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Roberto afasta Brito, após soco do zagueiro em José Aldo Pereira. Jairzinho e Zequinha observam o árbitro, que parece ser consolado por Waltencir. Foto aprimorada por IA
Todos se divertem e dançam com a música gravada pelo Sotaque
Brasileiro. Ao fim, Zé Ary toma a palavra, pois uma surpresa está por vir.
Garçom: - Olha, gente, o Everaldo prometeu que virá aqui mais tarde, aí ele
poderá falar sobre aquele episódio com o árbitro José Faville Neto.
João Sem Medo: - É bom lembrar que Everaldo foi homenageado pelo Grêmio com
uma estrela dourada na bandeira do clube. Ele tem também muitas boas histórias
pra contar.
Idiota da Objetividade: - Verdade. Ele foi o primeiro jogador de um clube
gaúcho a ser campeão mundial pela seleção.
Músico: - E tem música em sua homenagem também, gravada depois que ele faleceu,
em 1974.
Garçom: -
É verdade. Chama-se “Everaldo, estrela de ouro”, de Francisco Castilhos e
Albino Manique, fundadores do grupo gaúcho Os Mirins, que gravaram a música.
Vamos ouvir aqui no som.
Todos ouvem com atenção e respeito. No fim, alguns se
emocionaram e todos aplaudiram.
Garçom: - Everaldo prometeu vir, acho que junto com o Lupicínio Rodrigues, e aí
a gente vai poder conversar com ele.
João Sem Medo: - Sobre o Grêmio e a seleção brasileira!
Idiota
da Objetividade: - Outro que fez parte da seleção tricampeã mundial,
em 70, e agrediu árbitro foi o zagueiro Brito. Ele deu um soco no estômago de
José Aldo Pereira, depois de não marcar um pênalti contra o Botafogo, num jogo que
o Vasco venceu por 1 a 0, pelo Campeonato Brasileiro de 1971. Chegou a pegar um ano de suspensão, mas foi
beneficiado pelos serviços prestados à seleção e a punição foi reduzida.
João Sem Medo: - O zagueiro Moisés, do Vasco, declarou à Rádio Globo, nas
vésperas da partida, que iria entrar e espanar. De fato cumpriu parte de sua
promessa antes de dois minutos de jogo sem sequer ser advertido. Foi um
esbulho, uma desmoralização para o futebol. Disseram que o Brito deu a primeira
e perdeu a cabeça, mas foi outro jogador e o juiz sabia quem tinha sido. Mas
não teve coragem, nem moral para assinalar isto na súmula. Prova o fato de tal
pusilanimidade...
Sobrenatural de Almeida: - Pusilanimidade, João! Gastou o vernáculo agora,
hein.. hahaha (dá sua risada assombrosa)
Outros riem também, mas João está sério, retoma a bola e
prossegue.
João Sem Medo: - Prova o fato que o jogador continuou no campo. É a
consciência pesada de quem sabia estar prejudicando um time que impede isto. O
Vasco nada tinha com o peixe. Tratou de seus papéis. Se não marcaram o pênalti
em Jairzinho, paciência. O juiz parece que tinha combinado que não valeria
pênalti. A única decisão sábia do juiz foi não comparecer à delegacia.
Garçom: - Bom, o senhor José Aldo Pereira não está aqui pra se defender, vamos
deixar quieto, então.
Zé Ary percebe um burburinho próximo à entrada do bar e
anuncia.
Garçom: - Olha só, gente, quem está chegando: o mestre Telê Santana!
Garçom: - Seu Telê, estávamos pouco antes de o senhor chegar falando do título
brasileiro do Atlético, em 1971. São muito boas as lembranças daquela conquista,
não é?
Telê Santana: - Sim, muitas. Fomos jogar no Rio pelo empate, mas não o
fizemos. Partimos para a vitória e ficamos com o título.
Idiota da Objetividade: - E a promessa, Telê?
Telê Santana: - Quando fiz a promessa, calculei que seriam 50 quilômetros
de minha residência, em Belo Horizonte, até a igrejinha de Pires, em Congonhas
do Campo. Estava enganado, eram 78! Era impossível fazer tal distância a pé.
Por isso aceitei o transporte oferecido pelos patrulheiros. Estava exausto,
queimado do sol e com bolhas nos pés.
Ceguinho Torcedor: - Você foi heroico, Telê! Além do título nacional, ainda
percorreu a pé 45 quilômetros. Quando jogador do meu Fluminense era o Fio de
Esperança. No Atlético, transformou-se no Pagador de Promessa.
Todos riem muito e aplaudem Telê, que agradece e vai pra sua
mesa.
Garçom: - Como todos sabem, mestre Telê tem muita coisa pra nos contar, além
daquele primeiro título brasileiro do Atlético.
Ceguinho Torcedor: - Amigos, foi uma vitória perfeita, irretocável, a do
Atlético. Não é à toa, nem por acaso, que Minas exultou com o título do futebol
brasileiro. Sempre digo que um campeão não se improvisa. É todo um processo,
toda uma preparação. O Atlético Mineiro teria de vencer, porque amadurecera
para a vitória tão desejada. Duzentos ônibus
invadiram a Guanabara, como era chamado na época o estado em que ficava
apenas a cidade do Rio de Janeiro, com as faixas de campeão. O título não era
um desejo, uma esperança, mas uma certeza inapelável. Ao longo da jornada, o
time mais regular foi o mineiro.
