Fotos de Eduardo Lamas, feitas entre 2020 e 2021 em Itaguaçu, Florianópolis (SC).
Aqui você encontra, em essência, trabalhos do escritor e jornalista Eduardo Lamas Neiva sobre os mais variados temas. Obrigado pela visita, volte sempre.
domingo, 1 de agosto de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #19: COQUEIROS BAILARINOS
Fotos de Eduardo Lamas, feitas entre 2020 e 2021 em Itaguaçu, Florianópolis (SC).
sábado, 31 de julho de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #18: CÉU AMEAÇADOR
Fotos de Eduardo Lamas, feitas em 3 de março de 2021, em Itaguaçu, Florianópolis (SC)
quinta-feira, 29 de julho de 2021
O TORCEDOR DE FUTEBOL
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| Antiga geral do Maracanã lotada. Foto: Custódio Coimbra (O Globo) |
"O torcedor de futebol é um passional, um trágico. Diante da derrota ele modula os uivos mais sentidos do seu repertório. Qualquer jogo (do clássico mais importante à pelada mais vira-latas) faz o torcedor sofrer. E digo mais: ele gosta de sofrer e cultiva, com raro deleite, o próprio sofrimento".
Nas pesquisas que ando realizando para dois projetos, colhi este trecho escrito por Nelson Rodrigues e publicado em sua coluna "Meu Personagem da Semana", do jornal Ultima Hora, do Rio de Janeiro, no início de 1961. Em tempos de pandemia e, onde ainda paira algo semelhante à responsabilidade, sem torcedor nos estádios percebemos o quanto ele é fundamental para o futebol. Sua ausência nos jogos torna escandalosa esta importância.
Nenhum personagem, por mais importante, patético ou heróico, bandido ou melancólico, é mais interessante que o torcedor. Ele não toca na bola em campo, não faz gol, não arruma nem desarruma time algum, não apita o jogo, fica fora das quatro linhas e ainda assim é a verdadeira alma de um clube de futebol. E sem alma, nenhum clube pode almejar glória alguma. Nem mesmo chorar lágrimas de esguicho por suas mais doídas derrotas.
Muitas das melhores histórias que vivi e presenciei nos estádios foi como torcedor ou protagonizadas por um dos milhares que me cercavam, fosse na arquibancada, na geral, cadeiras até mesmo nas tribunas. Faço uma rápida pausa aqui para contar um episódio que presenciei nas cadeiras especiais do Maracanã.
Tarde ensolarada de um domingo dos anos 90, Flamengo x Vasco. Já jornalista, assisto à partida da tribuna de imprensa, para quem se lembra, ficava em meio às cadeiras especiais. O Flamengo abre o marcador com o zagueiro Rogério, no primeiro tempo. À minha esquerda percebo um torcedor rubro-negro mais exaltado, fazendo gestos obscenos e gritando palavrões que eu só conseguia decifrar por dedução e alguma leitura labial, encaminhando-se em direção oposta, à direita das cabines de rádio e TV. Ele se posta em cima de uma espécie de palanque de concreto bem atrás das cabines, balança a genitália, vira-se e balança a bunda para a torcida vascaína. Mais um gesto obsceno final com ambas as mãos e volta eufórico, delirante, para o seu lugar.
Clássico é clássico, rivalidade é rivalidade e vice-versa. No futebol não existe justiça; no máximo, tem troco ou vingança. Último minuto de partida, Valdir Bigode empata para o Vasco. Aí, já esquecido do que ocorrera anteriormente, vejo um vascaíno vindo do lado direito em direção ao mesmo local em que o flamenguista tinha feito seu show particular como se tivesse sido ele, e não Rogério, o autor da estocada, do golpe, ou melhor, do gol rubro-negro. E, lá, no mesmo palanque, porém rindo, gargalhando, quase dançando da maneira mais desengonçada, o cruzmaltino repete alguns aqueles gestos do rival em direção à torcida rubro-negra. Apesar de ser torcedor do Flamengo, não pude conter a risada juntamente com outros jornalistas e torcedores que presenciaram as duas cenas.
