sexta-feira, 9 de maio de 2025

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #34

Uma coisa jogada com música - Capítulo #33

Dario cabeceia no gol do título brasileiro do Atlético-MG, em 1971. Foto: O Globo, aprimorada por IA

O título do Atlético Mineiro em 1971 não sai de campo e Ceguinho Torcedor rola a pelota.

Ceguinho Torcedor: - João e demais amigos, deixa eu contar uma história curiosa. Na véspera daquela final, fui ao Bigode do Meu Tio, um bar que existia lá do Rio, e um rapaz se levantou de uma mesa próxima. Reconhecera-me e veio perguntar: “Quem vai ser o personagem da semana”? Virei-me: “Mas o jogo é amanhã?”. O outro insistiu: “Mas você não é profeta?”

Todos riem.

João Sem Medo: - Viu, Ceguinho, fica alardeando seus poderes...

Ceguinho Torcedor: - Pois é, João. Achei graça, fechei os olhos e disse, impulsivamente: “Dario”. Era uma brincadeira, isto é, uma aparente brincadeira. Sem querer e sem saber, eu estava acertando no centro da mosca.

Sobrenatural de Almeida: - Assombroso! hahaha

João Sem Medo: - Sua aposta foi tão certeira quanto a cabeçada do Dadá.

Todos concordam e há um burburinho na plateia, que logo se silencia para continuar ouvindo o profeta.

Ceguinho Torcedor: - Não raro, Dario dava uma sensação de força da natureza, como se chovesse, ventasse, trovejasse, relampejasse. Na hora do gol estava sempre no lugar certo.

Idiota da Objetividade: - Ele fez 15 gols e foi o artilheiro do campeonato.

Ceguinho Torcedor: - Na finalíssima, ele não encontrava uma abertura fácil para a sua penetração. E, no entanto, foi ele que no momento justo enfiou uma prodigiosa cabeçada e ganhou a partida. Todo time do Atlético brilhou, é certo. Mas vamos e venhamos: Dario merecia naquele dia que o carregassem numa bandeja, e de maçã na boca, como um leitão assado.

Risadas gerais.

Veja também:

Garçom: - Dario merece, então, nossa homenagem musical, não é verdade?

Todos concordam e aplaudem.

Garçom: - Procurei arduamente pelo áudio da música “O futebol de Dadá”, de Paulinho Pedra Azul e MarceloJiran, mas não encontrei. Porém, temos aqui e vamos pôr no som “Rei Dadá”, de Moreira Júnior e Nino. Divirtam-se que a música é muito boa! 

(no vídeo abaixo, você pode ouvi-la a partir de 24min20)

Muitos dançaram e até cantaram em coro a música em homenagem a Dario. Depois houve uma certa dispersão, um respiro pros convidados especiais do bar “Além da Imaginação”. Após a pausa, Idiota da Objetividade reabre o papo com a deixa sobre as origens do Campeonato Brasileiro.

Idiota da Objetividade: - Com o reconhecimento pela CBF em dezembro de 2010 dos campeões da Taça Brasil e da Torneio Roberto Gomes Pedrosa como campeões brasileiros, o Bahia passou a ser o primeiro detentor do título, em 1959.

João Sem Medo: - A CBF misturou alhos com bugalhos. Mas aquele título do Bahia foi merecido.

Sobrenatural de Almeida: - O tricolor baiano venceu o Santos de Pelé na final, uma grande glória.

Veja também:

Ceguinho Tricolor: - Glória eterna! Eu fui ao Maracanã na partida final. Foi um grande carnaval. Lembro da torcida batucando e cantando “Baiano burro nasce morto”.

Músico: - Ah, então vamos tocar essa, não é, Zé Ary?

Garçom: - Sim, claro! Vamos chamar aqui ao palco o alagoano Luiz Wanderley para cantar este forró porreta de Gordurinha em homenagem aos baianos!

Luiz Wanderley sobe ao palco, agradece os aplausos gerais e mete bronca no rastapé.


