sexta-feira, 23 de maio de 2025

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #35

Uma coisa jogada com música - Capítulo #35

Jogadores do Bahia comemoram o título da Taça Brasil de 1959, após a vitória de 3 a 1 sobre o Santos, em março de 1960, no Maracanã. Foto: Ag.O Globo aprimorada por IA

A alegria dos baianos presentes foi ainda maior, principalmente dos torcedores do Bahia. Idiota da Objetividade toma à frente e começa a contar como foi a campanha do Tricolor de Aço na Taça Brasil de 1959.

Idiota da Objetividade: - Para chegar à final, em 59, o Bahia eliminou CSA e Ceará, no Grupo do Nordeste. Nas quartas de final, venceu o Sport Recife, na Fonte Nova, por 3 a 2, depois levou de 6 a 0, na Ilha do Retiro. Como não se considerava o saldo de gols como critério de desempate, foi disputado um jogo extra, também no estádio do clube pernambucano, e o tricolor baiano saiu vencedor por 2 a 0.

Sobrenatural de Almeida: - Assombroso!

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Idiota da Objetividade: - Nas semifinais entraram os campeões de 58 do Rio, o Vasco, e de São Paulo, o Santos. O Bahia primeiro eliminou a equipe carioca também em três partidas. Na primeira derrotou os vascaínos no Maracanã, por 1 a 0; perdeu em casa, por 2 a 1, e venceu por 1 a 0, na Fonte Nova. Na final, passou pelo Santos, na Vila Belmiro, por 3 a 2, mas perdeu por 2 a 0, em casa.

Ceguinho Tricolor: - Este segundo jogo foi disputado no dia 30 de dezembro e na Bahia todo mundo já se preparava para o maior Reveillón da História desde que Adão foi expulso do Paraíso.

João Sem Medo: - É verdade, Ceguinho, mas o Santos foi excursionar no início de 1960 ao Peru e à Colômbia e não tinha data para fazer o terceiro jogo. Naquela época, os grandes times brasileiros e também alguns pequenos, como o Madureira, por exemplo, que esteve em Cuba e foi recebido pelo Che Guevara, passavam boa parte do ano jogando no exterior.

Idiota da Objetividade: - O jogo extra acabou sendo disputado somente no dia 29 de março de 1960, em campo neutro, no Maracanã.

João Sem Medo: - O Santos não pôde contar com Pelé, que tinha feito uma operação de amígdalas, e o Bahia passou 45 dias concentrado na Ilha de Itaparica se preparando para a final.

Beto e a Taça Brasil de 1959.
Foto aprimorada por IA

Idiota da Objetividade: - O Tricolor baiano se sagraria campeão com uma vitória de 3 a 1, de virada. Coutinho abriu o marcador para os santistas, aos 27 minutos de jogo, mas dez minutos depois, Vicente empataria. Léo, a um minuto da etapa final, e Alencar, aos 31, fizeram os outros gols do Bahia.

João Sem Medo: - Os santistas reclamaram muito do árbitro...

Idiota da Objetividade: - Frederico Lopes.

João Sem Medo: - Ele expulsou três jogadores do Santos.

Idiota da Objetividade: - Getúlio, Formiga e Dorval.

João Sem Medo: - Mas o título foi merecido, o Bahia foi melhor que o Santos.

Sobrenatural de Almeida: - Eu me lembro do time campeão até hoje: Nadinho, Beto, Henrique, Flávio e Nenzinho; Vicente e Mário; Marito, Alencar, Léo e Biriba. Ainda tinha Leone e Ary, que não jogaram no Maracanã.

Ceguinho Torcedor: - O técnico do esquadrão era Geninho.

Garçom: - Muitos deles estão aqui e merecem todos os nossos aplausos.

Ceguinho Torcedor: - Claro que merecem!

Todos aplaudem os campeões de 59 presentes ao bar Além da Imaginação.

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Idiota da Objetividade: - Ceguinho, Geninho não era mais o técnico do Bahia. Naquela final ele já tinha sido substituído pelo argentino Carlos Volante.

Ceguinho Torcedor: - Ah, mas o Geninho é que armou o esquadrão tricolor, foi o mentor intelectual do título.

João Sem Medo: - Ele esteve no vestiário comemorando com todo o time depois do jogo. O Volante foi bastante digno ao dividir os méritos com o Geninho.

Garçom: - Um grande feito do Bahia, time de coração do meu colega aqui do bar, Charles Nonato. Ele está de folga, mas veio nos prestigiar. Ele está ali naquela cadeira.

