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Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
sábado, 4 de dezembro de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #54: CANTO DO NOEL
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
MÚSICA PRA VIAGEM: ESTA MELODIA
Como hoje, 2 de dezembro, é dia do samba, resolvi, depois de muito pensar no que publicaria aqui, uma das mais belas canções deste ritmo que corre nas minhas veias desde sempre. Nas minhas mais remotas lembranças, recordo neste instante do meu saudoso pai batucando numa caixinha de fósforo ou qualquer outro objeto e eu, miudinho, me metendo com meu bumbo azul de plástico no meio da bateria do bloco Come e Dorme, na quadra do conjunto residencial IAPC de Olaria, zona Norte do Rio de Janeiro, onde meus avós moravam.
"Esta melodia" só vim conhecer muito mais tarde, nas rodas de samba que muito frequentei já adulto enquanto morava no Rio (e em breve estarei nas daqui de Florianópolis), e posteriormente pela gravação de Marisa Monte com a Velha Guarda da Portela, no excelente álbum "Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão". Achava, lá atrás, que a música era de dona Ivone Lara, mas é uma composição inspiradíssima de Bubu da Portela e Jamelão, que se eternizou como o grande cantor da Mangueira.
Não tenho como não me arrepiar vendo e ouvindo este vídeo, ainda mais que tive o privilégio de, no início dos anos 2000, estar sentado a uma mesa parecida com essa ao lado de tantos destes que aparecem cantando e tocando e dançando, no Candongueiro, casa de samba de Niterói que na época ficava na Estrada da Paciência (a Estrada Velha de Maricá), bem perto de onde eu morava.
"Quando vem rompendo o dia, eu me levanto e começo logo a cantar..."
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domingo, 28 de novembro de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #53: AOS PÉS DO CAMBIRELA
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sábado, 27 de novembro de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #52: CREPÚSCULO EM ITAGUAÇU
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terça-feira, 23 de novembro de 2021
O ÁUDIO DA ENTREVISTA DE NELSON PEREIRA DOS SANTOS
A entrevista que eu e o jornalista Alexandre Arruda fizemos com um dos maiores cineastas da História do cinema brasileiro Nelson Pereira dos Santos, no primeiro trimestre de 2001, já transcrita aqui com informações adicionais, em agosto de 2009, finalmente pode ser ouvida. Graças ao editor de audiovisual Fernando Gustav, a fita cassete que eu guardara há mais de 20 anos e que, há pelo menos 12, não era ouvida por ninguém, foi digitalizada e a nossa conversa está disponível aí acima, no LamasCast e também no meu canal do YouTube.
O diretor de tantos filmes notáveis, muitos entre os melhores do cinema mundial, faleceu em abril de 2018, aos 89 anos. Depois de 2001, ano em que o entrevistamos, além da série documental exibida pelo canal GNT "Casa Grande & Senzala", que estava para estrear na época e é mencionada em nossa conversa, Nelson ainda dirigiu o curta "Meu Cumpadre Zé Keti" (2001); "Raízes do Brasil" (2004); "Brasília 18%" (2006); "Português, a Língua do Brasil" (2009); "A música segundo Tom Jobim" (2012), que assisti e recomendo muito, e "A luz do Tom" (2012).
Por tudo isso citado acima e na postagem com a transcrição da entrevista, e por toda a sua obra, só há espaço para agradecimentos a Nelson Pereira dos Santos. Muito obrigado, Mestre!
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Entrevista: Nelson Pereira dos Santos
segunda-feira, 22 de novembro de 2021
MÚSICA PRA VIAGEM: MILHO AOS POMBOS
Ouvi "Milho aos Pombos" pela primeira vez num daqueles festivais que a TV Globo promoveu no início dos anos 80. Acho que foi defendida pelo Renato Teixeira, porque eu achava que a música era dele. Não passou da primeira fase, mas o refrão ficou guardado na minha memória, embora nunca mais tenha a ouvido novamente até a semana passada.
Ela retornou à minha mente quando vi na primeira pagina online de um jornalão brasileiro, logo abaixo da manchete, um título com uma palavra semelhante a "homogêneo" ou "miscelânea" (curioso que este fato muito mais recente não consigo me recordar com exatidão) escrita com "i" em vez do último "e". Comentei em grupos e com algumas pessoas do whatsapp sobre o ocorrido e terminei o texto com "Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça dando milho aos pombos".
Como imaginei que quase ninguém saberia do que eu estava falando, não só expliquei que era uma música do Renato Teixeira, mas antes de publicar fui pesquisar no IMMuB e descobri que era do Zé Geraldo e mandei corretamente. Não satisfeito, ouvi a música inteira pela primeira vez uns 40 anos depois da primeira vez, gostei muito e enviei para mais pessoas. E achei que merecia entrar nesta séria aqui do blog. Pois, cá está.
A letra é atualíssima, como a de "Admirável gado novo", de Zé Ramalho, que entrou na prova de ontem do Enem, furando o bloqueio "ideo-estupidológico" do desgoverno federal, a cara da desgraça. Apesar de todo avanço tecnológico, parece que só andamos em círculos e não saímos dos mesmos problemas do planeta Século XX.
Brasil, um país que vive no (do e pro) passado.
domingo, 21 de novembro de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #51: PRAÇA DO JAPÃO 2
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sábado, 20 de novembro de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #50: PRAÇA DO JAPÃO 1
quinta-feira, 18 de novembro de 2021
MÚSICA PRA VIAGEM: SHE SELLS SANCTUARY
Nos anos 80, enquanto vários amigos, a maioria dos jovens como eu, procuravam The Cure, eu preferia The Cult. Isso explica tanta coisa, talvez coisa alguma, até porque, embora gostasse muito do grupo inglês de hard rock e não dos darks, eu não o ouvi tanto naquela época e nem mesmo comprei um disco deles. Neste século é que andei pelas madrugadas insones vendo e ouvindo muita coisa do Cult, ainda mais depois que Ian Astbury se apresentou no lugar de Jim Morrison com The Doors, e o mesmo ocorreu num fim de semana recente. E aí me lembrei que há muito tempo não publicava nada desta série. Então, cá estou.
Foi difícil escolher uma, entre tantas que gosto, mas preferi desta vez ir pelo maior sucesso, pois é a música que me remete àqueles tempos idos. E ouvir especialmente Ian Astbury cantando e Billy Duffy na guitarra é um prazer renovado à vida dos meus tímpanos tão fatigados. Um já perfurado, na infância, inclusive.
Não quero cura, nem mais a tão glamourizada loucura de tempos não tão remotos, apenas ficar melhor e é isso que a Arte e a Cultura me dão seguidamente, desde sempre. Sem mais enrolação, senhoras e senhores, aumentem o volume, afastem os utensílios domésticos do meio do local em que se encontra agora e vamos dançar. "And the world, the world turns around and the world, and the world, the world drags me now. Sanctuary, sanctuary, sanctuary..."
domingo, 14 de novembro de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #49: UNIVERSIDADE DO MEIO AMBIENTE 2
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