sexta-feira, 25 de julho de 2025

NAU POESIA: ESPIRAL DO TEMPO *

Nau Poseisa: Espiral do Tempo

... e ainda gira sobre seu próprio eixo
a gigantesca espiral do tempo...

e a vida, que anda pela hora da morte,
repete movimentos, locais e sensações
em momentos distintos, mas bem reconhecíveis
é o deja-vu aflorando a alma
em rascunhos de decisões nunca tomadas
em sonhos repetidos e palavras fugidias
em dores repentinas e medos paralisantes
localizados num ponto específico
deste imenso ciclo aberto no espaço
que se move vertiginosamente lento
como se estivesse estático

... mas ainda gira sobre seu próprio eixo
a gigantesca e enigmática espiral do tempo...

a vida caminha pela zona morta
numa lentidão vertiginosa
a lua e o sol se revezam no céu
e quando se encontram dançam na penumbra
a água em torno de si desce pelo ralo da pia
a folha, como um cone, se despede da árvore
a marimba roda para alcançar a pipa voada
que se enrosca na própria rabiola
a bailarina gira no ar e prepara o leve pouso no palco
o acrobata exibe sua pirueta no circo
a menina encantada em seu cavalo de mentira
brinca no carrossel do parque de diversões
o ginasta finaliza sua apresentação no salto mortal
a bola chutada com efeito, sai da linha reta do gol
para fugir do goleiro e ganhar a rede
o parafuso penetra a parede
a mola se solta e salta

... e ainda gira sobre seu próprio eixo
a gigantesca, enigmática e
indestrutível espiral do tempo...

e a vida desce a ladeira em ponto morto
Cronos convoca Hermes, que evoca Ares e Atena
o louco dança com sua solidão no quarto escuro
o corpo do enforcado gira de um lado para o outro
o torno na mão do carrasco tortura um anjo
o bêbado rega a calçada com sua tontura
a areia movediça engole um bicho
o redemoinho afoga um homem
a tormenta naufraga um barco
o assassino gira o tambor do revólver
antevendo o sangue da vítima
a roleta russa ganha esquinas
o automóvel capota na estrada
o avião abatido rodopia no ar
no horizonte se vê um cogumelo atômico
o tufão arrasta casas, prédios, carros, pontes
e devasta cidades

... e ainda gira sobre seu próprio eixo
 a gigantesca, enigmática,
indestrutível e infinita
 espiral do tempo...



Espiral do Tempo, poesia musicada com IA


Escrita no início da década passada, os anos 10 do século XXI, esta poesia que considero uma das mais importantes de minha obra ganhou arranjo, harmonia, melodia e um "cantor" e um ótimo "grupo musical" graças à inteligência artificial. Para esta longa poesia tentei fazer um rock progressivo, mas mesmo não sendo exatamente o que imaginei fiquei bastante satisfeito com o resultado. 

Acredito que as palavras, os versos, a poesia como um todo ganhou ainda mais força com a execução da "banda" AleluIA, como acabo de nomear. Mais uma vez utilizei a plataforma Suno, mas desta vez tive de fazer várias tentativas até chegar a um resultado que me agradasse. Nas oportunidades anteriores não precisei rejeitar tantas versões produzidas pela ferramenta.


E você, o que achou? Aguardo o seu comentário, agradecendo desde já a sua visita e o comentário. Não deixe de seguir o blog para receber avisos de novas postagens e novidades por aqui. Grato, muito grato.

Agora ouça a música e veja o vídeo que editei com imagens também produzidas com o auxílio da IA.



* Esta poesia havia sido originalmente postada neste blog em 9 de outubro de 2011, posteriormente republicada em 9 de agosto de 2016 e novamente em 13 de janeiro de 2022. Foi publicada também na edição 4 do Jornal Portal, de novembro de 2014. Agora volta a ser renovada trazendo o vídeo com a poesia musicada com auxílio da IA. 

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quinta-feira, 10 de julho de 2025

"CÁ ESTOU EU", POESIA MUSICADA COM IA

Título da Postagem
Imagem gerada com auxílio da IA para a abertura do vídeo

Cá estou eu a apresentar desta vez uma experiência um pouco diferente para ouvidos viciados. Desde que comecei a escrever poesias e a registrá-las, nos tempos em que passava do manuscrito para a máquina de escrever, como já mencionara na postagem anterior, sempre tive a noção da musicalidade na composição de meus versos. Quis o destino que fosse uma tecnologia a me dar a chance de ouvi-los cantados com arranjo e tudo. Pois é, torça o nariz quem quiser, mas é desta forma que tenho visto muitos dos meus trabalhos ganharem a cor própria que sempre idealizei. 

