MÚSICA PRA VIAGEM: ASHES ARE BURNING

Música pra viagem: Ashes are burning
Annie Haslam, Jon CampMichael Dunford, John Tout e Terry Sullivan. Foto melhorada com IA

"Ashes Are Burning" é uma das obras-primas do grupo inglês de rock progressivo Renaissance. Sou fã da banda desde a década de 80, quando a descobri, em especial da cantora Annie Haslam, apesar de ter levado uma bronquinha no Instagram por causa da foto desfocada que publiquei dela com Flávio Venturini, na ocasião em que destaquei nesta série a música "Poetry in the birds".

Gravada no álbum homônimo lançado em 1973, a música foi composta pela poetisa Betty Thatcher e Michael Dunford, guitarrista da banda. A formação do Renaissance durante esse período incluía, além de Annie Haslam nos vocais Michael Dunford na guitarra acústica, John Tout nos teclados, Terry Sullivan na bateria e percussão e Jon Camp no baixo. Andy Powell também participou do disco como guitarrista, embora seja mais conhecido por seu trabalho com a banda Wishbone Ash.

O álbum "Ashes Are Burning" é um marco na discografia do Renaissance, destacando-se pelo seu estilo único que combina elementos de rock progressivo com arranjos orquestrais. A música que dá título ao disco é uma reflexão sobre liberdade e mudança, com uma poesia que convida o ouvinte a seguir em frente, explorando novos caminhos. Para ouvir a música completa e ler as letras, você pode visitar o Spotify o site Letras.mus.br ou ver e ouvir no vídeo lá embaixo.

Veja também:


Mais sobre o grupo


O Renaissance é conhecido por suas performances ao vivo, que frequentemente incluem arranjos complexos e orquestrais. Embora "Ashes Are Burning" seja uma das faixas mais famosas do grupo, não há muitas gravações famosas de outras bandas que a tenham reinterpretado. No entanto, a música continua a ser uma das mais apreciadas pelo público do rock progressivo, ao lado de outras bandas como Le Orme e Triumvirat, que também exploram esse gênero musical.

Para saber mais sobre o Renaissance e sua discografia, você pode visitar o site Progbrasil, que oferece resenhas e detalhes sobre a banda. Além disso, para explorar mais sobre a música "Ashes Are Burning" e outras faixas do álbum, é possível ouvir a versão de estúdio da música no YouTube (basta clicar aqui).


Contracapa e capa de "Ashes are Burning". Foto melhorada com IA

A discografia do Renaissance tem os seguintes álbuns: ; "Ashes Are Burning" (1973), "Turn of the Cards" (1974), "Scheherazade and Other Stories" (1975), "Novella" (1977), "A Song for All Seasons" (1978) e "Azure d'Or" (1979).

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Quem é a letrista da música?


Betty Thatcher
Betty Thatcher, cujo nome de nascimento era Betty Mary Newsinger, foi uma poetisa e letrista inglesa, nascida em 16 de fevereiro de 1944, em Londres. Ela é mais conhecida por suas contribuições como letrista da banda de rock progressivo Renaissance, com quem colaborou desde o álbum "Prologue" em 1972 até o final da década de 1970 e novamente nos anos 1990.

Betty Thatcher começou a colaborar com o Renaissance através de sua amizade com Jane Relf, irmã do ex-vocalista dos Yardbirds, Keith Relf. Seus textos foram enviados para Jim McCarty, que compunha músicas em torno das letras de Betty. Durante a década de 1970, ela escreveu letras para vários álbuns do Renaissance, incluindo "Ashes are Burning" e "Carpet of the Sun" no disco "Ashes Are Burning"; "Mother Russia", no "Turn of the Cards", e "Ocean Gypsy, no "Scheherazade and Other Stories".

Além de seu trabalho com o Renaissance, Betty Thatcher também colaborou com outros artistas, escrevendo letras para Annie Haslam em seu álbum "Still Life" em 1985, e para o álbum "K2" de Don Airey em 1989. Ela faleceu em 15 de agosto de 2011, em Hayle, Cornualha.

Para saber mais sobre Betty Thatcher e sua discografia, você pode visitar o site AllMusic, que oferece detalhes sobre suas contribuições musicais.

Veja também:


Pra ouvir, ver e viajar


Agora, curta abaixo esta apresentação preciosa do Renaissance, em 1974, na emissora alemã RTL Studios. E deixe seu comentário, sugestão e, se gostar, siga o blog. Agradeço. 

