Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
Escrita no início da década passada, os anos 10 do século XXI, esta poesia que considero uma das mais importantes de minha obra ganhou arranjo, harmonia, melodia e um "cantor" e um ótimo "grupo musical" graças à inteligência artificial. Para esta longa poesia tentei fazer um rock progressivo, mas mesmo não sendo exatamente o que imaginei fiquei bastante satisfeito com o resultado.
Acredito que as palavras, os versos, a poesia como um todo ganhou ainda mais força com a execução da "banda" AleluIA, como acabo de nomear. Mais uma vez utilizei a plataforma Suno, mas desta vez tive de fazer várias tentativas até chegar a um resultado que me agradasse. Nas oportunidades anteriores não precisei rejeitar tantas versões produzidas pela ferramenta.
E você, o que achou? Aguardo o seu comentário, agradecendo desde já a sua visita e o comentário. Não deixe de seguir o blog para receber avisos de novas postagens e novidades por aqui. Grato, muito grato.
Agora ouça a música e veja o vídeo que editei com imagens também produzidas com o auxílio da IA.
* Esta poesia havia sido originalmente postada neste blog em 9 de outubro de 2011, posteriormente republicada em 9 de agosto de 2016 e novamente em 13 de janeiro de 2022. Foi publicada também na edição 4 do Jornal Portal, de novembro de 2014. Agora volta a ser renovada trazendo o vídeo com a poesia musicada com auxílio da IA.
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Imagem gerada com auxílio da IA para a abertura do vídeo
Cá estou eu a apresentar desta vez uma experiência um pouco diferente para ouvidos viciados. Desde que comecei a escrever poesias e a registrá-las, nos tempos em que passava do manuscrito para a máquina de escrever, como já mencionara na postagem anterior, sempre tive a noção da musicalidade na composição de meus versos. Quis o destino que fosse uma tecnologia a me dar a chance de ouvi-los cantados com arranjo e tudo. Pois é, torça o nariz quem quiser, mas é desta forma que tenho visto muitos dos meus trabalhos ganharem a cor própria que sempre idealizei.
E esta poesia, "Cá estou eu", tem uma história muito particular que faço questão de contar. A começar por um erro que deu certo. Quando fui copiar a letra de um dos meus arquivos para pôr no "prompt" (comando) do Suno não percebi que deixara os dois últimos versos de fora. O resultado me agradou tanto que decidi não mexer mais.
Como a poesia nasceu
Estava eu, provavelmente no fim dos anos 90, sentado à varanda da minha casa em Rio do Ouro/Várzea das Moças, São Gonçalo (RJ), relendo "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", de José Saramago, quando em determinado momento pausei a leitura, pousei o livro em meu colo e fiquei a observar, como costumeiramente fazia, o morro que ficava adiante e pus-me a admirar, como quase sempre fazia, uma árvore belíssima que ficava em seu topo. Árvore esta que também me fez criar versos para sempre lembrá-la (clique aqui para ler "Tecelã Natureza").
A necessidade de escrever surgiu como da forma tão bem descrita na música "Amor, meu grande amor", de Angela Rô Rô e Ana Terra: "não chegue na hora marcada, assim como as canções, como as paixões e as palavras". Corri em busca de papel e caneta, dentro de casa, e voltei à varanda para escrever a poesia de 6 estrofes, originalmente.
Abaixo, apresento como os versos foram apresentados para o surgimento da música, com auxílio da IA, e posteriormente a edição de imagens e vídeo.
Cá estou eu na varanda a tocar com os dedos o morro adiante, a acariciar as folhas das árvores, sem poder sentir sua tez.
Cá estou eu a ouvir os murmúrios dos pássaros, os ruídos dos carros, os louvores dos céus...
Cá estou eu a sentir o vento ao meu redor, me lambendo o corpo e fazendo a mata dançar.
Cá estou eu a mirar o infinito como se ele existisse, como se fosse compreensível, como se fosse plausível.
