domingo, 5 de junho de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #97: LAGO NEGRO











Fotos de Eduardo Lamas Neiva, feitas no Lago Negro, Gramado (RS), no dia 22 de abril de 2022.

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quarta-feira, 1 de junho de 2022

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #18

Garrincha fuzila Yashin, mas a bola baterá na trave, nos espetaculares 3 primeiros minutos da
seleção brasileira contra os soviéticos na Copa do Mundo de 1958

A música de Chico César e Zezo Ribeiro agrada em cheio e é até aplaudida, mesmo sem os músicos presentes.

Garçom: - Que bom que gostaram.

O drible continua à baila no bar Além da Imaginação, e João Sem Medo sai jogando com elegância.

João Sem Medo: - Nosso gingado não tem igual no mundo, por mais que alemães, espanhóis e outros europeus queiram ensinar à sua criançada a jogar parecido com o que de melhor apresentamos nos campos de todo mundo. Só os africanos poderão, talvez, nos alcançar um dia. O nosso futebol é uma coisa jogada com música.

Garçom: - O drible já foi tema de várias músicas, seu João. Então vou colocar outra aqui pra vocês ouvirem. Ela se chama “Drible de corpo” e foi composta por Toinho Gomes e Aisier Vinicius.

Zé Ary vai então ao notebook do Além da Imaginação e põe o som no ar:


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O choro agrada em cheio também e Ceguinho Torcedor agora é que domina a área.

Ceguinho Torcedor: - As coisas estão tão de cabeça pra baixo que resolveram punir o drible.

João Sem Medo: - Até juiz aqui no Brasil andou advertindo jogador por driblar.

Ceguinho Torcedor: - A alegria do futebol, do nosso futebol, virou um acinte, uma humilhação.

João Sem Medo: - Isso só para os burocratas e os pernas de pau! Mas não tem árbitro, técnico ou dirigente que vá acabar com a criatividade do brasileiro.

Ceguinho Torcedor: - A música e o futebol deste país sempre produziram grandes craques.

Músico: - Sem dúvida alguma, seu Ceguinho. E tem mais músicas sobre o drible. Uma pena que o seu Garoto não pôde vir ainda pra tocar aqui pra gente o maxixe “Driblando”.

Garçom: - Mas tem uma aqui com o mesmo nome, do pianista Marcos Ariel. Vou colocar no som pra vocês ouvirem.

Todos curtem a música. Ao fim da execução, a palavra volta ao comando de quem? João Sem Medo!

João Sem Medo: - Falar de drible é falar de Garrincha, claro. Mas ele merece um dia inteiro pra que a gente comente um pouco sobre sua importância para o futebol brasileiro.

Ceguinho Torcedor: - Contra a Rússia, em 58, ele driblou até as barbas do Rasputin! Mas como disse o João, Garrincha é um assunto que não se esgota e merece que a gente fique falando só sobre ele durante séculos. E falaremos!

João Sem Medo: - Sim, é um papo certo pra mais adiante.

Garçom- Tem uma música ligeira e hábil como o Garrincha aqui. É a “Abertura” da trilha sonora do filme “Garrincha”, composta pelo saxofonista Léo Gandelman. Vamos ouvir!


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Ceguinho Torcedor: - João, esse Zé Ary sabe tudo de música e futebol.

Garçom: - Obrigado, seu Ceguinho. Gosto muito desta tabelinha. Não há no mundo coisa igual!

João Sem Medo: - Muito bom, Zé Ary, muito bom mesmo. Olha, um dos nossos craques que driblavam muito e tinha um futuro brilhante, mas infelizmente morreu muito jovem foi o Dener. Era um grande jogador, tinha um grande futuro pela frente.

Garçom: - Dener está ali, seu João.

João Sem Medo: - Opa! Muito prazer, garoto. Vi você começando e depois o acompanhei daqui com muita alegria. Parabéns! Sua passagem foi curta na Terra, mas inesquecível, pode ter certeza.

Dener: - Muito obrigado, seu João. É uma honra pra mim ouvir seu elogio.

Ceguinho Torcedor: - Receba os meus também e de todos aqui presentes.

Dener: - Agradeço muito, seu Ceguinho.

Todos aplaudem Dener, que agradece com acenos, de sua mesa.                            

Fim do Capítulo #18

Modificado e republicado em 2 de dezembro de 2024

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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terça-feira, 31 de maio de 2022

MÚSICA PRA VIAGEM: PEGANDO LEVE

Conheci O Terno por intermédio de Tim Bernardes. E fui apresentado a ele, há uns dois anos, por uma sugestão de alguém ou do próprio YouTube, já não me recordo, para ouvir, ver, a surpreendente mistura de Black Sabbath com Belchior que ele apresentou no programa "Cultura Livre", da TV Cultura. O que ele faz com piano e voz em "Changes" (Geezer Butler, Tony Iommi, Ozzy Osbourne e Bill Ward), e "Paralelas" (Belchior), como se fosse uma música só, me arrebatou de primeira. Daí para ir em busca de mais trabalhos e entrevistas e informações foi menos que um pulo. Portanto, ficar sabendo do grupo era inevitável. Gostar, ainda mais.