A raiva, as alegrias, as frustrações, os preconceitos, as identificações, mitificações... Todos esses elementos - e outros tantos - o torcedor leva de sua vida cotidiana para o estádio e se revelam sem filtros em galhofa, exaltação, vaia, urros, xingamentos, discriminação, desvario, euforia, choro, risadas, violência.
Quem ao menos um dia na vida foi torcedor de futebol sabe muito bem do que falo. E certamente tem muitas e ótimas histórias para contar. Algumas das minhas ofereço neste meu primeiro livro sobre o vasto mundo do futebol (e pode aguardar que o segundo já começou - lentamente - a ser escrito). Fica, então, Contos da Bola como sugestão para o dia dos pais. Ou para você mesmo se presentear ou oferecer ou sugerir a quem torce para o mesmo time que você ou para um rival. Este time é tão bom no papel, como no ebook.
Veja também:
Dom de jogar bola e Bolero de Ravel
Das peladas de rua às arenas
Adeus, Maracanã!
Um inesperado encontro na madrugada
Músicas que nos fazem viajar #2: Um a Zero
Ode ao futebol-arte
Setenta vezes Maracanã
Com o VAR, o futebol se tornou um "video-game" com defeito
Apesar da estupidez reinante, um ano muito bom particularmente
quarta-feira, 28 de julho de 2021
domingo, 25 de julho de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #17: "MENTE QUEM DIZ QUE A LUA É VELHA"
Veja também:
Villa-Lobos, o pai da MPB
Músicas que nos fazem viajar #24: Estrela Solitária
Olhares alhures #8: a Lua e o luar
sábado, 24 de julho de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #16: AS BRUXAS DE ITAGUAÇU 2
Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 22 de julho de 2021, em Altos do Itaguaçu e no "Baixo" Itaguaçu, Florianópolis (SC)
Para saber sobre a lenda das Bruxas de Itaguaçu, clique aqui.
Veja também:
Olhares alhures #4: O céu sangra
Sábado mágico com o mutante Sérgio Dias
Anima, a música desperta
quinta-feira, 22 de julho de 2021
SOBRE OS NOSSOS 4 MAIORES CRAQUES DO FIM DOS 70 E INÍCIO DOS 80
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| Falcão (Inter), Reinaldo (Atlético-MG), Zico (Flamengo) e Sócrates (Corinthians). (Foto: Placar) |
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Sócrates só foi convocado para a seleção, pelo próprio Coutinho, em 79, ano em que o meio-campo titular da Copa de 82, formado por Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico, só atuou junto (mas com o Doutor de centroavante e é como acho que daria certo na Espanha, com Paulo Isidoro na direita) por 3 vezes. Veja abaixo os resultados destes jogos:
17/5/ - Brasil 6 x 0 Paraguai - Cerezo começou no banco e substituiu Carpegiani, com os outros três permanecendo em campo até o fim da partida.
31/5 - Brasil 5 x 1 Uruguai
21/6 - Brasil 5 x 0 Ajax (Holanda)
Isso talvez explique um pouco mais porque ficamos 24 anos sem ganhar uma Copa do Mundo. Talvez.
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segunda-feira, 19 de julho de 2021
A PRIMEIRA ENTREVISTA INTERNACIONAL
Só tenho a agradecer a todos e continuar trabalhando duro para levar ao máximo de leitores (e espectadores) livros, peças, filmes, projetos artístico-culturais que tenho a permissão de criar. E que todo este trabalho traga a cada pessoa que com ele tiver contato divertimento, reflexão, interação, prosseguimento.
