quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

ADILSON HELENO E CARLOS GAINETE NO MUSEU DA PELADA

Das quatro entrevistas que fiz com o cinegrafista Fernando Gustav na volta ao Museu da Pelada, a partir de outubro passado, aqui em Santa Catarina, duas já foram ao ar. A princípio publicadas no canal do YouTube do Museu, agora, as ótimas conversas com o ex-meia Adilson Heleno e o ex-goleiro e ex-treinador Carlos Gainete estão disponíveis também no endereço www.museudapelada.com

No site, além de poder assistir ao vídeo, você ainda encontrará um texto contando um pouco sobre os bastidores de cada entrevista e algumas outras informações extras. Sou suspeitíssimo, mas creio de verdade que vale a pena você conferir. É só clicar na foto de cada um abaixo e partir pro abraço.

Entrevista com Adilson Heleno em sua sala, com troféus e outras lembranças. Foto: Fernando Gustav

Gainete contou muitas histórias em nosso papo na sua casa em Florianópolis. Foto: Fernando Gustav

 Mensagem publicitária

Clique na imagem acima e saiba mais
sobre minhas
 sugestões de leitura pra você.
Quem lê recomenda!

Veja também:
Uma estréia muito feliz no Museu da Pelada
Apesar da estupidez reinante, um ano muito bom particularmente
Inesquecível viagem ao Oeste catarinense
Futebol-Arte: os maiores jogos de todos os tempos #7

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

NAU POESIA: PÁSSARO DE ASAS LONGAS

Ó pássaro de asas longas,
o que fazes retido
nessa gaiola de vidro,
empoleirado em maços enrolados
de notas baixas?

De que te alimentas?
Migalhas e alpistes de níquel?
O que te impede de voar?
Quem te aprisionou?

- Por ingenuidade ou ignorância,
eu mesmo!


Vídeo de Eduardo Lamas, feito em Coqueiros, Florianópolis (SC)

Mensagem publicitária

Clique na imagem acima e saiba mais
sobre minhas
 sugestões de leitura pra você.
Quem lê recomenda!

Veja também:
Versos do avesso
"O rio" entrelaçado à "Sequidão"
Cheiro de chumbo no ar
A Cruzada das crianças

domingo, 23 de janeiro de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #69: MAIS RIBEIRÃO DA ILHA









 Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 10 de janeiro de 2022, no Ribeirão da Ilha, bairro que fica no Sudoeste da ilha de Florianópolis (SC).

Mensagem publicitária

Clique na imagem acima e saiba mais
sobre minhas
 sugestões de leitura pra você.
Quem lê recomenda!

sábado, 22 de janeiro de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #68: RAIOS




Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 17 de janeiro de 2022, em Itaguaçu, Florianópolis (SC).

Mensagem publicitária

Clique na imagem acima e saiba mais
sobre minhas
 sugestões de leitura pra você.
Quem lê recomenda!

Veja também:
A quem fere com fé, com fé será ferido
Lágrimas de sangue
Olhares alhures #18: Céu ameaçador
Nada mais

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

ÉTICA NO FUTEBOL

A confissão de Rafael Sóbis de que tirou o pé, amoleceu um jogo de 2016 para o Internacional, time pelo qual foi revelado, quando atuava pelo Cruzeiro, me fez ontem me recordar de três histórias envolvendo ética, palavrinha que vem sendo reduzida a pó, no futebol. Uma delas já publiquei neste blog e você pode ler clicando aqui. As outras duas se referem a jogadores que torciam para um clube na infância e brilharam em jogos importantes contra o antigo time do coração.

O ex-volante Andrade era botafoguense na infância, em Juiz de Fora (MG), sua terra natal, quando o Botafogo goleou o Flamengo, por 6 a 0, em 1972. Nove anos depois foi o autor do sexto gol rubro-negro sobre o Botafogo, quando o placar foi devolvido, e comemorou como nunca. Apesar de ter jogado no Vasco, posteriormente, enfrentando o Flamengo com o mesmo empenho, sendo inclusive campeão brasileiro em 1989, o Tromba, como é carinhosamente chamado pelos antigos companheiros de Fla, está intimamente ligado ao clube rubro-negro, do qual foi funcionário e, como treinador, campeão brasileiro em 2009.

