Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
sábado, 13 de julho de 2013
TORCEDORES DO RIO, UNI-VOS!
As próprias declarações infelizes do presidente do Consórcio que adquiriu de mão beijada a arena, João Borba, com relação às novas condutas que os torcedores deverão ter a partir de agora podem - e devem - ser condenadas e desobedecidas pelos torcedores dos quatro grandes times do Rio de Janeiro. A imprensa estará lá para mostrar tudo para o Brasil inteiro. E ai daquela que tentar camuflar algo, pois também será alvo dos protestos posteriormente, como já ocorreu nas recentes manifestações nas ruas.
Quando a bola rolar, cada um grite o nome de seu time, vibre com as jogadas de seus atletas, mas antes dos jogos flamenguistas, tricolores, vascaínos e botafoguenses terão uma grande chance que não pode ser desperdiçada. É hora de torcer por um time só: o Rio de Janeiro. Sem Cabral!
Veja também:
Adeus, Maracanã
Das peladas de rua às arenas
Futebol, uma metáfora da vida
O dom de jogar bola e o Bolero de Ravel
terça-feira, 9 de julho de 2013
PENSO, LOGO SINTO 18
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Penso, logo sinto 14
Penso, logo sinto 5
A Questão Em Questão 3
Estilhaços 4
segunda-feira, 1 de julho de 2013
NÓS DA DANÇA DESATADOS EM "AUTORRETRATO"
Não ia a um espetáculo de dança há mais de dez anos e posso dizer que voltei por cima, agora não só como espectador, mas com o prazer de ser assessor de imprensa do evento. É nítido que o trabalho da coreógrafa Regina Sauer e de todos os bailarinos envolveu muita emoção e criatividade. Estão lá no palco todas as alegrias e dores, inspirações, transpirações e aspirações dos artistas da dança tratadas com muita delicadeza. Cenário, figurinos, luz e a excelente trilha sonora só valorizam ainda mais o espetáculo. As imagens criadas no palco, com o corpo dos próprios bailarinos e elementos como fitas, espelho (virtual e real), tapetes, molduras e a iluminação, creio que vão além do que foi imaginado por Regina Sauer. Esse é o grande poder que a Arte tem: de fazer o público recriar a obra que nasce com o artista.
A galera de Niterói também terá a chance de ver o "Autorretrato" do Nós da Dança (www.cianosdadanca.com.br), entre 30 de agosto e 1º de setembro, em seu belíssimo Teatro Municipal. Imperdível!
Fotos de Ricardo Adami
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Panacéia cura os males musicais
A nova dinâmica da viola de Hugo Linns
Lições de João (A música é interdisciplinar 2)
Dois garotos
terça-feira, 25 de junho de 2013
O BRASIL EM CHAMAS
Vídeo: "Tomara" (Alceu Valença/Rubem Valença Filho), com Alceu Valença.
Veja também: O outro ovo da serpente
Profecia
Mais uma sobre Educação
segunda-feira, 24 de junho de 2013
PENSO, LOGO SINTO 17
Veja mais: Penso, logo sinto 9
Questão em questão 2
Estilhaços 4
Gasolina no incêndio 11
quinta-feira, 20 de junho de 2013
PENSO, LOGO SINTO 16
Veja também: Penso, logo sinto
Penso, logo sinto 2
Penso, logo sinto 3
Penso, logo sinto 4
terça-feira, 4 de junho de 2013
PELAS RUAS DO MEU BAIRRO
quinta-feira, 16 de maio de 2013
FUTEBOL, UMA METÁFORA DA VIDA
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
JUSTÍSSIMA HOMENAGEM A CRISTINE CID
Veja também:
Homenagem ao teatro
O quanto devo ao Centro de Artes UFF
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Música pra viagem: Réquiem
Trecho do ebook "Velhos conhecidos"
terça-feira, 2 de abril de 2013
GASOLINA NO INCÊNDIO 13
Deus tem religião? Afinal, qual é a religião de Deus?
Veja também:
Estilhaços 4
Gasolina no incêndio 7
Penso, logo sinto 3
sábado, 30 de março de 2013
QUESTÃO EM QUESTÃO 3
Será que algum dia o ser humano conseguirá recuperar imagens e sons que nunca foram gravados?