A turma toda, mais uma vez, dançou e se divertiu com Luiz Wanderley. Aplaudido, ele desceu do palco cumprimentou nossos quatro debatedores - ou contadores de causos futebolísticos – e retornou à sua mesa, onde foi recebido efusivamente.

Fim do Capítulo #34

Episódio originalmente publicado em 21 de setembro de 2022 e republicado totalmente modificado em 9 de maio de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
Saiba mais clicando aqui.
 

Siga o perfil do projeto Jogada de Música no Instagram, 
clicando aqui ou apontando o seu celular para o QR Code abaixo.


quinta-feira, 1 de maio de 2025

GLOBOESPORTE.COM 20 ANOS, EU ESTIVE LÁ

Título da Postagem

Logo da campanha dos 20 anos do ge.com

Como vi ex-companheiros de trabalho fazendo relatos nas redes sociais sobre as suas experiências nestes recém-completados 20 anos do Globoesporte.com (atual ge.com), resolvi contar no LinkedIn e também aqui um pouco dos 6 anos e meio que passei por lá, entre novembro de 2006 e abril de 2013. Cheguei com contrato terceirizado para ser o primeiro a trabalhar diariamente na madrugada do site (de meia-noite às 8h), com a enorme responsabilidade de cuidar dele sozinho, de 1h, quando todos quase sempre já haviam ido embora, às 7h, quando começavam a chegar os primeiros colegas.

Em fevereiro de 2007, fui contratado em definitivo, o que foi uma grande felicidade, pois várias vezes as tentativas de lado a lado haviam sido frustradas por motivos variados, desde a época em que eu trabalhava em O Globo Online, e o Globoesporte.com era apenas um embrião do que se tornaria, na Copa do Mundo de 1998.

Veja também:

Naquele período em que estive na madruga, teve o Pan de 2007, as Olimpíadas de 2008 e a Copa de 2010, sendo que nestes dois últimos eventos ganhei a companhia de uma equipe, à qual me integrei no Rio de Janeiro. Em 2010, após a Copa da África do Sul, pedi para trabalhar em um horário "normal" e fui prontamente atendido, ao que agradeço muito, principalmente a Gustavo Poli, Daniel Lessa, vulgo Cabelada, e Marcio Moreira, o Cabelo. Além dos companheiros no Rio, não posso me esquecer dos grandes profissionais de outros estados que me ajudaram muito, principalmente os de São Paulo, casos de Zé Gonzalez Joanna de Assis e Julyana Travaglia, por exemplo.

Fui substituído na madruga pelo meu xará e já amigo naquela época Eduardo Santos. No horário de 16h às 24h tive o prazer de trabalhar mais diretamente com pessoas que só encontrava rapidamente à noite ou de manhã. E vi grandes talentos que despontam hoje na TV Globo, no próprio site e em outros veículos darem os seus primeiros passos ali, casos de Richard Souza e Cahê Mota. Também pude voltar a trabalhar diretamente com meu amigo, irmão de consideração e compadre Bruno Lobo.

Trabalhar na madruga não foi fácil, minha vida de viúvo com 3 filhos adolescentes ficou de cabeça pra baixo por 4 anos, mas foi, com acertos e erros, uma grande experiência profissional e pessoal também, pela qual agradeço muito sempre às pessoas que muito me ajudaram, principalmente minha mãe e minha namorada na época, hoje esposa, Denise. Em 2012 recebi uma proposta, tentei conciliar dois trabalhos, mas acabei decidindo assumir de vez outra paixão minha, como sócio-diretor de uma empresa da área cultural e artística, e pedi demissão do Globoesporte.com com o coração na mão.