Zico e Júnior abraçam Andrade, encoberto, na comemoração do sexto gol sobre o Botafogo,
em 8 de novembro de 1981. Foto: Arquivo/O Globo

Por outro lado, o ex-ponta-esquerda Renato Sá me confessou em entrevista que fiz com ele para o Museu da Pelada, em outubro de 2019, ser flamenguista desde criança (uma foto dele com a camisa rubro-negra em Tubarão-SC, onde nasceu, foi cedida para comprovar o que disse. Apesar disso, não deixou de vibrar muito e se orgulhar até hoje do gol que decidiu o clássico para o Alvinegro em 1979 impedindo que o Flamengo quebrasse o recorde de invencibilidade que também pertencia ao rival, de 52 jogos. Hoje (pelo jeito desde que parou de jogar) torce pelo Flamengo novamente.

Renato Sá, seguido por Ziza (à esquerda) e Mendonça (direita), comemora o gol que deu a vitória
ao Botafogo sobre o Flamengo, em 3 de junho de 1979. Foto: reprodução do jornal O Globo 

Mensagem publicitária

Clique na imagem acima e saiba mais
sobre minhas
 sugestões de leitura pra você.
Quem lê recomenda!

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

ESTREIA A COLUNA "EDUARDO LAMAS" NO PORTAL MAISPB

Estreou ontem, dia 17, a coluna que vou assinar quinzenalmente no portal MaisPB, de João Pessoa, com o texto "Beleza e Caos: Arte em toda parte". Neste espaço generosamente aberto por Kubi Pinheiro, editor de Opinião do site, vou publicar textos que passeiem pela crônica, o conto e a poética, como já fizera no início deste século, no jornal O Fluminense, de Niterói (RJ), numa coluna chamada "Pela cidade". Minha gratidão ao Kubi e a todo público que prestigia este blog e passar a ler a coluna.


Mensagem publicitária

Clique na imagem acima e saiba mais
sobre minhas
 sugestões de leitura pra você.
Quem lê recomenda!

Veja também:
"O negro crepúsculo", um livro muito bem recomendado
"Sutilezas", amor, paixão e surpresas
Olhares alhures #8: A lua e o luar
Músicas que nos fazem viajar #13: De frente pro crime

domingo, 16 de janeiro de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #67: CASARIO DO RIBEIRÃO DA ILHA

 










Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 10 de janeiro de 2022, no Ribeirão da Ilha, bairro que fica no Sudoeste da ilha de Florianópolis (SC).

Mensagem publicitária

Clique na imagem acima e saiba mais
sobre minhas
 sugestões de leitura pra você.
Quem lê recomenda!

sábado, 15 de janeiro de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #66: BONECOS DO RIBEIRÃO DA ILHA








Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 10 de janeiro de 2022, nas lojas Casa de Ana e Artesanato Ribeirão Arte, no Ribeirão da Ilha, bairro que fica no sudoeste da ilha de Florianópolis (SC). 

Mensagem publicitária

Clique na imagem acima e saiba mais
sobre minhas
 sugestões de leitura pra você.
Quem lê recomenda!

