terça-feira, 6 de abril de 2021

"CONTOS DA BOLA" ESTÁ NA REDE

O lançamento do livro Contos da Bola, pela Cartola Editora, graças ao patrocínio de 25 pessoas, não está com o placar em branco na mídia. Vários sites já publicaram matérias sobre o livro e eu também não poderia deixar de citá-los e dar o meu muito obrigado, é claro. 
Abaixo listo os veículos, basta clicar em cima do nome para ser direcionado diretamente à página da publicação sobre Contos da Bola. E vem muito mais por aí!


O livro foi mostrado e comentado também no programa No Mundo da Bola, da TV Brasil, na noite de 4 de abril, pelo apresentador Sérgio du Bocage, que é homenageado no livro emprestando seu sobrenome a um personagem. No dia seguinte, concedi uma entrevista ao radialista Jorge Ramos, apresentador do programa Painel, da Rádio Roquette Pinto.

Se você clicar na capa aí acima ficará de cara pro gol para adquirir o seu livro na Livraria da Cartola. Em breve, Contos da Bola também em ebook em lojas online como Submarino, Amazon, Lojas Americanas e outras.

terça-feira, 30 de março de 2021

CONTOS DA BOLA: TINO


Você sabe por que o artilheiro Tino, personagem de Contos da Bola, é comparado a Mimi Sodré, lendário craque do Botafogo do início do Século XX? Não? Lendo o livro você vai saber. Clique aqui para adquirir o seu exemplar.

Para quem está curioso, adianto, sem entregar o jogo, que a história de Tino é bem divertida e dramática. Foi criada sem qualquer referência ou inspiração específica, pois só descobri que Mimi Sodré tinhas as mesmas características que pus em Tino quando já havia escrito a primeira versão do conto há alguns anos.

Aos poucos vou fazendo comentários curtos sobre os 19 Contos da Bola. Qualquer pergunta que queira fazer sobre o livro, as histórias, minha relação com o futebol ou qualquer outra é só pôs nos comentários abaixo. Peço somente que se for escrever como Anônimo, assine o texto. Agradeço desde já todo apoio e o carinho de quem já comprou e, principalmente, já leu o livro.


quarta-feira, 10 de março de 2021

MARACANÃ, MAIS UM DESRESPEITO SEM TAMANHO

Não bastasse ser destruído por dentro, ter sua alma arrancada no início da década passada, o Maracanã passa por nova tortura. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou ontem (9/3/2021) em regime de urgência (o que por si só já é um completo descalabro, como se não vivêssemos problemas muito maiores no país, em especial no mais que maltratado Rio de Janeiro) a troca do nome do estádio de Mario Filho, que permaneceria com seu nome ligado ao complexo inteiro, pelo de Pelé. Não que Pelé, o personagem criado para e por Edson Arantes do Nascimento que se tornou o maior jogador de futebol de todos os tempos não mereça homenagens e não tenha qualquer ligação com o Maracanã, muito pelo contrário. Porém, é um completo desrespeito com Mario Filho, o Criador de Multidões, como bem o apelidou seu irmão Nelson Rodrigues.

Para quem não sabe, Mario Filho foi o maior defensor da construção do estádio para a disputa da Copa do Mundo de 1950, incluindo uma campanha no Jornal dos Sports, que dirigia à época e onde tive o privilégio muitos anos depois de trabalhar em quatro oportunidades (1990/91, 94, 97 e 2002/03). Um povo que desconhece e, pior, desrespeita a própria História está fadado a definhar. É o que temos visto nas últimas muitas décadas no Rio, em particular, no Brasil, em geral. Infelizmente.

Capa do Jornal dos Sports em 17 de junho de 1950

Minha ligação com o antigo Maracanã já é bem conhecida por quem acompanha este blog (é só ver algumas postagens lá embaixo). E aquele lugar que em determinado momento de minha vida cheguei a dizer que era a minha segunda casa (com certo exagero, admito) inevitavelmente acabou se tornando um personagem fundamental em vários dos Contos da Bola, livro que estou relançando pela Cartola Editora. Mas o que está nas páginas que você certamente terá em mãos (seja em papel ou em algum dispositivo eletrônico) é o maior e mais emblemático estádio do mundo, não a arena ou ginásio gigante em que se transformou a partir dos anos 10 deste século.

É muito triste saber de mais esta marretada no Maracanã. Parodiando o título de um livro de Jorge Amado, é a morte e a morte do Maracanã. Antes, destroçaram sua alma, concretamente. Agora, simbolicamente.

