quinta-feira, 14 de maio de 2020

QUANDO A PÁTRIA FICA ACIMA DE TUDO, ESMAGA TAMBÉM SEUS ADEPTOS

Você certamente já ouviu falar em lavagem cerebral, doutrinação, louvação a um líder como se fosse um deus, que deve-se dar a vida pela pátria, que "o trabalho liberta". E muitas vezes pode ter sido convencido disso, desistido ou seguido adiante, consciente ou inconscientemente. Ou melhor, sem se dar muito conta das conseqüências de seguir adiante, sem querer saber qual a verdadeira razão para estarem vendendo a você este peixe fedido e podre. Ou pior, estar consciente de que é isso mesmo que deseja.

O nazismo usou o militarismo, o amor incondicional à pátria e ao seu líder máximo e incontestável,  transformou-o numa seita pseudo-religiosa e é certamente o exemplo mais emblemático, o mais forte, o extremo da História. Mas não é o único. Longe disso. Ele é resultado de muitos ódios passados e ecoa em ódios posteriores, presentes e - espero que não - futuros. O extremismo não está apenas nas agora longínquas imagens épicas de milhões de alemães e alemãs de braços erguidos idolatrando o seu deus do mal. Um deus que muitos imaginavam só queria o bem. Bem de quem, meu bem?


Qualquer inspiração, semelhança, com o que você vê ou já viu no seu dia a dia, em seu país ou fora, não é mera coincidência. Porém, não se iluda: um dia o fantasma aparece do seu lado direito; em outro, no esquerdo, e logo vai encará-lo de frente, até cercar você. Ele pode seduzir ou apavorar, a escolha é sua. Lembre-se sempre: você tem escolha e arcará com as conseqüências dela. Não é agradável se deparar com as imagens nefastas provocadas pela tirania e a guerra, mesmo aquelas aparentemente felizes, pois já se conhecem as terríveis consequências dela. Porém, muitas vezes é necessário conhecê-las, revê-las, para impedir que se repitam, mesmo que em minúsculas formas, míseros fragmentos.

Por isso, vi no YouTube os dois episódios exibidos pela NatGeo sobre a Juventude Hitlerista, com importantíssimos depoimentos de ex-integrantes daquela animada gangue que os nazistas (de)formaram com o objetivo de se perpetuarem no poder da Alemanha e do mundo que pretendiam conquistar. Quem quiser assistir ao primeiro episódio é só clicar aqui. E o segundo, aqui.


Para quem quer conhecer um pouco mais sobre como o mundo tapou os olhos para o que acontecia na Alemanha de Hitler, achando que não era nada tão abusivo assim e quando despertou percebeu que era tarde demais, há várias séries no Netflix. No reino da ficção, lembro-me sempre de "O ovo da serpente", de Ingmar Bergman, que assisti há muitos anos na antiga videoteca do CCBB-RJ, e que está no YouTube, mas não sei por quanto tempo. Vou tentar revê-lo logo, antes que retirem de lá.


Veja também:
A tropa do horror está no poder
Encantamento, fanatismo, cegueira
Eles não nos entendem
Manifesto de resistência
Os muros
Anti-Luther King e a E.E.ra das Trevas

sábado, 9 de maio de 2020

ORAÇÃO DO AUTO-CONVENCIMENTO*

Está mais do que na hora
de o talento dar o sustento.
É o único alento.
Não se perca
nos números que açoitam,
continue atento.
Os dias passam no vento,
mas não se afobe,
tudo pode ser bem lento...

* O Facebook me informou no dia 8 de maio que em 2012 eu tinha publicado lá esta oração em versos e, sinceramente, não me recordava dela. Tampouco a guardei em meus arquivos. Que bom que ela retornou, está tão atual.

Veja também:
Azul e branco
Um tanto de grandeza e muito de coragem

domingo, 26 de abril de 2020

CANALHAS TÊM SEMPRE RAZÃO

"Infeliz é a nação que precisa de heróis" (Bertolt Brecht)

Os canalhas têm sempre razão
Quando trocam acusações
Razão que somente
Em suas próprias razões
Se reconhecem,
Mas eles se desconhecem
Quando se deparam com a dignidade

Canalhas não são razoáveis
Menores que medíocres
Sob a linha da mediocridade

Quando aliados
Pavoneiam-se e adulam-se
De estúpida vaidade

E de suas certezas absolutas
De quem vê sempre ameaça
À sua autoridade
Dão início às disputas

E têm sempre razão
Quando se acusam

Para se acudirem
Desesperados, acuados
Disparam, cospem-se
E à razão de acusar,
Apontar, atirar,
Morrem abraçados
A toda e qualquer sordidez
Que se recusam a renunciar.