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

NAU POESIA: O CAMINHANTE *

Ainda na manhã desta vida errante
deixei sem sorrisos uma alegre infância.
Entre um ser meio modesto, meio fascinante,
cedo descobri que neste mundo
vaga pra mim é que não havia.
Pois porque não pude entrar,
logo percebi que é porque
vim pra caminhar,
não nasci pra competir,
perder ou ganhar.
Como se definiu Cecília, a poetisa,
também só vim aqui pra passar.
E outro dia mesmo me perguntaram:
“como pode alguém tão jovem não querer competir,
como pode alguém só querer caminhar?”
Pois é este o meu caminho,
meu mundo, minha fé,
isso que carrego em meu peito, em meus ombros
numa procissão de um homem só,
porque Deus deixei largado no meio do caminho
que ele não teve fôlego nem paciência pra me acompanhar
Ou será que foi por que eu disse logo:
homem, vê se larga do meu pé!
E caminho, caminho, nessa ausência de Deus
que Clarice, outra poetisa, também escreveu
ser um ato de fé, religião até.
Pois levo esta minha fé
como se fosse parte vital do corpo
uma fé não escrita em bíblia alguma
sem esperar nada do céu a não ser chuva,
que é tempo tão bom como dia de sol.
Pé ante pé, chão árido ou enlameado,
Pé no pó ou na poça, não deixo rastros,
pois não quero ninguém me seguindo,
e sim traçando suas próprias estradas.
Não combino com ninguém
e não é de se espantar, afinal
como encantar alguém
com palavras deslocadas no tempo
com sons até bem bonitos, mas desprezados,
maltratados, humilhados, desafinados?
Como encantar alguém que quer logo chegar
- Onde? Sei lá eu! –
se pra mim já basta andar.
Há vezes em que já não sei se caminho
ou se o caminho levado pelo tempo
é que passa sob meus pés.
Mas foi caminhando, devagar,
olhando pra tudo quanto foi lugar
que senti a verdade chegar diferente
pois não há de ser verdade
uma , nem duas, nem três
mas todas elas de uma vez.
Foi, foi olhando bem pros olhos desta gente,
que, em vez de caminhar,
espera uma hora, que mal sabe,
jamais, em tempo algum, chegará.
E eles correm, correm, correm
pra que os dias passem mais depressa,
enquanto eu, que nem relógio tenho,
sigo, sigo, sigo, sem pressa,
porque o tempo caminha pra trás
ou, senão, como ficaríamos velhos?
À margem desta estrada,
deslocado de tudo e de todos,
vivendo sem sonhos,
em andrajos, maltrapilho,
vou perseguindo o que não sei,
pois o que quero é saber,
mas não pra ensinar
e sim mostrar que muito se pode aprender
pra melhor caminhar
sem tanto cansar, sem tanto machucar.
Pois não é que quanto mais caminho
quanto mais sei,
mais me canso, mais me machuco
e mais cresço?
E deste mundo me faço esquecido e esqueço.
Do acostamento desta autopista
chamada ironicamente de vida
só vejo a violência da velocidade
a fascinação pela violência, pela velocidade
E como a velocidade me violenta!
Exercito então esta minha mente lenta
que me ensina – e nem foi preciso ver –
que se neste mundo ainda há papa, princesas, rainhas e reis
hão de sempre existir mendigos, famintos, doentes, miseráveis
pois que o homem sentado em seu trono
mais parece defecar suas maquinações
nos rostos fascinados, sorridentes, abobados
de quem os endeusa, idolatra.
O solo duro em que descalço prossigo
me fez aprender a ser meio impiedoso
e é sob este raciocínio e sentimento
que não vejo como poder diferenciar
quem despreza uma farta mesa por uma fina educação
de quem despreza qualquer educação
para se fartar com os olhos da mesa alheia.
Fora de moda, fora da mídia
sou uma mentira ambulante,
porque só o que a imprensa registra
é que se aceita ser verdade.
Vou seguindo à margem,
deslocado do mundo,
não procurando, mas achando
todo e qualquer lugar
por onde possa apenas olhar e
passar e passar e passar...

* Publicada neste blog originalmente em 2 de janeiro de 2009.

Esta poesia faz parte do ebook "Profano Coração", de Eduardo Lamas. Caso queira adquirir o seu, clique aqui ou na capa do livro, ao lado.

Veja também:
Nada mais
Oferenda (ou Canção de um ser dilacerado)
O papa do ateísmo
Amores

domingo, 9 de janeiro de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #65: VENDO O VERDE 2







 Fotos feitas por Eduardo Lamas, no dia 18 de dezembro, na Junkes Garden Center, no bairro de Serraria, em São José (SC)

Mensagem publicitária

Clique na imagem acima e saiba mais
sobre minhas
 sugestões de leitura pra você.
Quem lê recomenda!

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #47

Uma coisa jogada com música - Capítulo #46 Garrincha e Pelé, durante a Copa do Mu...

As mais visitadas