Não podia deixar de dedicá-la ao grande mestre Saramago, que só vi de pertinho uma vez, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, quando ele e o ator Paulo José leram trechos de "A caverna", que estava sendo lançado na época (início dos anos 2000) - e que eu, indesculpavelmente, ainda não li.
Estava há poucos dias rodando a Amazon Prime em busca de algum filme ou série interessante com minha mulher, quando me deparei com a possibilidade de assinar, mesmo que temporariamente e de forma gratuita, o canal Arte 1. E já vislumbrando a possibilidade de ver um especial sobre José Saramago.
Já havia me esquecido deste fato quando fui assistir a um jogo de futebol na Amazon Prime. No dia seguinte sentei-me em frente à TV para assistir ao belíssimo especial em homenagem ao Centenário de José Saramago, dirigido por Gisele Kato, com quem falei algumas vezes na época em que trabalhei como sócio-diretor de uma empresa de produções artísticas do Rio de Janeiro.
Foi assistindo ao programa que me recordei desta poesia, que andava perdida em minha memória, apesar de publicada no meu ebook "Cor Própria (1984-1999)", que publiquei de forma independente no início de 2022, ainda durante a pandemia da Covid-19.
Como foi feita a música?
Mais uma vez utilizei a plataforma Suno e minha orientação foi de produção de uma música tradicional portuguesa, ao estilo do Madredeus, com voz feminina. Afinal, para mim, não existe fado ou música portuguesa sem uma cantora - e Teresa Salgueiro é uma das maiores para mim. E o resultado me agradou muito, embora não tenha sido de primeira, como fora a escrita da poesia, décadas atrás e a mais de mil quilômetros de distância, pois ainda estou em Florianópolis.
Para quem não sabe, o Suno normalmente faz duas versões para cada pedido de música que se faz e eliminei logo a primeira, mas guardei a segunda, pois me agradara. Porém, não me dei por satisfeito e busquei mais duas. E foi uma delas, desta segunda tentativa, que me agradou mais e que resolvi trazer a público, a você.
Espero que goste, mesmo que a IA incomode. Tente se concentrar na força que as palavras ganharam na voz de A.I.da MA.I.A., como nomeei minha "cantora portuguesa", e no arranjo arranjado por esta tecnologia ao mesmo tempo tão assustadora, quanto fascinante.
Créditos do vídeo
Poesia, prompts de estilo musical e de ilustrações e edição de vídeo: Eduardo Lamas Neiva.
"Cantora": A.I.da MA.I.A.
A referência ao livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" se deve ao fato de que a poesia foi escrita quando eu lia pela segunda vez esta magnífica obra de José Saramago. E ao ebook "Cor Própria", porque, com leves mudanças e duas estrofes a mais, esta poesia está publicada neste livro de autoria de Eduardo Lamas Neiva à venda na Amazon do Brasil e de mais 13 países. Caso queira adquiri-lo na amazon.com.br, é só clicar aqui.
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Imagem gerada com auxílio da IA para a abertura do vídeo
As experiências que tenho feito utilizando minhas poesias para musicá-las, com o auxílio da IA, mostrou-me, mais uma vez, como já imaginava lá nos primórdios, em meados dos anos 80, que este meu trabalho com versos foram feitos para a música. Nas primeiras poesias que produzi e registrei em papel, lá pelos meus 17, 18 anos, eu escrevia abaixo do título "Letra: Edu" (ainda tenho aqui, à máquina, arquivados em antigas pastas muitos destes papéis), o que comprovava já naquele tempo a minha intenção.
É que quando comecei a escrever poesias, a minha experiência com os versos era quase que exclusivamente alimentada pelas músicas brasileiras que tanto admirava e ainda admiro, principalmente Chico, Milton, Gil. Com o passar do tempo, o interesse em ler Cecilia Meireles, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Cruz e Sousa, Arthur Rimbaud, William Blake e outros poetas, tanto dos versos quanto da prosa (quem disse que Clarice Lispector, por exemplo, não é poeta?), fui moldando minha escrita mais para o ler, sem, no entanto, abandonar o ouvir, pois que um ritmo, uma harmonia, até melodia sempre me acompanharam.