Veja também:
Setenta vezes Maracanã
Templos e espetáculos
Adeus, Maracanã
Reencontro

sexta-feira, 5 de março de 2021

"CONTOS DA BOLA" ESTÁ DE VOLTA A CAMPO

Com uma capa que é um verdadeiro manto sagrado, como todo aquele que se veste com muito orgulho e paixão, Contos da Bola entra em campo! Já à venda na tradicional versão em papel na Livraria da Cartola, em muito breve estará também na Amazon, Lojas Americanas, Submarino e outras com a opção do formato digital (ebook).

Embora a criatividade seja uma característica das mais valorizadas por torcedores e comentaristas esportivos, quando o futebol sai dos campos para as páginas, na maioria das vezes trata muito mais a bola com o pragmatismo dos fatos do que fazendo as jogadas lúdicas da ficção. E foi em tabelinha com a imaginação, até para misturá-la com episódios verídicos, alguns históricos para o futebol brasileiro e até mundial, que escrevi este livro, originalmente publicado apenas na versão digital, em 2018.

Contos da Bola traz 19 histórias que abordam os mais diversos ambientes e personagens do futebol. Com Contos da Bola o autor já soma quatro livros, sendo este o primeiro a viajar por grandes finais, jogos decisivos, peladas de rua e jogos entre times de bairro inesquecíveis e campeonatos de várzea que só existem nas páginas desta obra.

Na apresentação do livro, listo os locais que me inspiraram a criar as 19 histórias relatadas com dramaticidade, humor e muitas vezes pondo personagens fictícios em situações inusitadas dentro de fatos históricos:

“As experiências vividas em peladas de rua, no colégio, em campinhos de terra ou (pouca) grama ou mesmo no quarto ou na sala de casa; em “jogos contra” nos mais variados campos e quadras; nas arquibancadas, geral, cadeiras e tribuna de imprensa do Maracanã e de outros estádios, alguns bem acanhados; nas redações; na cobertura jornalística in loco de tantas partidas, das menos importantes a grandes decisões, e a – permitam-me – fértil imaginação fizeram a criança crescer e se desenvolver para finalmente entrar em campo”.

Clique aqui para adquirir “Contos da Bola

O prefácio é assinado pelo meu amigo jornalista, radialista e escritor Alexandre Araújo, do consagrado grupo Pop Bola.

“Habilidoso, criativo e dono de uma visão de jogo digna de um camisa 10, neste “Contos da bola”, Eduardo Lamas deita e rola em divertidos e fantásticos “causos” do futebol, tabelando de primeira com o leitor”.

Espero que você se divirta e se emocione muito!

Para terminar, por enquanto, preciso fazer um agradecimento mais que especial a todos os que contribuíram decisivamente para a publicação deste livro. São os apoiadores que investiram neste meu projeto, no ano passado, quando foi lançado o financiamento coletivo pela Cartola na Catarse. Muitíssimo obrigado, sem vocês, nem este texto poderia ser publicado. Em ordem alfabética, os patrocinadores de Contos da Bola abaixo:

Alexandre Cesaroni de Almeida, Amanda Pascoal Carneiro, Andre de Carvalho Machado, André Ferreira Costa, Benjamim Francisco Silva, Bruno da Cunha Lobo, Camila Soares Lippi, Daniel Miquelon, Denise de Oliveira, Diego Lucas de Castro, Dinei Júnior Rocha do Nascimento, Ecio Pedro, Gabriel Gontijo, Geraldo Cavalcante, Gustavo José Santos de Almeida, João Arthur Rezende, John Lennon Monteiro Joaquim, Jorge Jose Nassar Junior, José Guilherme Neuenschwander, Jose Paulo da Rocha Brito, Lidia Marina Hurovich Neiva, Luander Barros, Luciano Terra, Manoel de Mello Júnior, Miguel Mendes, Mila Ramos, Phelipe Caldas e Sergio Ricardo de Vasconcellos Dias.

Veja também:
Papo reto sobre o meu trabalho
Agradecimento
"Sutilezas", amor, paixão e surpresas
"Profano coração" está de volta
"O negro crepúsculo", um trabalho de 11 anos

quinta-feira, 4 de março de 2021

VOCÊ PODE FINANCIAR A CULTURA E O ESPORTE A CUSTO ZERO, SABIA?

Normalmente neste blog, no ar desde março de 2008, publico apenas textos meus, muitos sobre o trabalho de outros artistas, e divulgo meus livros e projetos. Desta vez, porém, resolvi reproduzir abaixo uma mensagem que recebi num grupo de whatsapp sobre algo que havia me esquecido, mas que é de suma importância para dois setores que geram muita diversão, reflexão, saúde mental, física, emocional e espiritual e renda. 