Foto: João (http://olhares.uol.com.br/loboalfa)
Veja também:
Penso, logo sinto
Gasolina no incêndio 11
quinta-feira, 28 de março de 2013
QUESTÃO EM QUESTÃO 2
Veja também:
Questão em questão
O jornalismo em questão
Penso, logo sinto 4
Monólogos 13
domingo, 17 de março de 2013
ANNA KARENINA: CINEMA, TEATRO, MÚSICA, DANÇA, LITERATURA...
Se não chega a haver brilhantismo nas atuações, figurinos, cenários, músicas e danças são de uma beleza literalmente estonteante. Recomendo o filme especialmente ao público viciado na xaropada sentimental de Hollywood, que terá a chance de conhecer algo diferente e abrir a cabeça e a visão para outras possibilidades. Estimulado pelo filme, vou agora - quase 15 anos depois de comprado o livro - mergulhar novamente na literatura de Tolstói, autor também de "Guerra e Paz" e "A morte de Ivan Ilitch", que já tive muito prazer de ler.
Veja também: Clarice Niskier, de corpo e alma
A brutal delicadeza de Kieslowski
Homenagem ao teatro
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
A NOVA DINÂMICA DA VIOLA DE HUGO LINNS
Tive a felicidade de assistir nesta terça-feira ao show do meio-dia do multi-instrumentista Hugo Linns dentro do projeto Pernambuco Contemporâneo, no Centro Cultural Banco do Brasil, do Rio de Janeiro. Mais, tive a oportunidade de conversar com ele, alguns membros de sua banda e equipe, e ainda acompanhar a entrevista que concedeu ao programa Estúdio Móvel, da TV Brasil. Apesar de tocar outros instrumentos (piano, baixo, violão, guitarra), Linns é apaixonado mesmo por sua viola dinâmica.
Ele conta que, como sempre acontece com os violeiros, foi procurado por ela, entregue a suas mãos - para sua surpresa - por um professor de violão quando tinha uns 17 anos de idade. Tem tantos ciúmes dela que diz não emprestar a ninguém. Quando lembrei de brincadeira que durante o espetáculo ele troca de viola com Eduardo Buarque, que toca a tradicional, de 10 cordas, Hugo Linns respondeu rindo que é porque o companheiro está por perto.
Com a viola dinâmica, Linns foi o primeiro a registrar em disco (o CD "Fita branca", de 2009, gravado em seu próprio estúdio) esse instrumento característico dos cantadores em solo, só com músicas instrumentais. Explica que, apesar de alguns outros artistas de Pernambuco estejam seguindo o mesmo caminho, normalmente a viola dinâmica apenas faz acompanhamento para os cantadores.
Ele tem experiência de acompanhar muitos artistas pelo exterior tocando outros instrumentos e tenta desbravar o mercado de música no Brasil com sua música original. Está prestes a lançar o segundo CD, "Vermelhas nuvens", previsto para sair no segundo semestre deste ano. Neste próximo Linns inclui elementos muito comuns num gênero que adora e que poderia soar como ruído para os puristas: o roquenrol.
- Escuto muito rock. Ouço Doors, Led Zeppelin, Yes, dos mais antigos. Dos atuais, Beck e Radiohead são os meus preferidos – revela o violeiro.
Com pedais diversos e até slide, que passou a usar também nas músicas do primeiro CD em suas apresentações, Linns cria uma sonoridade nova para a característica música pernambucana, passeando por cocos, maracatus, xaxados, emboladas, baiões, cavalos marinhos e cirandas com uma pegada roqueira muito interessante. Segundo ele, o importante é expandir as possibilidades sonoras de sua viola dinâmica. E realmente consegue dar ainda mais dinamismo ao instrumento que ajudou a recriar.
Foto (Carol de Hollanda): Hugo Linns usando o slide em sua viola dinâmica, ao lado de Rogério Victor (baixo acústico), no CCBB-RJ.
Vídeo: "Vermelhas nuvens" (Hugo Linns), com Hugo Linns e banda (Eduardo Buarque, no violão tenor; Rogério Victor, no baixo acústico, e Carlos Amarelo, na percussão, em 2011.
Veja também: A força nordestina
Antulio Madureira, mestre de obras-primas
Samba líquido
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
OS MISERÁVEIS, VERSÃO 2012: NEM TANTO AO MAR, NEM TANTO À TERRA
Foto: Hugh Jackamn (Jean Valjean) e Anne Hathaway (Fantine), no filme "Os miseráveis".
Vídeo: "Do You Hear The People Sing" e "Look Down (The Beggars)", músicas do mesmo filme.