Veja também:
Brasil, um edifício que cresce sobre frágeis alicerces
Minto, logo mito (uma lamentável e farsesca tragicomédia)

terça-feira, 17 de março de 2020

CORONA VÍRUS TAMBÉM PODE MATAR MUITA COISA RUIM

Em meio a esta tempestade chamada corona vírus temos visto no mundo inteiro casos de apreensão, dor, tristeza, mortes. Ao mesmo tempo também muitas irresponsabilidades e inconseqüências, principalmente no Brasil, onde aquele que ocupa o mais alto cargo da República é (constantemente) o primeiro a dar péssimo exemplo. Por outro lado, há inúmeras histórias de solidariedade, amor, trabalho em favor da coletividade, altruísmo, heroísmo até.

Espero que, durante a sua terrível - e que seja a mais breve possível - passagem, este vírus mate em todos os seres humanos do planeta o egoísmo; a ganância; a ambição desmedida; o ódio por si e, conseqüentemente, pelo próximo; a ignorância; a irresponsabilidade; a destruição da Natureza; a estupidez, enfim.

Temos uma grande oportunidade de transformação. Cabe a nós aproveitá-la e sair contagiando a quem pudermos com esta mudança, para finalmente tornarmos o mundo um lugar muito, muito melhor de se habitar.

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

INESQUECÍVEL VIAGEM AO OESTE CATARINENSE

Foto: Fernando Gustav
A primeira missão pelo Museu da Pelada em 2020, ao lado dos parceiros e amigos Fernando Gustav e Vander Schons, foi marcada por uma série de emoções. A primeira foi a de estar na estrada cortando o Estado de Santa Catarina para descobrir o Grande Oeste catarinense. Depois, o de reencontrar na bela São Lourenço do Oeste o ex-goleiro e ex-treinador de goleiros Wendell quase 30 anos após conhecê-lo pessoalmente em São Januário, na cobertura diária do Vasco da Gama, pelo Jornal dos Sports, e de conhecer seu dedicado filho, de mesmo nome, que também nos recebeu maravilhosamente bem (veja a entrevista clicando aqui)

E, na volta a Florianópolis, inda tive a oportunidade de visitar a Arena Condá, em Chapecó, onde bateu realmente uma emoção. Em vídeo, que você pode assistir lá embaixo, pude prestar uma pequena homenagem a todos que partiram naquele trágico vôo de novembro de 2016, em especial ao jornalista Paulo Julio Clement. O áudio não está perfeito por causa da ação do vento em alguns momentos, mas no meu modo de entender não invalida o registro feito no estádio da Chapecoense. 

Na estrada, pude observar belíssimas paisagens e cidades, ter contato com pessoas do povo extremamente amáveis, sendo que, algumas, por causa das camisas que vestíamos, bem curiosas para saber o que é o Museu da Pelada. Porém, não passaram despercebidas situações no mínimo muito questionáveis, como as gigantescas extensões das plantações de milho e soja ao longo de todo caminho; os porcos confinados em muitos caminhões exalando um fedor indescritível pelas rodovias; cidades minúsculas, e a reserva indígena Xapecó (isso mesmo, a tribo é com "x", a cidade com "ch"), com muita gente com cara de índio, mas vivendo em verdadeiras favelas em condições degradantes que nada têm a ver com a cultura indígena, que deve sim ser preservada para que haja verdadeiramente proteção das nossas florestas nas terras demarcadas.


Como está no título desta postagem, foi uma viagem que guardarei em minha memória até o último dos meus dias. A trabalho foi certamente a melhor que fiz em todos os sentidos. Portanto, só tenho a agradecer por esta oportunidade de unir o meu trabalho a tantos sentimentos, sensações, descobertas e conhecimentos.


Veja também:
Oceano de memórias em "O negro crepúsculo"

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

ESTAÇÃO SUPERNOVA É A NOSSA PARADA!

Na última sexta-feira, dia 17, mesmo dia em que a simbologia sórdida do horror brasileiro foi escancarada com a clara exibição do que o atual desgoverno "entende" por Cultura e Arte, tivemos, eu e o cinegrafista e editor Fernando Gustav, a felicidade de lançar a Estação Supernova. E a primeira parada é uma entrevista exclusiva com um dos maiores nomes da História da música brasileira: o guitarrista, cantor e compositor Sergio Dias, do lendário grupo Os Mutantes.

Clique na imagem abaixo e assista à entrevista. Se gostar, curta, deixe o seu comentário, sua sugestão, chame os amigos e se inscreva no canal da Supernova Vídeos.

Desembarque com tudo e embarque nessa com a gente!


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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

SÁBADO MÁGICO COM O MUTANTE SÉRGIO DIAS

A convite do meu parceiro Fernando Gustav, cinegrafista com o qual tenho feito várias entrevistas para o Museu da Pelada, fomos no sábado passado (04/01) para Águas Mornas, município da região metropolitana de Florianópolis, conhecer e ouvir um dos mais importantes artistas da Música Popular Brasileira, o mutante Sérgio Dias. Com Os Mutantes, ele havia se apresentado no dia 30 de dezembro na Bahia, e veio passar o Ano Novo em Santa Catarina, num verdadeiro paraíso cercado de verde e montanhas.