Pois bem, segue abaixo, portanto, um aviso importantíssimo para os profissionais da Cultura e do Esporte, ainda mais neste momento em que já se completou um ano de Covid-19 no Brasil e as infecções e mortes vão aumentando vertiginosamente e restrições cada vez mais duras serão inevitáveis. Inevitáveis!

Pouca gente sabe, mas as Pessoas Físicas que pagam Imposto de Renda pela Declaração Completa, podem investir até 6% do IR Devido em Cultura e também 6% em Esporte.

O valor é deduzido ou restituído na declaração. Ou seja, não há gasto!

Cabe a todos nós nos envolvermos em uma ampla campanha de divulgação para sensibilizar as pessoas a incentivarem a Cultura e o Esporte, duas áreas da economia que vivem uma grave crise.

Cultura e Esporte são verdadeiras fontes de emoção, prazer, entretenimento e qualidade de vida. 

Vamos virar esse jogo!

Afinal, investir em Cultura e Esporte é uma atitude legal, inteligente e cidadã!

Contamos com você! 

Veja também:

domingo, 28 de fevereiro de 2021

É COMPLEXO SER VIRA-LATA

Caro Nelson, muito o admiro, mas preciso discordar e, neste caso pior para os fatos, pois são verdadeiros, basta não taparmos os olhos: nós brasileiros não temos complexo de vira-latas, somos vira-latas, para o bem e para o mal. Para desespero dos puristas, neonazistas e patridiotas, não temos raça pura, somos plena mistura. E, prezado Mario, a quem também muito respeito, muitos de nós temos caráter, mas não somos heróis, ao contrário dos macunaímas e de falsos mitos, desculpem a redundância.

Somos brasileiros e não aprendemos nunca. Mesmo com todas as evidências e avisos, só agimos com a casa arrombada ou o barco furado. Em muitos casos, nem assim. Afinal, é mais fácil se recusar a enxergar a realidade quando não nos é favorável. Escolhemos o imediato e o mais fácil, rejeitamos precaução, planejamento, organização e o necessário, ainda mais se for dar muito trabalho ou o incerto resultado ficar muito longe do palmo à frente do nariz. 

"Estamos todos no mesmo barco furado"


Os canalhas que elegemos a cada eleição estão aí mesmo para nos mostrar quanto de afinidade temos com eles. Uns mais, outros menos, mas não adianta gritar, espernear, estrebuchar, fazer beicinho, estamos todos no mesmo barco furado, onde também está aquela minoria (cada vez menor) que rema e ao mesmo tempo tira água de dentro da embarcação, enquanto outros fingem que nada acontece, comendo sardinha e arrotando caviar, e mais alguns tantos que só fazem alargar os rombos para seu o sádico e bel-prazer.

Veja também:


E, enquanto vamos remando e tapando os buracos deste barquinho, pessoas do mais baixo nível vão se reelegendo para tomar e tornar o comando à deriva, aumentando suas rendas, suas aposentadorias especiais, nefandas pensões para mulheres e filhos etc com verbas públicas (vulgo, nosso dinheiro) dentro de leis imorais e a costumeira imoralidade dos fora da lei. Para piorar, há uma renovação caudalosa e escandalosa para suprir a cada safra os velhacos que se vão.

É verdade que ser vira-lata tem lá algumas vantagens, uma delas é aquela que apelidamos de jeitinho ou jogo de cintura para lidar com as imensas dificuldades com muita criatividade. Somos craques nisso, é só se interessar pela História e as histórias de nosso povo e, principalmente, por nossa vasta e riquíssima Cultura. A grande questão, porém, é que em 99% das vezes os problemas políticos e sociais são criados por nós mesmos, por ação ou inação. E o esforço fica muito maior do que deveria ser.

"Não adianta nem ir para o outro lado do mundo"


Não, não adianta dizer que não tem nada com isso, que não se mistura com gentalha ou com essa elite exploradora e soberba, porque todos, sem exceção, temos afinidades com este mau (e, por outro lado, em muitos casos, bom) jeito de ser. Mesmo os que tentam escapar ou agir diferente. Não adianta nem ir para o outro lado do mundo, tentar se aculturar, porque você vai carregar todo este peso (e também nossas ótimas e péssimas levezas consigo, é inevitável). 

