segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

MÚSICA PRA VIAGEM: FLIGHT OF ICARUS

O Vôo de Ícaro é uma das histórias que mais me intrigaram e assustaram desde que a ouvi ou li pela primeira vez, ainda bem garoto. Entre as muitas interpretações, dependendo muito da versão, podem estar a lição da ganância, a imprudência, a desobediência e ou até blasfêmia do personagem que quis ganhar os céus em sua frágil asa de cera. "Flight of Icarus" sempre foi uma das minhas músicas favoritas do Iron Maiden e, depois de um longo tempo sem ouvi-la, voltei a ela no ano passado ao estudar o conto no curso de inglês que venho fazendo.

As duas versões, porém, são bem diferentes. Na letra, do extraordinário cantor Bruce Dickinson, que ainda participou da composição da música com o guitarrista Adrian Smith, Ícaro faz um vôo solitário, em nome de Deus (provavelmente o cristão), e se sente traído pouco antes de perceber que despencaria para sempre. Como se vê, o uso em vão do nome de Deus, mesmo que ingenuamente, é tema atual para toda eternidade, pelo menos enquanto houver humanos no Universo. 

A versão que aprendi no curso é certamente a original da mitologia grega, com Dédalo criando as asas e orientando o filho, Ícaro, a como fugirem juntos da ilha de Creta pelo alto da torre do castelo onde estavam confinados pelo Rei Minos. Só que o jovem Ícaro desobedece as ordens do pai, de não voar nem muito baixo para não molhar as asas no mar, nem muito alto para que elas não derretessem. E, como se sabe, foi o que o garoto fez ao se empolgar ganhando os céus.

Mas o papo aqui é "Flight of Icarus", que foi gravada no LP "Piece of mind", do já longínquo ano de 1983. Na hora de escolher, pensei também em "Children of the damned", do mesmo álbum, e da qual gosto muito também, mas ela e outras do Maiden ficarão para outra oportunidade. Fique aqui com a tragédia de Ícaro no vídeo-clipe original e, logo depois, com a mais recente e pirotécnica, da Legacy Of The Beast Tour, de 2019, que passou pelo Brasil (Rock in Rio) e após muitos anos trouxe de volta esta música aos shows da banda inglesa. 


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

MÚSICA PRA VIAGEM: TENTE OUTRA VEZ

Falar de Raul Seixas é falar da minha infância, que teve sim em sua trilha sonora dois grandes sucessos do roqueiro baiano: "Gita" e "Eu nasci há dez mil anos atrás", duas que vão pintar por aqui em algum momento. Ouvi sem parar, ainda pequeno, um compacto que tinha estas duas músicas na vitrola que era um armário na sala do apartamento dos meus pais. 

Mas hoje é dia da inspiradíssima e inspiradora "Tente outra vez". Vendo este vídeo que está lá embaixo, com essa que é das melhores músicas que Raul compôs (juntamente com Paulo Coelho e Marcelo Motta) e gravou, viajo aos tempos em que assistia ao Fantástico no domingo à noite só para ver os desenhos de Juarez Machado e os gols da rodada. 

Neste clipe, criado muitos anos antes da era dos vídeo-clipes, Raul se apresenta no meio de um cenário composto pela arte do grande Juarez, já citado no blog algumas vezes ao longo destes já quase 13 anos. Um casamento perfeito, podem conferir.   


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

ORÁCULO CIA DE TEATRO INICIA A CELEBRAÇÃO DE SEUS 25 ANOS

Se em 2020 as apresentações teatrais ficaram escassas, por causa da pandemia, a Oráculo Cia de Teatro, fundada pelos atores Gilson Gomes, Wagner Brandi e Neila Tavares, em 1996, não deixou de se preparar para as comemorações dos seus 25 anos. E será com a reencenação de um grande sucesso da companhia, “Diários Marginais: um encontro com Lima Barreto e João do Rio”, que os festejos terão início em fevereiro, como parte da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc.

Na impossibilidade de se fazer o espetáculo numa sala de teatro com público, a Oráculo recorreu a uma de suas marcas registradas: a criatividade. Assim, a peça com o encontro fictício de Lima Barreto e João do Rio, dois dos grandes cronistas do Rio de Janeiro do início do século XX, será apresentada gratuitamente no YouTube, de sexta a domingo, às 16h, nos dias 5 a 7, 19 a 21 e 26 a 28 de fevereiro.

