quarta-feira, 16 de março de 2022

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #7

Popó, craque do Ypiranga-BA, em ação contra o Bahia nos anos 30
Mussum faz o público se divertir e é muito aplaudido por todos. Sai cumprimentando todo mundo, a começar por João Sem Medo, Ceguinho Torcedor, Sobrenatural de Almeida e Idiota da Objetividade.

E o papo volta a rolar como a bola num gramado perfeito, na mesa dos quatro amigos, para deleite da plateia presente ao Além da Imaginação.

João Sem Medo: - Aproveitando a presença do grande Mussum, foi também na década de 20 que a bola brasileira passou a ser tratada com mais malemolência, ginga e bailado, com a entrada de mais negros em campo. Eu sempre falei que a África era o futuro do futebol. Os primeiros negros envergaram a camisa do Bangu, do Andarahy, dos times de fábrica e comércio. Mas quem ganhou a fama foi o Vasco da Gama, clube que lutou muito para ser aceito entre os grandes do futebol carioca. Fluminense, Botafogo e Flamengo não admitiam de forma alguma que negro vestisse suas camisas. O Vasco, como representante do comércio de secos e molhados, que tinha contato permanente com o público em geral, não fazia restrição alguma e surgiu como potência já em 1923. Se o clube cruzmaltino fizesse algum tipo de discriminação levaria o comércio de seus dirigentes à ruína. O mesmo acontecia com o Bangu, da Fábrica Bangu, e o Andarahy, da Fábrica Confiança. Além do Sírio Libanês e os clubes suburbanos.

Sobrenatural de Almeida: - Mas João, isso não aconteceu só no Rio, certo?

João Sem Medo: - Não, claro que não. Em São Paulo, o Palmeiras, time dos italianos, resistia. Era Palestra Itália ainda. O Paulistano, do Jardim Paulista, preferiu fechar o departamento de futebol a ter de aceitar preto no time. No Sul, o Grêmio era intransigente. O Inter não, tanto que o símbolo do time é o saci pererê. O mascote colorado só surgiu na década de 40, mas carrega a história do time gaúcho representante das camadas populares desde a fundação, em 1909.

Ceguinho Torcedor: - Ah, mas você é gremista de origem, João.

João Sem Medo: - Fui, mas essa é uma outra história, vem de uma rivalidade com meu irmão, Aristides, este sim, torcedor colorado. Quando a gente ia jogar bola ele dizia logo que era Inter, então eu era Grêmio.

Ceguinho Torcedor: - Essa rivalidade entre Grêmio e Inter é talvez a mais feroz do país.

João Sem Medo: - Acredito que seja sim, Ceguinho.

Garçom: - Então vamos aproveitar pra chamar o Teixeirinha, torcedor colorado, pra cantar o “Desafio do Grenal”.

Teixeirinha vai ao palco, aplaudido pela plateia.

Teixeirinha: - Obrigado, minha gente. Mas só um esclarecimento, eu sou gremista de coração. Canto como colorado na música que vou apresentar aqui, mas sempre torci pro Grêmio. Bom, feito o esclarecimento, vou pedir permissão pra fazer o dueto com a gravação da minha grande amiga Mary Terezinha, que ainda vive muito bem e logicamente não tem permissão pra vir aqui pessoalmente. É o “Desafio do Grenal”!

Todos aplaudem.

Teixeirinha: - Peço desculpas pelo “macacada” na letra em referência aos colorados. Eram outros tempos quando fiz a música, não quis ofender. Ela foi gravada originalmente no meu disco “Dorme Angelita”, lançado em 1968.

Garçom: - Muito obrigado, Teixeirinha.

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João Sem Medo retoma o tema, como quem arma um contra-ataque veloz.

João Sem Medo: - A discriminação contra os negros existia no futebol de outros estados também. No Paraná, o Atlético e o Coritiba não aceitavam. Em Minas, Atlético e América; na Bahia, o Baiano Tênis, que fez o mesmo que o Paulistano, abandonou o futebol pra não ter de aceitar negro no time. Lá, o Vitória, primeiro clube a ser fundado só por brasileiros, começou em 1899 como clube de críquete. Depois, com a revolta dos baianos por só poderem, no máximo, devolver a bola pros ingleses nas partidas daquele esporte chatíssimo, o Rubro-Negro de Salvador começou a jogar o futebol já nos primeiros anos do século vinte.

Ceguinho Torcedor: - Naquela época o futebol já era muito popular na Bahia. Os jogos recebiam grandes plateias, já ao som de bandas de música e fanfarras. Lá era permitido.

Alguém na plateia: - A Bahia sempre foi uma festa!

Riso geral.