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A PALAVRA É... #32

A palavra é... #32
Ilustração criada por IA

Esta série chamada "A palavra é...", que desde 2021 não atualizava, retorna agora com a vantagem de poder explorar a inteligência artificial na criação de imagens. Se antes eu usava o Canva para fazer as ilustrações, escolher o tipo de letra que considerava ideal e fazer a edição adequada, agora basta eu dar o comando (prompt) que preciso, com o neologismo que criei e (mágica!) em menos de um minuto tenho a imagem com a palavra inventada perfeitamente harmonizados.

Esta aí acima foi de primeira, não precisei fazer qualquer correção ou mesmo repetir o processo. Meu comando ao ChatGPT foi o seguinte: "Crie uma imagem de um paraíso idealizado, com um horizonte bem bonito, e o neologismo "Paraisonte" escrito em destaque dentro da imagem (sem as aspas), com o tipo de letra condizente, por favor".

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Espero que tenha agradado. Porém, mais do que isso, desejo que este neologismo, assim como os outros que publiquei anteriormente e os muitos outros que postarei aqui, façam algum sentido para você. Digamos que estes neologismos são a forma que encontrei de fazer a menor poesia possível. Poderíamos chamar de mini-poética, micro-poética ou, caso consiga algo ainda mais conciso, jamais menor (pois a poesia é sempre de uma grandiosidade incomensurável), uma nano-poética.

Depois que já tinha escrito quase tudo por aqui fiquei numa dúvida: Paraisonte ou Paraizonte, usando o "s" de Paraíso ou o "z" de Horizonte? Pedi então ao ChatGPT para repetir tudo, só modificando a letra e o resultado ficou um pouquinho diferente, mas gostei também. Veja abaixo:

Ilustração criada por IA

E você, o que acha de toda esta viagem? Gostaria de saber a sua opinião, só não traga indiferença, pois dela já ando por aqui. Se não curtir, é só dizer "prefiro não", ao modo Baterbly de ser. Se há um tanto de tanto faz, pelo menos há um retorno, que os anglicistas preferem chamar de "feedback" - e este nem é dos piores exemplos, muito longe disso, eles se acumulam dia a dia, para empobrecer mais ainda o nosso vasto e riquíssimo vocabulário quando - o que ocorre quase sempre - não traz algo que acrescente, que não tenha uma tradução equivalente em nossa Língua).

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Fico, então, no aguardo do seu comentário, vamos debater. Inclusive sobre o uso da IA, que tal? Neste e em muitos outros casos. Fico no aguardo. Ah, não deixe de curtir, seguir o blog e compartilhar, se gostar deste blog que atualizo na raça (e alguma pretensão de talento) desde 2008. Agradeço, volte sempre.

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UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #30

Uma coisa jogada com música - Capítulo #30

Tostão em jogo da seleção, no Maracanã. Foto: Curta Circuito, aprimorada com IA, e em vídeo abaixo criado também por IA

O povo do Bar Além da Imaginação dá uma rápida dispersada após a música de Tadeu Franco em homenagem ao Cruzeiro, mas o timaço de 1966 continua sendo lembrado pelos nossos debatedores.

João Sem Medo: - Tostão e Dirceu Lopes foram os grandes nomes daquele time do Cruzeiro. Os dois, mais o Piazza, foram titulares do time que escalei logo quando assumi a seleção, três anos depois.

Ceguinho Torcedor: - As feras do Saldanha!

Idiota da Objetividade: - Félix, Carlos Alberto, Brito, Djalma Dias e Rildo; Piazza, Dirceu Lopes e Gérson; Jairzinho, Pelé e Tostão.

Ceguinho Torcedor: - Aquele time do Cruzeiro e as Feras do Saldanha merecem todas as nossas homenagens.

Idiota da Objetividade: - Em especial Tostão, craque daquele time do Cruzeiro e o artilheiro da seleção nas eliminatórias para a Copa de 70.

Garçom: - Então, vamos ouvir “Tema de Tostão”, de Milton Nascimento?

Zé Ary vai ao aparelho e põe a música-homenagem para ressoar nas caixas de som do Além da Imaginação.




Músico: - Esta música foi composta por Milton Nascimento para o documentário “Tostão, a fera de ouro”, de 1970. O filme teve roteiro do escritor mineiro Roberto Drummond, autor entre outros de “Hilda Furacão”, e direção de Paulo Laender e Ricardo Gomes Leite.

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João Sem Medo: - A vitória do Cruzeiro em 66 fez finalmente a CBD ver que o futebol não se restringia a Rio e São Paulo.

