domingo, 7 de agosto de 2022

MÚSICA PRA VIAGEM: CROSS-EYED MARY

Embora seja muito fã do Jethro Tull e "Cross-Eyed Mary" tenha sido gravada no disco mais conhecido deste grupo inglês, "Aqualung", de 1971, eu a ouvi pela primeira vez com outra banda inglesa, o Iron Maiden, gravada num compacto que tinha "The Trooper" no lado A. Não sei bem a razão (Freud explica?), mas ela voltou à minha memória há poucos dias e resolvi incluir aqui com os dois grupos.

A letra, de Ian Anderson, cantor, flautista e violonista do Jethro Tull, conta a história de Maria Caolha (ou vesga), uma colegial prostituta que prefere a companhia de grisalhos tarados ("leching greys") e ricos do que a de seus colegas de escola. Bruce Dickinson, cantor do Iron Maiden, diversas vezes se declarou fã do Jethro Tull, e já fez um concerto com Ian em 2011, na Catedral de Canterbury, na Inglaterra. E prometem outro encontro num projeto proposto por Bruce no fim do ano passado. Tomara que dê certo e pinte por aqui.

Bom, vamos então ouvir as duas versões da Maria Caolha? Na verdade três, pois decidi incluir uma ao vivo também do Jethro Tull. Espero que curtam!




domingo, 31 de julho de 2022

MÚSICA PRA VIAGEM: MY SWEET LORD

George Harrison é o Beatle que mais admiro. A razão é bem pessoal, muito mais do que musical, afinal John Lennon e Paul McCartney, principalmente este para mim, não deixaram seus nomes na História da música por acaso, sem esquecer Ringo Star, claro. Talvez Harrison simbolize para mim aquele que, no quarteto fabuloso, foi ofuscado pelo intenso brilho de John e Paul. Mas quando se lançou à carreira solo demonstrou que tinha talento para brilhar tanto quanto os outros dois. Porém, sempre foi preterido pela maioria dos fãs dos Beatles e, de alguma forma, pela própria banda. E eu, como quase sempre me ligo aos que têm menos atenção do que merecem, estou aqui a reverenciá-lo.

Quem já assistiu ao "Concert for George" dificilmente deixou passar incólume a emoção que tomou palco e plateia naquele 29 de novembro de 2002, portanto quase 20 anos atrás, no Royal Albert Hall, em Londres. Ainda mais vendo à frente da banda de astros da Música de Língua Inglesa Dhani Harrison, novinho, ao lado de Eric Clapton, além de Paul McCartney, Ringo Star, Jeff Lynne entre tantos outros que estiveram naquele palco. E quando Billy Preston começa a cantar "My sweet Lord" fica difícil não se comover. Pela sua interpretação, por toda profunda simplicidade que a canção pede.

No auge do sucesso dos Beatles, George Harisson buscou algo mais do que os ensurdecedores e histéricos gritinhos das moças das plateias lotadas em todo lugar em que iam, muito mais do que os muitos dólares que acumulavam com a venda de discos mundo afora. E na sua busca pela plenitude, pelo Divino, pela força espiritual, creio que ele a tenha encontrado nas coisas simples, belas e profundas que a vida nos dá, na união das espiritualidades (que vai muito além das religiões), no amor que inclui, jamais exclui. Creio que "My sweet Lord" sintetize bem tudo isso. 

Então, sem mais delongas, fique abaixo com a versão citada acima e também na voz de George, gravada originalmente no ótimo "All things must pass", seu terceiro álbum solo, o primeiro após a separação dos Beatles, lançado em 1970. O fato de ter feito um disco triplo, de ótima qualidade, só demonstra que material guardado o seu talento tinha de sobra.