Veja também:

Foi lá o local em que trabalhei por mais tempo em toda a minha carreira de jornalista, iniciada em 1988, superando a passagem pela Agência O Globo e O Globo Online (1995/2000). O Globoesporte.com foi também um período riquíssimo de minha carreira de jornalista, que acabou se tornando a última oportunidade que tive de trabalhar numa redação jornalística, o que fazia desde o fim dos anos 80. Curiosamente outro dia me bateu saudades do trabalho em redações, onde sempre quis mais trabalhar, do que nas ruas, como a maioria dos jornalistas prefere.

Matérias inesquecíveis

Para terminar este relato, relembro aqui duas matérias que me deram imenso prazer de fazer, já no período da tarde e pelas quais tenho de agradecer ao amigo Márcio Mará, que as revisou e editou: uma pro centenário do Fla-Flu, em junho de 2012 (clique aqui pra ler) , e outra, em setembro do mesmo ano, uma entrevista por telefone com o grande Mauricio de Sousa , sobre o jogo da vida dele (clique aqui).

Print de trecho da entrevista com Mauricio de Sousa no Globoesporte.com

Parabéns ao globoesporte.com, muito obrigado a todos que me ajudaram direta ou indiretamente lá, muitos que já saíram e alguns que ainda estão tocando brilhantemente aquela bola já há alguns anos em um lugar diferente do que trabalhei, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Peço só mil desculpas a quem não foi citado, mas que merecia, e não foram poucos.

E você, já passou por experiências profissionais que marcaram sua trajetória e deixaram saudades?

Compartilhe nos comentários um momento ou um aprendizado que te acompanhou ao longo da carreira. Agradeço.

Siga o perfil do projeto Jogada de Música no Instagram, 
clicando aqui ou apontando o seu celular para o QR Code abaixo.


sexta-feira, 25 de abril de 2025

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #33

Uma coisa jogada com música - Capítulo #33

Roberto afasta Brito, após soco do zagueiro em José Aldo Pereira. Jairzinho e Zequinha observam o árbitro, que parece ser consolado por Waltencir. Foto aprimorada por IA

Todos se divertem e dançam com a música gravada pelo Sotaque Brasileiro. Ao fim, Zé Ary toma a palavra, pois uma surpresa está por vir.

Garçom: - Olha, gente, o Everaldo prometeu que virá aqui mais tarde, aí ele poderá falar sobre aquele episódio com o árbitro José Faville Neto.

João Sem Medo: - É bom lembrar que Everaldo foi homenageado pelo Grêmio com uma estrela dourada na bandeira do clube. Ele tem também muitas boas histórias pra contar.

Idiota da Objetividade: - Verdade. Ele foi o primeiro jogador de um clube gaúcho a ser campeão mundial pela seleção.

Músico: - E tem música em sua homenagem também, gravada depois que ele faleceu, em 1974.

Garçom: - É verdade. Chama-se “Everaldo, estrela de ouro”, de Francisco Castilhos e Albino Manique, fundadores do grupo gaúcho Os Mirins, que gravaram a música. Vamos ouvir aqui no som.


Todos ouvem com atenção e respeito. No fim, alguns se emocionaram e todos aplaudiram.

Garçom: - Everaldo prometeu vir, acho que junto com o Lupicínio Rodrigues, e aí a gente vai poder conversar com ele.

João Sem Medo: - Sobre o Grêmio e a seleção brasileira!

Veja também:


Idiota da Objetividade: - Outro que fez parte da seleção tricampeã mundial, em 70, e agrediu árbitro foi o zagueiro Brito. Ele deu um soco no estômago de José Aldo Pereira, depois de não marcar um pênalti contra o Botafogo, num jogo que o Vasco venceu por 1 a 0, pelo Campeonato Brasileiro de 1971. Chegou a pegar um ano de suspensão, mas foi beneficiado pelos serviços prestados à seleção e a punição foi reduzida.

João Sem Medo: - O zagueiro Moisés, do Vasco, declarou à Rádio Globo, nas vésperas da partida, que iria entrar e espanar. De fato cumpriu parte de sua promessa antes de dois minutos de jogo sem sequer ser advertido. Foi um esbulho, uma desmoralização para o futebol. Disseram que o Brito deu a primeira e perdeu a cabeça, mas foi outro jogador e o juiz sabia quem tinha sido. Mas não teve coragem, nem moral para assinalar isto na súmula. Prova o fato de tal pusilanimidade...