Idiota da Objetividade: - É verdade. Para as Copas do Mundo, por exemplo, apenas cinco jogadores de clubes fora do eixo Rio-São Paulo haviam sido convocados até 66: o zagueiro Luz, do Grêmio, para a Copa de 34; o zagueiro Nena e o atacante Adãozinho, ambos do Internacional, para a Copa de50, e os atacantes Alcindo, do Grêmio, e Tostão, do Cruzeiro, para 66. Já para o México, em 70, Zagallo teve o mesmo número de jogadores que não eram de clubes do Rio ou São Paulo: Piazza, Fontana e Tostão, do Cruzeiro; Everaldo, do Grêmio, e Dario, do Atlético Mineiro.

Garçom: - Caramba, fomos bicampeões mundiais só com jogadores de times do Rio e de São Paulo, então. Não se dava muita atenção ao futebol de outros estados?

João Sem Medo: - Na verdade, os clubes de Rio e São Paulo eram mais fortes economicamente e traziam muitos atletas de outros estados. Jogando nos dois principais estados do país eles se destacavam mais e acabavam convocados.

Garçom: - Ah sim, como o AlmirPernambuquinho, o Zagallo, que é alagoano...

Ceguinho Torcedor: - Vavá, também pernambucano.

João Sem Medo: - Aquele título do Cruzeiro em 66 também fez nascer o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que era o Rio-São Paulo mais clubes de Minas, Rio Grande do Sul e de outros estados.

Ceguinho Torcedor: - O Robertão, como era chamado, é que deu origem ao Campeonato Brasileiro.

João Sem Medo: - Muitos anos depois a CBF numa decisão estapafúrdia misturou os campeões da Taça Brasil e do Robertão com os do Campeonato Brasileiro.

Ceguinho Torcedor: - Mas o Robertão foi o Big Bang do Brasileirão!

João Sem Medo: - A Taça Brasil era um torneio eliminatório, parecido com a atual Copa do Brasil. A CBF misturou alhos com bugalhos e o Palmeiras acabou virando bicampeão brasileiro no mesmo ano, porque ganhou duas competições diferentes em 1967, a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa.

Idiota da Objetividade: - Em 1971, após forte campanha da imprensa esportiva, a CBD instituiu o Campeonato Brasileiro. A criação do campeonato nacional, no entanto, mereceu críticas dos mesmos veículos que reivindicavam a competição, pois viam pouca diferença em relação ao Robertão e uma ingerência política muito grande para a escolha dos times.

João Sem Medo: - A Arena, partido da ditadura, se aproveitou do futebol para angariar simpatias. E o lema foi criado: “Onde a Arena vai mal, mais um time no Nacional. E onde a Arena vai bem, mais um time também”.

Garçom: - Teve campeonato com quase cem times!

Idiota da Objetividade: - Foi em 1979, quando o Internacional de Porto Alegre conquistou o seu terceiro e último Campeonato Brasileiro. Venceu de forma invicta a competição que teve 94 clubes.

Sobrenatural de Almeida: - Assombroso.

João Sem Medo: - E seriam mais, se alguns grandes de São Paulo não tivessem ficado de fora.

Idiota da Objetividade: - Os times de São Paulo queriam entrar apenas na terceira fase da competição. A CBD, que naquele mesmo ano por exigência da Fifa passaria a cuidar apenas do futebol e se tornaria CBF, não aceitou. Com isso, Corinthians, Portuguesa, Santos e São Paulo ficaram fora do Campeonato Brasileiro de 1979.

Garçom: - Caramba, seriam então 98 clubes!

João Sem Medo: - Confusão no tapetão e politicagem nunca faltaram no futebol brasileiro. Os cartolas atuais são elitistas e praticamente expulsaram o povão dos estádios.

Ceguinho Torcedor: - A alma dos estádios estava na geral com seus personagens magníficos. Dizem os idiotas da objetividade que torcida não ganha jogo. Pois ganha!

Idiota da Objetividade: - Pra mim futebol é onze contra onze, decidido no campo de jogo.

João Sem Medo: - Os cartolas sempre atrapalharam o futebol brasileiro e tentaram ganhar alguns jogos na mão grande. Naquela época, do Brasil gigante, do ame-o ou deixe-o, com o campeonato inchando de clubes a cada ano, muito mais preocupados com seus interesses do que com os dos próprios clubes que dirigiam, eles faziam as maiores lambanças, elaboravam regulamentos confusos, mudavam tudo no meio do campeonato, jogos sem atrativos e ainda queriam que o povão fosse aos estádios com seu suado dinheirinho e pegasse sol a pino na cabeça sem saber se o jogo seria resolvido em campo ou no tapetão.