"Hallelujah, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare..."



domingo, 24 de julho de 2022

OS MAIORES JOGOS DE TODOS OS TEMPOS 12

O Atlético-MG levou vantagem sobre a
seleção francesa, no Mineirão, em 1977
Em 3 de julho de 1977, quatro dias depois de empatar em 2 a 2 com a seleção brasileira no Maracanã, após levar dois gols, a seleção francesa que em novembro daquele ano conquistaria uma vaga para a Copa do Mundo da Argentina, fez um amistoso com o Atlético Mineiro no Mineirão e levou um baile comandado por Reinaldo e companhia. Platini, Six, que entrariam no segundo tempo, Trésor, Michel e seus companheiros não resistiram ao time mineiro, mesmo desfalcado de Toninho Cerezo, Paulo Isidoro e Marcelo (o técnico Marcelo Oliveira), que estavam na seleção brasileira, e foram derrotados por 3 a 1.

Aquela seleção da França, que voltaria a uma Copa após ausências em 1970 e 74, não conseguiria passar da primeira fase na Argentina, perdendo por 2 a 1 para o time da casa, que se sagraria campeão, e a ótima Itália e vencendo a Hungria por 3 a 1. Porém, foi base da equipe que rivalizou com o Brasil no quesito futebol-arte, em 82, indo até mais longe que o time de Telê, sendo derrotada nos pênaltis na semifinal com a Alemanha Ocidental, após um jogaço extenuante que terminou com o placar de 3 a 3, com 4 gols na prorrogação. Ficou em quarto lugar, mas dois anos depois, liderada por Michel Platini, conquistaria o título europeu.

O Galo era basicamente o timaço que, com vários jovens formados em casa, ficaria com o vice-campeonato brasileiro daquele ano, perdendo nos pênaltis para o São Paulo, numa final violentíssima por parte da equipe paulista, disputada sob forte chuva em Minas Gerais. Sobre aquela decisão já tratei aqui. 
 
Particularmente não me recordava do amistoso no Mineirão, só o anterior, até porque estive presente no Maracanã e já relatei sobre ele neste blog. Mas o YouTube nos traz estas grandes recordações e não podia deixar de destacar aqui no blog esta partida e retornar, após longa ausência, à série "Os maiores jogos de todos os tempos". Então, curta abaixo, em imagens em preto e branco, com narração de uma emissora de TV francesa, os gols daquela inesquecível vitória dos atleticanos.


FICHA TÉCNICA 
ATLÉTICO-MG 3 X 1 FRANÇA
Data: 3 de julho de 1977.
Local: Mineirão, em Belo Horizonte.
Árbitro: Airton Vieira de Moraes, o Sansão (RJ).
Renda: Cr$ 931.604,00.
Público: 22.564 presentes.
Gols: Reinaldo, aos 8 minutos; Tresor, aos 28; Marcinho, aos 30, e Alfredo, aos 33, do segundo tempo. 
ATLÉTICO-MG: Ortiz; Alves, Modesto, Márcio e Hilton Brunis; Danival (Alfredo), Ângelo e Heleno; Marinho (Luis Carlos), Reinaldo e Marcinho. Técnico: Barbatana.
FRANÇA: Baratelli; Battiston, Trésor, Tusseau (Platini) e Bossis (Shannoun); Michel, Janvion e Lacombe; Bathenay, Baroncheli e Amisse (Six). Técnico: Michel Hidalgo.

Obs.: graças a um anônimo visitante desta página pude reparar erros que cometi na pesquisa sobre esta partida. Paulo Isidoro e Marcelo, a exemplo de Toninho Cerezzo, não foram liberados da seleção brasileira pelo técnico Claudio Coutinho, somente Reinaldo. Uma semana após esta partida acima, a seleção estrearia na fase final das eliminatórias da Copa do Mundo da Argentina, contra o Peru, em Cáli, na  Colômbia, sede neutra para as duas partidas que garantiram a vaga para a equipe do Brasil, com vitória de 1 a 0 na estreia e 8 a 0 sobre a Bolívia. Nesta goleada, Cerezo e Marcelo fizeram um gol cada um. Reinaldo também jogou, entrando no lugar de Roberto Dinamite, e Paulo Isidoro só atuou contra os peruanos, entrando como titular, mas sendo substituído por Dirceu, que foi mantido no jogo seguinte.  

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domingo, 17 de julho de 2022

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