E esta poesia, "Cá estou eu", tem uma história muito particular que faço questão de contar. A começar por um erro que deu certo. Quando fui copiar a letra de um dos meus arquivos para pôr no "prompt" (comando) do Suno não percebi que deixara os dois últimos versos de fora. O resultado me agradou tanto que decidi não mexer mais. 

Como a poesia nasceu

Estava eu, provavelmente no fim dos anos 90, sentado à varanda da minha casa em Rio do Ouro/Várzea das Moças, São Gonçalo (RJ), relendo "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", de José Saramago, quando em determinado momento pausei a leitura, pousei o livro em meu colo e fiquei a observar, como costumeiramente fazia, o morro que ficava adiante e pus-me a admirar, como quase sempre fazia, uma árvore belíssima que ficava em seu topo. Árvore esta que também me fez criar versos para sempre lembrá-la (clique aqui para ler "Tecelã Natureza").

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A necessidade de escrever surgiu como da forma tão bem descrita na música "Amor, meu grande amor", de Angela Rô Rô e Ana Terra: "não chegue na hora marcada, assim como as canções, como as paixões e as palavras". Corri em busca de papel e caneta, dentro de casa, e voltei à varanda para escrever a poesia de 6 estrofes, originalmente. 

Abaixo, apresento como os versos foram apresentados para o surgimento da música, com auxílio da IA, e posteriormente a edição de imagens e vídeo.

CÁ ESTOU EU
(Eduardo Lamas Neiva)

Cá estou eu na varanda
a tocar com os dedos
o morro adiante,
a acariciar as folhas das árvores,
sem poder sentir sua tez.

Cá estou eu a ouvir
os murmúrios dos pássaros,
os ruídos dos carros,
os louvores dos céus...

Cá estou eu a sentir
o vento ao meu redor,
me lambendo o corpo
e fazendo a mata dançar.

Cá estou eu a mirar o infinito
como se ele existisse,
como se fosse compreensível,
como se fosse plausível.

Não podia deixar de dedicá-la ao grande mestre Saramago, que só vi de pertinho uma vez, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, quando ele e o ator Paulo José leram trechos de "A caverna", que estava sendo lançado na época (início dos anos 2000) - e que eu, indesculpavelmente, ainda não li. 

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E por que a poesia ressurgiu?

Estava há poucos dias rodando a Amazon Prime em busca de algum filme ou série interessante com minha mulher, quando me deparei com a possibilidade de assinar, mesmo que temporariamente e de forma gratuita, o canal Arte 1. E já vislumbrando a possibilidade de ver um especial sobre José Saramago. 

Já havia me esquecido deste fato quando fui assistir a um jogo de futebol na Amazon Prime. No dia seguinte sentei-me em frente à TV para assistir ao belíssimo especial em homenagem ao Centenário de José Saramago, dirigido por Gisele Kato, com quem falei algumas vezes na época em que trabalhei como sócio-diretor de uma empresa de produções artísticas do Rio de Janeiro.

Foi assistindo ao programa que me recordei desta poesia, que andava perdida em minha memória, apesar de publicada no meu ebook "Cor Própria (1984-1999)", que publiquei de forma independente no início de 2022, ainda durante a pandemia da Covid-19.

Como foi feita a música?

Mais uma vez utilizei a plataforma Suno e minha orientação foi de produção de uma música tradicional portuguesa, ao estilo do Madredeus, com voz feminina. Afinal, para mim, não existe fado ou música portuguesa sem uma cantora - e Teresa Salgueiro é uma das maiores para mim. E o resultado me agradou muito, embora não tenha sido de primeira, como fora a escrita da poesia, décadas atrás e a mais de mil quilômetros de distância, pois ainda estou em Florianópolis.

Veja também:

Para quem não sabe, o Suno normalmente faz duas versões para cada pedido de música que se faz e eliminei logo a primeira, mas guardei a segunda, pois me agradara. Porém, não me dei por satisfeito e busquei mais duas. E foi uma delas, desta segunda tentativa, que me agradou mais e que resolvi trazer a público, a você.

Espero que goste, mesmo que a IA incomode. Tente se concentrar na força que as palavras ganharam na voz de A.I.da MA.I.A., como nomeei minha "cantora portuguesa", e no arranjo arranjado por esta tecnologia ao mesmo tempo tão assustadora, quanto fascinante.

Créditos do vídeo        

Poesia, prompts de estilo musical e de ilustrações e edição de vídeo: Eduardo Lamas Neiva.

"Cantora": A.I.da MA.I.A.