Foi com este cenário natural maravilhoso, num fim de tarde ao anoitecer, que gravamos um papo que superou as minhas (já grandes) expectativas. Chegamos atrasados, quando uma banda e outras pessoas já chegavam ao salão onde, a convite de Day Thiesen von der Schwinden, a anfitriã, haveria uma festinha para ele, com música ao vivo. Pensei, então, em reduzir a pauta de perguntas para não deixar o povo esperando muito. Porém, o simpaticíssimo guitarrista se mostrou muito à vontade (literalmente, como se vê na foto acima), falando inclusive de temas que eu então deixaria de fora. Acabamos gravando uns 40 minutos de um ótimo papo.

Para começar, ele anunciou uma grande novidade para os fãs: no próximo dia 20, Os Mutantes lançarão mundialmente o seu novo trabalho, chamado "ZZYZX". Aqui no Brasil, a gravadora e produtora responsável pelo lançamento chama-se curiosamente Jardim Elétrico, também título de uma música dos Mutantes. Pelo que Sérgio Dias nos relatou, o clima do álbum (sairá em LP, CD e estará em todas as plataformas digitais) será meio "lovecraftiano", talvez sem tanto do terror dos livros do escritor americano (H.P. Lovecraft), com referências a OVNIs, outros planetas, seres extraterrestres etc. A maior parte das letras é em inglês, mas há duas em português.

Sérgio, que mora em Las Vegas (EUA) desde 2009, ainda fez uma declaração de amor ao seu irmão Arnaldo Baptista e também a Rita Lee, apesar do que ela tem declarado em entrevistas e do que escreveu sobre ele na autobiografia lançada em 2017. Como a grande maioria sabe, foi com Arnaldo e Rita que o guitarrista fundou Os Mutantes, na segunda metade da década de 60. Sérgio também falou da eterna magia das músicas e apresentações do grupo no mundo inteiro e até de política.

Vale a pena conferir a entrevista no canal da Supernova Vídeos, no YouTube (clique aqui).

No fim, após o papo, descemos eu, Fernando e nossas mulheres para o salão, onde nos juntamos a cerca de 40 pessoas para assistirmos e vibrarmos muito com uma apresentação musical de primeira linha, com Sérgio Dias sendo acompanhado por músicos que acredito nunca tivesse visto antes, tocando Beatles, Rolling Stones, Eric Clapton, Led Zeppelin, Mutantes, claro, entre outros. Inesquecível para todos os muito felizes que lá estiveram.


Veja também:
A música é interdisciplinar
Agradecimento a Altamiro

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

APESAR DA ESTUPIDEZ REINANTE, UM ANO MUITO BOM PARTICULARMENTE

Embora como brasileiro eu não possa estar feliz com a ascensão e posse deste funesto e nefasto desgoverno, particularmente não posso fazer de 2019 um muro de lamentações. Muito pelo contrário, os motivos de agradecimento são inúmeros. Mudei e gostei. Muito. Minha vinda para Florianópolis, além de estar me proporcionando um tipo de vida que considero muito mais adequado às minhas aspirações pessoais, permitiu-me após mais de três anos plantando trabalhos e projetos profissionais, começar a colher um pouco do que venho semeando.

Em meio às diárias preocupações com os seguidos atentados desgovernamentais contra a Natureza, a Alimentação, a Cultura, a Arte, a Educação, a Ciência, a Dignidade Humana, a Inteligência, a Sensibilidade, a Liberdade de Expressão (apesar de reconhecer que da expressão muito se abusa neste país), tive a imensa felicidade de ser convocado por Sergio Pugliese para trabalhar para o Museu da Pelada aqui em Santa Catarina.

Do início de outubro até a primeira semana de dezembro fiz oito entrevistas que me deixaram muito feliz, pelo encontro e papo com oito ex-jogadores de destaque nacional e grandes figuras humanas. Também tive, por causa disso, a oportunidade de conhecer dois grandes companheiros de jornadas: o cinegrafista Fernando Gustav e o motorista Vander Schons.

A primeira entrevista já havia destacado aqui, com o uruguaio Sergio Ramirez, e duas ainda não foram ao ar: com Sávio, ex-ponta-esquerda de Flamengo e Real Madrid, e Oberdan, ex-zagueiro de Santos, Coritiba e Grêmio. As outras cinco vocês podem curtir abaixo. Mas antes queria desejar a todos que no próximo ano o bom senso retorne e prevaleçam a Saúde (sem os quase 400 agrotóxicos liberados pelo desgoverno), Paz (sem os ataques histéricos do presidente e de alguns de seus ministros, especialmente o da deseducação, a quem quer que seja, e com bem menos armamentos) e Prosperidade (com menos desigualdade social, com taxação às maiores fortunas e não aos desempregados e mais pobres). Ótimo 2020!

