segunda-feira, 20 de maio de 2024

PERDAS IRREPARÁVEIS

Quem souber o autor da charge, por favor,
me diga pra que eu possa dar o devido crédito
Em menos de 24 horas, o meio esportivo de Comunicação do Brasil perdeu três ícones na semana passada: Washington Rodrigues, Antero Greco e Silvio Luiz. Do Antero pouco posso falar particularmente, pois quase não o acompanhei, embora soubesse bem quem era, muito do que fez e por ter assistido a alguns vídeos hilariantes da apresentação do SportsCenter em dupla com Paulo Soares, o Amigão.

Porém, de Silvio Luiz e Washington Rodrigues posso tecer mais parágrafos por ter ouvido e visto os dois com frequência, especialmente nos anos 80, quando ainda era só um torcedor fissurado por futebol. A exemplo de Antero Greco, ambos tinham uma verve humorística muito criativa. Os bordões de Silvio e do Apolinho estão na boca do povo há décadas. Não me cabe aqui ficar repetindo-os, pois já se cansaram de ler e ouvir, principalmente nos últimos dias.

Nesta postagem gostaria de relembrar os momentos em que pude ter contato com Silvio e Washington. Com o narrador, foi breve, pelas redes sociais, quando o informei que o título do conto "O que é que só você viu?" presente no livro "Contos da Bola" foi uma singela homenagem que prestei a ele. Silvio respondeu simpaticamente e fiquei feliz de ter podido falar, mesmo que brevemente, com ele. Afinal, sempre fui seu admirador.

Veja também:

Com ele nunca teve jogo ruim, as piores partidas com sua narração se transformavam num divertidíssimo programa de TV com o jogo servindo de pano de fundo. Ri demais em muitas das suas transmissões. E me emocionei e vibrei muito também com gols narrados por ele. Eu e milhões estivemos sempre de "olho no lance!".

Já Washington tive a oportunidade de entrevistá-lo no início dos anos 90, quando trabalhava para o Jornal dos Sports, num evento em homenagem a João Saldanha, falecido em julho de 1990, durante a Copa do Mundo disputada na Itália. E o ouvia no meu radinho desde os tempos em que foi com José Carlos Araújo e equipe para a Rádio Nacional, no fim dos anos 70.

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Fui seu ouvinte como torcedor e, posteriormente, como escuta dos seus comentários para escrever sua coluna no Jornal dos Sports, "Geraldinos e Arquibaldos", como do Show do Apolinho para pautar repórteres ou mesmo escrever notas e matérias fosse na Agência Sport Press, na Agência Placar, no Pelé.net, no jornal O Fluminense ou no ge.com (na época, globoesporte.com). As expressões criadas por Washington e seus comentários sempre estarão na memória de quem o ouviu em mais de cinco décadas de rádio.

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quarta-feira, 17 de abril de 2024

A MACONHA EM QUESTÃO

Antes de qualquer coisa esclareço: nunca fui usuário de maconha. No máximo inspirei indiretamente a fumaça de centenas em shows e de uns e outros em festinhas, nas quais algumas vezes o cigarro passou de passagem pelas minhas mãos sem nunca chegar à boca. Bebida alcóolica sim, praticamente todos os fins de semana, já há muitos anos.

Posto isso, vou direto à minha opinião sobre o tema, que tem servido para dividir ainda mais a já rachada sociedade moribunda e hipócrita brasileira: sou a favor da liberação da maconha. E por quê? Simples: se a bebida alcóolica é, por que a maconha, muito mais inofensiva a outrem, não seria?

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Explico-me: é muito, muito, muito mais fácil você ver ou se lembrar de alguém alcoolizado (e este alguém certamente é alguém bem próximo) ficar agressivo e até partir pra brigas sem que sequer tenha sido provocado. Já alguém que tenha fumado um baseado é bem possível que seja a vítima do alcoolizado ou um troglodita qualquer e nem levante um dedo sequer.