Alguém pode perguntar, então: por que "Pegando Leve" e não outra, "Recomeçar", por exemplo? Primeiro, porque é mais do que merecida, como seria a outra citada, mas esta retrata muito bem em sua letra nossos caóticos dias numa melodia muito, muito bonita. Segundo, porque ela entrou de surpresa na trilha sonora do nosso (meu e de minha mulher) sábado à noite, quando o tema de nossa conversa era justamente do que trata a letra, especialmente aqui: "Eu tô pegando leve, tentando descansar, meu nível de estresse ainda vai me matar". Curtaê, vale muito.   


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domingo, 29 de maio de 2022

OLHARES ALHURES - FOTOS #96: PARQUE DO CARACOL














Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 22 de abril de 2022, no Parque Estadual do Caracol, em Canela (RS).

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quarta-feira, 25 de maio de 2022

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #17

Iniesta arremata para fazer o gol do título mundial da Espanha, em 2010, na final contra a Holanda

João Sem Medo, ainda indignado com os 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil em 2014, prossegue o seu raciocínio sobre os problemas do futebol brasileiro.

João Sem Medo: - Nos anos 90, quando eu já não podia mais estar fisicamente para denunciar os crimes que estavam cometendo com o nosso futebol, passamos a imitar o antigo estilo europeu, mais pragmático, frio, sem jogo de cintura. E os alemães e os espanhóis passaram na década seguinte a nos imitar desde as divisões de base. Pegaram nossas melhores características e começaram a ensinar nas escolinhas de futebol de lá aos seus garotos. Com o tempo, com a organização que eles têm e nós não temos, mudaram sua forma de jogar. Principalmente a Alemanha, que sempre teve grandes jogadores, mas era mais dura de cintura.

Garçom: - Prefiro o jogo da Alemanha do que o da Espanha.

João Sem Medo: - Essa Espanha que ganhou em 2010 parecia o Bolero de Ravel, sempre a mesma coisa. Mas tinha um cracaço de bola, o Iniesta.

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Sobrenatural de Almeida: - Em 2010 estive na África do Sul.

Ceguinho Torcedor: - Aquele gol da Holanda sobre nós, com Júlio César e Felipe Melo, que jogaram juntos no Flamengo, batendo cabeça, só pode ter sido obra do Além.

Sobrenatural de Almeida: - Mas me redimi, e os holandeses tiveram de amargar o terceiro vice mundial.

Ceguinho Torcedor: - Aquele futebol da Espanha era igual ao tico-tico no fubá do América dos anos 50.

João Sem Medo: - Concordo com você, Ceguinho. Curioso que o Zagallo disse o mesmo da Holanda, em 74. E não tinha nada disso. Era um time de jogadores muito inteligentes e Cruyff foi um dos maiores que vi jogar.

Sobrenatural de Almeida: - Em 74, não gostei daquele futebol em que ninguém tinha posição fixa. Então, achei melhor a festa ficar em casa, com os alemães.

João Sem Medo: - Aquela seleção espanhola de 2010 era mesmo o tico-tico no fubá, cheio de toques pros lados. Não fosse o Iniesta...

O grupo que fica no palco aproveita a deixa da conversa e toca o choro “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu.

Músico: - Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, não tem nada a ver com o América, nem com futebol, mas como vocês citaram...

João Sem Medo: - Ah, e essa música é a cara do futebol brasileiro. O nosso jeito moleque, alegre, criativo de jogar.

Músico: - Peço perdão aos senhores, pois sabem muito mais de futebol do que eu, mas o chorinho ilustra muito bem o nosso estilo de jogo.

João Sem Medo: - Sem dúvida. O estilo que nos consagrou no mundo todo e que temos abandonado.

Ceguinho Torcedor: - Isso a gente não vê mais.

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João Saldanha: - Quais jogadores brasileiros hoje sabem driblar?

Os outros: - Ah, poucos, quase nenhum.

João Sem Medo: - O Neymar, mais uns dois ou três e olhe lá.

Ceguinho Torcedor: - Mesmo assim ainda acredito que é no Brasil que se produzem os melhores jogadores do mundo. Ainda somos os maiores do mundo! Quem não pensa assim é porque tem complexo de vira-lata.

Garçom: - Já que estão falando sobre o drible, lembrei de uma música  muito boa, do Chico César. Vou botar aqui pra todos ouvirem.