Muitíssimo obrigado, vamos em frente que ainda tem muito material para ganhar mundo.
domingo, 18 de julho de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #15: POESIA NO CONCRETO
Veja também:
O outro ovo da serpente
Os muros
Futebol-arte: os maiores jogos de todos os tempos #2
Oferenda (ou Canção de um ser dilacerado)
sábado, 17 de julho de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #14: PINTURAS NO CÉU DE SÃO JOSÉ
domingo, 11 de julho de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #13: ATOM HEART MOTHER
Fotos de Eduardo Lamas, feitas no dia 3 de julho de 2019, na Barra da Lagoa, Florianópolis (SC)
Veja também:
Músicas que nos fazem viajar #7: On the run
Roger Waters setentão
Os bichos vão se rebelar
Os muros
Conexões
sábado, 10 de julho de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #12: FLORES DE COQUEIROS
Fotos de Eduardo Lamas, feitas nos dias 6 e 8 de julho, em Coqueiros, Florianópolis (SC)
Veja também:
Olhares alhures #3: Laguna
Anima, a música desperta
A Terra de Salgado
Nise da Silveira: o afeto e a Arte como poder
domingo, 4 de julho de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #11: MAR DE NUVENS E LÁGRIMAS DA PEDRA
sábado, 3 de julho de 2021
OLHARES ALHURES - FOTOS #10: FLORES DE FLORIPA
terça-feira, 29 de junho de 2021
O ENCONTRO TEATRAL DE LIMA BARRETO E JOÃO DO RIO DE VOLTA
Fundada pelos atores Gilson
Gomes, Wagner Brandi e Neila Tavares, em 1996, a Oráculo iniciou as celebrações
em fevereiro com a mesma peça, recebendo muitos elogios da crítica e do
público. “Diários Marginais” retrata o encontro fictício dos escritores Lima
Barreto e João do Rio, dois dos grandes cronistas do Rio de Janeiro do início
do século XX.
- O espetáculo mostra os últimos
dias de delírio de Lima Barreto, confinado em sua biblioteca para terminar
“Cemitério dos vivos”, sua obra inacabada. Durante seus delírios, Lima tem um
encontro com João do Rio, e a partir daí travam um verdadeiro duelo em defesa
de suas ideias – relata Gilson Gomes, que representa Lima Barreto.
Gilson escreveu o texto
juntamente com Wagner Brandi, que interpreta o João do Rio na peça e,
recentemente integrou o elenco da novela “Gênesis”, da TV Record, fazendo o
papel do médico Sagai. O centenário da morte de João do Rio foi muito lembrado
no último dia 23 de junho. Seu enterro, em 1921, teve a presença de 100 mil
pessoas.
- Um de nossos maiores objetivos
com este texto foi preservar e resgatar a vida e a obra desses grandes
escritores brasileiros. Ao juntar os dois, propomos algo inédito e inovador nos
palcos brasileiros, pois apesar de terem vivido a mesma época, nascidos no
mesmo ano (1881) e morrido um ano após o outro (João do Rio, em 1921, e Lima
Barreto, em 22), nunca se encontraram, apenas trocavam “farpas” literárias
através de suas obras – explica Wagner Brandi.
A montagem, que tem a direção de
Luiz Furlanetto (Prêmio Shell de Melhor Direção por Transpotting, em 2011), fez
a sua estreia em 2015, no Sesc Tijuca. Em 2016 foi selecionada no Edital da
Funarj para circulação nos seus equipamentos culturais e se apresentou nos
teatros Armando Gonzaga e Arthur Azevedo. Participou ainda do projeto Paixão de
Ler, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e a Prefeitura do Rio de
Janeiro, e também foi convidada para integrar a programação do Salão Carioca do
Livro, no Pier Mauá, Armazém 3, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. O
espetáculo esteve ainda no 3º Festival de Teatro do Centro Cultural Midrash, e
se apresentou na Flip 2017, a convite do Coletivo João do Rio, numa mostra
paralela. Além disso, participou do Circuito Sesi Cultural e fechou a agenda de
2017 no Centro Cultural Parque das Ruínas.
Recentemente o grupo foi convidado para adaptar o espetáculo em longa-metragem pelo cineasta Oswaldo Lioi, que também dirigiu e adaptou a montagem teatral para a internet. O espetáculo e o trabalho do grupo serão publicados no livro “Bastidores: a história do teatro brasileiro”, de autoria do jornalista e pesquisador teatral Simon Khoury.Ainda dentro das comemorações do seu 25º aniversário, a Oráculo montará este ano mais duas peças inéditas: “A confissão”, de Eduardo Lamas, e “Diário da Lua”, segundo texto da trilogia “Diários” que também escrita a quatro mãos pela dupla Gilson e Wagner.