Renato Sá (ex-atacante de Grêmio, Botafogo, Atlético-PR, Avaí e Atlético-MG)


Toninho Quintino (ex-atacante de Avaí, Figueirense, Palmeiras, Cruzeiro e Corinthians)


Pintado (ex-volante de Bragantino, São Paulo, Santos, Atlético-MG e América-MG)


Mickey (ex-atacante de Fluminense, Bahia, São Paulo e Ceará)


Paulinho Criciúma (ex-meia de Criciúma, Bangu, Botafogo e Inter)


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A ignorância instruída
O negro crepúsculo - trecho do capítulo IV
Ode ao futebol-arte
Jogada de Música no IMMuB

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

DE 24 DE DEZEMBRO DE 2014 PARA SEMPRE


A noite de hoje, independentemente do que - ou em quem - cada um crê - inclusive em vários deuses ou em nenhum deles - é uma grande oportunidade para celebração e reflexão. Amar pais, filhos, avós, tios, primos, amigos é uma dádiva, é grandioso, mas convenhamos não é tarefa assim tão difícil de se cumprir. Difícil mesmo, árduo, suado, encardido, aquilo que exige algo além de nós mesmos é o tal do "amai-vos uns aos outros", porque inclui um monte de gente egoísta, canalha, arrogante, blasé etc etc etc.

Não digo nem amar, mas pelo menos não odiar o próximo creio que seja um belo exercício diário, que tenho certeza, se todos procurarmos cumprir, muita gente egoísta, canalha, arrogante, blasé pode se tornar melhor. É a única chance que temos de construir algo bom neste povoado, A única!

Com toda tecnologia, todo avanço da ciência, toda evolução da medicina, com todas as conquistas inimagináveis que o ser humano vem conseguindo, apesar de todo egoísmo, canalhice, arrogância etc etc etc, só há uma chance de termos uma boa convivência e, conseqüentemente, paz: agirmos sempre, o mais que pudermos, com paz, solidariedade, paciência, generosidade, respeito e, se possível, com amor. Que um novo e rico ciclo se inicie nesta noite. Para todos nós, sem exceção.

Amém, Assim seja, Maktub!

Obs: este texto foi publicado originalmente no Facebook em 24 de dezembro de 2014

Veja também:
"Sutilezas": paixão, amor e surpresas
mãe exalta o amor em "O filho de mil homens"

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

TRINTA E OITO ANOS NÃO SÃO 38 DIAS, NEM MESMO 38 RODADAS

Foto de Ernesto Benavides (AFP)
Os flamenguistas tiveram de suportar uma seqüência de vexames em muitas das mais recentes edições da Libertadores e 38 longos anos de espera impaciente para poder voltar a comemorar o título continental. Milhões, na verdade, só conheceram a história da primeira conquista por vídeos, textos e fotos, pois sequer eram nascidos, ou eram pequenos demais para entender o que se passou naquela noite de 23 de novembro de 1981. No mesmo dia e mês deste 2019, uma festa indescritível e emocionada se repetiu. E se duplicou no dia seguinte, com a chegada do time ao Rio de Janeiro no fim da manhã, e a confirmação do título brasileiro, no fim da tarde.

Na final de sábado, o Flamengo não jogou o seu melhor futebol e perigou perder a taça para um time inferior tecnicamente. Porém, na hora de decidir, o talento de Bruno Henrique, a garra de Arrascaeta e, principalmente, do oportunista Gabriel Barbosa, apareceram. Bruno só começou a jogar o que sabe nos últimos 15 minutos, Arrascaeta não foi nem de longe o talentoso meia que é, e o Gabigol só jogou de verdade os três, quatro minutos finais, quando fez os gols do título.

Muito se falou no River de Gallardo antes da partida, e muitos exageraram depois dizendo que massacrou o Flamengo no sábado, o que está léguas de distância de ser verdade. No primeiro tempo, o time argentino foi melhor sim após o gol, numa falha grotesca de Arão e Gerson, num deixa que eu deixo típico dos jogos colegiais de vôlei. Mas o River não criou chances claras de gol e se mostrou um time muito chato, irritante, que abusou das faltas (27 contra 12!!!) para impedir que a equipe rubro-negra andasse em campo, com alguma complacência do árbitro, que deixou de marcar algumas mais. E como adotou o tempo todo uma marcação adiantada, para dificultar a saída de bola adversária, morreu e sofreu no fim do jogo com o melhor preparo físico e técnico rubro-negro. Além disso, o treinador terá de explicar à sua torcida por que pôs o lento e grandalhão Pratto nos minutos finais.