- O espetáculo mostra os últimos dias de delírio de Lima Barreto, confinado em sua biblioteca para terminar o seu “Cemitério dos vivos”, sua obra inacabada. Durante seus delírios, Lima tem um encontro com João do Rio, e a partir daí travam um verdadeiro duelo em defesa de suas ideias – relata Gilson Gomes, que representa Lima Barreto e assina o texto junto com Wagner Brandi, que interpreta o João do Rio na peça e, paralelamente, trabalha na novela “Gênesis”, da TV Record, fazendo o papel do médico Sagai.

Gilson Gomes interpreta Lima Barreto e Wagner Brandi, João do Rio. Foto: Ianara Elisa

A montagem, que tem a direção de Luiz Furlanetto (Prêmio Shell de Melhor Direção por Transpotting, em 2011), fez a sua estreia em 2015, no Sesc Tijuca. Em 2016 foi selecionada no Edital da Funarj para circulação nos seus equipamentos culturais e se apresentou nos teatros Armando Gonzaga e Arthur Azevedo. Participou ainda do projeto Paixão de Ler, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e a Prefeitura do Rio de Janeiro, e também foi convidada para integrar a programação do Salão Carioca do Livro, no Pier Mauá, Armazém 3, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. O espetáculo esteve ainda no 3º Festival de Teatro do Centro Cultural Midrash, e se apresentou na Flip 2017, a convite do Coletivo João do Rio, numa mostra paralela. Além disso, participou do Circuito Sesi Cultural e fechou a agenda de 2017 no Centro Cultural Parque das Ruínas.

Recentemente o grupo foi convidado pelo cineasta Oswaldo Lioi, para adaptar o espetáculo em longa-metragem. O espetáculo e o trabalho do grupo serão publicados no livro “Bastidores: a história do teatro brasileiro”, de autoria do jornalista e pesquisador teatral Simon Khoury.

- Um de nossos maiores objetivos com este texto foi preservar e resgatar a vida e a obra desses grandes escritores brasileiros. Ao juntar os dois, propomos algo inédito e inovador nos palcos brasileiros, pois apesar de terem vivido a mesma época, nascidos no mesmo ano (1881) e morrido um ano após o outro (João do Rio, em 1921, e Lima Barreto, em 22), nunca se encontraram, apenas trocavam “farpas” literárias através de suas obras – explica Wagner Brandi.

Ainda dentro das comemorações do seu 25º aniversário, a Oráculo montará este ano mais duas peças inéditas: “A confissão” e “Diário da Lua”, segundo texto da trilogia “Diários”.

O espetáculo “Diários Marginais: um encontro com Lima Barreto e João do Rio” tem o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e do Governo Federal através do Fomento a todas as Artes (Lei de Emergência Cultura Aldir Blanc).

Gilson e Wagner em "Diários Marginais". Foto: Bianca Souza

Um pouco da história

Após a sua fundação, a Oráculo mergulhou num trabalho de pesquisa até se decidir por sua primeira montagem. Então, em 1996, estreou com O Assalto, de José Vicente, participando do VI Festival Carioca de Novos Talentos, realizado pelo RIOARTE, da qual recebeu a indicação de Melhor Ator (para Gilson Gomes), também concorrendo à categoria Melhor Espetáculo. O grupo ao longo de sua existência vem desenvolvendo o projeto A Literatura sob o Olhar Teatral, que tem como objetivo levar para o palco obras literárias de grande valor, tendo como principal proposta tratar o homem em relação ao mundo em que vive.

A companhia já adaptou para o teatro a peça América, de Franz Kafka (adaptação, concepção e direção de Paulo Afonso de Lima, 1998), com temporada no antigo Museu do Telephone, hoje OI Futuro, e participando do V Festival Veiga de Almeida, no qual recebeu 7 indicações a prêmio. Durante aquele período recebeu convites para o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Porto) em Portugal.

A Oráculo ainda montou “O Capote”, de Gogol (adaptação, concepção e direção de Paulo Afonso de Lima, 1999); “O Mandarim”, de Eça de Queirós (adaptação de Gilson Gomes e direção de Wagner Brandi, 2001), apresentado no evento internacional Eça entre milênios: pontos de olhar, realizado pelo Instituto Camões de Portugal; “Uma Lenda Quixotesca”, adaptação de “Dom Quixote” (feita por Gilson Gomes); “Oh, Nelson Rodrigues, Que Adoráveis Criaturas!”, adaptação para o teatro da vida e obra literária de Nelson Rodrigues, realizado no centenário do autor, por Neila Tavares (com direção de Wagner Brandi, 2012); “Riso Invisível” (2013), de Francisco Alves PH, texto escrito para os atores Gilson Gomes e Wanderlei Nascimento, com direção de Wagner Brandi; “Amor por anexins ou Uma Consulta”, adaptação da obra de Artur Azevedo (2015/2016), por Gilson Gomes, com direção de Wagner Brandi, com apresentações pela Secretaria Municipal de Cultura, Bibliotecas Parques, Circuito Sesc e Casa da Gávea. Entre outras.