Um pouco da história
Após a sua fundação, a Oráculo
mergulhou num trabalho de pesquisa até se decidir por sua primeira montagem.
Então, em 1996, estreou com O Assalto, de José Vicente, participando do VI
Festival Carioca de Novos Talentos, realizado pelo RIOARTE, da qual recebeu a
indicação de Melhor Ator (para Gilson Gomes), também concorrendo à categoria
Melhor Espetáculo. O grupo ao longo de sua existência vem desenvolvendo o
projeto A Literatura sob o Olhar Teatral, que tem como objetivo levar para o
palco obras literárias de grande valor, tendo como principal proposta tratar o
homem em relação ao mundo em que vive.
A companhia já adaptou para o
teatro a peça América, de Franz Kafka (adaptação, concepção e direção de Paulo
Afonso de Lima, 1998), com temporada no antigo Museu do Telephone, hoje OI
Futuro, e participando do V Festival Veiga de Almeida, no qual recebeu 7
indicações a prêmio. Durante aquele período recebeu convites para o Festival
Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Porto) em Portugal.
A Oráculo ainda montou “O
Capote”, de Gogol (adaptação, concepção e direção de Paulo Afonso de Lima,
1999); “O Mandarim”, de Eça de Queirós(adaptação de Gilson Gomes e direção de
Wagner Brandi, 2001), apresentado no evento internacional Eça entre milênios:
pontos de olhar, realizado pelo Instituto Camões de Portugal;“Uma Lenda
Quixotesca”, adaptação de “Dom Quixote” (feita por Gilson Gomes); “Oh, Nelson
Rodrigues, Que Adoráveis Criaturas!”, adaptação para o teatro da vida e obra
literária de Nelson Rodrigues, realizado no centenário do autor, por Neila
Tavares (com direção de Wagner Brandi, 2012); “Riso Invisível” (2013), de
Francisco Alves PH, texto escrito para os atores Gilson Gomes e Wanderlei
Nascimento, com direção de Wagner Brandi; “Amor por anexins ou Uma Consulta”,
adaptação da obra de Artur Azevedo (2015/2016), por Gilson Gomes, com direção
de Wagner Brandi, com apresentações pela Secretaria Municipal de Cultura,
Bibliotecas Parques, Circuito Sesc e Casa da Gávea. Entre outras.
Depois de “Diários Marginais”, na
década passada, a companhia montou “Torturas de um coração”, de Ariano Suassuna
(2018/2019), circulando por vários equipamentos culturais do Rio de Janeiro e
de Minas Gerais, com sucesso de crítica e público.
Ficha técnica de “Diários Marginais: um encontro com Lima Barreto e João do Rio”
Local: transmissão online no site do Teatro Bibi Ferreira (www.sympla.com.br/teatrobibiferreiraplay)
Datas: aos sábados, nos dias 3, 10, 17, 24 e 31 de julho
Horário: 17h30
Ingresso: R$ 30 (www.sympla.com.br/teatrobibiferreiraplay)
Texto e atuações: Gilson Gomes e Wagner Brandi
Direção do espetáculo teatral: Luiz Furlanetto
Direção do espetáculo Cineteatro e Direção de arte: Oswaldo Eduardo Lioi
Cenografia: Ianara Elisa
Video mapping: Mayara Ferreira
Edição de vídeo: Mayara Ferreira e Ciáxeres Régio
Fotografia: Leonardo Pergaminho
Design gráfico: Alexandre Muner
Iluminação: Djalma Amaral
Iluminação Cineteatro: Wagner Brandi e Ianara Elisa
Operador de luz: Ianara Elisa
Direção Musical: Charles Kahn
Músicas originais para o espetáculo: Wagner Brandi
Direção de palco: Ana Paula Casares
Assessoria de imprensa: Eduardo Lamas
Filmagem do espetáculo: Júlio Kummer
Produção executiva: Oráculo Cia de Teatro
Coordenação do projeto: Gilson Gomes
Realização: WGL Produções e Eventos & Kadiwéu Projetos Artísticos
Classificação: 12 anos
Duração: 60 min
Veja também:
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