Zé Ary vai ao notebook e põe nas caixas de som “Drible”, de Chico César e Zezo Ribeiro (clique aqui pra ouvi-la).

Modificado e republicado em 18 de setembro de 2024

Fim do Capítulo #17

Esta série é uma homenagem especial a João Saldanha e Nelson Rodrigues e também a Mario Filho e muitos dos artistas da música, da literatura, do futebol e de outras áreas da Cultura do nosso tão maltratado país.
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terça-feira, 24 de maio de 2022

MÚSICA PRA VIAGEM: NOTURNO

Quando foi lançada, quase todo mundo que eu conhecia achava que o nome desta música era "Coração alado", até por causa da novela que era aberta com versos avassaladores na voz marcante de Fagner, lá no fim dos anos 70. Mas fui descobrir um tempinho depois, quando na casa de um amigo ouvi muitas e muitas vezes o disco "Beleza", de 1979, que o nome verdadeiro é Noturno. E só agora, quando fui escrever este texto é que soube que ela foi composta pelos irmãos Graco e Caio Silvio. Num país que dá pouco valor aos compositores, a não ser que sejam também cantores, ainda assim nem sempre, embarquei na ignorância por cerca de 43 anos.

"Beleza", que eu nem sabia também que tinha este nome (eu me recordava apenas da capa), é já o quinto álbum da carreira repleta de sucessos de Fagner. O cearense de Orós, pertencente ao Pessoal do Ceará, do qual o grande Belchior fez parte, gravou muitas músicas antes que caíram no meu gosto de criança noveleira e apaixonada por rádio que eu era. E "Noturno" foi uma das principais. Vamos ouvi-la novamente? 

"Aaaaaaaaaah, coração alaaaaado..."   


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domingo, 22 de maio de 2022

quarta-feira, 18 de maio de 2022

UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #16

Com a bola na rede, Gighia começa a comemorar o gol da vitória uruguaia contra o Brasil em 1950
O papo sobre a Copa de 50 com toda comoção é revivida por aqueles que puderam presenciar e participar dos dias de festa até o silêncio final. Jorge Goulart, então, volta ao palco e toma a palavra.

Jorge Goulart: - Aquela Copa de 50 foi realmente uma grande festa antes da final. O Lamartine, que ali está (todos aplaudem), fez outra marcha que poderia ter sido o hino do primeiro título mundial do Brasil, se não perdêssemos pro Uruguai. Vou cantar aqui a "Marcha do Scratch Brasileiro" que homenageia também o estádio Municipal, como era chamado a princípio o Maracanã.


Jorge Goulart é aplaudido, assim como Lamartine Babo, que numa das mesas próximas ao palco se levanta para cumprimentar o público.

Jorge Goulart: - Viva Lalá!

Todos: - Viva!

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Jorge Goulart continua no palco, enquanto o público o aplaudia e também Lamartine Babo.

Jorge Goulart  - Agora vou chamar ao palco a Linda Batista pra cantar outra música feita pra Copa de 50.

Linda se encaminha pro palco aplaudidíssima.

Linda Batista (no palco) – Obrigada, gente. Uma pena não termos ganhado daquela vez, né? Mas tive a felicidade de gravar este samba do Ary Barroso, que ali está e também merece muito os nossos aplausos.

Todos aplaudem Ary Barroso.

Linda Batista: - Vamos lá!


Mais aplausos.

Sobrenatural de Almeida: - É, a festa foi boa, mas a euforia foi demais também. O clima de já-ganhou não me agradou.

Ceguinho Torcedor: - Então, foi você?

Sobrenatural de Almeida: - Não, foi o Obdulio Varela, o Gighia, o time uruguaio. Eu só dei um empurrãozinho, sem querer. Aquele discurso do general Angelo Mendes de Morais, pouco antes de a bola rolar, me deixou revoltado.

Idiota da Objetividade: - O general Angelo Mendes de Morais era o prefeito do Distrito Federal, ou seja, o Rio de Janeiro, então capital do Brasil.

Ceguinho Torcedor: - Com uma euforia desmedida, o general disse pouco antes do jogo que os brasileiros eram os futuros campeões mundiais...

Zé Ary imediatamente põe nas caixas de som o trecho citado por Ceguinho Torcedor do discurso de Ângelo Mendes de Morais, da tribuna de honra do Maracanã.


Vaias e protestos da plateia são ouvidos.

Sobrenatural de Almeida: - Futuros mesmo, só oito anos depois...

João Sem Medo: - Nesse discurso ele também disse que tinha dado o estádio para a realização da Copa do Mundo, então que era a vez de os jogadores darem o título mundial para o Brasil. O general pressionou ainda mais os jogadores brasileiros, ao mesmo tempo em que já cantava a vitória.