Ele se levanta e recebe aplausos.

Garçom: - Com toda esta força de sua torcida, inclusive a aqui presente, vou pôr no telão um vídeo de 2013 do Globo Esporte em homenagem ao Bahia e os seus torcedores, com a cantora Ju Moraes interpretando algumas músicas entoadas pela torcida tricolor principalmente na Fonte Nova.

Depois que todos curtiram a música, João Sem Medo pega a bola e lança.

João Sem Medo: - O Bahia voltaria a ser campeãobrasileiro em 1988.

Idiota da Objetividade: - Sim, em um campeonato que também só terminou no ano seguinte.

Ceguinho Tricolor: - O Bahia de Bobô e Charles, grande time.

João Sem Medo: - E o ótimo Paulo Rodrigues no meio do campo.

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Idiota da Objetividade: - O Bahia eliminou o Fluminense nas semifinais e foi campeão em cima do Internacional, com uma vitória de 2 a 1, na Fonte Nova, e empate sem gols no Beira-Rio.

Garçom: - Então, em mais uma homenagem ao Tricolor baiano, vamos botar todo mundo pra dançar de novo aqui no bar. Na caixa de som: “Campeão dos campeões”, do Gilberto Gil, com os Novos Baianos, grupo que todos aqui sabem teve MoraesMoreira, que ali está e já veio ao nosso palco, como um de seus principais integrantes. Vamos lá, gente!

Fim do Capítulo #35

Episódio originalmente publicado em 28 de setembro de 2022 e republicado totalmente modificado em 23 de maio de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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Uma coisa jogada com música - Capítulo #34
Uma coisa jogada com música - Capítulo #36

                                             

segunda-feira, 19 de maio de 2025

"NÉVOAS, NUVENS, NEBLINAS", POESIA MUSICADA COM IA

Título da Postagem
Ilustração criada com auxílio da I.A.

A união da poesia, música e inteligência artificial ganha mais um capítulo em minhas experiências com "Névoas, nuvens, neblinas". Aproveito para reforçar o que venho dizendo repetidamente nos últimos meses: a tecnologia é uma ferramenta que pode ampliar nossas expressões artísticas. 

Pode limitar também? Também, mas não é o meu objetivo, nem valor, portanto, está fora de questão pra mim. A I.A. tem sido, até agora, uma ótima parceira pra mim que trabalho solitariamente há muitos anos já.

Outra poesia que se torna canção

Depois de "Jogo de bola" e "Palavras mareiam", agora chegou a vez de "Névoas, nuvens, neblinas", mais uma poesia que está no inédito livro "Canções". Utilizei novamente a plataforma Suno e consegui tornar os versos escritos em uma composição que desejava, semelhante aos sons das montanhas de Minas Gerais. 

Acho que consegui ao pedir que o estilo musical fosse "Folk-rock brasileiro de Minas Gerais", mas passo a bola pra você dar a sua opinião. O resultado escolhido por mim, pois o Suno sempre gera duas versões, caiu no meu agrado, pois foi na direção que pretendia. E, melhor, desta vez sem erros na letra.

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O processo criativo

Os versos originais remetem às músicas da terra de meu pai, tios, avós e outros tantos antepassados. Em Minas está a metade paterna de meu sangue, com tantas memórias da infância e também mais recentemente, de 2017, quando passei a semana do carnaval no Parque Estadual de Ibitipoca, com minha mulher e amigos. 

Sempre componho poesias com algum ritmo, melodia, harmonia na mente e no coração. É o que chamo de pensentir ao transbordar, pois como escrevi na abertura do meu livro de estreia, "Profano coração", "poesia é transbordamento".

Estão ali também um pouco de melancolia e angústia de se ver obrigado a aceitar certas coisas inaceitáveis para o ego, mas que são impossíveis de se modificar. A poesia nasceu no período tenebroso mais recente que vivemos neste país e também no mundo, aqui especificamente com a combinação de desastre político com tragédia sanitária. 

Mas isso está muito implícito, apenas revelo aqui para que saiba qual foi a minha motivação, especialmente para a última estrofe: "Nada vejo e prossigo/ Sentindo na carne a lanhar/ As lâminas afiadas/ Do que não posso mudar". 

Veja também:
Nau Poesia: Esperar Pelo Sol
Nau Poesia: Versos Do Avesso

A poesia e seus versos

NÉVOAS, NUVENS, NEBLINAS
(Eduardo Lamas Neiva)

Do céu vem o vento
Trazendo a poeira do tempo
A cegar-me os olhos tão vivos
Até então.