Essa quantidade absurda de faltas cometidas pelo time argentino explica um pedaço da má atuação do Flamengo, mas não de todo, claro. Porém, o que gostaria de ressaltar é que o revezamento de jogadores cometendo faltas é o recurso dos medíocres do futebol. Foi este expediente que contribuiu muito para levar o nível do futebol brasileiro por tantos anos para baixo. Por mim, a regra deveria limitar o número de faltas, não necessariamente punindo o infrator com tiro livre direto perto da área sem barreira, como ocorreu no Torneio Rio-São Paulo de 1997. Talvez o jogador que cometesse a infração que excedesse o limite pudesse ficar 5 ou 10 minutos fora de campo, não sei, é só uma sugestão. No entanto, este é um papo para outro texto. 

Parabéns, galera rubro-negra! Agora é lutar pelo Mundial, sem se esquecer que antes de se pensar no Liverpool, há uma semifinal a disputar.

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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

UMA PERGUNTA INCÔMODA, MAS NECESSÁRIA NO LAMASCAST

LamasCast 25 está no ar com uma pergunta incômoda, mas muito importante: você gosta realmente de quem você é? Ouça abaixo ou no SoundCloud.



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A brutal delicadeza de Kieslowski

terça-feira, 15 de outubro de 2019

UMA ESTRÉIA MUITO FELIZ NO MUSEU DA PELADA

Eu e Ramírez. Foto: Fernando Gustav
No último dia 9, quarta-feira passada, tive a honra de vestir o manto sagrado do Museu da Pelada pela primeira vez para entrevistar uma grande figura humana, o uruguaio Sérgio Ramírez. Atualmente comandando a base do Guarani de Palhoça (SC), clube formador reconhecido pela CBF, Ramírez falou sobre a corrida que deu em  Rivellino, no Maracanã, em 1976; sobre a formação do maior Flamengo de todos os tempos; sua grande amizade com o Maestro Júnior; de Pelé (inclusive um sonho que teve com o Rei do Futebol na noite anterior); a origem da música "Cadê o penalty?", de Jorge Ben; do maior título da História do Campo Grande, o Campusca, e ainda tocou violão e cantou sucessos de Jorge Aragão e Carlos Gardel. Em breve, no ar! 

Muito obrigado ao Fernando (cinegrafista), ao meu amigo Paulinho Menezes, que nos levou de Florianópolis a Palhoça e se integrou na equipe com a maior facilidade; ao Ramírez e a sua esposa, Siloé, e um agradecimento mais do que especial a Sérgio Pugliese pelo convite para fazer parte desse timaço do Museu da Pelada. Vem muito, muito mais por aí!

Para assistir à entrevista basta clicar aqui.

Atualizada dia 21/10

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

JOGADA DE MÚSICA NO LAMASCAST

O projeto Jogada de Música é o tema do mais recente episódio do LamasCast. A tabelinha sensacional entre a música e futebol que já foi quadro em rádio, é coluna em site e está pronto para éntrar em campo como documentário, série para TV, série de shows e exposição multimídia. Não perca! Ouça abaixo ou no SoundCloud.
 

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Jogada de Música no IMMuB
Música e futebol, o Brasil no Primeiro Mundo

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

A TROPA DO HORROR ESTÁ NO PODER

Wagner Moura, como Capitão Nascimento,
no filme "Tropa de Elite" (2007)
Em 2007, após assistir ao filme "Tropa de Elite", enviei por email um texto para vários amigos, colegas de trabalho e conhecidos, pois ainda não tinha este blog, que foi ao ar somente em março do ano seguinte. Hoje me recordei dele ao ler a coluna de Elio Gaspari, no jornal O Globo, sob o título "Quando foi que tudo começou", que volta ao filme para mostrar que aquele aplauso da plateia à tortura do Capitão Nascimento proporcionou a chegada ao poder de seres como Bolsonaro e Witzel. 

Fui, então, atrás do meu antigo texto para confirmar que eu estava certo em meu receio, como também sempre foi a da chegada ao poder desta ideologia pseudo-cristã. A mistura de pseudo-religião com o Estado militarizado está no poder graças à plateia e seus guias "espirituais" e "políticos". Ao ler o texto de Gaspari e reler o meu (abaixo), tenho a plena certeza de que muitos amigos, colegas de trabalho e conhecidos aplaudiram de pé a cena da tortura em "Tropa de Elite". E, pior, continuarão a aplaudi-la repetidamente na vida real. Até a hora em que o calo do próprio pé apertar e a consciência urrar de dor.

TROPA DO HORROR!

O que mais me espanta no filme “Tropa de Elite” não é nem a descarada propaganda fascista que ele carrega. Afinal, em tempos cínicos e de profissionalismo a qualquer preço, não é de se estranhar que mesmo um diretor que fez um honesto e comovente documentário (“Ônibus 174”) resolva - a troco sabe-se lá de quê – transformar assassinos e torturadores em super-heróis. Até o vazamento das cópias piratas são suspeitas, pois se tornaram uma muito bem-sucedida jogada de marketing. O que me assusta é ver, ler e ouvir pessoas das quais tanto gosto dizerem que o filme é maravilhoso.