João Sem Medo: - Nas décadas de 20 e 30 o grande astro baiano era o negro Popó, chamado de “O Craque do Povo” e “O Terrível”. Ele jogou no Ypiranga e no Botafogo da Bahia e foi o principal jogador da seleção baiana campeã brasileira em 34, acabando com a hegemonia de Rio de Janeiro e São Paulo. Teve como grande companheiro um soldado da PM conhecido como Dois Lados.

Sobrenatural de Almeida: - Dois Lados?

João Sem Medo: - É, ele ganhou o apelido por ser magro demais.

Sobrenatural de Almeida: - Ele só tinha dois lados. Assombroso.

Garçom: - Foi feito em 2D.hahaha

A plateia ri também.

Idiota da Objetividade: - Dois Lados foi o herói do título baiano de 1920. Ele fez os dois gols da vitória de 2 a 1 sobre o Fluminense de Salvador e na comemoração teve seu pé direito banhado em champanhe.

João Sem Medo: - Mas depois quase ficou na miséria. A sorte é que fizeram uma campanha para ajudá-lo e ele conseguiu viver dignamente depois.

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Ceguinho Torcedor: - O Ypiranga era um time abençoado. Além de ter Dois Lados e Popó, era o time de coração da Irmã Dulce, que era apaixonada por futebol.

João Sem Medo: - E também do meu camarada Jorge Amado. O nome do meu livro “Subterrâneos do Futebol”, lançado originalmente no início dos anos 60, é uma homenagem ao “Subterrâneos da liberdade”. Depois relançaram com o título “Histórias do futebol”. Não gostei, mas isso é outra história. Falávamos do Ypiranga...

Idiota da Objetividade: - Irmã Dulce, falecida em 1992 aos 77 anos, fez inúmeras obras de caridade na Bahia, foi beatificada em 2011 e se tornou a primeira santa católica do Brasil, em 2019, canonizada pelo papa Francisco com o título de Santa Dulce dos Pobres.

João Sem Medo: - No livro “Bahia de Todos os Santos”, Jorge Amado descreve os feitos do Popó no seu Ypiranga do coração. Inclusive, em Salvador, no bairro Engenho Velho da Federação, tem uma rua chamada Apolinário Santana, seu nome verdadeiro, em homenagem a ele.

Garçom: - Já que o assunto é o grande Ypiranga de Salvador, vou pôr aqui no nosso aparelho de som, um dos hinos do clube, o mais popular, de autoria  de Valter Queiróz.



Músico: - O Ypiranga tem outro hino, que é o oficial, de Milton Santarém e Walter Álvares.


Ceguinho Torcedor: - Em 1923, o meu Fluminense foi enfrentar o Ypiranga na Bahia e levou de 5 a 4. As manchetes berraram: “Popó 5 a 4 no Tricolor”. Ele fez todos os gols do time baiano. Depois disso, durante um bom tempo, toda vez que algum jogador se destacava contra o meu clube era logo apelidado de Popó.

Músico: - Uma quadrinha junina naquela época cantava: “Chuta, chuta, Popó chuta/Chuta por favor/Mela, mela, mela, mela/Mela e lá vai gol”. Melar significava driblar.

João Sem Medo: - Ele infelizmente morreu na miséria, pedindo esmolas, no início da década de 50 em frente ao estádio da Fonte Nova, recém-inaugurado na época. O Ypiranga era conhecido como o Time do Povo porque aceitava negros no seu time, um deles era o Popó. O Ypiranga só perdeu esse status quando surgiu o Bahia, em 31. Naquele tempo a questão do amadorismo e do profissionalismo estava dividindo o futebol no país. E o Vitória, que privilegiava os esportes olímpicos, acabou vendo o futuro arquirrival crescer muito e conquistar muitos títulos baianos.

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Idiota da Objetividade: - Em 2022 conquistou o seu 50º título estadual. Enquanto o Vitória tinha 29.

João Sem Medo: - E o primeiro título do Bahia foi logo em 1931 e, com o tempo, se tornou o maior detentor de títulos do estado. Ganhou até a primeira Taça Brasil, em 59, numa final contra o grande Santos. Não é pouca coisa.

Ceguinho Torcedor: - Não mesmo.

Sobrenatural de Almeida: - Assombroso aquele título do Bahia. Assombroso. Hahaha

Fim do Capítulo 7

Republicado em 21 de agosto de 2024

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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domingo, 13 de março de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #83: CHUVA NOIR






Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 1º de março de 2022, em Itaguaçu, Florianópolis (SC).