João sem Medo: - O Atlético fez mesmo por merecer o título.
Garçom: -
Em mais uma homenagem ao Galo, vamos ver no telão, a homenagem do cantor,
compositor e violonista Celso Adolfo ao Clube Atlético Mineiro. A música se
chama “Paixão atleticana”.
Muitos aplaudem a música, que agrada principalmente aos
atleticanos presentes.
Episódio originalmente publicado em 14 de setembro de 2022 e republicado totalmente modificado em 25 de abril de 2025.
Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país. Saiba mais clicando aqui.
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"Jogo de Bola" é uma poesia que faz parte do ainda inédito livro "Canções" e, por eu entender que seus versos são muito musicais e coloquiais, com falas, gritos de uma pelada, um jogo, seja de jogadores ou torcedores, e com um ritmo bem próprio, resolvi experimentá-la com o recurso musical proporcionado por um dos sites que usam a inteligência artificial para isso. Com a poesia e o comando para que o estilo musical fosse um samba maxixe carioca, o Suno fez, como de praxe, duas versões, mas a que me agradou mesmo foi a que publiquei em meu canal do YouTube e nas redes sociais, antes de trazê-la aqui.
O resultado ficou muito bom, de acordo com a minha avaliação, e resolvi fazer um vídeo, com fotos colhidas no Pixabay, uma feita por I.A. e as de Dario e de Pelé e Garrincha abraçados, colhidas na internet. Como brincadeira, criei um nome para compositor e cantor de "Jogo de Bola": I.A.n A.I.dar. E também pro conjunto musical que o acompanha: "I.A. I.A. com Iô, Iô".
Pretendo fazer outras experimentações, pois creio que valorizam muito as poesias. Por isso, já havia criado melodias para umas 20 poesias minhas em 2016. Agora, com o recurso da inteligência artificial, vou testando, buscando as melhores versões e editando para apresentar ao público.
Se você me perguntasse, eu diria com toda sinceridade que minha preferência seria que minhas poesias fossem musicadas por compositores, instrumentistas, cantores e arranjadores humanos, mas decidi não ficar mais pedindo a bola pra poder jogar um pouco, e ir na direção da pelota para ao menos dar um toque, quem sabe, um chute em gol. Quem sabe.
Curta aqui ou no canal Eduardo Lamas Neiva do YouTube o vídeo abaixo e deixe sua opinião. Se curtir, dá um "joinha" lá, siga o canal e compartilhe com amigas e amigos. Agradeço muito desde já.
Versão em inglês
"Jogo de Bola" is a poem from the as-yet unpublished book "Canções". I felt its verses, full of musicality and colloquial charm—with the chatter and shouts of an impromptu street game, whether among players or fans and all imbued with their own distinct rhythm—deserved to be brought to life with some musical magic. So, I decided to experiment using one of those AI-powered sites. I fed it the poem along with instructions to render it in the style of a Carioca samba maxixe. As usual, Suno produced two different versions, but the one that really struck a chord with me was the one I ended up posting on my YouTube channel and social media before sharing it here.
I was quite pleased with the result, and I even put together a video featuring photos sourced from Pixabay, one generated by AI, and some images of Dario alongside Pelé and Garrincha in an embrace, all gathered from the web. For fun, I coined a name for the composer and singer of "Jogo de Bola": I.A.n A.I.dar, and for the accompanying band: "I.A. I.A. with Yo, Yo."
I plan to experiment even further because I believe these efforts add tremendous value to poetry. Back in 2016, I had already composed melodies for about 20 of my poems. Now, leveraging artificial intelligence, I’m testing different approaches, seeking out the best versions, and editing them to share with everyone.
If you asked me, I’d honestly say my heart would be most content if human composers, musicians, singers, and arrangers were the ones setting my poetry to music. But I decided it was time to stop just waiting for the ball to be passed my way and, instead, to take a shot myself—maybe even score a goal. Who knows?
Enjoy the video over on my YouTube channel, Eduardo Lamas Neiva, leave your thoughts, and if you like it, give it a thumbs-up, subscribe to the channel, and share it with your friends. Your support means the world to me!
Obs.: tradução da plataforma de IA "One Pro". Caso queira traduzir os textos do blog para outras línguas, é só selecionar o idioma na caixinha do Google Tradutor no canto superior esquerdo.
Fotos de Eduardo Lamas Neiva, feitas no dia 6/4/25, em Urubici (SC)
O Morro do Campestre, localizado em Urubici, na Serra Catarinense, é um dos principais destinos de turismo de aventura no Brasil. Situado a aproximadamente 8 a 9 quilômetros do centro da cidade, este morro oferece vistas deslumbrantes do Vale do Rio Canoas. Com uma altitude de 1.380 metros, é formado por impressionantes formações rochosas de arenito, que proporcionam uma experiência única para os visitantes.