Garçom: - Fui a muito jogo com o estádio praticamente às moscas.

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Músico: - Ah, João, Zé Ary, Ceguinho. Temos um grande artista presente na casa que pode cantar uma música que tem tudo a ver com isso que vocês estão falando. Eu estou falando do grande Taiguara!
Taiguara se levanta, todos aplaudem muito e o artista agradece.

Garçom: - Taiguara, por favor, venha ao palco!

Taiguara: - Obrigado, muito obrigado. É uma satisfação enorme estar aqui pra assistir a esta verdadeira aula de futebol, da História do nosso futebol, da nossa História, e ainda ouvir lindas músicas que falam do futebol brasileiro. E sem se esquecer do olhar crítico, como foi ressaltado aqui há pouco, especialmente pelo João Sem Medo. Então, pra tocar a bola em frente, vou apresentar “Público”, que gravei no meu disco “Imyra, Tayra, Ipy”, em 1976.

Músico: - Este disco é uma obra-prima!

Taiguara: - Obrigado, parceiro. Vamos lá!

 

Fim do Capítulo #30

Episódio originalmente publicado em 24 de agosto de 2022 e republicado totalmente modificado em 19 de março de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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PENSO, LOGO SINTO #39

Penso, logo sinto #39

 O mundo ora manca da direita, ora manca da esquerda, e jamais acerta o passo.

Imagem criada pelo ChatGPT

Esta série, iniciada em 2011, apresenta frases, reflexões, pensamentos que me surgem na observação do mundo e da sociedade de uma forma geral. Podem estar inseridos já em alguma obra literária de minha autoria, virem a estar ou simplesmente se limitarem a uma presença única por aqui ou qualquer outro tipo de publicação isoladamente. 

Acompanhe abaixo algumas das outras postagens desta série:

Deixe abaixo o seu comentário, opinião, sugestão, crítica. Se gostar, siga o blog e compartilhe o que mais agradar. E não deixe de prestigiar os anunciantes do blog para que eu possa continuar publicando. Agradeço desde já.

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UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #29

Uma coisa jogada com música - Capítulo #29

Foto aprimorada pela AI Ease

Zé Ary pega a deixa do apelido de Heleno de Freitas e lança outro tema à mesa dos nossos amigos João Sem Medo, Ceguinho Torcedor, Sobrenatural de Almeida e Idiota da Objetividade.

Garçom: - Outro que ganhou apelido de mulher no futebol foi o goleiro Raul, nos tempos do Cruzeiro, né?

João Sem Medo: - Essa é outra história, foi por causa da camisa amarela.

Sobrenatural de Almeida: - Armei aquele salseiro, foi engraçado.

João Sem Medo: - Até nesta história?

Ceguinho Torcedor: - O que você aprontou, Almeida?

Sobrenatural de Almeida: - Isso, todos sabem, ou quase todos. Foi já na década de 60. Goleiro naquela época só usava camisa preta ou cinza. E era sempre a mesma camisa, lavava e voltava. Mas aí, o goleiro titular do Cruzeiro se machucou às vésperas do clássico com o Atlético, então Raul foi escalado. Mas ele era muito maior que o outro e a camisa não deu. Aí, resolvi fazer uma luz acender na cabeça do Raul, quando o lateral-esquerdo Neco passou com um moleton amarelo em frente a ele. Raul pediu a camisa do companheiro emprestada, colou um esparadrapo atrás pra fazer o número um e foi pro campo. A torcida do Galo não perdoou vendo aquele goleiro altão, com cabeleira loura, vestindo amarelo, e começou a chamá-lo de Wanderléa.

Garçom: - Lembraram da cantora da Jovem Guarda, né?

Sobrenatural de Almeida: - Isso mesmo!

Idiota da Objetividade: - Aquele jogo terminou empatado sem gols e o Atlético ainda perdeu um pênalti, mas Raul não defendeu, a bola foi chutada para fora.

Sobrenatural de Almeida: - Mais uma peripécia minha.

João Sem Medo: - O presidente do Cruzeiro na época, Felicio Brandi, achava que a camisa dava sorte e obrigou o Raul a só jogar de amarelo depois daquilo.

Sobrenatural de Almeida: - Pois é. O Raul foi se meter a besta, porque não estava acertando a renovação do contrato, e foi jogar de preto uma vez. Aí ajudei o Cruzeiro a perder. Ele, então, renovou o contrato e voltou a jogar de amarelo de novo.