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sábado, 12 de março de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #82: NUVENS SÃO VIAGENS









Fotos de Eduardo Lamas, feitas nos dias 16 de junho, 16 e 28 de julho de 2021 e 9 de março de 2022, em Itaguaçu, Florianópolis (SC).

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quarta-feira, 9 de março de 2022

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #6

Mimi Sodré
Enquanto Gonzaguinha, Ruy e Magro se despedem da plateia, agradecendo pelos aplausos, Zé Ary vai à vitrola e põe pra tocar a faixa “Futebol de Bar”, do disco “São Paulo-Brasil”, de Cesar Camargo Mariano, lançado em 1977.

Um músico: - Ótima escolha, Zé Ary! Cesar Camargo Mariano é muito fera.

Garçom: - E o nome da música tem tudo a ver com o que estamos presenciando: Futebol de Bar.

João Sem Medo: - Boa, Zé Ary. Muito boa!

Ao fim da música, a plateia volta todas as suas atenções aos quatro amigos, que aproveitam a deixa silenciosa para prosseguirem a conversa de onde haviam parado antes da interpretação de Gonzaguinha, Ruy e Magro de “Seo meu time não fosse o campeão”.

João Sem Medo: - Ainda nos anos 10 do século XX, as vitórias dos grandes clubes, principalmente nos clássicos, já estavam fazendo os torcedores vibrarem mais com a gozação após a vitória sobre um rival.

Ceguinho Torcedor: - É verdade, João. Certa vez, em 1915, encomendamos um jantar de vitória quando vencíamos o América por 3 a 0, mas quem apareceu no restaurante no Centro da cidade foram os americanos. Eles viraram pra 5 a 3.

Sobrenatural de Almeida: - A partir daí, os jantares só eram marcados quando o árbitro apitava o fim do jogo. hahahaha

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Ceguinho Torcedor: - O problema era contratar a banda pra tocar. Os músicos ficavam escondidos. Se vencíamos, eles apareciam e tocavam a noite toda. Mas se perdêssemos, a banda ficava esperando a turma do time rival sair de frente do restaurante ou da sede pra ir embora de fininho.

Músico (do palco): - E os músicos não recebiam?

Ceguinho Torcedor: - Sim, recebiam. Eram pagos mesmo assim.

João Sem Medo: - Pros clubes grandes da zona sul do Rio, Fluminense, Botafogo e Flamengo, o pior era aguentar o gozo dos torcedores do América, que era até então, o único time grande da zona norte. E isso começou a criar rivalidades que iam pro campo, e a cordialidade já não era mais a mesma. Houve muita invasão de campo e pancadaria, inclusive no aristocrático estádio das Laranjeiras.

Ceguinho Torcedor: - Em 16, num Fla-Flu, Coelho Netto, que era deputado, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e pai de Preguinho, grande ídolo tricolor...

Idiota da Objetividade: - ... autor do primeiro gol da seleção brasileira numa Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai.

Ceguinho Torcedor: - Ídolo tricolor de todos os esportes, o Preguinho. Um super-campeão, um multi-homem! Mas eu falava de seu pai, deputado, escritor, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras junto com Machado de Assis... pois bem, ele, naquele Fla-Flu de 1916, pulou o alambrado pra invadir o campo, inconformado com o árbitro, que tinha mandado repetir uma cobrança de pênalti pro Flamengo que Marcos Carneiro de Mendonça...

Idiota da Objetividade: - O primeiro goleiro da seleção brasileira!

Ceguinho Torcedor: - Exatamente, exatamente... Como eu falava antes de ser interrompido pelo Idiota, o árbitro mandou repetir uma cobrança de pênalti que Marcos Carneiro de Mendonça tinha defendido, e a elegância do Coelho Netto foi deixada nas sociais. Com sua bengala ameaçadora foi pra cima do juiz. Aquela ação do nobre deputado acabou incentivando a torcida tricolor a invadir o campo também. O jogo, que era vencido pelo Flamengo por 3 a 2, foi suspenso e disputado em outra data. O Fluminense acabou vencendo por 3 a 1.

Idiota da Objetividade: - Uma vergonha!

Sobrenatural de Almeida: - Naquele dia, eu já tinha feito o Fluminense perder um pênalti, cobrado pelo Riemer, pra fora.

João Sem Medo: - Naquele tempo, a regra determinava que se a confusão durasse pelo menos cinco minutos o jogo era suspenso.

Sobrenatural de Almeida: - O pessoal entrava na confusão de olho no relógio se o seu time estivesse perdendo.

Idiota da Objetividade: - Como sempre, o jeitinho brasileiro prejudicando o espetáculo.

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João Sem Medo: - Mas nos primeiros anos do futebol tivemos também grandes exemplos de esportividade e honestidade. Mimi Sodré, um dos maiores nomes do escotismo brasileiro, é um deles. Mimi apontava ao árbitro quando cometia uma infração.