Névoas,
Nuvens,
Neblinas,

Como se subisse a serra
E descesse o serrote
Lanhando sentimentos
E sensações
De algum dia precioso

Névoas,
Nuvens,
Neblinas,

Nada vejo e prossigo
Sentindo na carne a lanhar
As lâminas afiadas
Do que não posso mudar.


A edição do vídeo

Para o vídeo que disponibilizo abaixo e que também está no meu canal do YouTube e nos meus perfis do Instagram, Facebook, LinkedIn e Tik Tok pedi as imagens ao ChatGPT, dando a direção que desejava. Tive de descartar algumas, pois às vezes a inteligência artificial não acompanha o nosso lento raciocínio.

Porém, no todo, creio que ilustram bem, acrescentando, sem se tornar redundante, os versos muito bem cantados pelo "cantor" e "compositor" da música: "A.I.lton GarcI.A.". Desculpe-me, mas não resisto a criar nomes para as minhas parcerI.A.s.    

Veja e ouça o vídeo abaixo. Espero que curta e deixe o seu comentário, agradeço muito. Ah, não deixe de seguir o blog! Mais uma vez, obrigado.

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Veja também:
Nau Poesia: Textura
Música pra Viagem: Cálice

segunda-feira, 12 de maio de 2025

"PALAVRAS MAREIAM", POESIA MUSICADA COM IA

Título da Postagem
Imagem produzida por IA

Mais uma vez venho aqui para compartilhar com vocês outra experiência que une poesia, inteligência artificial e música. Apesar de, como já dissera anteriormente, ainda haja quem torça o nariz para a IA, esse tipo de colaboração só demonstra como a tecnologia pode ampliar nossas expressões artísticas. 

E, para quem acha que tecnologia e arte são (ou deveriam ser) incompatíveis, recomendo o documentário "O segredo de Vermeer (Tim's Vermeer)". Está disponível na Netflix.

Uma poesia que virou canção

Depois de "Jogo de Bola", decidi experimentar como outra poesia inédita de minha autoria, "Palavras Mareiam", soaria ao se transformar em música com auxílio da IA. Utilizei novamente a plataforma Suno e consegui tornar os versos escritos em uma composição num estilo que nem sei se existe, o folk brasileiro. 

A ideia foi ter um gênero que valorizasse as raízes e tradições musicais brasileiras. E o resultado foi muito bom, no meu conceito, apesar de alguns erros na letra, por isso pus minha voz na edição de áudio para que fossem corrigidos os equívocos.

Processo criativo: como as palavras mareiam

Com meu poema original, ainda inédito em livros, busco explorar a fluidez das palavras e dos sentimentos, comparando-os ao movimento das marés. Ao submeter o texto à IA e especificar o estilo musical desejado, presenciei o nascimento de uma interpretação sonora que complementa perfeitamente a essência dos versos.

Para finalizar a experiência, editei um vídeo utilizando imagens também geradas por inteligência artificial, criando assim uma obra multimídia que representa a convergência entre arte humana e tecnologia.

Veja também:

PALAVRAS MAREIAM
(Eduardo Lamas Neiva)

Palavras mareiam,
sentimentos vêm,
sedimentos ficam,
sentimentos vão,
sedimentos escorrem.

Palavras erodidas,
sensações escritas
no silêncio
das pedras
na beira do cais,
na beira do meu caos!

Bate, mareia,
Cais!
Volta mais forte,
Caos!

A experiência de criar com IA

Não só em minha visão, mas nas experiências que venho tendo desde o ano passado, a inteligência artificial na arte não substitui a criatividade humana, mas oferece novas possibilidades de expressão. Neste projeto, a IA serviu como instrumento para explorar dimensões sonoras e visuais que complementam minha criação poética original.

Veja também:

A escolha do folk brasileiro como estilo musical não foi por acaso. Inventado ou não, este gênero, com suas raízes profundas na cultura popular brasileira, carrega a mesma autenticidade e fluidez que busquei expressar em meus versos sobre o movimento das palavras e dos sentimentos.

Vídeo, uma experiência a mais

O vídeo criado para acompanhar a música amplifica a experiência, trazendo elementos visuais que dialogam com o texto e a melodia. As imagens, também geradas com auxílio da IA, complementam o conceito de fluidez e transformação presentes na poesia original.

Veja e ouça o resultado no vídeo abaixo. Espero que curta, deixe seu comentário, agradeço muito.