Tanto que, tantas e tantas vezes escrevi - aqui mesmo, como você já deve ter observado - que componho versos, como a dizer compus letra pra música.
Todo este preâmbulo acima pra dizer que "Fragmentos Poético-Filosóficos de Boteco", que compus para o ainda inédito livro "Canções", como os próprios nomes sugerem (da poesia e do livro), são versos musicais que a inteligência artificial permitiu nascer, com arranjo de voz e violão, de um modo bem baiano, como sugeri à plataforma Suno.
Normalmente, acho que já expliquei anteriormente, a aplicação fornece duas versões para cada geração de música, então, eliminei uma delas e fiquei com a que muito me agradou e que você vai poder ouvir abaixo, assistindo ao vídeo que editei com imagens também produzidas com a ajuda da IA.
Porém, antes do vídeo leia a poesia composta provavelmente num destes quase seis anos em que vivo em Florianópolis, aniversário que provavelmente não se completará, mas isto é outro papo. Creio que assim você terá uma ideia melhor de como foi a poesia antes de ter uma melodia pra chamar de sua.
Como se jogar de corpo inteiro se só ouviu o coração? Jogue as vaidades na fogueira. Perdoar-se pode ser sim a melhor maneira, mas pode levar sim a um perigoso cinismo.
Onde há quem veja acaso, coincidência, fruto da fé enxergo poesia e finco pé nas nuvens
Poesia é reconhecer o quanto de sagrado e de profano há num santuário e num bordel Poesia é fazer o percurso do Inferno ao Céu
Poesia está em ti, está em mim É prece ou revelação, pois a arte mais sugere que mostra sem princípio, nem fim.
Espero que tenha gostado e tenha vontade de comentar abaixo e seguir o blog. Agradeço, mais uma vez, desde já.
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Músico: - Embora seja o autor desta música
em homenagem ao Bahia, Gilberto Gil diz que é torcedor de outro Tricolor, o doRio de Janeiro.
Garçom: - Ah, mas ele fez uma grande
homenagem ao Flamengo. “Alô torcida do Flamengo, aquele abraço...”
Músico: - Na verdade, Zé Ary, Gil alega que
aquele verso é uma ironia com a torcida rubro-negra. Diz ele que era um adeus
aos flamenguistas que deixavam o Maracanã após os 3 a 2 pros tricolores na
final do Carioca de 69.
Garçom: - Eu não acredito nisso. Será?
Músico: - Mas foi o que o compositor
falou...
Ceguinho Torcedor: - Gilberto Gil é um autêntico e
ilustríssimo torcedor do Fluminense. Meus caros, o Fluminense nasceu com a
vocação para a eternidade. Tudo pode passar, só o Tricolor não passará jamais.
O Fluminense é o único time tricolor do mundo! O resto são só times de três
cores.
No público, ouvem-se risadas, aplausos e alguns poucos
protestos bem-humorados.
Sobrenatural de
Almeida: - Que
Fla-Flu, que sururu!
Todos agora riem.
João Sem Medo: - Esta discussão fora de campo já rendeu música.
Músico: - Verdade, seu João. O próprio Cyro Monteiro pode nos contar a história.
Cyro se levanta e é aplaudidíssimo.
Cyro Monteiro: - Muito obrigado, minha gente. Bom, a história foi a
seguinte, em 1969, quando meu amigo Chico Buarque foi pai pela primeira vez, em
Roma, pois estava exilado, mandei de presente pra Silvia, filha recém-nascida
dele e da Marieta Severo, uma camisa do meu Flamengo. Eu fazia isso com todos
os meus amigos, fossem ou não torcedores rubro-negros. Chico agradeceu, mas
respondeu com a letra de um samba que me devia: “Ilustríssimo Senhor Cyro
Monteiro ou Receita para virar casaca de neném”.
Garçom: - Vamos ouvir, então? Depois o senhor prossegue contando esta história
que é muito boa. Pode ser?