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Ambos, maconha e bebida alcóolica além dos limites são casos de Saúde pública e devem ser tratados como tal. Porém, no limite aceitável (e não há como estabelecer quantificação, como desejam legisladores e cidadãos comuns para definir o que é para uso pessoal e o que é para tráfico), o mal se refere apenas à Saúde particular e deve ser uma opção na qual o Estado não deve se meter. Até por permitir, no caso da bebida alcóolica, a sua livre comercialização, com restrição (quase nunca cumprida) a menores de 18 anos.

Veja também:

E por falar em Saúde pública, está mais do que comprovado que a planta cannabis sativa, agente da maconha, pode ser uma importante medicação no tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson, dor crônica e problemas de saúde mental. E o canabidiol ainda é atacado como se maconha fosse.

Deixemos, portanto, as hipocrisias e as gritarias bem de lado, e vamos adiante para o próximo tema bem mais importante para a nossa sociedade, que anda nas últimas e provavelmente ainda vai votar muito mal mais uma vez, no fim deste ano.

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

MÚSICA PRA VIAGEM: CHEIRO DE MATO

Por onde anda Fatima Guedes? Esta pergunta me veio à cabeça num fim de semana recente e a partir disso pegamos, eu e minha mulher, um aplicativo de música no celular para procurar a cantora, que só então descobri ser também compositora, e (re)ouvi-la. E que maravilhas ela compôs e gravou! 

Incompreensível é estar tão esquecida. Incompreensível, mas facilmente explicável pela profunda futilidade artístico-comercial que abunda no país do bundalelê.

Veja também:
Entrevista: Nilze Carvalho
Uma viagem no tempo e no espaço com Loreena McKenitt 

A música que mais escutei dela no rádio, entre o fim dos anos 70 e 80, só me trazia à memória o refrão "manhã, manhã, manhã...". Mas ao escutá-la novamente percebi, prestando muito mais atenção do que 40 e tantos anos atrás, que era muito mais do que isso, tanto em beleza poética, quanto musical. Melhor, fiquei finalmente sabendo que a composição é da própria Fatima Guedes.

Fiz uma rápida pesquisa, vi que ela está no instagram ainda na ativa, como professora de canto também, e passei a seguir o seu canal no YouTube. E lá descobri também uma dupla que ela fez com Elis Regina, cantando ambas a composição de Fatima chamada "Meninas da cidade", que fez parte do disco de estreia da cantora e compositora, lançado em 1979.

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Mas aqui, agora, vamos ouvir juntos nesta série "Música pra viagem" "manhã, manhã, manhã...", ou melhor, "Cheiro de mato", música que está originalmente no segundo disco de Fatima Guedes, de 1980. Deleite-se!

A série "Música pra viagem" completa + vídeos, clique aqui

 

Veja também:
Música pra viagem: Canto das três raças
Música pra viagem: De frente pro crime
Música pra viagem: Con toda palabra 
Música pra viagem: Lascia ch'io pianga


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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

PENSO, LOGO SINTO #38

 A Arte é, desde sempre, a inimiga predileta da boçalidade.
 
Foto: Getty Images.

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Esta série, iniciada em 2011, apresenta frases, reflexões, pensamentos curtos que me surgem na observação do mundo e da sociedade de uma forma geral. Podem estar inseridos já em alguma obra literária de minha autoria, virem a estar ou simplesmente se limitarem a uma presença única por aqui ou qualquer outro tipo de publicação isoladamente. 

Acompanhe abaixo algumas das outras postagens desta série:

Penso, logo sinto #30
Penso, logo sinto #19
Penso, logo sinto #14
Penso, logo sinto #2

Deixe abaixo o seu comentário, opinião, sugestão, crítica. Se gostar, siga o blog e compartilhe o que mais agradar. E não deixe de prestigiar os anunciantes do blog para que eu possa continuar publicando. Agradeço desde já.

Veja também:
Música pra viagem: My sweet Lord
Nau poesia: Lágrimas de sangue
Tempo presente
Beleza e caos: Arte em toda parte

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UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #43

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