A referência ao livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" se deve ao fato de que a poesia foi escrita quando eu lia pela segunda vez esta magnífica obra de José Saramago. E ao ebook "Cor Própria", porque, com leves mudanças e duas estrofes a mais, esta poesia está publicada neste livro de autoria de Eduardo Lamas Neiva à venda na Amazon do Brasil e de mais 13 países. Caso queira adquiri-lo na amazon.com.br, é só clicar aqui

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Nau Poesia: A lua
"Cor própria", o primeiro que veio a ser o quinto

sexta-feira, 6 de junho de 2025

"FRAGMENTOS POÉTICO-FILOSÓFICOS DE BOTECO", POESIA MUSICADA COM IA

Título da Postagem
Imagem gerada com auxílio da IA para a abertura do vídeo

As experiências que tenho feito utilizando minhas poesias para musicá-las, com o auxílio da IA, mostrou-me, mais uma vez, como já imaginava lá nos primórdios, em meados dos anos 80, que este meu trabalho com versos foram feitos para a música. Nas primeiras poesias que produzi e registrei em papel, lá pelos meus 17, 18 anos, eu escrevia abaixo do título "Letra: Edu" (ainda tenho aqui, à máquina, arquivados em antigas pastas muitos destes papéis), o que comprovava já naquele tempo a minha intenção.

É que quando comecei a escrever poesias, a minha experiência com os versos era quase que exclusivamente alimentada pelas músicas brasileiras que tanto admirava e ainda admiro, principalmente Chico, Milton, Gil. Com o passar do tempo, o interesse em ler Cecilia Meireles, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Cruz e Sousa, Arthur Rimbaud, William Blake e outros poetas, tanto dos versos quanto da prosa (quem disse que Clarice Lispector, por exemplo, não é poeta?), fui moldando minha escrita mais para o ler, sem, no entanto, abandonar o ouvir, pois que um ritmo, uma harmonia, até melodia sempre me acompanharam. 

Tanto que, tantas e tantas vezes escrevi - aqui mesmo, como você já deve ter observado - que componho versos, como a dizer compus letra pra música.

Veja também:

A poesia musicada com IA da vez

Todo este preâmbulo acima pra dizer que "Fragmentos Poético-Filosóficos de Boteco", que compus para o ainda inédito livro "Canções", como os próprios nomes sugerem (da poesia e do livro), são versos musicais que a inteligência artificial permitiu nascer, com arranjo de voz e violão, de um modo bem baiano, como sugeri à plataforma Suno

Normalmente, acho que já expliquei anteriormente, a aplicação fornece duas versões para cada geração de música, então, eliminei uma delas e fiquei com a que muito me agradou e que você vai poder ouvir abaixo, assistindo ao vídeo que editei com imagens também produzidas com a ajuda da IA.

Porém, antes do vídeo leia a poesia composta provavelmente num destes quase seis anos em que vivo em Florianópolis, aniversário que provavelmente não se completará, mas isto é outro papo. Creio que assim você terá uma ideia melhor de como foi a poesia antes de ter uma melodia pra chamar de sua.

Veja também:

FRAGMENTOS POÉTICO-FILOSÓFICOS DE BOTECO

(Eduardo Lamas Neiva)

Como se jogar
de corpo inteiro
se só ouviu o coração?
Jogue as vaidades
na fogueira.
Perdoar-se
pode ser sim
a melhor maneira,
mas pode levar sim
a um perigoso cinismo.

Onde há quem veja
acaso, coincidência,
fruto da fé
enxergo poesia
e finco pé
nas nuvens

Poesia é reconhecer o quanto
de sagrado e de profano
há num santuário e num bordel
Poesia é fazer o percurso
do Inferno ao Céu

Poesia está em ti,
está em mim
É prece ou revelação,
pois a arte mais sugere
que mostra
sem princípio,
nem fim.

Espero que tenha gostado e tenha vontade de comentar abaixo e seguir o blog. Agradeço, mais uma vez, desde já.

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Nau Poesia: Vertiginosa vida
Música pra Viagem: Mirrorball


quarta-feira, 4 de junho de 2025

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #36

Uma coisa jogada com música - Capítulo #33

Chico Buarque e Cyro Monteiro, a rivalidade do Fla-Flu levada na letra e na música

Todos se divertem com a música de Gilberto Gil, tocada e cantada pelos Novos Baianos.

Músico: - Embora seja o autor desta música em homenagem ao Bahia, Gilberto Gil diz que é torcedor de outro Tricolor, o doRio de Janeiro.

Garçom: - Ah, mas ele fez uma grande homenagem ao Flamengo. “Alô torcida do Flamengo, aquele abraço...”

Músico: - Na verdade, Zé Ary, Gil alega que aquele verso é uma ironia com a torcida rubro-negra. Diz ele que era um adeus aos flamenguistas que deixavam o Maracanã após os 3 a 2 pros tricolores na final do Carioca de 69.

Garçom: - Eu não acredito nisso. Será?

Músico: - Mas foi o que o compositor falou...