João Sem Medo: - O Cruzeiro tinha um grande time naquela época, com Dirceu Lopes, Piazza, Tostão, Natal... Foi campeão em cima do Santos de Pelé, com uma goleada de 6 a 2.

Garçom: - Em homenagem àqueles grandes campeões, vamos exibir no telão imagens daquele timaço ao som da música “Academia”, de João Saraiva, Mauro Saraiva e Plínio Saraiva.

Os aplausos são efusivos. Idiota da Objetividade dá então mais detalhes daquela épica conquista cruzeirense.

Idiota da Objetividade: - A final da oitava Taça Brasil, em 1966, reuniu o Santos de Pelé, que lutava pelo hexacampeonato, e o Cruzeiro de Tostão, que fazia uma campanha excepcional, com nove vitórias e três empates. Por ser o campeão, na verdade com cinco títulos seguidos, o Santos entrou na competição para lutar pelo hexa já na semifinal, como rezava o regulamento. Eliminou o Palmeiras, enquanto o Cruzeiro desclassificava o Fluminense. O primeiro jogo das finais, no Mineirão, terminou com uma goleada histórica e surpreendente do time mineiro, por 6 a 2, diante de quase 80 mil pessoas.

Ceguinho Torcedor: - O primeiro tempo terminou 5 a 0 e a torcida cruzeirense parecia não acreditar no que estava vendo.

Sobrenatural de Almeida: - Assombroso!

João Sem Medo: - Dirceu Lopes comeu a bola naquele dia. Fez três gols.

Idiota da Objetividade: - Os outros foram de Zé Carlos, contra, Tostão e Natal. Para o Santos, Toninho Guerreiro fez os dois.  Apesar da goleada, no segundo jogo, no Pacaembu, bastaria ao Santos vencer por qualquer diferença para forçar o terceiro jogo. Pelé e Procópio foram expulsos no primeiro jogo, mas puderam atuar na segunda partida.

João Sem Medo: - O primeiro tempo terminou 2 a 0 pro Santos, com o Pelé em grande noite. Todos começaram a achar que o Santos devolveria a goleada. Dirigentes do Santos e da Federação Paulista chegaram a ir ao vestiário do Cruzeiro para acertarem o terceiro jogo pro Maracanã. Foram expulsos e aquilo deu mais motivação ainda pros mineiros. Tanto que no segundo tempo, o Cruzeiro virou pra 3 a 2.

Ceguinho Torcedor: - E o Tostão ainda perdeu um pênalti!

Sobrenatural de Almeida: - Assombroso.

Idiota da Objetividade: - O jogo foi disputado no dia 7 de dezembro de 1966, debaixo de muita chuva, diante de 30 mil pessoas aproximadamente. Pelé abriu o marcador, aos 23 minutos, e dois minutos depois, Toninho Guerreiro fez o segundo do Santos. Tostão perdeu o pênalti aos 13 do segundo tempo, mas fez o seu em cobrança de falta, com pouco ângulo, aos 18. Dirceu Lopes empatou aos 28 e Natal, após bela jogada de Tostão pela esquerda, fez o terceiro, aos 44.

Garçom: - Vamos ver os lances daquele jogo no telão? Com narração do grande Fiori Gigliotti, que ali está e merece muito todos os nossos aplausos.

Fiori se levanta, agradece a homenagem e se senta para assistir o telão.

Os cruzeirenses presentes vibram como se a partida tivesse acontecido naquele momento. Ceguinho Torcedor retoma a bola para contar mais sobre aquela conquista do Cruzeiro.

Ceguinho Torcedor: - Foi uma festa inesquecível em Belo Horizonte. Depois da vergonha e da frustração da Copa de 66, nenhum acontecimento teve a importância e a transcendência da vitória do Cruzeiro. Não foi só a beleza da partida, ou seu dramatismo incomparável. É preciso destacar o nobre feito épico que torna inesquecível o título do Cruzeiro. Sem medo de fazer uma sóbria justiça estava ali, naquele momento, o maior time do mundo.

Garçom: - Sem dúvida alguma, seu Ceguinho! Afinal, superou o Santos de Pelé, com autoridade. Vamos então ver e ouvir no telão, Tadeu Franco cantando uma composição sua em homenagem ao Cruzeiro, com destaque praquele grande time de 1966.

Fim do Capítulo #29

Episódio originalmente publicado em 17 de agosto de 2022 e republicado totalmente modificado em 13 de março de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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