sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

MÚSICA PRA VIAGEM: SOON

O desenho completo formado pela capa e a contracapa de "Relayer"

Ainda tenho comigo "Relayer", o LP do Yes que me fez gostar tanto de "Soon", que, na verdade, é uma parte de uma faixa chamada "The gates of delirium", que cobre o Lado 1 inteiro do álbum. Gravado e lançado em 1974, "Relayer" é o sétimo álbum da banda inglesa que é um dos grandes ícones do rock progressivo. 

Parte do solo de "Soon" foi tocada algumas vezes por Lulu Santos em shows dele que vi ao vivo ou na televisão, nos tempos em que assistia TV aberta com frequência. Portanto acredito que ele a admire muito também. 

Oriundo do Vímana, grupo de rock progressivo brasileiro dos anos 70 que, além de Ritchie e Lobão, teve Patrick Moraz como tecladista, certamente foi nessa época que Lulu a conheceu, muitos anos antes de mim. Afinal, Moraz fez sua estreia em disco no Yes, em substituição a Rick Wakeman, justamente em "Relayer".

Veja também:

Uma Jornada de Paz e Esperança

Composta por Jon Anderson, "Soon" é a seção final da faixa "The gates of delirium" do álbum "Relayer" do Yes. Baseada no romance "Guerra e Paz", de Liev Tolstói, a faixa inteira começa com um prelúdio que leva a uma longa seção instrumental representando uma das batalhas da guerra napoleônica na Rússia. 

A seção final, intitulada "Soon", é uma oração suave e reconfortante pela paz e esperança, após a carnificina dessa batalha.

Chris Squire, Patrick Moraz, Steve Howe, Jon Anderson e Alan White, o Yes de 1974

Membros do Yes na Gravação de "Relayer"

Agora, curta abaixo o Yes na turnê Yes Symphonic Live, em 2001, sem tecladista e com os demais integrantes do grupo em 1974. E depois, a versão original, fechando a delirante "The gates of delirium". 



Caso você também queira assistir a uma apresentação desta faixa ao vivo nos anos 70 é só clicar aqui. E aí curtiu mais esta edição da série "Música pra viagem"? Deixe seu comentário aí abaixo, vou ficar feliz em ler e responder. Volte sempre!

Obs.: Pesquisa e texto foram feitos com auxílio de IA.

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

FLERTANDO COM A LOUCURA NA IA

"Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, 
construiu ou inventou senão para sair do inferno".

Ilustração criada por IA
Trecho do livro "O negro crepúsculo", o segundo de minha autoria a ser publicado, "Flertando com a loucura" foi usado por mim para alguns experimentos no vasto, assustador e - ao mesmo tempo - encantador mundo da Inteligência Artificial. O meu primeiro passo foi pedir a uma plataforma de IA que criasse um áudio com um narrador para o texto. 

O resultado não foi perfeito, claro, mas creio que o "locu-ator", que já estou chamando de Bill Collins, interpretou o texto de uma forma que muito provavelmente eu não saberia fazer com tanta competência. Sério, muito sério isso!

Tentei depois fazer uma leve correção, mas os créditos acabaram, fica então pra quando eu decidir assinar o plano pago. Posteriormente busquei uma imagem que ilustrasse este texto e a encomenda saiu melhor do que eu esperava, até porque sequer disse - ou melhor, escrevi - do que se tratava, apenas disse que era algo surrealista. E aí surgiu esta belíssima ilustração acima.


Quando pedi o que queria, a princípio as imagens criadas não corresponderam às minhas expectativas. Mas depois utilizei o prompt criado pela própria IA para em outra plataforma criar outras imagens do mesmo estilo. Tentei postar, então, apenas o áudio aqui abaixo, mas o Blogger não aceita, só vídeos,  que acabou saindo melhor que a encomenda, pra mim. 

Bom, avalie você mesmo, o vídeo vai abaixo pra você conferir e depois, se gostar curtir, comentar e aproveite pra se inscrever no canal Eduardo Lamas Neiva do YouTube


E aí, o que achou? Eu fiquei bem satisfeito com o resultado e vou produzir outros que certamente ficarão melhores.

Caso queira ler este trecho no contexto da história do taxista-publicitário-escritor c.j. marques (assim mesmo com letras minúsculas, como o poeta e.e. cummings) você pode adquirir o ebook na Amazon do Brasil e de mais 12 países, que também vendem o livro físico. Infelizmente - e não me perguntem o motivo - no Brasil o livro em papel não está disponível.

Veja também:
Lucidez e loucura no Lamascast 
O casarão no Lamascast


Espero que tenha curtido, inclusive o blog, e volte sempre.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

LIVRO PRA VIAGEM: NIETZSCHE - BIOGRAFIA DE UMA TRAGÉDIA

Friedrich Nietzsche, um dos filósofos mais influentes da Era Moderna, é conhecido por suas ideias sobre a vontade de poder, o eterno retorno e o super-homem, também conhecida como o além do homem. Nietzsche deixou um legado profundo e controverso na filosofia ocidental.