Você aí que gritou o nome de um salvador da pátria qualquer, seja um que já nos arruinou ou aquele outro que nos arruína ou arruinará, é o mais próximo desta má vira-latice toda. Não se iluda. Nem tente, nem tentemos mais, nos iludir.

Veja também:
                                 Quando a pátria fica acima de todos, esmaga também seus adeptos
                                                     Anti-Luther King: a E.E.ra das Trevas


Ah, caro Nelson, para terminar, mais uma divergência profunda, que vai muito, muito além das finas canelinhas das formigas: as mulheres não gostam de apanhar, nem as normais. No entanto, muitas estão começando a pegar o gosto pela agressão e a achar que se não sabem porque estão batendo, quem está apanhando sabe muito bem o motivo. E, pior, tem homens gostando.


Veja também:


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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

MÚSICA PRA VIAGEM: ROUPA DO CORPO

Já ouvi pelo menos três versões com arranjos diferentes desta música com o próprio Filipe Catto e, embora minha vontade fosse publicar um vídeo com ele no palco, esta abaixo é para mim a melhor, a original, gravada em seu excelente EP de estreia, Saga, como um samba mais genuíno. Nada de pureza, que isso só existe na cabeça dos hipócritas. 

A primeira vez que a ouvi, e lá se vão já uns oito anos, pensei que fosse uma composição de um daqueles mestres da Velha Guarda carioca. Mas logo me dei conta, prestando atenção na letra, que a narrativa era de uma mulher, então só se fosse do Chico, que é mangueirense, mas não da Velha Guarda de compositores da escola, e do Chico não era. 

A composição é dele mesmo, Filipe Catto, que além de cantar muito bem com uma voz que já fez gente compará-lo a Elis e Ney (tudo e todos têm de ter um espelho ou rótulo?), cria ótimas músicas, como já comentei aqui, há uns anos, sobre o excelente DVD "Entre cabelos, olhos e furacões"

Sem mais delongas, vamos ao que interessa, a música. "Deixei meus trapinhos em cima da cama, fiz tudo ligeiro...".


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

REPARE BEM, MUITO BEM

Quando se deparar com alguém indignado com determinado preconceito ou, pior, discriminação, repare bem se ele quer justiça ou vingança, se deseja equilíbrio nas relações ou que a discriminação troque de lado. 

Preste sempre muita atenção! 

Isso vale pros que se revoltam com a corrupção também. Não são poucos os que reclamam apenas por não estarem sendo beneficiados. Por não fazerem parte da boquinha.

Veja também:
Nina Simone, a Sacerdotisa do Jazz 
Toda solidariedade a Fabiana Cozza
Uma pergunta sobre racismo
Do caos só virá o caos

domingo, 21 de fevereiro de 2021

A INVOLUÇÃO DA ESPÉCIE BRASILEIRA. DARWIN EXPLICA?

E lá vem o Brasil 
descendo a ladeira...

Depois de comandados 
pelo Coroné do Maranhão 
que se refugiou no Amapá; 
pelo Playboy Marajá 
que se travestiu 
de caçador da própria espécie; 
da privataria sócio-masturbatória 
de FHC e seu tucanato; 
do Sapo Barbudo 
e toda maracutaia dos aloprados; 
da Ofélia do Planalto, 
a da TV, não a de Shakespeare, 
e do Vampiro do Porto de Santos...

Liderados pelo Capitão Zero, com
suas rachadinhas, seus milicianos, 
bispos, pastores e ovelhas do mal,
entramos em contagem regressiva:
03, 02, 01... Fire!!! (In the forest)
Regressamos no Túnel do Tempo
à sombria, à tenebrosa Era dos 
Abomináveis Homens da Caserna.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

MÚSICA PRA VIAGEM: MORRO VELHO

Fácil, muito fácil seria colocar Milton ou Elis cantando esta belíssima música aqui. Mas preferi fugir do óbvio mais uma vez, e não por "calculamento", mas por "emocionação", se é que o moço ou a moça me entendem por escrever assim desse "jei". Pois então, Mônica Salmaso. Mônica Salmaso e André Mehmari. Quantos brasileiros e brasileiras os conhecem? Seja lá que número venha, certeiro ou chutado, é pouco, muito pouco, pode ter certeza absoluta disso. Não vou citar ninguém nem fazer qualquer comparação, pois isso só jogaria uma tão grande cantora e tão importante instrumentista na mediocridade do comum, o que seria uma heresia de minha parte.