Garçom: - Isso existiu no Brasil? Ah, só antigamente mesmo.

João Sem Medo: - Mimi Sodré, campeão pelo Botafogo em 1910 e 1912, quando também foi artilheiro do campeonato, se a bola batesse na mão dele, não dava mais um passo sequer. Chegou a pedir ao árbitro pra anular um gol seu, num jogo da seleção brasileira militar.

Ceguinho Torcedor: Mario Filho contou também que Mimi Sodré tirou algumas vitórias do Botafogo com sua honestidade. Os outros jogadores do Botafogo tentaram mudá-lo, em vão.

Garçom: - Seu Mario Filho bem podia vir aqui pra contar essas e muitas outras histórias.

Ceguinho Torcedor: - Seria ótimo, mas infelizmente ele não poderá vir desta vez. De alguma forma, ele está presente, pois muito do que estamos contando ele revelou em seu clássico livro “O negro no futebol brasileiro” e em crônicas que assinou nos jornais em que trabalhou e comandou. Recomendo que leiam.

Sobrenatural de Almeida: - Mario Filho conta também que quando Mimi Sodré levantava o dedo, a arquibancada vinha abaixo, parecia gol, mas o “Menino de Ouro”, que depois virou “Velho Lobo” pros escoteiros, era muito querido da torcida por ser honesto demais. As moças davam gritinhos entusiasmados e todo mundo batia o pé na arquibancada. Assombroso o Mimi, assombroso!

Alguém na plateia: - Assombroso mesmo. Já pensou hoje um jogador pedindo ao árbitro pra anular um gol que marcou? É capaz de apanhar da própria torcida.

Sobrenatural de Almeida: - E ainda ser expulso de campo por desacato ao árbitro. (dá sua risada medonha) hahaha

João Sem Medo: - Aconteceu algo parecido, não tem muito tempo, num clássico em São Paulo...

Idiota da Objetividade: - ... Isso mesmo, João. Foi no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paulista de 2017. O zagueiro Rodrigo Caio, do São Paulo...

João Sem Medo: - Hoje no Grêmio...

Idiota da Objetividade: - Isso mesmo. Ele, naquele clássico paulista,  disse ao árbitro que Jô, atacante do Corinthians, não havia atingido o goleiro tricolor Renan Ribeiro e sim ele próprio. Com isso, o cartão amarelo que havia sido dado pro Jô foi retirado pelo árbitro Luis Flávio de Oliveira.

João Sem Medo: - Alguns torcedores do São Paulo não gostaram. Parece que o técnico, o Rogério Ceni, e alguns jogadores do time tricolor também não.

Idiota da Objetividade: - O Corinthians, que já vencia por 1 a 0, depois fechou a vitória com mais um gol.

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João Sem Medo: - No início da década de 10, o torcedor se manifestava poucas vezes, era mais contido durante os jogos. Até pelos próprios árbitros, como já dissemos. Às vezes parecia jogo de tênis. Mas com o passar do tempo, com o futebol ficando cada vez mais popular e os estádios ficando mais cheios, o barulho foi aumentando.

Ceguinho Torcedor: - Nos anos 20, o público cresceu ainda mais nos estádios de futebol, e as arquibancadas começaram a ficar sem os rostos conhecidos e passou aos poucos a receber a massa. O barulho aumentou muito e aí eu já não estava mais tão sozinho nos gritos. Mas era um solitário, pois a multidão é inumana, não tem cara.

Sobrenatural de Almeida: - Até música passou a ser cantada e tocada nas arquibancadas.

O papo estava tão animado que ninguém – ou quase ninguém – percebeu que Mussum tinha subido ao palco e aguardava a deixa pra poder se anunciar.

Mussum: - Cacildis! Vou aproveitar a brecha pra penetrar nessa área. Cês me permitem?

Os quatro amigos e o público concordam, com entusiasmo.

Mussum: - Obrigadis! Cês tão falando de torcedor e música, então vou cantar uma coisinha do Dicró, que está por aí, eu acho. Ele, depois de tomar umas e outras com a gente, vem aqui pra cantar umas boas também. “O torcedor”, vamo lá, rapaziadis!


Depois de se divertirem muito, todos aplaudem.

Mussum: - Obrigadis, minha gente! Olha, antes de me pirulitar, quero deixar um recado pros babacas racistas que sacanearam meu filho num estacionamento lá no Rio outro dia. Eu pego vocês, me aguardem!

É mais aplaudido ainda. De pé.

Fim do capítulo 6

Republicado em 19 de agosto de 2024

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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