Das duas, uma: ou a desesperança e a falta de humanismo se instauraram de vez nos corações das pessoas ditas do bem ou a falta de hábito de se questionar, de analisar, de sentir e pensar por conta própria está mesmo se exaurindo, especialmente nesta cada vez mais decadente Cidade Maravilhosa. Das duas, as duas. Que “aspira” a ditador sanguinário estará por trás ou dentro do Sr. José Padilha para defender com tanta paixão as práticas do Batalhão de Operações Especiais (Bope)? 

Há no filme críticas severas – e justas – contra a sociedade hipócrita, a imprensa, os governantes e os policiais militares, mas não há um porém aos métodos adotados pelo Bope. Um sequer! Pelo contrário, tudo é amplamente justificado e enaltecido. O Capitão Nascimento (personagem de Wagner Moura, que escreveu nesta terça-feira um ótimo artigo no jornal O Globo contradizendo toda a essência do filme que protagonizou) bem poderia ser chamado de Capitão Morbidez (a caveira é o símbolo!). Pois ele é alçado ao posto de um Capitão América (Capitão Carioca?) que a todos salvará, não só com sua brutalidade extrema, como com o seu sacrifício familiar e de saúde, e sua doação de corpo(ração) e alma para deixar em seu lugar um sucessor à sua baixeza.

Li uma entrevista de um dos muitos comandantes policiais que este lugar possui - não me recordo quem - que Padilha fez com o Bope o que o cinema americano fez com a Swat. Como se isso fosse ótimo! E olha que para quem assistiu às séries do enlatado americano como eu, sabe muito bem que a propaganda naquele caso era bem mais sutil e menos violenta.

Hitler, Mussolini, Pinochet, a junta militar no Brasil, Stalin, Mao Tsé Tung, Pol-Pot e muitos outros só conseguiram se manter no poder graças ao apoio e ou à fragilidade da imensa maioria da população. Ignorância, ganância, subserviência e autoritarismo dão lucro até a cineastas. 

Tropa de Elite” é o horror! 

Veja também:
Eles não nos entendem

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

COM O VAR, O FUTEBOL SE TORNOU UM "VIDEO-GAME" COM DEFEITO

Joinha, torcedor da Fla-Mureta, durante Fla x Inter, pela Libertadores 2019, no Maracanã. Reprodução: TV Globo 
Com a boa intenção de reparar as injustiças no futebol e utilizar a tecnologia a serviço do árbitro, os senhores que comandam o esporte mais popular do mundo deram ainda mais poder aos juízes e tornaram o jogo uma chatice (quase) sem fim. De boas intenções, como se sabe... 

Sempre me chateei muito com partidas decididas com erros da arbitragem, principalmente aqueles mais flagrantes. E, quem me conhece ou já me leu sabe, isso inclui o meu time. Porém, com o VAR, principalmente no Brasil, o futebol se tornou um "video-game" que trava o tempo todo, ainda mais que aqui as interrupções seguidas da partida já ocorriam pela doença chamada falta tática, que prefiro chamar de tática das faltas ou falta de tática, técnica, talento, inteligência, criatividade.

A verdade é que tenho ficado cada vez menos motivado a assistir jogos de futebol. E muita gente tem perdido esse interesse, as pesquisas estão aí para não me deixar mentir: em primeiro lugar, cada vez mais distante do Flamengo, tem vindo sempre os que não torcem para time algum. 

Com o VAR, o gol virou um coito interrompido, a comemoração do torcedor muitas e muitas vezes tem de esperar uma conferência interminável entre os árbitros para se saber se valeu ou não valeu. Goza-se, mal, pela metade duas vezes. Tristes tempos de amores artificiais e paixões vazias.

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O milimétrico, que já era analisado na TV pelos especialistas - aqueles que sabem quase tudo sobre o quase nada - como se fosse um erro gravíssimo em campo, ganhou uma notoriedade tão absurda que se tornou o dono do espetáculo. Tomemos como exemplo a primeira partida da semifinal da Libertadores entre Grêmio e Flamengo. Seria injusto confirmar os gols invalidados de Gabriel (o Gabigol)? Não, afirmo eu. Foram impedimentos "pentelhimétricos" que só a idiotice da objetividade poderia enxergar. Como não seria prejudicial ao espetáculo confirmar o de Pepê, se William Arão esticasse menos a perna ou calçasse 35. 

Com os padrões Fifa determinados pelos europeus, os campos tiveram suas dimensões reduzidas ao mesmo tempo em que o preparo físico dos atletas só foi se aprimorando ao longo das décadas. Isso fez do futebol um jogo de muito mais contato físico, com seguidas lutas de judô sem tatame na área. Não à toa, se repetem em todo lugar, a todo momento, os choques de cabeça, e as aborrecidas interrupções da partida. 