Recentemente, o acesso ao topo foi melhorado com a pavimentação da rua, permitindo que os visitantes cheguem de carro. Além disso, uma escadaria foi construída para facilitar a subida até as pedras. O pôr do sol no Morro do Campestre é especialmente famoso, tornando-se um momento imperdível para casais e amantes da natureza. A estrada que vai do Centro de Urubici para a entrada do Morro do Campestre estava sendo reformada quando estive lá, no início deste mês.
O local também oferece um espaço gastronômico chamado Paradouro, onde é possível saborear lanches e petiscos. Para quem deseja uma experiência ainda mais especial, há a opção de piquenique com cestas preparadas para casais e famílias. Atualmente, a entrada inteira custa R$ 40,00 por pessoa, com a meia entrada sendo permitida para estudantes (meu caso) e maiores de 60 anos de idade (ainda falta).
Versão em Inglês
The Morro do Campestre, located in Urubici, in the Serra Catarinense, is one of Brazil's main adventure tourism destinations. Situated about 8 to 9 kilometers from the city center, this hill offers breathtaking views of the Rio Canoas Valley. At an altitude of 1,380 meters, it is formed by impressive sandstone rock formations, providing a unique experience for visitors.
Recently, access to the top was improved with the paving of the road, allowing visitors to arrive by car. Additionally, a staircase was built to facilitate the climb to the rocks. The sunset at Morro do Campestre is particularly famous, making it an unforgettable moment for couples and nature lovers. The road from downtown Urubici to the entrance of Morro do Campestre was under renovation when I was there, at the beginning of this month.
The site also offers a gastronomic space called Paradouro, where you can enjoy snacks and appetizers. For those who want an even more special experience, there is the option of a picnic with prepared baskets for couples and families. Currently, the full admission price is R$ 40.00 per person, with half-price tickets available for students (which is my case) and for people over 60 years old (I’m not there yet).
"Quando se perde, o treinador é chamado de besta; quando vence, de bestial" (Otto Glória, técnico brasileiro que comandou a seleção portuguesa na Copa de 1966)
Filipe Luís, ex-lateral-esquerdo e treinador de futebol há pouco mais de um ano, está na berlinda desde que, no segundo semestre do ano passado, assumiu o comando técnico do time principal do Flamengo. Sua ascensão foi meteórica: saiu do time sub-17, passou pelo sub-20 e, em pouco tempo, chegou à equipe profissional — conquistando títulos em todas as categorias.
Filipe Luís. Foto: Wagner Meier/Getty Images
Foi alçado a “gênio” do futebol com a mesma velocidade com que subiu. A quantidade de vídeos e textos exaltando a "genialidade" do jovem treinador é enorme e facilmente encontrada na internet. No entanto, a derrota de ontem para o Central Córdoba, no Maracanã, não pode transformá-lo em "besta" ou "burro" — embora tenha escancarado falhas que já vinham sendo cometidas nos jogos anteriores, mesmo durante a ótima sequência de 27 partidas de invencibilidade.
Para não listar um rosário de defeitos, destaco quatro pontos críticos:
Lentidão ou pressa (e não velocidade) na saída de bola e na armação das jogadas;
Erros de posicionamento na defesa, sobretudo em jogadas com viradas rápidas na área rubro-negra;
Gols desperdiçados em excesso, por precipitação, má pontaria, egoísmo, displicência ou falta de visão de jogo;
Escalações equivocadas, inclusive com atletas que ainda não demonstraram qualidade para fazer parte do elenco bilionário do Flamengo.
Até então, tudo era justificado e acobertado pelo “resultadismo”. Agora, com a derrota, é possível (e desejável) que mídia e torcedores, especialmente os flamenguistas, passem a ver Filipe Luís como ele é hoje: uma promessa, um técnico potencialmente brilhante, que ainda está em formação.
E que assim seja, por um bom tempo. Para o bem dele — e, claro, para o bem do Flamengo.
Para não dizer que só falei das flores murchas, é justo lembrar dos títulos já conquistados: Copa do Brasil 2024, Supercopa do Brasil 2025, Taça Guanabara 2025 e Campeonato Carioca 2025. Além disso, Filipe Luís tem se mostrado um profissional extremamente estudioso, com humildade para reconhecer erros (como fez após a derrota para o time argentino) e coragem para continuar aprendendo.
Seu time, apesar das falhas, cria muitas chances de gol, domina adversários e, quando acerta o ritmo e os passes, encanta com um toque de bola envolvente — típico do futebol bem jogado.
Desejo a ele muito sucesso — até porque sou flamenguista —, e à mídia, embora eu saiba que não vá mudar, espero que ao menos diminua sua avidez por transformar técnicos, jogadores, políticos, autoridades em geral, artistas, pessoas das mais diversas, famosas e anônimas, em vilões ou heróis só para emular boas histórias, muito menos em tempo recorde. Talvez assim o povo, o público, o eleitor e o torcedor parem de seguir de manada rumo ao brejo.
E você?
Concorda? Discorda? Nem uma coisa, nem outra? Muito pelo contrário?
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