Veja também: A grandiosidade de Victor Hugo
A Cruzada das Crianças
A conversa continua
domingo, 24 de fevereiro de 2013
PENSO, LOGO SINTO 14
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
ESTILHAÇOS 8
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tudo o que foi publicado em fevereiro de 2012
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
PENSO, LOGO SINTO 13
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Penso, logo sinto 2
Penso, logo sinto 3
Penso, logo sinto 4
domingo, 20 de janeiro de 2013
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
CLARICE NISKIER, DE CORPO E ALMA
"A alma imoral" é uma inusitada peça de teatro que precisa ser vista pelo maior número de pessoas possível. Os ensinamentos são tão profundos e certeiros, que a atriz Clarice Niskier se propõe a repetir partes do texto que os espectadores desejarem. A peça encerrou sua temporada no teatro Zimbienski, na Tijuca, no último domingo (16/12), mas voltará em janeiro no Serrador, no Centro do Rio. Só digo uma coisa: quem perder é mulher do padre.
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| Clarice Niskier. Foto: Dalton Valerio (almaimoral.com) |
A peça fala basicamente dessa desobediente e rebelde que faz o mundo girar de verdade: a alma. Da tradição que representa o corpo e a traição que significa a alma, o corpo obediente e a alma desobediente. E é um espetáculo que, se não chega a subverter totalmente os preceitos da dramaturgia, desobedece sim muitas de suas "normas". A própria Clarice Niskier fala sobre isso no início da peça quando explica quando e como teve a idéia de levar o livro homônimo, do rabino Nilton Bonder, para os palcos. Ela se indaga como pode não haver ação dramática se dentro dela tantas transformações haviam ocorrido quando leu o livro. E, inspirada (inspiradíssima!) pelos pensa-sentimentos e parábolas do livro, ousou. Com brilhantismo.
Não existe um personagem, é a própria atriz que se apresenta literalmente nua para, com técnicas de interpretação, nos agulhar com verdades tão contraditórias como só o ser humano pode ter naturalmente em si, e construir, destruir e reconstruir ao longo de sua vida. E influir diretamente na vida das pessoas, como fazem há séculos os religiosos. Veja bem, os religiosos, e não as religiões. Ela e Bonder defendem que as religiões complementam-se umas às outras e não conheço uma sequer que não tenha como fundamento o amor. Repito, falo das religiões, dos seus escritos sagrados, e não do que fizeram - e fazem - com elas muitos de seus líderes e fiéis. Nenhuma pode ser apartada da Filosofia. Não tenho religião, creio em partes do que dizem e discordo de outras, penso com a alma, sou portanto imoral. Porém, fico muito à vontade para defender o que acabei de escrever.
Não há um personagem, mas Clarice ocupa todo o espaço cênico com uma apurada expressão corporal auxiliada por um grande pano preto, que serve para os mais variados figurinos. E o momento mais forte é quando ele vira uma burca. O texto é tão bem costurado, tão incômodo, comovente e ao mesmo tempo tão simples que já encomendei meu livro e mais um para dar de presente. Separei duas frases que guardei da peça para encerrar este texto e deixar quem o ler com algumas pulgas atrás das orelhas:
"A pior solidão é a ausência de si".
"Quantas vezes empreendemos todos os nossos esforços para nada".
Veja também:
sábado, 15 de dezembro de 2012
PENSO, LOGO SINTO 12
domingo, 9 de dezembro de 2012
RESGATE DE MEMÓRIAS AO SOM DO SUPERTRAMP
sábado, 1 de dezembro de 2012
ESTILHAÇOS 6
Veja também: tudo o que foi publicado em dezembro de 2011.
domingo, 25 de novembro de 2012
PANACÉIA CURA OS MALES MUSICAIS
Vídeo: "Sarau da Laurinda" (Itiberê Zwarg), com Itiberê Zwarg & Grupo.
Veja também:
Os sopros mágicos de Carlos Malta
Antúlio Madureira, mestre de obras-primas
Dois garotos
Agradecimento a Altamiro
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
UM ENCONTRO COM MARTINHO DA VILA
Foto: Fabio Judice e Martinho da Vila no Centro Cultural Carioca (Alexandre Aquino)
Música: "Samba do Trabalhador" (Darcy da Mangueira), com Martinho da Vila.