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Ceguinho Torcedor: - Amigos, em 50, na véspera de Brasil x Uruguai, encontrei-me com o famoso “speaker” Gagliano Netto e perguntei: “Quem ganha?” Eis uma resposta triunfal: “Brasil 8 a 0” Vocês entendem? Ele não fazia por menos – tinha de ser 8 a 0. Pode parecer que era um caso de delirante otimismo individual. Absolutamente, milhões de pessoas achavam assim. E o Brasil perdeu! Dirá o Idiota da Objetividade que foi o Uruguai que nos venceu...

Idiota da Objetividade: - ... E não foi?

Ceguinho Torcedor: - Não. O que nos venceu foi o favoritismo total. Contra a Espanha, temíamos. E porque havia medo, um mínimo de medo, goleamos. Seis a um, foi o resultado final. Veio de Brasil x Uruguai o meu horror ao favoritismo.

Sobrenatural de Almeida: - Foi muita falta de respeito com os uruguaios. Aí, quando o Gighia penetrou pela direita e chutou, acabei fazendo a bola ir um pouco mais rápido e quicar na frente do Barbosa.

João Sem Medo: - Quando os políticos se metem no futebol acontece isso...

Garçom: – E o Sobrenatural...

Sobrenatural de Almeida: - ... de Almeida. Hahaha

Ceguinho Torcedor: - Você bem sabe o quanto a política prejudica o futebol, né, João? Não escalou o Dario, como queria o Médici...

João Sem Medo: - Dario era um bom jogador, mas eu tinha Tostão, Jairzinho, Roberto Miranda, Coutinho, Toninho Guerreiro. Se eu quisesse trombador, aí eu poderia buscar o Dario, ou o Flávio, do Corinthians, o Alcindo, do Grêmio. O presidente escalava o Ministério dele e eu escalava o meu time.

Ceguinho Torcedor: - Esta frase te derrubou, João.

João Sem Medo: - É, estavam transmitindo pro Brasil todo a entrevista... Mas voltando a 50, o que fizeram com o Barbosa foi uma grande injustiça. Teve racismo ali.

Ceguinho Torcedor: - Foi um dia muito triste pro futebol brasileiro. Muito triste.

Idiota da Objetividade: - Foi uma tragédia aquela derrota de 2 a 1 para o Uruguai. Os uruguaios chamam aquela vitória em 1950 de Maracanazzo até hoje.

João Sem Medo: - E a imprensa daqui exagera. Chamaram a derrota de 3 a 2 para a Itália em 82 de Tragédia do Sarriá.

Garçom: - Mal sabíamos o que estava por vir...

Sobrenatural de Almeida: - O Mineiraço, em 2014.

João Sem Medo: - Isso sim foi uma tragédia. Levar de 7 a 1 em casa, numa semifinal de Copa do Mundo, é o fim do mundo. Mas parece que tudo foi só um apagão.

Quase em coro, muitos presentes pensaram alto: "Pois é..."

Modificado e republicado em 17 de setembro de 2024 

Fim do Capítulo #16

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domingo, 15 de maio de 2022

sexta-feira, 13 de maio de 2022

MÚSICA PRA VIAGEM: FEITO MISTÉRIO

Esta é daquelas que canto sempre em casa, embora a letra completa eu nunca consiga decorar. "Então, senti que o resumo é de cada um, que todo mundo deságua em lugar comum..." e depois vem um laialálálá até "quando desespero vejo muito mais. Esta canção me rói feito um mistério, essa tristeza dóóóóiiii, meu fingimento é sério...". Aqui, nesta série não tão frequente quanto eu gostaria, o Boca Livre certamente também vai aparecer muitas e muitas vezes, tantas são suas obras-primas, de própria autoria ou cantoria. 

É uma experiência fascinante ouvi-los, desde os tempos em que Claudio Nucci fazia parte do grupo, posteriormente substituído à altura por Lourenço Baeta. O lamentável foi o grupo ter chegado praticamente ao fim com as saídas de Zé Renato, Lourenço Baeta e David Tygel por divergências políticas com Maurício Maestro, detentor do nome do grupo. 

Mas o papo aqui é "Feito mistério", de Lourenço Baeta, que não fazia parte do grupo ainda quando a música foi gravada, e o poeta Cacaso. Desta feita também resolvi apresentar duas versões: uma ao vivo, com a participação de Rodrigo Maranhão, e outra na gravação original do LP de estreia do grupo, lançado em 1979, e que tinha em minha coleção quando morava no Rio de Janeiro. 

Pode curtir à vontade!

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Uma coisa jogada com música - Capítulo #46 Garrincha e Pelé, durante a Copa do Mu...

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