Cyro
Monteiro: -
Claro.
O povo no bar se diverte com o samba e a letra. Os tricolores
aproveitam, então, para tirar um sarro com os flamenguistas. Mas Cyro retoma a
pelota.
Cyro Monteiro: - Bom, ele gravou esta música que vocês acabaram de ouvir,
em 1970. Mas não me fiz de rogado e a gravei dois anos depois. Querem ouvir?
Todos respondem em uníssono “sim”.
Cyro Monteiro: - Então, vamos lá.
E
lá foi Cyro ao palco, com uma caixinha de fósforo na mão e uma bandeira do
Flamengo enrolada no corpo, sendo muito aplaudido e apupado mais na troça do
que qualquer outra coisa, pelos torcedores rivais, claro.
Quando ao final Cyro diz: “Ô Chico, a Silvinha vai crescer e entender, tá?” e dá
sua risada, todo povo entra em alvoroço, num verdadeiro Fla-Flu.
Cyro Monteiro(ainda rindo muito): - Eu avisei. Qual é o time da
Silvia? Flamengo, claro.
E veio mais um sururu no bar, com muita alegria e respeito.
Ceguinho Torcedor: - O Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada!
Sobrenatural de Almeida: - E continua sendo disputado no Além
da Imaginação! Assombroso! hahaha
Gargalhada geral, muita falação e barulheira, com gritos de
“Mengo” e “Nense” e resposta dos torcedores dos outros clubes. Quando o povo se
acalma um pouco, após pedidos insistentes de Zé Ary, João Sem Medo bota a bola
no chão.
João Sem Medo: - Vejam só,
meus amigos, a conversa era sobre o Bahia e foi parar num Fla-Flu.
Garçom: - Sim, falávamos
sobre o Tricolor baiano, campeão brasileiro em 1959 e 1988.
Sobrenatural de Almeida:
- Ué, mas os campeonatos só terminaram em 1960 e 89. Coincidência? Isso é
assombroso!
João Sem Medo: - Na verdade, é a eterna
desorganização dos nossos dirigentes. O Campeonato Brasileiro já começou num
ano e terminou no seguinte algumas vezes, sem ser por causa de pandemia, como
ocorreu em 2020, ou qualquer problema sério acima do futebol. Fora as muitas
confusões, mudanças de regulamento no meio da competição...
João Sem Medo: - Reinaldo e Serginho, que eram os
artilheiros do Atlético e do São Paulo não jogaram. Lembro do Neca dando uma
entrada criminosa no Ângelo, do Atlético, e o Chicão pisando no meia atleticano
depois. Pior, ninguém foi expulso!
Idiota da Objetividade: - Pra defender o Arnaldo, na hora
que Chicão pisou o calcanhar do Ângelo, ele estava de costas dando cartão
amarelo pro Neca.
João Sem Medo: - Tinha de expulsar os dois!
Todos em uníssono: -
Pode isso, Arnaldo?
Fim do Capítulo #36
Episódio originalmente publicado em 5 de outubro de 2022 e republicado totalmente modificado em 4 de junho de 2025.
Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país. Saiba mais clicando aqui.
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Jogadores do Bahia comemoram o título da Taça Brasil de 1959, após a vitória de 3 a 1 sobre o Santos, em março de 1960, no Maracanã. Foto: Ag.O Globo aprimorada por IA
A alegria dos baianos presentes
foi ainda maior, principalmente dos torcedores do Bahia. Idiota da Objetividade
toma à frente e começa a contar como foi a campanha do Tricolor de Aço na Taça Brasil de 1959.
Idiota da Objetividade: - Para chegar à final, em 59, o
Bahia eliminou CSA e Ceará, no Grupo do Nordeste. Nas quartas de final, venceu
o Sport Recife, na Fonte Nova, por 3 a 2, depois levou de 6 a 0, na Ilha do Retiro. Como não se considerava o saldo de gols como critério de desempate, foi
disputado um jogo extra, também no estádio do clube pernambucano, e o tricolor
baiano saiu vencedor por 2 a 0.
