol do título mundial da Espanha, em 2010, na final contra a Holanda

João Sem Medo, ainda indignado com os 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil em 2014, prossegue o seu raciocínio sobre os problemas do futebol brasileiro.

João Sem Medo: - Nos anos 90, quando eu já não podia mais estar fisicamente para denunciar os crimes que estavam cometendo com o nosso futebol, passamos a imitar o antigo estilo europeu, mais pragmático, frio, sem jogo de cintura. E os alemães e os espanhóis passaram na década seguinte a nos imitar desde as divisões de base. Pegaram nossas melhores características e começaram a ensinar nas escolinhas de futebol de lá aos seus garotos. Com o tempo, com a organização que eles têm e nós não temos, mudaram sua forma de jogar. Principalmente a Alemanha, que sempre teve grandes jogadores, mas era mais dura de cintura.

Garçom: - Prefiro o jogo da Alemanha do que o da Espanha.

João Sem Medo: - Essa Espanha que ganhou em 2010 parecia o Bolero de Ravel, sempre a mesma coisa. Mas tinha um cracaço de bola, o Iniesta.

Veja também:

Sobrenatural de Almeida: - Em 2010 estive na África do Sul.

Ceguinho Torcedor: - Aquele gol da Holanda sobre nós, com Júlio César e Felipe Melo, que jogaram juntos no Flamengo, batendo cabeça, só pode ter sido obra do Além.

Sobrenatural de Almeida: - Mas me redimi, e os holandeses tiveram de amargar o terceiro vice mundial.

Ceguinho Torcedor: - Aquele futebol da Espanha era igual ao tico-tico no fubá do América dos anos 50.

João Sem Medo: - Concordo com você, Ceguinho. Curioso que o Zagallo disse o mesmo da Holanda, em 74. E não tinha nada disso. Era um time de jogadores muito inteligentes e Cruyff foi um dos maiores que vi jogar.

Sobrenatural de Almeida: - Em 74, não gostei daquele futebol em que ninguém tinha posição fixa. Então, achei melhor a festa ficar em casa, com os alemães.

João Sem Medo: - Aquela seleção espanhola de 2010 era mesmo o tico-tico no fubá, cheio de toques pros lados. Não fosse o Iniesta...

O grupo que fica no palco aproveita a deixa da conversa e toca o choro “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu.

Músico: - Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, não tem nada a ver com o América, nem com futebol, mas como vocês citaram...

João Sem Medo: - Ah, e essa música é a cara do futebol brasileiro. O nosso jeito moleque, alegre, criativo de jogar.

Músico: - Peço perdão aos senhores, pois sabem muito mais de futebol do que eu, mas o chorinho ilustra muito bem o nosso estilo de jogo.

João Sem Medo: - Sem dúvida. O estilo que nos consagrou no mundo todo e que temos abandonado.

Ceguinho Torcedor: - Isso a gente não vê mais.

Veja também:

João Saldanha: - Quais jogadores brasileiros hoje sabem driblar?

Os outros: - Ah, poucos, quase nenhum.

João Sem Medo: - O Neymar, mais uns dois ou três e olhe lá.

Ceguinho Torcedor: - Mesmo assim ainda acredito que é no Brasil que se produzem os melhores jogadores do mundo. Ainda somos os maiores do mundo! Quem não pensa assim é porque tem complexo de vira-lata.

Garçom: - Já que estão falando sobre o drible, lembrei de uma música  muito boa, do Chico César. Vou botar aqui pra todos ouvirem.

Zé Ary vai ao notebook e põe nas caixas de som “Drible”, de Chico César e Zezo Ribeiro (clique aqui pra ouvi-la).

Modificado e republicado em 18 de setembro de 2024

Fim do Capítulo #17

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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terça-feira, 24 de maio de 2022

MÚSICA PRA VIAGEM: NOTURNO

Quando foi lançada, quase todo mundo que eu conhecia achava que o nome desta música era "Coração alado", até por causa da novela que era aberta com versos avassaladores na voz marcante de Fagner, lá no fim dos anos 70. Mas fui descobrir um tempinho depois, quando na casa de um amigo ouvi muitas e muitas vezes o disco "Beleza", de 1979, que o nome verdadeiro é Noturno. E só agora, quando fui escrever este texto é que soube que ela foi composta pelos irmãos Graco e Caio Silvio. Num país que dá pouco valor aos compositores, a não ser que sejam também cantores, ainda assim nem sempre, embarquei na ignorância por cerca de 43 anos.

"Beleza", que eu nem sabia também que tinha este nome (eu me recordava apenas da capa), é já o quinto álbum da carreira repleta de sucessos de Fagner. O cearense de Orós, pertencente ao Pessoal do Ceará, do qual o grande Belchior fez parte, gravou muitas músicas antes que caíram no meu gosto de criança noveleira e apaixonada por rádio que eu era. E "Noturno" foi uma das principais. Vamos ouvi-la novamente? 

"Aaaaaaaaaah, coração alaaaaado..."   


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domingo, 22 de maio de 2022

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #43

Uma coisa jogada com música - Capítulo #43 Didi na Copa do Mundo de 58. Foto sem ...

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