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Veja também:
Nau Poesia: Esperar pelo sol
As velhas senhoras do Campo de San't Anna
Nau Poesia: O caminhante
Música pra viagem: Awaken


sexta-feira, 9 de maio de 2025

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #34

Uma coisa jogada com música - Capítulo #33

Dario cabeceia no gol do título brasileiro do Atlético-MG, em 1971. Foto: O Globo, aprimorada por IA

O título do Atlético Mineiro em 1971 não sai de campo e Ceguinho Torcedor rola a pelota.

Ceguinho Torcedor: - João e demais amigos, deixa eu contar uma história curiosa. Na véspera daquela final, fui ao Bigode do Meu Tio, um bar que existia lá do Rio, e um rapaz se levantou de uma mesa próxima. Reconhecera-me e veio perguntar: “Quem vai ser o personagem da semana”? Virei-me: “Mas o jogo é amanhã?”. O outro insistiu: “Mas você não é profeta?”

Todos riem.

João Sem Medo: - Viu, Ceguinho, fica alardeando seus poderes...

Ceguinho Torcedor: - Pois é, João. Achei graça, fechei os olhos e disse, impulsivamente: “Dario”. Era uma brincadeira, isto é, uma aparente brincadeira. Sem querer e sem saber, eu estava acertando no centro da mosca.

Sobrenatural de Almeida: - Assombroso! hahaha

João Sem Medo: - Sua aposta foi tão certeira quanto a cabeçada do Dadá.

Todos concordam e há um burburinho na plateia, que logo se silencia para continuar ouvindo o profeta.

Ceguinho Torcedor: - Não raro, Dario dava uma sensação de força da natureza, como se chovesse, ventasse, trovejasse, relampejasse. Na hora do gol estava sempre no lugar certo.

Idiota da Objetividade: - Ele fez 15 gols e foi o artilheiro do campeonato.

Ceguinho Torcedor: - Na finalíssima, ele não encontrava uma abertura fácil para a sua penetração. E, no entanto, foi ele que no momento justo enfiou uma prodigiosa cabeçada e ganhou a partida. Todo time do Atlético brilhou, é certo. Mas vamos e venhamos: Dario merecia naquele dia que o carregassem numa bandeja, e de maçã na boca, como um leitão assado.

Risadas gerais.

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Garçom: - Dario merece, então, nossa homenagem musical, não é verdade?

Todos concordam e aplaudem.

Garçom: - Procurei arduamente pelo áudio da música “O futebol de Dadá”, de Paulinho Pedra Azul e MarceloJiran, mas não encontrei. Porém, temos aqui e vamos pôr no som “Rei Dadá”, de Moreira Júnior e Nino. Divirtam-se que a música é muito boa! 

(no vídeo abaixo, você pode ouvi-la a partir de 24min20)

Muitos dançaram e até cantaram em coro a música em homenagem a Dario. Depois houve uma certa dispersão, um respiro pros convidados especiais do bar “Além da Imaginação”. Após a pausa, Idiota da Objetividade reabre o papo com a deixa sobre as origens do Campeonato Brasileiro.

Idiota da Objetividade: - Com o reconhecimento pela CBF em dezembro de 2010 dos campeões da Taça Brasil e da Torneio Roberto Gomes Pedrosa como campeões brasileiros, o Bahia passou a ser o primeiro detentor do título, em 1959.

João Sem Medo: - A CBF misturou alhos com bugalhos. Mas aquele título do Bahia foi merecido.

Sobrenatural de Almeida: - O tricolor baiano venceu o Santos de Pelé na final, uma grande glória.

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Ceguinho Tricolor: - Glória eterna! Eu fui ao Maracanã na partida final. Foi um grande carnaval. Lembro da torcida batucando e cantando “Baiano burro nasce morto”.

Músico: - Ah, então vamos tocar essa, não é, Zé Ary?

Garçom: - Sim, claro! Vamos chamar aqui ao palco o alagoano Luiz Wanderley para cantar este forró porreta de Gordurinha em homenagem aos baianos!

Luiz Wanderley sobe ao palco, agradece os aplausos gerais e mete bronca no rastapé.


A turma toda, mais uma vez, dançou e se divertiu com Luiz Wanderley. Aplaudido, ele desceu do palco cumprimentou nossos quatro debatedores - ou contadores de causos futebolísticos – e retornou à sua mesa, onde foi recebido efusivamente.

Fim do Capítulo #34

Episódio originalmente publicado em 21 de setembro de 2022 e republicado totalmente modificado em 9 de maio de 2025.

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #43

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