Idiota da Objetividade: - Nas semifinais entraram os campeões de 58 do Rio, o
Vasco, e de São Paulo, o Santos. O Bahia primeiro eliminou a equipe carioca
também em três partidas. Na primeira derrotou os vascaínos no Maracanã, por 1 a
0; perdeu em casa, por 2 a 1, e venceu por 1 a 0, na Fonte Nova. Na final,
passou pelo Santos, na Vila Belmiro, por 3 a 2, mas perdeu por 2 a 0, em casa.
Ceguinho Tricolor: - Este segundo jogo foi disputado no
dia 30 de dezembro e na Bahia todo mundo já se preparava para o maior Reveillón
da História desde que Adão foi expulso do Paraíso.
João Sem Medo: - É verdade, Ceguinho, mas o Santos
foi excursionar no início de 1960 ao Peru e à Colômbia e não tinha data para
fazer o terceiro jogo. Naquela época, os grandes times brasileiros e também
alguns pequenos, como o Madureira, por exemplo, que esteve em Cuba e foi
recebido pelo Che Guevara, passavam boa parte do ano jogando no exterior.
Idiota da Objetividade: - O jogo extra acabou sendo
disputado somente no dia 29 de março de 1960, em campo neutro, no Maracanã.
João Sem Medo: - O Santos não pôde contar com Pelé,
que tinha feito uma operação de amígdalas, e o Bahia passou 45 dias concentrado
na Ilha de Itaparica se preparando para a final.
Beto e a Taça Brasil de 1959. Foto aprimorada por IA
Idiota da Objetividade: - O Tricolor baiano se sagraria
campeão com uma vitória de 3 a 1, de virada. Coutinho abriu o marcador para os
santistas, aos 27 minutos de jogo, mas dez minutos depois, Vicente empataria.
Léo, a um minuto da etapa final, e Alencar, aos 31, fizeram os outros gols do
Bahia.
João Sem Medo: - Os santistas reclamaram muito do
árbitro...
Idiota da Objetividade:
- Ceguinho, Geninho não
era mais o técnico do Bahia. Naquela final ele já tinha sido substituído pelo
argentino Carlos Volante.
Ceguinho Torcedor: - Ah, mas o Geninho é que armou o
esquadrão tricolor, foi o mentor intelectual do título.
João Sem Medo: - Ele esteve no vestiário
comemorando com todo o time depois do jogo. O Volante foi bastante digno ao
dividir os méritos com o Geninho.
Garçom: - Um grande feito do Bahia, time de
coração do meu colega aqui do bar, Charles Nonato. Ele está de folga, mas veio
nos prestigiar. Ele está ali naquela cadeira.
Ele se levanta e recebe
aplausos.
Garçom: - Com toda esta
força de sua torcida, inclusive a aqui presente, vou pôr no telão um vídeo de
2013 do Globo Esporte em homenagem ao Bahia e os seus torcedores, com a cantora
Ju Moraes interpretando algumas músicas entoadas pela torcida tricolor
principalmente na Fonte Nova.
Depois que todos curtiram a
música, João Sem Medo pega a bola e lança.
Idiota da Objetividade: - O Bahia eliminou o Fluminense nas
semifinais e foi campeão em cima do Internacional, com uma vitória de 2 a 1, na
Fonte Nova, e empate sem gols no Beira-Rio.
Garçom: -
Então, em mais uma homenagem ao Tricolor baiano, vamos botar todo mundo pra
dançar de novo aqui no bar. Na caixa de som: “Campeão dos campeões”, do
Gilberto Gil, com os Novos Baianos, grupo que todos aqui sabem teve MoraesMoreira, que ali está e já veio ao nosso palco, como um de seus principais
integrantes. Vamos lá, gente!
Fim do Capítulo #35
Episódio originalmente publicado em 28 de setembro de 2022 e republicado totalmente modificado em 23 de maio de 2025.
Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país. Saiba mais clicando aqui.
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