Volto a lembrar aqui uma entrevista de Cláudio Coutinho, no fim dos anos 70, em que ele dizia que era preciso tirar um jogador de cada time para que houvesse mais espaço e o jogo ficasse mais bonito. Isso num tempo em que Maracanã, Morumbi, Mineirão, São Januário e até Moça Bonita tinham dimensões máximas em seus campos: 120m x 90m.

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Na minha opinião, ou a International Board adéqua melhor as regras do futebol ao advento do VAR ou, o que é minha preferência, acaba com o VAR, utiliza a tecnologia da Copa de 2014, não só na linha dos gols como ocorreu daquela vez, mas também nas linhas laterais e de fundo, e coloca mais um árbitro em campo com a função de observar os lances onde a bola não está em disputa. Sugiro ainda que o cronômetro parasse a cada vez que o jogo fosse paralisado, passando o tempo de jogo para dois tempos de 25 ou 30 minutos. E mudaria radicalmente ou acabaria com a lei do impedimento.

Atenção, crianças: esta é só a minha opinião, ninguém precisa arrancar as calças pela cabeça. Tristes tempos em que num país que saiu da puberdade e voltou à fase anal é preciso explicitar que opinar, posicionar-se, mesmo com o máximo de ponderação e bom senso, não significa ofender quem discorda.


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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

LAMASCAST RESPONDE SE A MPB ESTÁ MESMO UMA MERDA

A fala de Milton Nascimento em entrevista que deu à Folha de S.Paulo há duas semanas, "A música brasileira está uma merda", é o tema do LamasCast desta semana. Você pode ouvir aqui embaixo ou no SoundCloud. Recomende aos amigos.



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Música e futebol, o Brasil no Primeiro Mundo
Tostão, Milton e Kid Morengueira no Jogada de Música
A música é interdisciplinar
Para Milton e nossos amigos

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

O ENCONTRO DE JOYCE COM JUNG NO LAMASCAST

O tema do LamasCast desta semana é o encontro ocorrido em 1934 entre o Pai da Psicologia Analítica, Carl Jung, e o grande escritor irlandês James Joyce. Ouça aqui abaixo ou na SoundCloud.



Veja também:
Conexões

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

"5H37, A POESIA DESPERTA" NO LAMASCAST

No LamasCast desta semana, uma poesia que me acordou no meio da madrugada e todo o contexto que a cerca. "Escrevo pra não sucumbir". Ouça aqui abaixo ou na SoundCloud.



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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

DISSIPAÇÕES EM LAMASCAST

O LamasCast desta semana vem com mais uma poesia cantada, algo que não ocorria desde os primeiros episódios. E já estamos no vigésimo! Dissipações é o nome da poesia em que pus melodia e apresento nesta semana. Ouça aqui abaixo ou na SoundCloud. Na nuvem, com os pés a um passo do chão.



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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

LAMASCAST EM DEFESA DO VERDADEIRO FUTEBOL BRASILEIRO

Nesta semana, o LamasCast pede ao jovem talentoso Lucas Paquetá que não dê ouvidos ao técnico italiano Marco Giampaolo, que o dirige no Milan. Disse o treinador que Paquetá tem de ser menos brasileiro às vezes. E Giampaolo precisa ser menos pretensioso sempre e respeitar o nosso futebol. Seja ainda mais brasileiro agora, Paquetá!
Ouça aqui embaixo ou na SoundCloud. LamasCast sempre em defesa da Arte e da Cultura.



Veja também:
Jogada de Música no IMMuB
A vitória não basta
Ode ao futebol-arte

terça-feira, 27 de agosto de 2019

LAMASCAST A SECO A PARTIR DE AGORA

O LamasCast desta semana vem diferente por motivos alheios à minha vontade. Infelizmente, o que já havia ocorrido uma vez num dos primeiros programas se repetiu neste. Gravei duas versões deste programa, com músicas diferentes na abertura e em ambas toda gravação foi removida pela SoundCloud a mando dos proprietários das músicas. Não os artistas, que criam e gravam, mas aqueles que se apoderaram eternamente das obras por um punhado de dinheiro. Lamento e não perderei mais meu tempo, a partir de agora será só minha voz com meus textos ou alguns que queira citar, sempre dando o crédito de autores, como fiz até agora. 
Ouça aqui abaixo ou na SoundCloud. Muito obrigado por sua audiência.



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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

CSA E VAN HALEN NUMA NOITE DE VERÃO CARIOCA, NO LAMASCAST

No LamasCast desta semana o tema é uma curiosa história sobre a noite de janeiro de 1983, quando o CSA, de Jacozinho e Marciano, brilhou no Maracanã, e o Van Halen, de Eddie Van Halen e David Lee Roth, quase fez o Maracanãzinho rachar. Ouça abaixo ou na SoundCloud.



A publicação do podcast desta semana já mexeu com a memória afetiva de amigos. Dois deles, Paulo Velloso e Guilherme Folly, já me mandaram mensagens com lembranças do ensurdecedor show no Maracanãzinho. 
 