Ceguinho Torcedor: - Gilberto Gil é um autêntico e ilustríssimo torcedor do Fluminense. Meus caros, o Fluminense nasceu com a vocação para a eternidade. Tudo pode passar, só o Tricolor não passará jamais. O Fluminense é o único time tricolor do mundo! O resto são só times de três cores.

No público, ouvem-se risadas, aplausos e alguns poucos protestos bem-humorados.

Sobrenatural de Almeida: - Que Fla-Flu, que sururu!

Todos agora riem.

João Sem Medo: - Esta discussão fora de campo já rendeu música.

Músico: - Verdade, seu João. O próprio Cyro Monteiro pode nos contar a história.

Cyro se levanta e é aplaudidíssimo.

Cyro Monteiro: - Muito obrigado, minha gente. Bom, a história foi a seguinte, em 1969, quando meu amigo Chico Buarque foi pai pela primeira vez, em Roma, pois estava exilado, mandei de presente pra Silvia, filha recém-nascida dele e da Marieta Severo, uma camisa do meu Flamengo. Eu fazia isso com todos os meus amigos, fossem ou não torcedores rubro-negros. Chico agradeceu, mas respondeu com a letra de um samba que me devia: “Ilustríssimo Senhor Cyro Monteiro ou Receita para virar casaca de neném”.

Garçom: - Vamos ouvir, então? Depois o senhor prossegue contando esta história que é muito boa. Pode ser?

Cyro Monteiro: - Claro.

O povo no bar se diverte com o samba e a letra. Os tricolores aproveitam, então, para tirar um sarro com os flamenguistas. Mas Cyro retoma a pelota.

Cyro Monteiro: - Bom, ele gravou esta música que vocês acabaram de ouvir, em 1970. Mas não me fiz de rogado e a gravei dois anos depois. Querem ouvir?

Todos respondem em uníssono “sim”.

Cyro Monteiro: - Então, vamos lá.

E lá foi Cyro ao palco, com uma caixinha de fósforo na mão e uma bandeira do Flamengo enrolada no corpo, sendo muito aplaudido e apupado mais na troça do que qualquer outra coisa, pelos torcedores rivais, claro.

Quando ao final Cyro diz: “Ô Chico, a  Silvinha vai crescer e entender, tá?” e dá sua risada, todo povo entra em alvoroço, num verdadeiro Fla-Flu.

Cyro Monteiro (ainda rindo muito): - Eu avisei. Qual é o time da Silvia? Flamengo, claro.

E veio mais um sururu no bar, com muita alegria e respeito.

Ceguinho Torcedor: - O Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada!

Sobrenatural de Almeida: - E continua sendo disputado no Além da Imaginação! Assombroso! hahaha

Gargalhada geral, muita falação e barulheira, com gritos de “Mengo” e “Nense” e resposta dos torcedores dos outros clubes. Quando o povo se acalma um pouco, após pedidos insistentes de Zé Ary, João Sem Medo bota a bola no chão.  

João Sem Medo: - Vejam só, meus amigos, a conversa era sobre o Bahia e foi parar num Fla-Flu.

Garçom: - Sim, falávamos sobre o Tricolor baiano, campeão brasileiro em 1959 e 1988.

Sobrenatural de Almeida: - Ué, mas os campeonatos só terminaram em 1960 e 89. Coincidência? Isso é assombroso!

João Sem Medo: - Na verdade, é a eterna desorganização dos nossos dirigentes. O Campeonato Brasileiro já começou num ano e terminou no seguinte algumas vezes, sem ser por causa de pandemia, como ocorreu em 2020, ou qualquer problema sério acima do futebol. Fora as muitas confusões, mudanças de regulamento no meio da competição...

Idiota da Objetividade: - O campeonato de 1977, por exemplo, só terminou em 78. O São Paulo foi o campeão, vencendo nos pênaltis o AtléticoMineiro, no Mineirão.

João Sem Medo: - Reinaldo e Serginho, que eram os artilheiros do Atlético e do São Paulo não jogaram. Lembro do Neca dando uma entrada criminosa no Ângelo, do Atlético, e o Chicão pisando no meia atleticano depois. Pior, ninguém foi expulso!

Idiota da Objetividade: - O árbitro era Arnaldo CezarCoelho.

Todos em uníssono: - Pode isso, Arnaldo?

Idiota da Objetividade: - Pra defender o Arnaldo, na hora que Chicão pisou o calcanhar do Ângelo, ele estava de costas dando cartão amarelo pro Neca.

João Sem Medo: - Tinha de expulsar os dois!

Todos em uníssono: - Pode isso, Arnaldo?

Fim do Capítulo #36

Episódio originalmente publicado em 5 de outubro de 2022 e republicado totalmente modificado em 4 de junho de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país. Saiba mais clicando aqui. 

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Veja também:
Uma coisa jogada com música - Capítulo #35


                                              

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #43

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