Veja também:
Entrevista: Nilze Carvalho
Chorinho
Samba matéria
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
UM BRILHANTE ESQUIZOFRÊNICO
Para alguém como eu, que não tem muita afinidade com os números, o que mais me comoveu na história desse grande homem não foi aquilo que o levou à glória, a sua profissão, a sua contribuição para a economia mundial, a sua dedicação obsessiva a uma arte que não entendo, e portanto estou impedido de admirar profundamente: a matemática. O que engrandece aos meus olhos o imenso Nash, que é bem retratado com suas virtudes e defeitos (sua arrogância na juventude é bem instrutiva para quem deseja vencer a própria), é como usou sua mente brilhante para ludibriar a esquizofrenia e evitar os eletrochoques e os remédios que o limitavam como grande estudioso de seu ofício e como homem.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
PARIS DE NOVO NO RIO
Difícil não se emocionar diante de alguns quadros. Especialmente os de Pierre-Auguste Renoir me arrebataram, mais até que de Monet, alguns já vistos na exposição de meados da década de 90, no Museu Nacional de Belas Artes. "Jovens meninas ao piano" (1892) particularmente foi a obra que mais me prendeu, não queria sair de frente sem apreender todos os detalhes. Impossível. Mas quem muito quer, deseja o impossível. E ainda ver num quadro ao lado o pequeno Jean Renoir (diretor do filme "A grande ilusão", de 1937) no colo de sua babá (e tia), como se fosse uma foto pintada por seu pai, também me comoveu.
Curioso que leio ainda nas primeiras páginas um livro sobre o designer gráfico Rogério Duarte, e um muito bom texto dele defende a arte como uso e não contemplação. Apesar dos bons argumentos que apresenta para defender a arte no desenho industrial, discordo quando critica a contemplação - guardando as devidas contextualizações -, porque a arte modifica, melhora, eleva, sacode. Diante da arte nenhum razoável espectador é passivo: todos os seus seis sentidos entram em ebulição. Foi assim que me senti sábado no CCBB.
Ilustração: "Jovens meninas ao piano", de Pierre-Auguste Renoir.
Veja também:
A brutal delicadeza de Kieslowski
Beleza e caos: arte em toda parte
O escrever
Poesia sem versos
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
UM ÍNDIO AO PIANO NO MUNICIPAL
Keith Jarrett se propôs a isso mais uma vez, e na última quarta-feira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, compôs frente ao público músicas que jamais tocará novamente. São natimortas. Sim, algo sempre fica com artista e público, ainda mais se for gravada a apresentação, mas como cigarras, entoam e morrem. Dignamente.
No entanto, em minha memória ficará para sempre a última improvisação da primeira parte do espetáculo. Jarrett tocava e dançava ao piano como um indígena, como foi bem observado - em conexão com o que eu via, ouvia, sentia - pelo meu irmão Bruno Lobo. Em tempos como esses, nos quais os guarani-kaiowás encaram de frente a morte digna, para não viverem a vergonha e a indecência impostas pela expulsão de suas terras, é algo bastante representativo. Talvez o pianista tenha entrado em contato com seus ancestrais, recebido alguma onda magnética solidária dos apaches para tirar das teclas de seu piano - praticamente tocado o tempo todo do meio para a sua esquerda (onde estão as notas mais graves, mais introspecivas) - a música dos índios.
Só faltou fazer chover.
E me fez tremer ao pensar no papel - e na tela - em branco. E no prometido suicídio coletivo dos índios.
domingo, 7 de outubro de 2012
PENSO, LOGO SINTO 11
Veja também: tudo o que foi publicado em outubro de 2011.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
ESTILHAÇOS 4
Vídeo: "Espelho" (João Nogueira/Paulo César Pinheiro), com João Nogueira.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
FÁBRICA DE ÍDOLOS
(Renato Russo)
CENA 2: os mesmos dois meninos, sentados no chão, assistem à TV. Propaganda com imagens de um jogo de basquete, com jogadas e cestas espetaculares: “NBA ao vivo, não perca este grande jogo!”
Os meninos se olham, levantam-se com pressa, pegam a bola e começam a quicá-la e arremessar para uma lata de lixo posta em cima da mesa. “Cesta!”
CENA 3: os meninos na mesma posição, novamente vendo TV. Propaganda com imagens de uma partida de vôlei, com defesas e cortadas, grandes ralis: “Vôlei ao vivo na sua tela, hoje às 21h!”
Os meninos se olham, levantam-se correndo, improvisam uma rede na varanda, com um barbante, e começam a jogar. “Que cortada! É ponto!”
CENA 4: novamente os dois meninos vendo TV. Propaganda com imagens de homens se agarrando num ringue, um esmurrando continuamente a cara do outro. Sangue espirrando pra todo lado: “Ultimate fighting, vale tudo pra você. Hoje à meia-noite, não perca!”