Depois de “Diários Marginais”, na década passada, a companhia montou “Torturas de um coração”, de Ariano Suassuna (2018/2019), circulando por vários equipamentos culturais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, com sucesso de crítica e público.

Ficha técnica de “Diários Marginais: um encontro com Lima Barreto e João do Rio”

Local: transmissão online no canal da peça no YouTube (linktr.ee/oraculocia)
Datas: sexta a domingo, nos dias 5 a 7, 19 a 21 e 26 a 28 de fevereiro
Horário: 16h
Ingresso: gratuito
Classificação: 12 anos
Duração: 60 min
Texto e atuação: Gilson Gomes e Wagner Brandi
Direção: Luiz Furlanetto
Direção de arte: Oswaldo Eduardo Lioi
Cenografia: Ianara Elisa
Criação de vídeo-cenário e operação: Mayara Ferreira
Fotografia: Leonardo Pergaminho
Design gráfico: Alexandre Muner
Iluminação: Djalma Amaral
Operador de luz: Geilson Silva
Direção Musical: Charles Kahn
Direção de palco e Contra-regra: Ana Paula Casares
Assessoria de imprensa: Eduardo Lamas
Filmagem do espetáculo: Ton de Melo
Produção executiva: Gilson Gomes
Coordenação do projeto: Oráculo Cia de Teatro
Realização: WGL Produções e Eventos & Kadiwéu Projetos Artísticos.
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sábado, 30 de janeiro de 2021

A MELHOR PROPAGANDA DE TODOS OS TEMPOS

O impacto que esta propaganda de TV me causou ainda ecoa em mim, passados mais de 30 anos. Não por acaso, sinto - e recentemente isso vem se repetindo - completa repulsa quando um tirano se aproxima, tangencia ou, muito pior, conquista o poder, ainda mais quando exibe grande popularidade, democraticamente ou não. 

Ecos dos passados remotos e recentes. Em tempos orwellianos, em que a História é reescrita com muitas mentiras disfarçadas de verdade ou, ainda mais grave, quando a evidência mais do que comprovada é negada; em tempos de terraplanistas em pleno Século XXI, relembrar esta propaganda que está no vídeo lá embaixo creio ser de grande importância.

Sem entrar em juízo de valor do produto em si, ao qual tenho cá minhas muitas críticas, mas também elogios, o texto fundamenta a ética jornalística, algo que uma parte nada pequena de veículos e comunicadores, de direita, de esquerda e de centrão sanguessuga, desconhece completamente. 

Não existe imparcialidade, isto é de uma obviedade rodrigueana, porém, jamais se deve esquecer a responsabilidade de informar corretamente e opinar com base nos fatos e não nos delírios e desejos, nem os mais sublimes, quanto menos os mais funestos.

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Encantamento, fanatismo, cegueira
A propósito do jornalismo, o que tenho eu a dizer
Outras considerações sobre o escrever

Nos 25 anos em que trabalhei como jornalista e tive o privilégio de conhecer grandes colegas, mais velhos, da minha geração e mais novos, tive em mente sempre a importância de agir corretamente, mesmo quando emitia alguma visão particular. Que no fundo é o que sempre há, a visão particular do repórter, do redator ou do editor que escreve. Já o que se publica muitas vezes depende muito da linha editorial (leia-se, comercial e política) do veículo. 

Fui apenas mediano como repórter e bom na retaguarda, tanto como redator, quanto como editor (ou sub), mas a ética sempre latejou em minha cabeça e ritmou o meu coração enquanto jornalista. O que não evitou que cometesse erros. Imagine quem se pauta pelas mentiras disfarçadas ou não que justifiquem seus desejos e delírios.

Para quem nunca viu, para quem não se recorda ou mesmo para quem (público leitor ou jornalista/comunicador) se lembra bem, vale muito prestar atenção no vídeo abaixo. Em tempos como os que estamos vivendo, a notícia, a informação, o comentário, a orientação, em suma a Educação, pois tudo se origina dela, são fundamentais, muito mais importantes do que nos raros momentos amenos que nos são permitidos neste país. 

Por fim, antes do vídeo com a propaganda, Millor Fernandes, sobre tudo - e um pouco mais - do que foi escrito acima: "Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados".


Obs.: A propaganda acima foi criada pela agência W/GGK, de Washington Olivetto.