Morro Velho é canção do disco de estreia de Milton Nascimento, em 1967, ano em que Bituca começou a trilhar seu rumo ao merecidíssimo estrelato. No entanto, a primeira vez que a ouvi foi com Elis Regina, só não me recordo se num CD ao vivo ou no DVD da histórica entrevista, entremeada a outras canções ladeada por Cesar Camargo Mariano (piano), Luizão Maia (baixo) e Paulinho Braga (bateria), que ela concedeu ao icônico programa Ensaio da TV Cultura, em 1973. 

Porém, aqui abaixo esta canção que me remete aos meus ancestrais mineiros, muitos deles músicos, vem com uma arrepiante interpretação desta cantora que merece ter um reconhecimento muito, muito, muito maior em nosso país. Com vocês, Mônica Salmaso e André Mehmari, subindo e cantando Morro Velho, de Milton Nascimento.  


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

TEM "DIÁRIOS MARGINAIS" TAMBÉM NO CARNAVAL


Nas comemorações do seu 25º aniversário, a Oráculo Cia de Teatro resolveu dar mais um presente ao público. Como não haverá carnaval de rua neste ano, devido à pandemia do Covid-19, e o primeiro fim de semana teve ótima repercussão, a companhia decidiu que a peça "Diários Marginais: um encontro com Lima Barreto e João do Rio" também será apresentada neste próximo fim de semana, entre os dias 12 e 14. 

Portanto, o espetáculo será exibido em todo o mês de fevereiro, de sexta a domingo, sempre às 16hgratuitamente no YouTube (https://linktr.ee/oraculocia), com live aos domingos logo após a apresentação para um bate-papo com o público. O texto de Wagner Brandi, que interpreta João do Rio, e Gilson Gomes, que faz Lima Barreto, é inspirado na vida e obra dos dois grandes escritores e cronistas do Rio de Janeiro do início do século XX. A direção é de Luiz Furlanetto.

No primeiro fim de semana, aplausos e elogios não faltaram. O crítico Gilberto Bartholo publicou no Facebook: "Desde o início da pandemia, tenho assistido a trocentas experiências desse tipo, que não devem ser chamadas de TEATRO. Não gostei da grande maioria e poucas coisas me agradaram. Esse "DIÁRIOS MARGINAIS" foi uma delas. Excelente trabalho! Nota-se apuro em tudo. Parabéns a todos os envolvidos no projeto! Estou divulgando para amanhã, com muito prazer e consciência. RECOMENDO MUUUUUUUUUUUITO!!!"

Já Patrícia Lopes, escreveu no grupo do Whatsapp da ONG Rede para Atores: "Uma cia que completa vinte e cinco anos nos presenteou com essa maravilha! Figurino e cenário de uma competência irrepreensível, principalmente para o online. A mimica foi bem empregada em alguns momentos da narrativa pelos atores. A Clara dos Anjos, moça periférica do Rio de Janeiro visita também a dramaturgia. Um devaneio de Lima. As influências literárias do Lima são bem trazidas ao áudio visual. O cenário ficou perfeito na plataforma. Estamos na casa de Lima, suponho, com livros e mais livros. A menção ao isolamento foi incrível. De alguma maneiro ou momento voltamos ao que hoje tornou-se preciso. Ambos nascidos no Rio de janeiro, ambos nascidos em 1881, ambos carregam em si a necessidade de ser e reverberar emoções. A composição dos personagens, foi dos figurinos a excelência dos atores Wagner Brandi e Gilson Gomes. De zero a cem, nota mil! Diários Marginais, obra que recomendo com louvor!"


Com a promessa de uma resenha completa para breve, a página Artéria Arte Circulação no Instagram, publicou o seguinte: "Uma aula literária através do teatro. O progresso é para todos, inclusive para gente pobre... Uma das frases as quais não devemos esquecer desse espetáculo, isso é simplesmente magnânimo! Espetáculo gratuito, basta entrar na página @oraculociadeteatro . Não dá para perder!" 

Portanto, o grande programa para este carnaval é teatro em casa. Aliás, o título deste texto poderia ser "Tem carnaval também em "Diários Marginais"", pois o tema, além de estar em debate neste inusitado e encantado encontro entre Lima Barreto e João do Rio, serve para marcar bem no espetáculo como cada um encarava a festa popular e também definir bem as características pessoais bem distintas. Para quem ama Arte, o Teatro em especial, o espetáculo é mesmo imperdível. Confira só neste aperitivo abaixo.


UMA COISA JOGADA COM MÚSICA - CAPÍTULO #47

Uma coisa jogada com música - Capítulo #46 Garrincha e Pelé, durante a Copa do Mu...

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