Para conhecer mais sobre a vida e os pensentimentos do filósofo e muitos relatos de como ele chegou a ideias que passam pela boca de pessoas que sequer sabem quem foi Nietzsche, recomendo muito a leitura do livro "Nietzsche - Biografia de uma Tragédia", escrito por Rüdiger Safranski

Sem dúvida alguma é uma das melhores biografias que li e isso foi ali entre meados e o fim dos anos 90. O autor da biografia fez sem dúvida um trabalho monumental que me agradou muito, fez-me parar várias vezes para ficar sorvendo os pensentimentos e as passagens da vida conturbada do biografado. 

É aquele tipo de leitura que você sai muito melhor do que entrou. Espero conseguir tempo para reler este livro em breve. Renomado biógrafo e filósofo alemão, Safranski é autor de outras obras sobre grandes pensadores. Caso queira adquirir o livro, desta mesma edição, é só clicar na foto acima.

Veja também:

Um brilhante trecho do livro

“O ser humano, explica Nietzsche, é uma criatura que saltou sobre os limites animalescos da época do cio. Por isso não procura prazer apenas eventualmente, mas o tempo todo. Porém, como há menos fontes de prazer do que pede sua constante predisposição ao prazer, a natureza o forçou a enveredar na trilha da invenção-do-prazer. O animal consciente homem, com horizonte de passado e futuro, raramente se satisfaz de todo com o seu presente, e por isso sente algo que certamente nenhum animal conhece, isto é, o tédio. Fugindo do tédio, essa singular criatura procura uma excitação que, se não for encontrada, tem de ser inventada. O homem se torna um animal que brinca. O jogo é uma invenção que entretém os afetos. O jogo é a arte de auto excitação dos afetos, a música, por exemplo. A fórmula antropológico-fisiológica para o segredo da arte é pois: a fuga do tédio é a mãe das artes”. 


Veja também:

Sobre Friedrich Nietzsche

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo, crítico cultural, poeta e filólogo alemão cuja obra tem exercido grande influência na filosofia contemporânea. Suas ideias desafiaram os valores tradicionais da sociedade, e seus escritos exploram temas como a arte, a moral, a religião, a cultura e a ciência.

Sobre Rüdiger Safranski

Rüdiger Safranski (nascido em 1945) é um escritor e filósofo alemão conhecido por suas biografias detalhadas e profundas de grandes pensadores e figuras históricas. Safranski recebeu diversos prêmios por suas contribuições à literatura e à filosofia.

Veja também:

E aí, curtiu? Deixe seu comentário e ou sugestão abaixo. Agradeço desde já a sua visita.

Obs.: Pesquisa e texto foram feitos com auxílio de IA.

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

MÚSICA PRA VIAGEM: THE MUSICAL BOX

Capa do disco "Nursery Crime", de 1971
Como prometido na postagem anterior da série "Música pra Viagem", volto ao Genesis dos tempos de Peter Gabriel e Steve Hackett para trazer nova obra-prima da banda inglesa de rock progressivo: "The Musical Box". Esta é uma das músicas mais emblemáticas do grupo, gravada no álbum "Nursery Cryme", lançado em 1971.

"The Musical Box" combina melodias delicadas, a pena poética e complexa de Peter Gabriel e mudanças dinâmicas que destacam o estilo inovador do rock progressivo dos anos 70. 

Creditada aos cinco componentes da formação clássica da banda inglesa (Peter Gabriel, Steve Hackett, Tony Banks, Mike Rutherford e Phil Collins), a música, baseada em uma história de fada vitoriana,  traz em seus versos a história de um espírito que retorna por meio de uma caixa de música mágica.

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A performance original

Na época, Peter Gabriel liderava o Genesis com sua voz marcante e apresentações dramáticas. Durante os shows, ele interpretava personagens excêntricos, como na narrativa de "The Musical Box". Após sua saída em 1975, Gabriel seguiu uma carreira solo de grande sucesso, lançando álbuns icônicos como "So".


O Genesis em 71: Peter Gabriel, Steve Hackett, Phil Collins, Tony Banks e Mike Rutherford

O legado da caixinha de música

Steve Hackett trouxe uma abordagem única ao Genesis com sua técnica inovadora na guitarra. Mesmo após deixar a banda em 1977, ele manteve viva a essência de "The Musical Box" em seus projetos solo, como na turnê "Genesis Revisited", onde realizou performances inesquecíveis da música.

A nova Era do Genesis

Após assumir os vocais no lugar de Gabriel, Phil Collins liderou o Genesis em sua fase de maior sucesso comercial. Além disso, consolidou uma carreira solo que o tornou um dos artistas mais populares dos anos 80.

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Assista e reviva "The Musical Box"

Veja e curta muito abaixo uma interpretação do Genesis, com Peter Gabriel no vocal e suas caracterizações músico-teatrais:

 

Confira também a versão de Steve Hackett na turnê "Genesis Revisited": 

 

Eu, se fosse você, continuaria explorando a magia do rock progressivo e o legado do Genesis. O que acha? Gostou? Deixe abaixo um comentário ou sugestão. Agradeço.

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