Sobrenatural de Almeida: - Pusilanimidade, João! Gastou o vernáculo agora, hein.. hahaha (dá sua risada assombrosa)

Outros riem também, mas João está sério, retoma a bola e prossegue.

João Sem Medo: - Prova o fato que o jogador continuou no campo. É a consciência pesada de quem sabia estar prejudicando um time que impede isto. O Vasco nada tinha com o peixe. Tratou de seus papéis. Se não marcaram o pênalti em Jairzinho, paciência. O juiz parece que tinha combinado que não valeria pênalti. A única decisão sábia do juiz foi não comparecer à delegacia.

Garçom: - Bom, o senhor José Aldo Pereira não está aqui pra se defender, vamos deixar quieto, então.

Zé Ary percebe um burburinho próximo à entrada do bar e anuncia.

Garçom: - Olha só, gente, quem está chegando: o mestre Telê Santana!

Telê é aplaudido de pé por todos.

Telê Santana: - Obrigado, muito obrigado.

Veja também:


Garçom: - Seu Telê, estávamos pouco antes de o senhor chegar falando do título brasileiro do Atlético, em 1971. São muito boas as lembranças daquela conquista, não é?

Telê Santana: - Sim, muitas. Fomos jogar no Rio pelo empate, mas não o fizemos. Partimos para a vitória e ficamos com o título.

Idiota da Objetividade: - E a promessa, Telê?

Telê Santana: - Quando fiz a promessa, calculei que seriam 50 quilômetros de minha residência, em Belo Horizonte, até a igrejinha de Pires, em Congonhas do Campo. Estava enganado, eram 78! Era impossível fazer tal distância a pé. Por isso aceitei o transporte oferecido pelos patrulheiros. Estava exausto, queimado do sol e com bolhas nos pés.

Ceguinho Torcedor: - Você foi heroico, Telê! Além do título nacional, ainda percorreu a pé 45 quilômetros. Quando jogador do meu Fluminense era o Fio de Esperança. No Atlético, transformou-se no Pagador de Promessa.

Todos riem muito e aplaudem Telê, que agradece e vai pra sua mesa.

Garçom: - Como todos sabem, mestre Telê tem muita coisa pra nos contar, além daquele primeiro título brasileiro do Atlético.   

Ceguinho Torcedor: - Amigos, foi uma vitória perfeita, irretocável, a do Atlético. Não é à toa, nem por acaso, que Minas exultou com o título do futebol brasileiro. Sempre digo que um campeão não se improvisa. É todo um processo, toda uma preparação. O Atlético Mineiro teria de vencer, porque amadurecera para a vitória tão desejada. Duzentos ônibus  invadiram a Guanabara, como era chamado na época o estado em que ficava apenas a cidade do Rio de Janeiro, com as faixas de campeão. O título não era um desejo, uma esperança, mas uma certeza inapelável. Ao longo da jornada, o time mais regular foi o mineiro.

João sem Medo: - O Atlético fez mesmo por merecer o título.

Garçom: - Em mais uma homenagem ao Galo, vamos ver no telão, a homenagem do cantor, compositor e violonista Celso Adolfo ao Clube Atlético Mineiro. A música se chama “Paixão atleticana”.

Muitos aplaudem a música, que agrada principalmente aos atleticanos presentes.