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Guilherme, amigo dos tempos de faculdade, inclusive me mandou pelo Whatsapp o seu ingresso daquela apresentação da banda americana no Rio de Janeiro. Veja abaixo.


Outro com quem falei sobre este show foi Luiz Antônio Mello, fundador da Rádio Fluminense FM, que foi ao show e confirmou o som ensurdecedor do Van Halen no Maracanãzinho naquela noite de 1983. 

Descrição do LamasCast 16:

O décimo-sexto programa traz trechos das músicas "Bottom's Up", de Eddie Van Halen, Alex Van Halen, Michael Anthony e David Lee Roth ; "Eruption", de Eddie Van Halen; "Unchained", de Eddie Van Halen, Alex Van Halen, Michael Anthony e David Lee Roth, e "You really got me now", de Ray Davies (dos Kinks, grupo que a gravou originalmente), todas com o Van Halen. 

Todas estas músicas fizeram parte do repertório do show realizado no dia 26 de janeiro de 1983, no Maracanãzinho, que se chama Gilberto Cardoso e não Gilberto Cardoso Filho, como eu disse no áudio. O set list completo pode-se conferir aqui.
 
O programa também utiliza as narrações dos dois gols do CSA, na vitória de 2 a 1 sobre o Fluminense, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro de 1983, também realizado na noite de 26 de janeiro. O áudio foi encontrado no canal de Edu Cesar no YouTube

A narração é de Antônio Porto, pela Rádio Eldorado AM, que integrava o Sistema Globo de Rádio na época. Na reportagem estavam Danilo Bahia e Fernando Carlos, com Mario Vianna nos comentários de arbitragem.

Um detalhe sobre o jogo que não mencionei no podcast é que aos 44 minutos do primeiro tempo, Romel cobrou um pênalti e Paulo Victor, goleiro do Fluminense, defendeu. Abaixo, foto do ingresso da partida que ainda tenho colado em meu caderninho.


Texto, produção, concepção, criação, gravação, edição, narração, erros, acertos e tudo o mais: Eduardo Lamas.

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terça-feira, 6 de agosto de 2019

LAMASCAST: AO MESTRE SARAMAGO

O 15º programa LamasCast presta uma homenagem ao grande escritor português José Saramago. Não deixe de ouvir! Aqui abaixo ou na SoundCloud.



Descrição do LamasCast 15:
O décimo-quinto programa traz trechos das músicas "O Pastor", de , com Madredeus, e "Minha História (Gesubambino)", de Lucio Dalla e Paola Pallotino, com versão de Chico Buarque, que a canta.

Texto, produção, concepção, criação, gravação, edição, narração, erros, acertos e tudo o mais: Eduardo Lamas.

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terça-feira, 30 de julho de 2019

LAMASCAST EM OCEANO DE MEMÓRIAS

O LamasCast desta semana traz um trecho do livro "O negro crepúsculo", de minha autoria, chamado "Oceano de memórias". Ouça o programa aqui abaixo ou na SoundCloud.



Descrição do LamasCast 14:
O décimo-quarto programa traz trechos das músicas "1974", de Flávio Venturini, com O Terço, e "Making memories", de Christoffer Vestrheim, Geddy Lee e Neil Peart, com Rush.
Foto: Eduardo Lamas (capa do ebook e do livro físico "O negro crepúsculo").
Texto, produção, concepção, criação, gravação, edição, narração, erros, acertos e tudo o mais: Eduardo Lamas.

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terça-feira, 23 de julho de 2019

A CRUZADA DAS CRIANÇAS NO LAMASCAST

O décimo-terceiro LamasCast é sobre uma música de Sting, "Children's Cruzade". Mas que Cruzada das Crianças é esta? Ouça na SoundCloud​! Ou aqui abaixo.
Sempre na nuvem, com os pés a um passo do chão.



Descrição do LamasCast 13:
O décimo-terceiro programa traz a música "Children's Cruzade", de e com Sting.
Ilustração: A Cruzada das Crianças, de Gustave Doré.
Texto, produção, concepção, criação, gravação, edição, narração, erros, acertos e tudo o mais: Eduardo Lamas.

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

QUEM JESUS MATOU?

Jesus viveu
pra si e a sua família
ou por toda a Humanidade?
Repartiu
ou acumulou?
Distribuiu
ou roubou?
Cercou-se de humildes
ou poderosos ?
Lutou contra a tirania
ou ao lado dela?
Expulsou os vendilhões do templo
ou uniu-se a eles?
Curou
ou envenenou?
Ensinou a pescar
ou cobrou impostos?
Era altruísta
ou egoísta?
Agregou
ou discriminou?
Compreendeu
ou atirou a primeira pedra?
Abençoou
ou torturou?
Incondicionalmente amou
ou armou?
Morreu
ou matou para salvar?

Foto de Paulo Jailton (https://guiadafotografia.com.br/seja-fotografo-para-todos/)
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