Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
Esta poesia é inédita, produzida recentemente e deve estar em algum livro no futuro. Como reflete alguns debates recentes, apresento aqui meu pensentimento sobre a obsessão pela objetividade que alguns setores da sociedade defendem, muitas vezes rasgando com unhas e dentes quem ousa discordar ou mesmo somente apresentar a possibilidade de um diferente ponto de vista. Os extremistas estão na ordem do dia, os extremistas estão voltando.
Aproveito a oportunidade para convidar você que se dispôs a vir aqui a conhecer meus livros publicados. Tem poesias, romance, contos, peça de teatro. Se gostar, não se acanhe, adquira ao menos um deles para experimentar. Agradeço desde já. É só clicar aqui.
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mergulhado no abismo, preso ao fundo do imenso lago azul, a mirar sempre os homens fixamente, obstinadamente, obsessivamente.
Seu olho de ciclope sem íris, só pupila, produz arcos prateados e ocráceos nas nuvens, as espumas da noite, a superfície aparentemente calma do lago suspenso que nos rodeia.
O que será que nos esconde esse olhar perdido na noite? Que seres e mistérios habitam sua face oculta? Que segredos guarda essa testemunha ocular das almas obscuras que habitam a Terra?
"A lua" faz parte do livro "Cor própria (1984-1999)", lançado em 2022 e à venda na Amazon do Brasil e de mais 12 países na versão digital (ebook). Clique aqui se quiser adquirir o seu. Esta poesia foi publicada originalmente neste blog em 28 de março de 2010 e arquivada posteriormente.
As fotos foram feitas pelo mesmo autor da poesia, na noite de 2 de agosto de 2023, no bairro do Balneário, região continental de Florianópolis.
O vídeo traz a gravação original de "Brain damage" e "Eclipse", as duas últimas músicas do emblemático disco do Pink Floyd"The dark side of the moon", lançado há 50 anos.
Ontem foi dia do sexo, segundo me relataram as redes sociais, então resolvi resgatar esta poesia abaixo, que havia sido publicada aqui neste blog em 15 de dezembro de 2010. A poesia faz parte do ebook "Cor própria", publicado no ano passado e à venda na Amazon do Brasil e de mais 12 países.
Convido, portanto, você a ler abaixo os versos de "Sexo". Peço também que comente, compartilhe e não deixe de seguir o blog. Agradeço desde já.
Quantas voltas dar para se achar para se perder Quantas portas trancar para se aprisionar para se proteger Quantos muros erguer para se esconder para se encolher Quantos labirintos percorrer para se desafiar para se vencer
Se quiser ter fácil não será difícil Se escolher conquistar terá longo caminho Se pedir verdade só achará incerteza Se encontrar mentira pode ter certeza
Para ganhar ternura enfrentará desdém Para ter carinho receberá palmadas Para manter o corpo venderá a alma Para ser espírito mastigará a carne
Por que quer ajuda pra poder andar Pra que andar se já quer correr Como quer correr já pensou voar
Como olhar pra frente de olhos vendados Como escutar gemidos de ouvidos tapados Como gritar na noite de boca amordaçada Como cortar a garganta se cegou a lâmina
O que fazer, poeta, se nada há a dizer O que escrever, poeta, se o início, que era verbo, faltou
Onde se lançar com tantos abismos Onde mergulhar em meio a tantos mares Onde sucumbir ante tantos olhares Onde se reerguer com todo este peso
É o bicho-homem A mulher-vampiro Sangue degustado Pele tão curtida Soro em cada veia De tubos PVC Canos de descarga Vasos sanitários Pias batismais Papéis higiênicos Livros sagrados Travesseiros sujos Lençóis encardidos Manchas de esperma Vertiginosa vida Loucuras deste mundo Ressacas dessas praias De bocas que vomitam.
Esta poesia foi publicada originalmente neste blog no dia 20 de janeiro de 2012. Ela estará em um livro ainda a ser publicado, com título provisório de "Evangelho Século XXI". Poesia é transbordamento. E não serve pra nada, serve pra tudo.