Veja também:

Fim do Capítulo #33

Episódio originalmente publicado em 14 de setembro de 2022 e republicado totalmente modificado em 25 de abril de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
Saiba mais clicando aqui.
 

quarta-feira, 23 de abril de 2025

"JOGO DE BOLA", POESIA MUSICADA COM IA

Título da Postagem
Foto: Sasint (Pixabay)

"Jogo de Bola" é uma poesia que faz parte do ainda inédito livro "Canções" e, por eu entender que seus versos são muito musicais e coloquiais, com falas, gritos de uma pelada, um jogo, seja de jogadores ou torcedores, e com um ritmo bem próprio, resolvi experimentá-la com o recurso musical proporcionado por um dos sites que usam a inteligência artificial para isso. Com a poesia e o comando para que o estilo musical fosse um samba maxixe carioca, o Suno fez, como de praxe, duas versões, mas a que me agradou mesmo foi a que publiquei em meu canal do YouTube e nas redes sociais, antes de trazê-la aqui.

O resultado ficou muito bom, de acordo com a minha avaliação, e resolvi fazer um vídeo, com fotos colhidas no Pixabay, uma feita por I.A. e as de Dario e de Pelé e Garrincha abraçados, colhidas na internet. Como brincadeira, criei um nome para compositor e cantor de "Jogo de Bola": I.A.n A.I.dar. E também pro conjunto musical que o acompanha: "I.A. I.A. com Iô, Iô". 

Veja também:


Pretendo fazer outras experimentações, pois creio que valorizam muito as poesias. Por isso, já havia criado melodias para umas 20 poesias minhas em 2016. Agora, com o recurso da inteligência artificial, vou testando, buscando as melhores versões e editando para apresentar ao público. 

Se você me perguntasse, eu diria com toda sinceridade que minha preferência seria que minhas poesias fossem musicadas por compositores, instrumentistas, cantores e arranjadores humanos, mas decidi não ficar mais pedindo a bola pra poder jogar um pouco, e ir na direção da pelota para ao menos dar um toque, quem sabe, um chute em gol. Quem sabe.

Curta aqui ou no canal Eduardo Lamas Neiva do YouTube o vídeo abaixo e deixe sua opinião. Se curtir, dá um "joinha" lá, siga o canal e compartilhe com amigas e amigos. Agradeço muito desde já.


Versão em inglês 

"Jogo de Bola" is a poem from the as-yet unpublished book "Canções". I felt its verses, full of musicality and colloquial charm—with the chatter and shouts of an impromptu street game, whether among players or fans and all imbued with their own distinct rhythm—deserved to be brought to life with some musical magic. So, I decided to experiment using one of those AI-powered sites. I fed it the poem along with instructions to render it in the style of a Carioca samba maxixe. As usual, Suno produced two different versions, but the one that really struck a chord with me was the one I ended up posting on my YouTube channel and social media before sharing it here.

I was quite pleased with the result, and I even put together a video featuring photos sourced from Pixabay, one generated by AI, and some images of Dario alongside Pelé and Garrincha in an embrace, all gathered from the web. For fun, I coined a name for the composer and singer of "Jogo de Bola": I.A.n A.I.dar, and for the accompanying band: "I.A. I.A. with Yo, Yo."

I plan to experiment even further because I believe these efforts add tremendous value to poetry. Back in 2016, I had already composed melodies for about 20 of my poems. Now, leveraging artificial intelligence, I’m testing different approaches, seeking out the best versions, and editing them to share with everyone.

If you asked me, I’d honestly say my heart would be most content if human composers, musicians, singers, and arrangers were the ones setting my poetry to music. But I decided it was time to stop just waiting for the ball to be passed my way and, instead, to take a shot myself—maybe even score a goal. Who knows?

Enjoy the video over on my YouTube channel, Eduardo Lamas Neiva, leave your thoughts, and if you like it, give it a thumbs-up, subscribe to the channel, and share it with your friends. Your support means the world to me!

Obs.: tradução da plataforma de IA "One Pro". Caso queira traduzir os textos do blog para outras línguas, é só selecionar o idioma na caixinha do Google Tradutor no canto superior esquerdo.

Veja também:

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #43

Uma coisa jogada com música - Capítulo #43 Didi na Copa do Mundo de 58. Foto sem ...

As mais visitadas