O mais novo nem tem tempo de olhar o mais velho, que lhe desfere um soco no meio do nariz e se debruça sobre o irmão, sufocando-o e batendo nele até se cansar.
Ilustração: imagem retirada do blog "Mais saúde no B.P.C."
Vídeo: "Baader-Meinhof blues" (Renato Russo/Flávio Lemos/André Pretorius/Fê Lemos), com Legião Urbana.
Veja também:
A midiotização
Brasil, um edifício que cresce sobre frágeis alicerces
A "arte transgressora"
Os muros
Mais uma sobre educação
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A MÍDIA BIZARRA
Ilustração retirada da página oficial de Amy Winhouse no facebook.
Vídeo: "Back to black" (Ronson/Winehouse), com Amy Winehouse.
Veja também:
Há 40 anos, o fim da voz rascante de Janis Joplin
Há 40 anos, o adeus de Jimi Hendrix
A midiotização
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
ESTILHAÇOS 3
Veja também:
A grandiosidade de Victor Hugo
Poesia sem versos
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
ESTILHAÇOS 2
Ilustração: gravura de Oswaldo Goeldi (quem souber o nome me informe, por favor)
Veja também: tudo o que foi publicado em setembro de 2011
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
GASOLINA NO INCÊNDIO 12
Uma sociedade (ou um grupo social) que não respeita nada, nem ninguém, que em nome da defesa - algumas vezes até legítima - de seus direitos atropela sem se importar com os dos demais (que seja de uma só pessoa), é tão repugnante quanto a mais feroz ditadura.
Veja também:
Gasolina no incêndio 3
Penso, logo sinto 3
Brasil, um edifício que cresce sobre frágeis alicerces
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
AGRADECIMENTO A ALTAMIRO
Não desfilarei aqui as virtudes, muito menos a biografia de Altamiro Carrilho, porque isso felizmente alguns sites e jornais fizeram bem, embora seja sempre muito pouco para alguém de uma dimensão incalculável. Queria, mesmo que tardiamente, fazer um agradecimento ao grande flautista por ter com o CD "Flauta Maravilhosa", de1996, tornado mais ameno alguns dos dias mais duros de minha vida. Já conhecia algumas músicas altamiranas até aquele difícil ano de 1998, lembrando que chorinho pouco se toca em rádio - e quase nada na TV - desde sempre e que não havia a internet com toda a expansão que há hoje com acesso fácil a tudo o que se refere a música.
Naquele que foi um dos dois piores anos da minha vida, estando fora de minha casa com minha família por circunstâncias que não vem ao caso comentar - e agradecendo eternamente a hospedagem e a atenção que recebemos durante três messes de dona Lêda Cid Maia e seus filhos - ouvi pela primeira vez um "álbum" inteiro de Altamiro, justamente o citado acima. Foi um bálsamo, que me motivou a comprar posteriormente o mesmo CD e uma coletânea e sempre exaltar a obra desse grandioso músico. Aqui presto minha humilde homenagem e faço o meu agradecimento por ter tornado melhores dias tão duros. Como ele bem disse, em um especial da TV Cultura, seu nome deveria ser Flautamiro. Viva Altamiro! Altamiro vive.
Fiquem abaixo com Altamiro demonstrando todo seu talento e toda sua vitalidade aos 85 anos em show de maio de 2010, com direito a um solo de percursão e bateria de Eber de Freitas.
Ilustração: capa do CD "Flauta Maravilhosa" (1996), de Altamiro Carrilho.
Vídeos: 1- imagens de MarDeIdeias e música "Bem-te-vi tristonho", de e com Altamiro Carrilho, música do CD "Flauta Maravilhosa; 2- "Urubu Malandro" (Louro), com Altamiro Carrilho.
Veja também:
Adiós, La Negra
Villa-Lobos, o pai da MPB
Nina Simone, a sacerdotisa do jazz
Os sopros mágicos de Carlos Malta
Tardes de outono
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
CONEXÕES
Fotos: Rainer Werner Fassbinder, Jorge Luis Borges e a capa do filme "Viridiana".
Vídeo: "Behind blue eyes", The Who.
Veja também:
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
GASOLINA NO INCÊNDIO 11
O Brasil é um país de adolescentes. Grande parte tem mais de 30 anos de idade.
Veja também:
Penso, logo sinto 10
Gasolina no incêndio 10
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