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Entressafra
Crônica que nasceu no Boteco Taco
"O negro crepúsculo", um trabalho de 11 anos

domingo, 24 de janeiro de 2021

COM O CORAÇÃO CADA VEZ MAIS DISTANTE DO FLAMENGO

Não há novidade alguma - o que não impede de continuar sendo repugnante - o fato de políticos no poder buscarem popularidade em clubes de futebol. Ainda mais quando as avaliações de seus trabalhos (ou a falta deles) andam em baixa e o clube tem uma imensa torcida e vem de uma vitória importante. Portanto, o que o atual presidente fez há poucos dias ao visitar o treino do Flamengo, em Brasília, ilustra bem o caso acima. 

O mais aterrador é o clube, ou melhor, seus atuais dirigentes e jogadores, aceitarem de bom grado a (que pelo menos deveria ser) incômoda visita. Afinal, além do contínuo desrespeito a todas as regras para se evitar a transmissão do corona vírus (e ainda ser garoto-propaganda de remédios comprovadamente ineficazes e em alguns casos maléficos), o desmandatário deste país é um notório defensor da tortura e exalta como herói nacional um sádico torturador (seu vice concorda plenamente), tendo inclusive feito impunemente uma declaração pública neste sentido dentro do Congresso Nacional durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff.

Um clube como o Flamengo, que teve um atleta de remo morto sob tortura durante a ditadura militar de 1964 a 1985, da qual o capitão no poder é um entusiasta, jamais deveria aceitar sequer proximidade com um ser como este. Porém, não foi a primeira vez. Toda vez que o Flamengo vai a Brasília, ele se encosta e os dirigentes rubro-negros se empinam alegremente, com toda subserviência. Stuart Angel, filho de Zuzu Angel, outra que foi assassinada pelos militares que estavam no poder na década de 70, foi remador do clube e chegou a conquistar um bicampeonato carioca. Mas para o Flamengo de hoje isso não tem a menor relevância. 

Abro um parêntesis aqui para deixar claro que não concordo, a e em princípio, com nenhuma luta armada, e defendo que crimes devam ser punidos de acordo com suas proporções previstas em lei, mas jamais, em tempo algum, com tortura (com ou sem assassinatos). Muito menos com as que Stuart sofreu e que não vou relatar aqui por serem deprimentes demais. Quem quiser saber é só pesquisar. Isto é uma questão de dignidade humana, de valor pessoal, vem muito, muito antes de política. 

Por essas e muitas outras (as atitudes em relação às mortes dos Garotos do Ninho em destaque), eu já vinha me afastando do Flamengo e do futebol, mais ainda quando o clube se tornou aquele que mais forçou o retorno aos jogos durante a pandemia. Continuei torcendo pelo clube, mais por hábito do que com o coração, e acompanhei tudo de longe, sem ouvir ou ver um jogo sequer desde março do ano passado. Agora, com mais esta aproximação indecente com o atual presidente, que por sua inépcia ou maldade mesmo, tem gigantesca responsabilidade pelas (atuais) quase 220 mil mortes pela Covid-19, fico ainda mais longe disso tudo. Continuarei acompanhando o noticiário, mas meu coração ficará bem distante.

Momento Jogada de Música

Esta relação do podre poder com o Flamengo não é de hoje, claro. Um dos ídolos do atual presidente, Emilio Garrastazu Médici, se dizia torcedor do clube da Gávea, e isso foi motivo para os irmãos botafoguenses Marcos e Paulo Sérgio Valle criarem uma música, chamada "Flamengo até morrer", ironizando este fato de tal forma que muitos encararam na época (1973) como uma homenagem ao Rubro-Negro. Porém, evidentemente, era uma forma de driblar a censura e emplacar uma crítica à fuga que o futebol representava (e ainda representa) para o povo dos seus imensos problemas cotidianos e também um protesto contra os crimes que os donos do poder cometiam por baixo dos panos, sem que nada pudesse ser noticiado.  Ouça abaixo.

 

Esta citação artística acima prova mais uma vez que o projeto Jogada de Música não está morto, apenas está em pausa para recuperar suas forças e no momento adequado voltar a buscar financiamento para viabilizar o documentário, a série para TV, os shows, a exposição multimídia, os debates musicados,  programa de rádio, podcast, entre outras possibilidades imaginadas (e até iniciadas), mas ainda não estruturadas. Vida longa ao Jogada de Música!

E para mostrar que o futebol ainda continua correndo em minhas veias, apesar dos muitos pesares, em fevereiro será lançado na versão em papel e digital de "Contos da Bola", pela Cartola Editora. É só aguardar que em breve o livro estará na área e eu vou contar pra todo mundo ouvir. Conto com a sua torcida e leitura. Até breve!

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